Terça-feira, 31 de agosto de 2010

O Ministério do Desenvolvimento Agrário informou que o decreto nº 7.272/2010, que instituiu a Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (PNSAN), foi assinado na semana passada. Segundo o ministério, "o fortalecimento da agricultura familiar, povos indígenas e comunidades tradicionais é um dos objetivos dessa Política Nacional que visa promover a segurança alimentar e nutricional, para garantir a realização do Direito Humano à Alimentação Adequada e Saudável".


Fonte: Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Terça-feira, 31 de agosto de 2010
Em defesa da agroenergia

O ministro da Agricultura, Wagner Rossi, voltou a defender a eficiência e da produção agropecuária brasileira em evento que abriu ontem a 18ª Feira Internacional da Indústria Sucroalcooleira (Fenasucro e a 8ª edição da Feira de Negócios e Tecnologia da Agricultura da Cana-de-Açúcar (Agrocana). De acordo com informações divulgadas por sua assessoria de imprensa, o ministro realçou que o Brasil pode produzir etanol sem perder área para o plantio de alimentos e louvou, como de costume, a eficiência do agronegócio nacional. Rossi também insistiu em antigas demandas: desoneração da produção e logística melhor.


Fonte: Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Terça-feira, 31 de agosto de 2010

A Hassad Food, controlada pelo fundo soberano do Qatar, planeja adquirir um projeto de açúcar no Brasil com capacidade de processamento de 25 milhões de toneladas, segundo a agência de notícias do país, Qatar News.O Qatar, como outros países do Golfo, importa a maior parte da sua demanda por alimento. A segurança futura da seu suprimento de alimento é vista como prioridade pelo governo.A aquisição no Brasil é esperada para ocorrer em dois meses, segundo disse o principal executivo da Hassad, Nasser Al-Hajri à Qatar News, sem dar mais detalhes do projeto. Em torno de 70% do projeto de açúcar é planejado para ser embarcado para o Qatar para uso interno, enquanto os 30% restantes serão usados para produção de biocombustíveis.


Fonte: Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Terça-feira, 31 de agosto de 2010

Às vésperas de completar o plantio, a Argentina faz contas e observa que a área cultivada do trigo deverá alcançar 4,244 milhões de hectares nesta safra, segundo o Ministério da Agricultura. Pelas projeções oficiais, o crescimento em relação à temporada 2009/10 chegou a 21%.O governo não divulgou estimativas de produção. Para a consultoria Agritend, a safra de trigo 2010/11 deverá atingir 10,5 milhões de toneladas. É um avanço frente à colheita passada, que beirou 7,5 milhões de toneladas, em meio à forte estiagem vivida pelo campo argentino durante o plantio. Isso fez com que a área plantada fosse a menor em 111 anos. Os números do atual plantio, que já foi 99% concluído, evidenciam uma trajetória de recuperação moderada: ainda ficam aquém dos 17 milhões de hectares em 2007.O último boletim semanal da Bolsa de Cereais de Buenos Aires indica que o plantio estará finalizado "nos primeiros dias de setembro". A entidade mencionou a aposta de produtores em "algumas coberturas adicionais realizadas fora de época e impulsionadas pela alta do preço do grão", mas não houve mudança significativa.As exportações de trigo da Argentina, destinadas quase integralmente ao Brasil, são taxadas em 23% e estão submetidas a autorizações do governo. Para dar mais previsibilidade aos exportadores, o Ministério da Agricultura adiantou recentemente permissões para o embarque de 3,5 milhões de toneladas. Na safra passada, o Brasil teve que recorrer a outros fornecedores para complementar a produção nacional e atender a demanda.


Fonte: Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Terça-feira, 31 de agosto de 2010

A área de cultivo de milho deve ser reduzida pelo segundo ano consecutivo no Paraná. Na safra 2009/10, o grão ocupou 900,4 mil hectares e, no período 2010/11, ele será plantado em 761,5 mil hectares, uma queda de 15%. A produção deve diminuir 20%, de 6,84 milhões de toneladas para 5,48 milhões de toneladas. Nas décadas de 70 e 80, o Estado chegou a ter 2 milhões de hectares cultivados com milho, e a área prevista para a próxima safra de verão é a menor já observada pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura do Paraná.A primeira estimativa da safra do Paraná, divulgada ontem, mostrou que o agricultor vai novamente aumentar a aposta na soja, que terá área 3% maior, de 4,49 milhões de hectares. A produção do grão deve cair 1%, para 13,7 milhões de toneladas, porque a previsão da colheita leva em conta a produtividade dos últimos cinco anos, período no qual o Paraná enfrentou problemas climáticos que prejudicaram o desempenho das lavouras.Levando-se em conta todas as culturas, a safra de verão 2010/11 do Paraná terá a mesma área cultivada, 5,64 milhões de hectares, e produção 7% menor (19,97 milhões de toneladas) na comparação com a safra passada - isso porque o rendimento da soja equivale a 50% do rendimento do milho.O secretário da Agricultura, Erikson Chandoha, explicou que, além da questão de menor liquidez em relação à soja e da combinação de estoques altos e preços baixos, a redução na área de milho está relacionada ao temor dos efeitos do fenômeno climático La Niña, que pode provocar estiagem na região. E, segundo ele, o agricultor está consolidando a opção de plantar soja no verão e milho na segunda safra, a safrinha.Chandoha disse que, mesmo que a soja seja mais resistente, os produtores devem escalonar o plantio da safra "para correr o menor risco possível" com seca.O levantamento feito por técnicos do Deral mostra que o plantio de feijão das águas deve crescer 8% em área, para 344,9 mil hectares, e 19% em produção, para 579,8 mil toneladas. Outras culturas que devem ter produção maior são as de batata (12%), cebola (20%), tomate (19%) e mandioca (9%). A última safra de verão recorde no Estado foi registrada em 2007/08, quando foram cultivados 5,65 milhões de hectares e colhidas 22,2 milhões de toneladas.


Fonte: Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Terça-feira, 31 de agosto de 2010
Buenos Aires busca comprador para plantas da JBS

O governo da Argentina busca grupos nacionais para assumir três das seis unidades que a brasileira JBS opera no país. A companhia brasileira admitiu, em comunicado divulgado no domingo, que estuda vender "algumas unidades de produção" no mercado vizinho. O comunicado foi feito dois dias após a reunião que o secretário de Comércio Interior, Guillermo Moreno, mantém habitualmente às sextas-feiras com frigoríficos e supermercados.Sem dar detalhes, Moreno disse aos participantes que o governo pode oferecer financiamento às empresas argentinas que queiram comprar alguma ou todas essas três unidades da JBS - de Pontevedra, San José e Berazategui. O frigorífico brasileiro tem capacidade para abater 6,7 mil cabeças por dia, mas vem operando com ociosidade, devido à baixa oferta de animais.A informação foi confirmada ao Valor por uma fonte com acesso às reuniões com o secretário. Como a indústria de carne vive uma crise na Argentina e há desconfiança sobre o interesse de grupos privados nas plantas da JBS, o mercado especula sobre uma intervenção direta do governo nas três unidades do grupo brasileiro, assim como fez Moreno em outros setores - caso da fábrica de papel Massuh e de autopeças Paraná Metal.


Fonte: Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Terça-feira, 31 de agosto de 2010

O arroz cultivado e beneficiado em 12 municípios do litoral norte do Rio Grande do Sul, que na safra 2009/10 respondeu por 8,7% da produção de 6,9 milhões de toneladas do grão no Estado, é o primeiro produto brasileiro com Denominação de Origem (DO) reconhecida pelo Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI).Com o registro, obtido após um processo de organização do setor que começou há cerca de cinco anos, os arrozeiros esperam agora a valorização do produto no país e o ingresso em mercados exigentes como Europa e Estados Unidos.O trabalho foi conduzido pela Associação dos Produtores de Arroz do Litoral Norte do Estado (Aproarroz), que foi constituída para buscar a DO em 2006 e protocolou o pedido no INPI em 2008. Segundo o presidente da entidade, Clóvis Terra Machado dos Santos, o registro, que abrange 12 municípios, até 130 mil hectares e quase 1,5 mil produtores na região, foi emitido na semana passada e será entregue aos representantes do setor amanhã, na Expointer.Segundo o INPI, a Denominação de Origem é a indicação geográfica que vincula a qualidade de um produto aos recursos naturais e humanos da região onde ele é produzido. Na prática, ela é reconhecida como um degrau acima da Indicação de Procedência, que relaciona o produto à “reputação” da área de origem e que já foi concedida aos vinhos do Vale dos Vinhedos (RS), à carne bovina do pampa gaúcho, ao couro acabado de Novo Hamburgo (RS), ao café do Cerrado mineiro, à cachaça de Paraty (RJ), à uva e à manga do Vale do Rio São Francisco.Conforme o presidente da Aproarroz, as condições climáticas específicas do litoral gaúcho - situado entre o mar e grandes lagoas internas - incluem variação térmica menos acentuada, abundância de água e regime de ventos favorável, o que proporciona grãos de melhor aspecto e qualidade para preparo e consumo. No processo de beneficiamento, o arroz em casca da região rende de 64% a até 68% de grãos inteiros, contra a média estadual de 58% a 59%.Santos não faz projeções sobre o ganho econômico potencial dos arrozeiros com a concessão da DO. Graças à qualidade diferenciada, os agricultores da região já recebem, historicamente, de 8% a 10% a mais do que a média estadual, conforme o agrônomo Daniel Menezes Sant’Anna, que trabalhou como consultor na elaboração do projeto. Para o agrônomo José Enoir Daniel, da Emater-RS, o novo status pode elevar esse prêmio a até 20% no médio prazo.O plano da Aproarroz é colocar os primeiros lotes com Denominação de Origem no mercado em 2011, mas ainda não há estimativa de volumes. Para receber o selo, cada produtor terá que registrar áreas específicas de cultivo e cumprir um protocolo elaborado pela entidade e aprovado pelo INPI, que inclui rastreabilidade das sementes, controle de insumos, cuidados ambientais, cumprimento da legislação trabalhista, transporte e beneficiamento dos grãos - que deve ser feito obrigatoriamente na própria região. A associação fará o acompanhamento do processo.”O simples fato de ser da região não garante que o produto vai receber o selo”, diz Santos. Segundo ele, 30% da produção de arroz em casca dos 12 municípios, que nesta safra somou 600 mil toneladas, é beneficiada localmente e comercializada com marcas como Palmares, Mostardeiro e Coripil no Rio Grande do Sul e no centro do país, mas a meta é elevar esse índice nos próximos anos. O restante é vendido em casca para beneficiamento em outros Estados.Para o presidente da Cooperativa Arrozeira Palmares (Coopalmares), Francisco Selistre, os benefícios da Denominação de Origem serão percebidos de maneira “gradual” tanto pelos agricultores quanto pela indústria. Ele também não arrisca o potencial de valorização do produto nas gôndolas dos supermercados, mas acredita na abertura de mercados internacionais importantes como Europa e EUA. Hoje a cooperativa vende o arroz com a marca Palmares no Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Espírito Santo.Com 130 arrozeiros associados, a Coopalmares produziu nesta safra 36 mil toneladas de arroz beneficiado a partir de quase 55 mil toneladas do produto em casca e tem capacidade para aumentar imediatamente os volumes em 20%, explica Selistre. “Mas temos três linhas de produção e podemos colocar mais quatro sem grandes investimentos em estrutura física”, acrescenta. De acordo com ele, cada nova linha custa cerca de R$ 1 milhão em equipamentos.


Fonte: Valor Econômico


 

 
Posted By Ercilia
 

Segunda-feira, 30 de agosto de 2010

O governo federal criou uma linha de crédito de R$ 50 milhões destinada ao financiamento de margens de garantia e de ajustes diários em operações de vendas futuras, realizadas por bolsas de mercadorias e de futuros. A norma editada pelo Banco Central foi publicada nesta sexta-feira, 27 de agosto, e beneficia produtores e cooperativas que negociam café. O financiamento funcionará como um mecanismo de proteção de preços negociados em bolsas de mercadorias por produtores e cooperativas. A linha de crédito foi aprovada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) na última quarta-feira, 25 de agosto.A margem de garantia é o valor exigido de todos os clientes para cobrir os riscos dos contratos em aberto. Os ajustes diários são decorrentes das oscilações de preços do produto negociado, com base em expectativas de oferta e demanda desse mercado. Pela Resolução 3898, do Banco Central, os recursos também poderão ser utilizados para a aquisição de prêmios de contratos de opções de venda. Opção é uma modalidade de contrato futuro em que se negocia determinada commodity por um preço pré-fixado.A nova linha de crédito será custeada com recursos do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). "Com esse financiamento, queremos facilitar o acesso dos cafeicultores e das cooperativas agrícolas aos mecanismos de proteção de preços de café negociados no mercado", explica Robério Silva, diretor do Departamento de Café. Segundo ele, a ideia é também oferecer melhores condições para o produtor comercializar o café da safra atual e possibilitar a redução dos riscos de flutuação de preço da commodity.Conforme a norma, cada produtor pode contratar crédito de até R$ 80 mil, a juros de 6,75% ao ano. O limite por cooperativa foi fixado em R$ 40 mil por cooperado ativo, desde que tenha depositado o café na instituição. O prazo de reembolso é coincidente com o período de liquidação da operação de mercado de futuro e de opções, limitado a 360 dias contados a partir da data de contratação.Resolução nº 3898 na íntegra em https://www3.bcb.gov.br/normativo/detalharNormativo.do?N=110075156&method=detalharNormativo.


Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

 
Posted By Ercilia
 

Segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Valor pago pela saca de soja alcançou a melhor cotação desde a colheita. Preços devem se estabilizar, mesmo com a confirmação da supersafra americana


Depois de altas e baixas, o preço da saca de soja chegou ao melhor patamar nesta safra. Com a previsão de colher 67,3 milhões no Brasil e 9,4 milhões no Estado, o preço pago neste momento varia entre R$ 40 e R$ 42 a saca de 60 kg.Segundo o Diretor da Agroinvvesti, Cleber Bordignon, o mercado vem mostrando um aumento da oferta com a previsão se grandes safras nos Estados Unidos e na América do Sul, fator que pressiona para baixo o preço pago no mercado externo. Por outro lado, Mattei destaca que a demanda pelo produto vem aumentando também em grande proporção o que tem mantido os preços em níveis altos. "Atualmente a soja apresenta os melhores preços desde a colheita. O aumento da demanda por soja, principalmente pela China, tem mantido os preços nos níveis atuais de 40 a 42 reais a saca", relatou.A recuperação de preços da soja nas últimas semanas anima os produtores. Operador de Mercado da Agroinvvesti, Rafael Webber Mattei, explicou que produtor deve aproveitar as oportunidades para vender parte da produção e não tentar acertar o pico de mercado. "É preciso cautela, pois o pico do mercado só é conhecido depois que ele passou", disse. Para realizar o melhor negócio, o agricultor pode montar estratégias utilizando o mercado futuro e travando antecipadamente a rentabilidade da sua produção.Na região, segundo levantamento preliminar da Emater, aproximadamente 80% da safra da soja foi comercializada, índice considerado normal para o período. "O preço pago no mercado nacional está dentro da média das últimas cotações", relatou o Engenheiro Agrônomo da Emater, Ataídes Jacobsen. No entanto, a venda da produção deve continuar até o final do ano, juntamente com a comercialização antecipada da próxima safra. "Quem ainda não vendeu está especulando ainda o melhor preço, mas o mercado mostra que o valor pela saca não deve ter sofrer uma elevação maior se confirmada a supersafra americana estabilizando as atuais cotações", afirmou.


Fonte: O Nacional

 
Posted By Ercilia
 

Segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Após ter ultrapassado a marca histórica de sua movimentação no primeiro semestre de 2010, o Porto do Rio Grande volta a registrar novo recorde. Desta vez, os dados são referentes ao período correspondente aos sete primeiros meses do ano. De janeiro a julho de 2010 a movimentação atingiu 16,7 milhões de toneladas. Até então, o recorde era de 2008, quando as operações somaram 15,9 milhões de toneladas no mesmo período.O volume de cargas atingido neste ano é 13% superior ao obtido no mesmo período de 2009. Os embarques foram responsáveis pelo maior volume, 10,8 milhões de toneladas, com alta de 3%. Já os desembarques se destacaram pelo crescimento de 37,7%, atingindo 5,8 milhões de toneladas. Por segmento de carga todos os setores tiveram incremento: granel sólido (+14,8%), carga geral (+15,5%) e granel líquido (+4,2%). Outro destaque foi o aumento do número de embarcações no porto, que contabilizou 1.876 unidades (+3,8%).Os embarques de cereais somaram 6,3 milhões de toneladas, com alta de 2,6%. Entre as cargas com maior incremento neste setor estão o farelo de soja, com 1,3 milhão de toneladas (+17,6%) e o trigo, com 915,8 mil toneladas (+17,6%). Ainda registrou acréscimo as operações de óleo de soja (+11,6%), atingindo 243,9 mil toneladas. Outro destaque foi a cevada que chegou a 24,7 mil toneladas, enquanto que em 2009 essa carga não foi operada. Na contramão do crescimento ficaram os embarques de arroz (-37,8%), milho (-19,8%) e soja em grão (-1,7%).Também obtiveram bom êxito os desembarques de cereais, com alta de 6,5%, somando 907,4 mil toneladas. Os destaques ficaram com o óleo de soja que aumentou 236,1% (62,9 mil toneladas) e com o farelo de soja que registrou acréscimo de 213,8% (366,4 mil toneladas). Na movimentação ainda foi agregado o desembarque de cevada, com 26,2 mil toneladas. As quedas ocorreram no recebimento de arroz (-84%), trigo (-55%) e soja (-17,3%).Ainda teve crescimento, em comparação com 2009, a movimentação de contêineres, com aumento de 5,5%, totalizando 376,5 mil Teu´s (unidade equivalente a contêiner de 20 pés). O embarque e desembarque de contêineres de 2010 também é o maior da história do porto rio-grandino para o período correspondente aos sete primeiros meses do ano. Até então o recorde era de 2005 quando foram operados 373,3 mil Teu’s.De acordo com o superintendente do Porto do Rio Grande, Jayme Ramis, a alta na movimentação deve-se a um cenário econômico positivo e aos grandes investimentos que estão sendo realizados pelo Estado, União e iniciativa privada. "Este ano está sendo muito especial para Rio Grande: ampliamos o calado de 40 para 42 pés e, em breve, deverá chegar a 47 pés; estamos licitando a aquisição de um sistema de monitoramento de tráfego usado nos principais portos do mundo e inédito no Brasil; contamos com todos os canais dragados, e temos obras de modernização nos terminais do Superporto. Por isso tudo, acreditamos que chegaremos a 30 milhões de toneladas de cargas em 2010, batendo o recorde histórico de movimentação do porto rio-grandino", destacou Ramis.


Fonte: Jornal Agora - Rio Grande

 
Posted By Ercilia
 

Segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Abertura do mercado norte-americano à carne suína também está ameaçado.


A credibilidade dos produtos de origem animal brasileiros está em xeque nos Estados Unidos. O estopim do problema foi o excesso do vermífugo ivermectina contido na carne bovina enlatada exportada para aquele País, em 14 de maio. Por uma decisão do governo brasileiro, as vendas foram suspensas, mas agora quem quer comprovar se os níveis do produto estão dentro dos padrões são os americanos, que virão ao Brasil, a partir da próxima terça-feira, 31, para constatar de perto se houve avanços.A situação já preocupa os empresários de áreas afins e foi usada por uma ONG americana, a Food and Water Watch, como mote para retirar o Brasil da lista dos países com aprovação automática de exportação de produtos de carne. Mais do que isso, a ONG aproveitou o embalo para pedir que o Departamento de Agricultura norte americano não considere mais Santa Catarina como Estado livre de febre aftosa sem vacinação, status que recebeu em 2007 da OIE, Organização Mundial de Saúde Animal."Esse episódio prejudicou a credibilidade do Brasil e poderemos ter problemas na aprovação das fábricas de suínos pelos americanos", considerou Pedro Camargo Neto, presidente da Abipecs, Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína. Atualmente, o Brasil não vende o produto para os Estados Unidos, mas a expectativa é a de que, a partir do próximo mês, o país abra seu mercado para a carne suína nacional. Para isso, americanos irão até o Sul, onde se concentra a maior produção, para inspecionar as indústrias do setor. Camargo Neto explicou que, em termos de volume, não se aguarda uma grande venda para os EUA, que são grandes produtores. O interesse nesse novo mercado é o de deixar uma porta aberta para futuras comercializações.O secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Francisco Jardim, assegurou que os exames realizados em novas peças de carne brasileira já foram feitos e apresentaram um padrão condizente com as exigências americanas. Jardim não quis se pronunciar sobre o pedido feito pela ONG ao governo americano e, tampouco, traçou uma meta para o retorno das vendas para os Estados Unidos. "A visita da missão já está agendada e temos de esperar. Estamos fazendo nossa lição de casa."


Fonte: Portal DBO

 
Posted By Ercilia
 

Segunda-feira, 30 de agosto de 2010

A Petrobras Biocombustível informou na sexta-feira que comprou 50% da Bióleo Industrial e Comercial por R$ 15,5 milhões, informou a Reuters. A empresa, de Feira de Santana (BA), extrai óleos vegetais e tem capacidade anual para processar 130 mil toneladas de oleaginosas e estocar 30 mil toneladas de grãos e 10 milhões de litros de óleo. O acordo prevê investimentos de R$ 6 milhões, dos quais R$ 3 milhões da Petrobras.


Fonte: Valor Econômico


 
Posted By Ercilia
 

Segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Cientistas sequenciam o genoma do trigo

Cientistas concluíram uma primeira versão preliminar do genoma do trigo - o maior e mais complexo elenco de instruções genéticas jamais abordado mediante sequenciamento de DNA. Os dados brutos do DNA, divulgados na sexta-feira na internet, ajudarão imediatamente os melhoradores de plantas a desenvolver variedades melhoradas de trigo, embora mais anos de pesquisas sejam necessários para compreender as complexidades do genoma e aproveitar plenamente as informações."Disponibilizamos a maior parte das sequências necessárias para que os melhoradores de plantas identifiquem diferenças genéticas no trigo", disse Keith Edwards, da Universidade de Bristol. "Os dados melhorarão a eficiência da criação de novas variedades de safras".O trabalho foi realizado nas Universidades de Liverpool e Bristol e no Centro John Innes em Norwich, bancado por uma dotação de 1,7 milhão de libras do Conselho de Pesquisas em Ciências Biotecnológicas e Biológicas.O código genético do trigo contêm 16 bilhões de letras químicas e um número de genes estimados em 80 mil. "O genoma do trigo é cinco vezes maior do que o genoma humano e representa um enorme desafio para os cientistas", disse Edwards. A complexidade e a dimensão do genoma do trigo retardou sua análise, em relação a outros cereais importantes do ponto de vista econômico. Só nos últimos dois anos a tecnologia de sequenciamento de DNA avançou a um ponto em que o trigo é uma meta economicamente viável.Ao mesmo tempo, a ausência de informações genéticas retardou a criação de melhores variedades de trigo. Os melhoradores poderão recuperar o tempo perdido, não mediante o desenvolvimento de trigo geneticamente modificado, mas incrementando a produtividade de variedades convencionais.Os cientistas britânicos usaram uma variedade do trigo de primavera chinês para seu projeto. "Os dados do sequenciamento dessa variedade de referência nos permitirão investigar as diferenças entre as variedades com características diferentes", disse Neil Hall, da Liverpool University. "Quando entendermos as diferenças genéticas entre as variedades com traços distintos, poderemos desenvolver novos tipos de trigo mais resistentes a secas e salinidade ou capazes de proporcionar safras maiores".Coincidentemente, a Monsanto anunciou intercâmbio tecnológico e acordo de investimentos com a InterGrain, empresa de desenvolvimento de variedades de trigo.


Fonte: Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Segunda-feira, 30 de agosto de 2010

A JBS S.A admitiu, em nota ontem, que pode vender "algumas unidades de produção" na Argentina por conta da atual escassez de bois para abate e da restrição às exportações de carne bovina pelo país. No sábado, a agência Reuters noticiou que a maior processadora global de carne bovina poderia vender três plantas de abate de gado na Argentina. A informação foi dada à Reuters por uma fonte que pediu anonimato.Segundo essa fonte, a informação de que a JBS poderia se desfazer de unidades na Argentina foi dada pelo secretário de Comércio Interior argentino, Guillermo Moreno, durante uma reunião que teve na última sexta-feira com diretores dos principais frigoríficos de carne bovina do país.Na nota divulgada ontem, após ser procurada no Brasil, a JBS disse que "devido à atual situação na Argentina (escassez da disponibilidade de gado e restrição das exportações), a companhia estuda reduzir a produção nesse país, ou até, a possível venda de algumas unidades de produção desde que o valor negociado reflita o preço real do ativo". A empresa não informou que unidades podem ser vendidas.Segundo a Reuters, atualmente, as instalações da JBS na Argentina que poderiam ser vendidas, situadas em Pontevedra, Berazategui e San José, estão trabalhando de forma parcial, por conta da redução da oferta de bovinos para abate. Esse quadro de falta de animais provocou uma alta no preço da carne bovina e fez o governo limitar as exportações do produto.Diversos frigoríficos atravessam dificuldades pela recuo nas atividades e travam uma queda-de-braço com o governo argentino. Os produtores rurais responsabilizam as intervenções oficiais no mercado da carne bovina pela queda do rebanho. As prolongadas secas que o país viveu nos últimos anos também foram muito prejudiciais ao setor, observa a Reuters.A escassez de gado para abate também afeta frigoríficos no Brasil. A própria JBS concedeu férias coletivas na unidade de Colíder (MT) na semana passada.A JBS entrou na Argentina em 2005 com a aquisição da Swift Armour. Depois fez novas aquisições e atualmente tem seis unidades no país que somam capacidade de abate de 6,7 mil cabeças por dia.


Fonte: Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Segunda-feira, 30 de agosto de 2010

O presidente da JBS, Joesley Batista, disse, na sexta-feira, que a concentração do setor de frigoríficos de carne bovina no Brasil não prejudica o produtor de gado. Pelo contrário. A uma plateia de estudantes, representantes do agronegócio e consultores, em seminário do Pensa, na Universidade de São Paulo (USP), Batista afirmou que a concentração permite que as empresas do setor cresçam, o que vai "beneficiar o produtor".De acordo com o presidente da JBS, "quanto mais o setor se concentrou no Brasil, mais o preço do boi subiu". Ele disse que há alguns anos, a arroba do boi gordo estava na casa dos US$ 20 no Brasil. Atualmente, já supera os US$ 50.Essa mudança de patamar é, segundo ele, um reflexo da internacionalização e da concentração no setor de frigoríficos. "Antes, quando havia um monte de pequenos [frigoríficos] se debatendo, só se vendia barato ao exterior. Isso mudou". No novo cenário, disse, é possível vender carne com preços mais altos ao exterior e, assim, pagar mais pelo boi ao pecuarista.Após a aquisição de várias empresas no exterior, a JBS detém hoje 30% do comércio internacional de carne bovina e 50% das exportações brasileiras do segmento, segundo Batista.Conforme o empresário, "a internacionalização mais do que dobrou o preço do boi". Em sua opinião, "não é só o câmbio" que explica a elevação dos preços da arroba em dólar. "O câmbio é só um dos fatores", argumentou.Rui Prado, presidente da Federação de Agricultura de Mato Grosso (Famato), que esteve no seminário, afirmou que a concentração preocupa os criadores do Estado, onde apenas duas empresas - JBS e Marfrig - têm 60% do abate.Outra questão do encontro, em que Joesley Batista falou sobre a gestão da JBS, foi o desafio de digerir todas as aquisições feitas pela companhia e implantar a cultura da empresa nesses locais. O caso da Inalca JBS, na qual a brasileira vive uma disputa judicial com o sócio, foi mencionado. "Na Itália, temos que ter pessoas tão competentes quanto eu ou mais", disse. A JBS entrou na Câmara de Comércio Internacional de Paris contra o grupo Cremonini, pedindo a arbitragem sobre questões de governança. Batista não comentou o processo.


Fonte: Valor Econômico


 
Posted By Ercilia
 

Segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Mesmo com as chuvas do início do mês, terminais aceleram embarques e superam agosto de 2009


Com a volta do clima seco na região dos portos de Santos (SP) e de Paranaguá (PR), os embarques de açúcar retomaram o ritmo e superaram os volumes do ano passado, que por sua vez também foram recordes.Segundo levantamento da Kingsman do Brasil, nos 27 dias de agosto deste ano foi embarcado mais açúcar do que em todos os 31 dias do mesmo mês de 2009. Ainda assim, as filas permanecem nos portos e são alimentadas por navios que deveriam atracar apenas em setembro ou outubro, mas chegam com um ou dois meses de antecedência demonstrando um certo "desespero" pelo produto brasileiro.Foram embarcados 2,199 milhões de toneladas de açúcar até 27 de agosto deste ano, 70 mil toneladas a mais do que no mesmo mês do ano passado. Ainda assim, há na programação 113 navios - entre os que aguardam no porto e os que estão a caminho - para embarcar 3,346 milhões de toneladas."A estrutura portuária funciona, tanto que após o acúmulo causado pelas chuvas, os terminais conseguiram no tempo seco recuperar e até superar os volumes do ano anterior. O que ocorre é que o mundo tornou-se altamente dependente do açúcar brasileiro, com todos os outros produtores tendo problemas em suas safras", diz Luiz Carlos dos Santos Júnior, diretor da Kingsman do Brasil.No frisson mundial pelo açúcar brasileiro também há um componente adicional. A China, que normalmente comprava açúcar da Tailândia, está vindo agora buscar a commodity no Brasil.Neste ano, o país asiático já importou 514 mil toneladas do produto brasileiro, sendo 327 mil toneladas em julho e 239 mil toneladas em agosto. "Dos 73 navios que saíram em agosto dos portos, 29 foram para o continente africano e 24 para Ásia", informa.No acumulado da safra no Centro-Sul, ou seja, entre maio e julho, foram embarcadas 6,8 milhões de toneladas, 25% mais do que os 5,4 milhões de toneladas registradas em igual período de 2009.Diante do temor de ficar sem açúcar, importadores têm antecipado o envio de navios ao Brasil. " Há compras feitas para entrega em setembro e outubro cujos navios já chegaram agora, em agosto", contou um trader.Desde o início de julho, Santos e Paranaguá registram a chegada recorde de embarcações do mundo todo em busca de açúcar. A razão é que a partir de junho as cotações da commodity começaram a cair a níveis viáveis para os compradores. Nos meses anteriores, eles praticamente saíram do mercado e queimaram os próprios estoques para não comprar açúcar aos preços altos dos primeiros meses do ano. "Em fevereiro, o mercado estava na casa dos 30 centavos de dólar por libra-peso. Em meados de maio, esse valor já estava abaixo de 15 centavos", lembra Santos.


Demanda por produto seguirá firme


A demanda fora do comum pelo açúcar brasileiro não se justifica somente por ser o país o único lugar do mundo a ofertar o produto no momento. A falta de confiança de que a Índia será na próxima temporada um porto seguro para se comprar açúcar também ajuda a explicar por que o Brasil está sendo tão demandado.De janeiro a julho, a Índia importou 1,59 milhão de toneladas de açúcar brasileiro e, em agosto, já comprou mais 239,1 mil toneladas. A previsão da Shree Renuka Sugars, uma das principais companhias indianas de açúcar, é de que o país exporte, entre janeiro e setembro de 2001, de 1 milhão a 1,5 milhão de toneladas.Isso porque a expectativa é de que o país asiático produza 25 milhões de toneladas na próxima estação, que começa em outubro, ante as 18,8 milhões de toneladas de 2009/10. "Apesar de a área plantada ter subido 17%, não vemos o recorde de produtividade da safra passada se repetir nesta", diz Narendra Murkumbi, presidente da Shree Renuka. Ele acrescenta que como a Índia não tem um grande excedente de açúcar, os preços domésticos tendem a se equalizar com os internacionais, de forma que os estímulos à exportação serão menores


Fonte: Valor Econômico


 
Posted By Ercilia
 

Segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Programa da PepsiCo vai rastrear batata sul-americana

Múlti quer dados sobre água, solo e mata de produtor


Em uma iniciativa inédita no Brasil e em suas operações no mundo, a PepsiCo deu início neste mês a um amplo processo de rastreamento ambiental de seus produtores de batatas na América do Sul. Até o fim do ano que vem, a multinacional terá em mãos dados como a qualidade de solo, água e das florestas nativas das propriedades de cada um de seus 320 fornecedores na região.A ação faz parte da estratégia de sustentabilidade do grupo, iniciada dentro da empresa e que agora se estende à cadeia produtiva. Se tiver sucesso, a iniciativa será estendida a outras culturas - como aveia, trigo, água de coco e palma - e servirá de modelo para as subsidiárias da PepsiCo."Antes, o foco dos nossos agrônomos era a produtividade. Agora é a sustentabilidade", diz Jorge Tarasuk, vice-presidente de Operações da PepsiCo Divisão Alimentos para a América do Sul, em entrevista ao Valor. "Temos obrigação de atuar nessa área".A obrigação, nesse caso, é resultado do chamado "Desempenho com Propósito", o marco estratégico adotado pela companhia em 2007 e que deu origem à mudança de viés dos negócios.Para tanto, a múlti americana contratou uma empresa brasileira de rastreabilidade para fazer o diagnóstico dos produtores. A diferença é que o mapeamento irá além dos tradicionais questionamentos sobre volume de aplicação de defensivos e produtividade no campo. Tão ou mais importante é saber se os fornecedores seguem a legislação ambiental e trabalhista de seus respectivos países - em outras palavras, quão sustentáveis eles são.Com faturamento mundial de US$ 60 bilhões em 2009 e uma fatia significativa do mercado de salgadinhos, a PepsiCo detém as marcas de batatinhas Rufles e Namesa (Elma Chips) e Lucky.A empresa tem atualmente 320 fornecedores na América do Sul. No Brasil, onde estão as maiores lavouras, são 18 fornecedores, localizados sobretudo em Minas Gerais. Chile e Argentina respondem por mais 25 fornecedores e o restante está pulverizado nos países andinos, com agricultura de menor escala. Juntos, eles fornecem 230 mil toneladas de batatas por ano à companhia.Segundo Thomas Eckschmidt, diretor de desenvolvimento de novos projetos da PariPassu, empresa com sede em Florianópolis (SC) que realiza a rastreabilidade, o diagnóstico inclui o georreferenciamento das propriedades rurais - o mapeamento via satélite -, ferramenta indispensável para saber com precisão a localização não só da propriedade, mas de seus recursos naturais.O projeto, que terá investimento de US$ 200 mil, já foi finalizado na Colômbia e no Peru, e até o fim do ano será concluído na Argentina, Venezuela, Chile e Equador. No Brasil, o trabalho será feito ao longo de 2011.A rastreabilidade não é compulsória, diz Tarasuk. Mas para obter a adesão total, os agrônomos da PepsiCo iniciaram visitas técnicas para esclarecer os produtores sobre os benefícios do projeto. Cuidar da água, do solo e das florestas, afinal, é uma forma de garantir a sobrevivência das lavouras. E isso tem impacto direto na rentabilidade do produtor. "O programa não é obrigatório. Mas se o produtor não quiser dar visibilidade, a gente vai ficar desconfiado", afirma Tarasuk.De acordo com o executivo, não foram encontrados problemas com os fornecedores mapeados até agora. No caso de irregularidades, a empresa esclarecerá os produtores, com apoio de organizações e governos locais."A sustentabilidade só existe se ela é aplicada à cadeia inteira. É o mesmo conceito do gado que está em área de desmatamento na Amazônia. A PepsiCo quer que a sua batata não tenha esse tipo de interferência", diz Eckschmidt. "Essa rastreabilidade muda totalmente a maneira de reportar a sustentabilidade. É o que chamamos de transparência radical".Em um primeiro momento, as informações socioambientais recolhidas serão para interesse interno da empresa. A ideia, no entanto, é disponibilizá-las também ao consumidor no futuro.


Empresa cria novo centro de pesquisa


A PepsiCo fará investimento de US$ 3 milhões ao longo dos próximos três anos na criação do Centro de Desenvolvimento Agrícola no Peru (Cedap), no Peru. Primeiro do gênero na América Latina, terá como foco o desenvolvimento de novas variedades de batatas, tubérculos e raízes.De acordo com Jorge Tarasuk, vice-presidente de Operações da PepsiCo Divisão Alimentos para a América do Sul, o aprimoramento genético possibilitará melhorar a produtividade das colheitas. Nos países andinos, o objetivo é elevar do patamar atual de 18 toneladas por hectare a 30 toneladas hectares. "É um trabalho de oito, dez, doze anos", diz o executivo. Segundo ele, US$ 600 mil serão aplicados anualmente em pesquisas científicas.É a terceira iniciativa da PepsiCo desse gênero no mundo. Nos EUA, o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento Agrícola de batatas da companhia foca o desenvolvimento de variedades adaptáveis a zonas temperadas. Já na Europa, a múlti tem uma parceria com a Universidade de Cambridge para a pesquisa agrícola.Segundo a Associação da Batata Brasileira (Abba), a produção média de batata no Brasil é de 2,5 milhões de toneladas por ano. São plantados anualmente cerca de 100 mil hectares. "A produção tem se mantido estável, porém o número de produtores vem se reduzindo anualmente", diz Natalino Shimoyama, gerente-geral da Abba. No entanto, como a produtividade tem aumentado, o nível de produção não foi alterado. "Na década de 80 e 90 a produtividade era de menos de 15 toneladas por hectare. Atualmente, a produtividade é superior a 25 toneladas por hectare".A produção de batatas ocorre ao longo de todo o ano e ocorre basicamente em sete Estados - Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Bahia. Minas Gerais representa 40% da área nacional.


Fonte: Valor Econômico


 
Posted By Ercilia
 

Sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Estradas ruins e limitação de ferrovias e hidrovias elevam custo de transporte e reduzem a competitividade dos grãos brasileiros


A falta de alternativas para escoar a safra brasileira de grãos, que neste ano deve atingir novo recorde, provocou a explosão dos custos logísticos do agronegócio. Entre 2003 e 2009, os gastos de transporte saltaram, em média, 147%, enquanto a inflação subiu 48%. Nos Estados Unidos e Argentina, principais concorrentes do País, o avanço foi de 16% e 35%, respectivamente, segundo dados da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec).O aumento nos custos é decorrente de uma série de fatores, como estradas sem condições de tráfego e malhas insuficientes de ferrovias e hidrovias. Junta-se a isso, o fato de o agronegócio avançar fortemente para áreas mais afastadas do litoral e com infraestrutura ainda mais precária que o resto do País. Hoje, a Região Centro-Oeste é responsável por 35% da produção nacional de grãos. Mas a maioria da safra é exportada pelos portos do Sul e Sudeste, quando a lógica seria escoar pelos terminais da Região Norte.Um exemplo é o Mato Grosso, maior produtor de soja do Brasil, que exporta 80% da produção pelos portos de Vitória, Santos, Paranaguá e São Francisco do Sul. De Sorriso, principal polo produtor de soja do Estado, até Santos, no litoral paulista, são 2.100 quilômetros (km) de distância; até Paranaguá, 2.200 km; e até Vitória, 2.500 km.Como a capacidade da ferrovia e hidrovia é limitada na região, cerca de 70% da safra é movimentada por caminhões a um custo de R$ 230 a tonelada de soja. Os produtores de Rio Grande do Sul, São Paulo, Paraná e Santa Catarina, que estão do lado dos portos, têm os menores custos: entre R$ 55 e R$ 70. Na média do País, o produtor paga R$ 135,6 por tonelada, segundo a Anec. Nos Estados Unidos, R$ 31,18; e na Argentina, R$ 34,64.


Mediocridade


Outro reflexo da dependência da rodovia é a perda de grãos no meio do caminho. Segundo o especialista em transporte e logística, Antonio Wrobleski Filho, sócio da AWRO Participações e Logística, cada caminhão perde, em média, 60 quilos da carga entre a fazenda e o porto.Na avaliação dele, o País precisa, urgentemente, mudar sua matriz de transporte, ampliando os investimentos em ferrovia, que hoje tem apenas 28 mil km de extensão – até 2015, serão 35 mil km. Wrobleski destaca que, nos dois últimos anos, o volume de investimento em infraestrutura subiu de 0,5% para 0,9% do Produto Interno Bruto (PIB), enquanto a necessidade do País está entre 3% e 5% do PIB.Com esse volume de recursos, que parece estar distante de se tornar realidade, o Brasil demoraria entre cinco e dez anos para ter infraestrutura adequada. Na opinião do especialista, o País se aproxima da excelência quando se trata de plantar e colher, mas convive com a mediocridade quando se trata de transportar e embarcar os alimentos.


Fonte: O Estado de S.Paulo

 
Posted By Ercilia
 

Sexta-feira, 27 de agosto de 2010

"Como no Rio Grande do Sul, quase 100% dos produtores já usam a tecnologia, a expansão deve ocorrer no cerrado", disse o diretor comercial da multinacional


O cultivo de sementes de soja geneticamente modificadas deve atingir 80% da área plantada na safra 2010/11, aumento de sete pontos percentuais em relação aos 73% registrados no ciclo anterior, quando foram plantados 23 milhões de hectares, de acordo com estimativa da Monsanto. O número foi apresentado hoje, pelo diretor comercial da multinacional, Antonio Smith, durante encontro com a imprensa, realizado na sede da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), em São Paulo. "Como no Rio Grande do Sul, quase 100% dos produtores já usam a tecnologia, a expansão deve ocorrer no cerrado", afirmou. Nos Estados Unidos, os transgênicos correspondem a 90% da produção da oleaginosa e na Argentina o porcentual é de quase 100%.A companhia também trabalha com uma perspectiva positiva para o primeiro evento transgênico BtRR2Y, aprovado na última quinta-feira (19) pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio). Trata-se da primeira tecnologia desenvolvida para um mercado fora dos Estados Unidos, que demandou investimentos de US$ 100 milhões. Com a nova tecnologia, as plantas serão resistentes a três tipos de lagartas que provocam perda de rendimento das lavouras. Smith explica que estas pragas são mais comuns em países de clima tropical como o Brasil. "Não há registros nos Estados Unidos e ocorrem em nível muito baixo na Argentina", afirma. A outra vantagem da nova semente, é que a produtividade pode ser de 5% a 10% maior se comparadas às variedades já cultivadas no Brasil.A medida foi publicada ontem pelo Diário Oficial da União (DOU). A partir desta data, haverá um período de 30 dias para possíveis questionamentos à decisão tomada pela CTNBio. Se houver algum pedido de revisão, a decisão sobre a aprovação da tecnologia BtRR2Y passa para o Conselho Nacional de Biossegurança (CNBS), conhecido como Conselhão, por incluir representantes de 11 ministérios. Somente após a aprovação final é que a companhia terá permissão para reproduzir a semente em escala comercial. Com isso, o produto deve estar disponível para a safra 2013/14, explica o diretor comercial da Monsanto.Para o executivo, o grande desafio do setor agroquímico agora será oferecer aos produtores sistemas de manejo que sejam eficientes no combate das plantas que desenvolveram resistência ao herbicida glifosato. "Demorou quase 30 anos, desde o desenvolvimento dos OGMs (organismos geneticamente modificados), para surgirem as primeiras plantas resistentes", calcula o executivo. No Brasil, os primeiros sinais de ervas daninhas resistentes surgiram há cinco anos no Rio Grande do Sul. Entre estas estão, a buva, o azevém e o capim amargoso. Também há registros nos Estados do Sul, no sul de Mato Grosso do Sul e noroeste de São Paulo, próximo da divisa com Minas Gerais. Segundo ele, a recomendação é que os produtores façam a rotação de princípios ativos nas plantações. Ou seja, alternar o uso de herbicidas, em vez de usar apenas o glifosato. "A Monsanto também já está trabalhando na pesquisa de eventos de tolerância a outros herbicidas, para combater ervas de folhas largas, como a buva", afirma Smith. O diretor da Faculdade de Ciências Agrárias (FCA), da Universidade Estadual Paulista (Unesp), Edivaldo Domingues Velini, considera que a grande vantagem das plantas transgênicas não é o aumento da produtividade, mas a redução dos custos de produção e do uso de recursos naturais. "São menos aplicações de defensivos e a demanda por água e combustível para maquinário é menor", explica. Segundo ele, primeiro a adoção do plantio direto, que ganhou força no Brasil no início da década de 90, e depois a expansão do cultivo de OGMs acabou puxando o consumo do glifosato. Ele observa que desde meados dos anos 70, o consumo deste defensivo cresce à taxa média de 25%. Segundo ele, projeções de mercado apontam que a produção global deste herbicida poderá superar um bilhão de kg ou litros já em 2010, com um faturamento entre US$ 50 e US$ 60 bilhões. Estima-se que o Brasil consuma em média 250 milhões de litros do produto por ano.


Glifosato


A Monsanto tem duas plantas para formular os produtos à base de glifosato. Em Camaçari, fica a única fábrica da companhia fora dos Estados Unidos, que produz a matéria-prima do herbicida, com capacidade para 50 milhões de galões americanos (equivalente a 3,78 litros). No ano passado, a multinacional ameaçou interromper a produção no Brasil por causa da competição com o insumo importado da China, por conta dos subsídios locais. Até fevereiro de 2008, o Brasil aplicava uma tarifa antidumping de 35,8% sobre as importações do produto chinês, que posteriormente foi reduzida para 2,1%. Em junho de 2009, a companhia protocolou pedido para revisão desta tarifa. Em maio deste ano, a Câmara de Comércio Exterior (Camex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), aprovou a adoção de um preço mínimo de referência para importação de US$ 3,60 por litro ou quilo. O executivo informou que a produção foi mantida na unidade de Camaçari, que hoje opera próximo da capacidade plena, mas a companhia aguarda o resultado do estudo para revisão da tarifa antidumping.


Fonte: O Estado de S.Paulo

 
Posted By Ercilia
 

Sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Seca que atinge as regiões produtoras fez com que a Unica reduzisse sua estimativa de produção de cana, açúcar e etanol para a safra 2010/11


A seca que atinge as principais regiões produtoras de cana-de-açúcar da Região Centro-Sul fez com que a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) reduzisse sua estimativa de produção de cana, açúcar e etanol para a safra 2010/11. Desde abril deste ano, quando se iniciou a colheita da safra, as chuvas ficaram bem abaixo da média histórica, o que prejudicou lavouras. A nova projeção da Unica indica moagem de 570,191 milhões de t de cana, crescimento de 5,2% em relação ao volume processado na safra 2009/10. Mais cedo, a Unica havia divulgado uma expectativa de 573,83 milhões de toneladas.De acordo com o diretor Técnico da Unica, Antonio de Padua Rodrigues, essa nova estimativa de moagem representa uma quebra de torno de 7% em relação ao volume total de cana que se encontrava no campo no início da safra. Segundo a Unica, a falta de chuva está dificultando o acúmulo de biomassa pela planta. Em agosto, por exemplo, a produtividade média do canavial no Centro-Sul deve ficar cerca de 7% abaixo do valor observado no mesmo período da safra passada. A entidade ressalta que o Estado de São Paulo foi a região mais prejudicada.Em compensação, o clima seco permitiu um avanço na moagem, que resultará em uma antecipação do final da safra. Isso abre a possibilidade de, em algumas áreas, o setor também processar a cana que não completou seu ciclo de desenvolvimento, o que pode levar à perda expressiva de biomassa. Segundo Padua, como o clima seco ainda persiste, caso o histórico de chuvas não seja retomado nos próximos, a perda da safra poderá ser ainda maior.


Produção


A Unica divulgou nova estimativa na qual prevê que a produção de açúcar na Região Centro-Sul na safra 2010/11 deve alcançar 33,73 milhões de toneladas, uma redução de 1,06% em relação à primeira estimativa e aumento de 17,75% em relação ao produzido na safra passada. A produção de etanol deve atingir 26,4 bilhões de litros, queda de 3,66% em relação ao número projetado inicialmente e crescimento de 11,4% ante o produzido na safra anterior.As perdas registradas em relação à projeção inicial devem-se basicamente à seca que está sendo observada nas regiões produtoras. A Unica estima que o mix de produção em 2010/11 seja de 43,94% para o açúcar, ligeiramente superior aos 43,29% estimados inicialmente. Dessa forma, a maior parte da cana colhida nesta safra, 56,06%, deverá ser aplicada na produção de etanol. O mix para o etanol será, contudo, inferior aos 57,41% verificados na safra 2009/10.O setor estima que a exportação de açúcar deve atingir 22,75 milhões de t na safra 2010/11, alta de 8,59%. Já a exportação de etanol deve cair 47,5%, para 1,45 bilhão de litros.O clima seco também permitiu incremento na concentração de açúcares na planta. Do início da safra em abril até 15 de agosto, o resultado era de 135,54 kg de ATR por tonelada de cana, alta de 4,42% ante igual período do ano passado. A nova estimativa para o final da safra é de ATR de 141,8 kg por t de cana ante 130,23 kg registrados na safra passada.


Processamento


Do início da colheita da safra de cana-de-açúcar em abril até 15 de agosto, o processamento da matéria-prima na Região Centro-Sul totalizou 337,88 milhões de toneladas, 17,08% maior do que no mesmo período do ano anterior. A boa evolução da colheita deveu-se ao clima seco registrado na região, informa a Unica. No acumulado desde o início da safra, a produção de açúcar chegou a 19,51 milhões de t, 26,5% maior do que em igual período do ano passado. Já a produção acumulada de etanol no período foi de 14,8 bilhões de litros, alta de 19%.No acumulado desde o início da safra até 15 de agosto, as vendas de etanol pelas usinas do Centro-Sul somaram 9,69 bilhões de litros, dos quais 8,82 bilhões foram destinados ao mercado doméstico.


Fonte: O Estado de S.Paulo

 
Posted By Ercilia
 

Sexta-feira, 27 de agosto de 2010

O governo federal pretende intensificar a relação com o Porto de Paranaguá. A ideia é verificar mais de perto os resultados, projetos e ações, até porque, o terminal portuário receberá recursos federais. Com isso a tendência é que também venha mais verba financeira para o porto do Paraná. A Secretaria Especial dos Portos (SEP) considera o porto do Paraná e o de Rio Grande (RS) como importantes e estratégicos, por isso, a União decidiu assumir uma gestão mais ativa nos dois, ou seja, uma espécie de supervisão acompanhada de fiscalização.A partir de agora, a intenção é desenvolver uma gestão compartilhada com a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), o que não significaria retirar a gestão das mãos da autaquia estadual nem muito menos realizar uma intervenção, apesar de esse ser o pedido da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) desde 2005. No ano seguinte, a agência chegou até a recorrer ao Tribunal de Contas da União (TCU) para questionar porque a Appa não atendia as determinações de autoridades federais.Por sua vez, a Appa avalia como positiva a posição do governo federal até porque isso pode representar a obtenção de mais recursos. No entanto, tem consciência de que a administração terá mais acompanhamento dos recursos utilizados para as obras.Um dos projetos que pode sair do papel com a presença mais atuante da União é a dragagem de aprofundamento do Canal da Galheta que custará R$ 53 milhões e está prevista no PAC 1. Ainda está prevista a construção de um novo silo graneleiro com capacidade para 108 mil toneladas e investimento de R$ 45 milhões.


Fonte: Folha de Londrina

 
Posted By Ercilia
 

Sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Porto vai estocar trigo para o Grande Moinho

A Companhia Docas do Rio Grande do Norte (Codern) arrendou ao grupo empresarial M. Dias Branco – responsável pela administração do Grande Moinho Potiguar – dois armazéns no Porto de Natal para a estocagem de carregamentos extra de trigo. A utilização dos espaços se deve à crise anunciada para a próxima safra de trigo na Rússia, o que deverá afetar o preço da farinha de trigo e, consequentemente, de produtos como o pão.A Rússia é atualmente um dos maiores exportadores de trigo do mundo, que anunciou que haverá diminuição na sua safra em razão de problemas advindos das fortes geadas que atingiram as regiões produtoras do país. Com isso, os importadores do Brasil, prevendo uma redução na produção mundial, tentam adquirir trigo dentro das ofertas do mercado internacional, visando não comprar tão caro, e tendo que buscar soluções logísticas de armazenamento da produção extra adquirida.É o caso do Moinho Potiguar, que tem conseguido fazer boas compras e está recebendo mais trigo ao mês do que consegue moer. Naquele mês que consegue comprar mais, surge a necessidade de armazenar trigo nos armazéns do Porto.Os grãos importados começaram a chegar ontem em Natal através de cargueiros vindos da Argentina, Estados Unidos e Canadá. O navio Lake Qrivew, de bandeira de Cingapura, atracou ontem às 14h em Natal, trazendo 11 mil toneladas de trigo. Como o sistema de armazenamento do Moinho Potiguar, os chamados silos, com capacidade de até 22 mil toneladas, está bem guarnecido, a quase totalidade do carregamento de trigo do Lake Qrivew será armazenada no Porto de Natal. No próximo dia 3, uma nova embarcação – Ken Giant –, de bandeira da Libéria, trará mais oito mil toneladas de trigo, que também serão armazenados no Porto.


Padarias


O presidente da Associação da Indústria de Panificação (Aipan), José Américo Ferreira Neto, diz que as empresas esperam que a medida do Moinho Potiguar surta efeitos no preço cobrado pela saca da farinha de trigo no Rio Grande do Norte."Em oito anos, a presença do Moinho Potiguar não trouxe nenhum benefício para o setor de panificação no estado. O preço que é oferecido hoje é o mesmo de outros moinhos de fora como em Recife e Fortaleza", acusa. De acordo com ele, por causa da inexistência na diferença de preços, os panificadores potiguares fazem as compras tanto no mercado local quanto de outros estados.


Fonte: Tribuna do Norte

 
Posted By Ercilia
 

Sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Profissionais vieram ao Brasil para conhecer técnicas de produção junto à Embrapa


Uma delegação de assessores parlamentares norte-americanos esteve em Brasília na última terça-feira (24/08) com profissionais da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). O objetivo da visita era conhecer mais sobre as técnicas da agricultura brasileira e, em especial, sobre a produção de etanol e biodiesel.Os integrantes da missão mostraram-se interessados em conhecer a dimensão e a dinâmica do programa brasileiro de produção de etanol, principalmente no tocante ao uso da terra e aos efeitos da produção de cana-de-açúcar na produção de alimentos. De acordo com o diretor-executivo da Embrapa, Kepler Euclides, nos últimos anos houve grande esforço de pesquisa e inovação para tornar mais eficiente o uso de áreas na pecuária extensiva. "Por outro lado, a utilização de sistemas integrados lavoura-pecuária-florestas permite recuperar áreas degradadas para a produção de alimentos e biocombustíveis", afirmou Euclides.O interesse dos norte-americanos nas técnicas brasileiras vem, em parte, graças à legislação em vigor nos Estados Unidos que prevê a utilização de cerca de 130 bilhões de etanol em 2022, com a exigência de que a maior parte desse volume não poderá ser obtido a partir do milho. Esta é uma forma que o governo do país encontrou para diminuir as emissões dos gases do efeito estufa e não causar problemas no suprimento de milho para alimentação humana e animal. O etanol para viabilizar o aumento do consumo previsto deverá ser proveniente de "combustíveis avançados", entre os quais se inclui o produto obtido de cana-de-açúcar e de matérias-primas lignocelulósicas (como bagaço de cana e outros resíduos agrícolas).Outras questões levantadas pela delegação foram os aspectos econômicos ligados à produção e comercialização de biocombustíveis. A renovação dos subsídios e incentivos e a manutenção de tarifa de importação estão em discussão no Congresso americano.A delegação é composta de assessores parlamentares de deputados e senadores dos estados de Arizona, Califórnia, Carolina do Sul, Flórida, Indiana, Nova York e Utah, e ainda por técnicos das comissões de finanças, energia e relações internacionais do Senado americano.


Fonte: Revista Globo Rural

 
Posted By Ercilia
 

Sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Inquéritos soroepidemiológicos certificarão que produto baiano está livre de febre aftosa


Com o objetivo de levar a carne bovina baiana ao mercado europeu, a Secretaria da Agricultura, através da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), iniciará em setembro dois inquéritos soroepidemiológicos para vigilância da febre aftosa, avaliando a eficiência da vacinação contra a doença e certificando os índices de imunização dos animais no estado.A medida é necessária para manter o status da Bahia como livre de aftosa com vacinação e exigência para exportação à Europa. "Este é um grande passo na defesa sanitária, que reafirma o compromisso dos órgãos envolvidos no setor agropecuário", defende Eduardo Salles, secretário da Agricultura. Segundo Cássio Peixoto, diretor geral da Adab, o parque frigorífico baiano está sendo modernizado e adequado para ganhar novos mercados.No país, Sergipe, Tocantins, Rondônia, Acre e parte do Pará já possuem tal status, mas ainda não exportam aos europeus.


Fonte: Revista Globo Rural

 
Posted By Ercilia
 

Sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Secretaria de Comércio Interior cogitou que as plantas fechadas fossem alugadas.


De acordo com o site Infocampo, o secretário de comércio interior da Argentina, Guillermo Moreno, deve convocar ainda esta semana os responsáveis pela filial da companhia JBS Brasil para pedir explicações sobre fábricas que permanecem fechadas ou semi-paralisadas naquele país. As plantas estão localizadas em San José (Entre Rios) Berazategui (Buenos Aires) e Colônia Caroya (Córdoba ).Moreno chegou a sugerir que as unidades fechadas fossem alugadas para outros empregadores do setor. Mas o movimento não foi adiante para evitar repercussões diplomáticas, já que o governo brasileiro, através do BNDESPAR, tem 17,3% da companhia.Além das unidades de San Jose, e Berazategui Colonia Caroya , a JBS possui outras plantas na Argentina, em Venado Tuerto Rosario (Santa Fe) , Pontevedra (Buenos Aires) e Celman (Córdoba ). Conta também uma fábrica dedicada à produção de folha de flandres, em Zárate.


Fonte: Infocampo

 
Posted By Ercilia
 

Sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Com uma moagem de 12 milhões de toneladas de cana-de-açúcar e uma produção de 850 milhões de litros de etanol, a ETH Bioenergia, do grupo Odebrecht, deve manter a estratégia de carregar boa parte de seus estoques de etanol para vender na entressafra, que deve ser mais longa nesta temporada. Apesar dos preços mais equilibrados do biocombustível neste ano - estão neste momento cerca de 20% mais altos do que em igual período do ano passado - , a empresa aposta que há margens para preços mais atrativos entre o fim deste ano e os primeiros meses de 2011.José Carlos Grubisich, diretor presidente da companhia, diz que a ETH não está vendendo nada no mercado spot. Apenas cumprindo negócios já firmados. "Temos contratos de longo prazo com distribuidores de combustíveis e indústrias, como a Braskem. O que está sendo produzido segue apenas para cumpri-los e o volume adicional, para estoque", explica Grubisich.Ele informa que em torno de 30% da produção total, ou seja, cerca de 250 milhões de litros, serão destinados para cumprimento de contratos. "Esses volumes acordados no longo prazo continuam crescendo", afirma.No começo do ano, diz Grubisich, a ETH já previa que o etanol estaria mais valorizado, pois as cotações altas do açúcar deram sustentação para que a safra fosse mais açucareira. "Assim, nossa estimativa de faturamento não mudou", diz o executivo.Em abril, quando foi anunciado o "closing" com a Brenco, a ETH tinha previsão de obter nesta safra receita entre R$ 1,2 bilhão e R$ 1,4 bilhão. Esse faturamento deve atingir R$ 4 bilhões em 2012, quando a companhia pretende estar moendo 40 milhões de toneladas de cana, produzindo 3 bilhões de litros de etanol e 2,7 mil gigawatts-hora de energia elétrica com bagaço.A produção da ETH Bioenergia desta safra contará já com a operação da usina Morro Vermelho que oficialmente foi inaugurada hoje, em Mineiros, Goiás, e que produzirá etanol e energia elétrica. A unidade é a primeira da antiga Brenco a entrar em operação e recebeu investimentos de R$ 1 bilhão nas áreas agrícola e industrial. É a primeira do chamado "polo Araguaia" e tem capacidade instalada para processar 3,8 milhões de toneladas de cana. Em novembro de 2010, entrará em operação outra usina, a de Alto Taquari (MT), com mesma capacidade. Até 2012, outras duas serão inauguradas, elevando a capacidade de processamento de cana desse polo para 15,2 milhões de toneladas por safra.Até lá, a empresa terá investido R$ 3,5 bilhões, o que lhe dará um valor de mercado estimado em R$ 7,3 milhões, considerando todas as nove usinas do grupo."O processo de integração das equipes e projetos vem sendo intenso. Estendemos o nosso modelo de negócio descentralizado e colocamos a competência da ETH para executar as usinas no prazo e nos custos previstos", diz.


Fonte: Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Sexta-feira, 27 de agosto de 2010

O clima quente e seco nas regiões produtoras de café contribuiu para elevar a qualidade dos grãos colhidos até agora, mas pode atrapalhar o desenvolvimento das próximas floradas da cultura. As chuvas que eram esperadas para a segunda quinzena de setembro só devem começar a ocorrer a partir da segunda metade de outubro.As áreas mais prejudicadas pela estiagem e pelo clima quente são as regiões de Cerrado, especialmente aquelas em que os cafezais estão em fase de formação, com até dois anos de vida. "Se não chover em até 10 dias, o parque cafeeiro em renovação pode não produzir. A situação é crítica e muitos ramos dessas árvores já morreram", afirmou Celso Vegro, pesquisador do Instituto de Economia Agrícola (IEA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo.Segundo o pesquisador, as regiões em renovação representam entre 5% e 10% da área cultivada com café. Mesmo os pés mais antigos e que já se encontram em produção no Cerrado não estão livres dos efeitos climáticos adversos. Ele explicou que os cafezais mais velhos têm uma tolerância maior, porém, dependem da água para recompor a parte vegetativa (folhas), mas também de uma temperatura mais amena. "As flores não se fixam quando as temperaturas médias superam 21°. Mesmo as áreas irrigadas, precisam de temperaturas um pouco mais baixas, o que pode comprometer a primeira florada também nessa região", afirmou o pesquisador.Nas áreas montanhosas, como no sul de Minas Gerais, os efeitos do clima seco podem demorar um pouco mais a chegar. Com temperaturas mais baixas por conta da altitude e uma maior área de sombra, o potencial produtivo dos cafeeiros é um pouco maior. Para Vegro, no entanto, caso não chova até outubro, a situação passa a ser preocupante também no cafezais dessa região."Deveríamos ter uma primeira florada no fim de setembro, mas ela pode atrasar se não chover. O clima ainda está muito quente e a unidade relativa bastante baixa", disse Lúcio Dias, superintendente comercial da Cooperativa Regional de Cafeicultores de Guaxupé (Cooxupé).A previsão para a principal região produtora de café do Brasil é que as chuvas comecem a partir de 15 de setembro, segundo estimativas da Somar Meteorologia. "As chuvas não serão uniformes e acontecerão de forma pontual. Ainda assim, o que determinará uma possível queda na produtividade das plantas será o estado nutricional desses cafezais no momento que a florada acontecer", disse Marco Antônio dos Santos, agrometeorologista da Somar.


Fonte: Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Usinas sem apetite para retomar investimentos

A menor disponibilidade de cana - também resultante dos esparsos investimentos em tratos culturais e em expansão agrícola nos últimos dois anos - não é o único problema do setor sucroalcooleiro no Centro-Sul. A nova onda de investimentos aguardada para 2011 não deve ocorrer, pelo menos por enquanto, disse o presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Marcos Jank. "Não vejo nas empresas apetite para lançar novos projetos em 2011, até pelo elevado custo desses empreendimentos".Após 25 usinas novas terem entrado em operação em 2007/08, outras 30 em 2008/09, e mais 19 unidades em 2009/10, o ritmo de investimentos despencou com a crise global. Nesta temporada, a previsão era de que dez unidades novas - resultado de investimentos iniciados antes da crise de 2008 - começassem a operar. Dessas, cinco entraram em operação e outras quatro serão inauguradas até o fim deste ano, prevê a Unica. A décima deve entrar em atividade em 2011, juntamente com três ou quatro unidades que podem ser concluídas em 2011."As companhias sofreram muito com a crise e se não houver políticas públicas de apoio ao setor, essa onda de investimentos não virá no ritmo de crescimento da demanda", disse Jank.Além da redução da alíquota de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre o etanol nos Estados em que o tributo supera os 12%, Jank defendeu mais rapidez na liberação de recursos para estocagem e maior participação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) na consolidação do setor. "Há potencial de consolidações regionais entre usinas menores que têm elevadas sinergias. Assim como investe em empresas de outros setores, como as de carnes, o BNDES poderia também ser mais atuante no setor sucroenergético", disse.Ele argumentou que é preciso políticas públicas para esse segmento, sob pena de o país ter dificuldades mais à frente de atender à demanda crescente por etanol. "Todos os indicadores mostram que a demanda é crescente. A oferta precisa acompanhá-la", afirmou o dirigente.


Fonte: Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Pastagens sofrem com falta de chuva; leite cai e boi sobe

O preço médio do leite pago aos produtores do país voltou a recuar em agosto, mas a seca em algumas regiões produtoras tende a segurar o movimento de baixa. Na pecuária de corte, a falta de chuvas poderia elevar as ofertas de boi, pressionando as cotações. Isso não vem ocorrendo, porém, já que há pouca disponibilidade de animais no mercado.De acordo com levantamento da Scot Consultoria, em agosto, os produtores de leite receberam R$ 0,699 pelo litro da matéria-prima entregue em julho. O valor é 2,6% menor do que o registrado no mês anterior. "Não acredito em alta [no próximo mês], mas o clima pode segurar a queda", disse Rafael Ribeiro, analista da Scot.Ele explicou que a falta de chuvas desde julho já afeta pastagens em regiões de pecuária leiteira, como o leste de Minas Gerais e o noroeste paulista. Nesse quadro, a produção tende a cair se os pecuaristas não fizerem a suplementação da alimentação do gado.Metade dos laticínios pesquisados pela Scot no país já indica manutenção de preços no próximo pagamento, referente ao leite entregue este mês, de acordo com Ribeiro. Ele afirmou que as quedas recentes estão relacionadas à ainda elevada importação de leite em pó pelo Brasil.A entrada de leite importado tem afetado os preços num momento em que os laticínios ainda desovam estoques e num cenário de produção maior. Entre janeiro e julho, o Brasil importou 29,85 mil toneladas de leite em pó, conforme dados da Secex compilados pela Scot. O número é bem inferior às 46,3 mil toneladas de igual período de 2009, mas pressiona as cotações o mercado. Em julho, foram importadas 4,650 mil toneladas, também abaixo das 6 mil toneladas de igual mês de 2009. Ribeiro acredita que os preços devem ficar mais firmes a partir de outubro, em parte refletindo o clima seco.No mercado de boi gordo, a arroba segue em alta. Ontem, de acordo com o levantamento da Scot Consultoria, houve nova valorização em São Paulo, onde o preço chegou a R$ 90,50 a prazo, o equivalente a US$ 51,42, considerando o dólar do meio do dia.A alta persiste nesse mercado, apesar da falta de chuvas na maior parte das regiões produtoras do país, porque a oferta de gado bovino é menor em função do ciclo de produção da pecuária. Mas também pode estar havendo alguma retenção por parte de criadores à espera de mais valorização.Depois do forte abate de matrizes em 2005, o rebanho ainda não foi recomposto, segundo analistas. "A pastagem está ruim, mas a oferta não é maior porque não há gado suficiente para ser colocado no mercado", disse Gabriela Tonini, também da Scot.A falta de animais já leva empresas a darem férias coletivas, como a JBS, em Colíder (MT). Procurada, a empresa informou que "as férias estão relacionadas única e exclusivamente com a programação que a empresa fez de férias coletivas das fábricas no segundo semestre de 2010".O aumento de preços no mercado de boi gordo é generalizado. De 31 praças de produção pesquisadas pela Scot, 16 subiram ontem. Além disso, só em três delas - Oeste da Bahia, Maranhão e Alagoas - o preço registrado na quinta-feira não era o maior do ano, de acordo com a pesquisa. "No restante, é o maior desde o começo de 2010", observou a analista.


Fonte: Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Sexta-feira, 27 de agosto de 2010

As principais culturas agrícolas do país sentiram pouco os efeitos da seca até agora, mas o cenário preocupa


Uma rápida consulta na página do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) no início da noite de quinta-feira não deixava dúvidas. De uma lista de 11 Estados do país, todos apareciam com baixa umidade relativa do ar. Gravíssima em metrópoles como São Paulo e rastilho para incêndios em diversos pontos do país, a situação já interfere na produção agropecuária nacional. Não seria nada muito preocupante se fosse chover amanhã. Mas, como isso não vai acontecer, o campo começa a se preparar para dias piores.No segmento de grãos, é possível dizer que a falta de chuva até agora foi inclusive benéfica em alguns casos. O trigo, plantado no inverno, teve sua colheita acelerada no Sul e passou a correr menos risco de embolorar. O milho safrinha semeado no Paraná já foi todo colhido e não sofreu, enquanto em São Paulo os trabalhos também já estão quase finalizados. Outro produto que já está com a colheita acelerada é o café, e a seca na fase final da safra colabora para a fermentação ideal do grão.Daqui para frente, contudo, o cenário muda. Se persistente, o déficit hídrico afetará a florada das próximas safras de café e laranja, reduzirá a produção de cana - e esta já sente os efeitos adversos da estiagem -, reduzirá a oferta de lácteos e aumentará a de boi e adiará o início do plantio da próxima safra de grãos de verão, programado para meados de setembro. Esta possibilidade já virou uma probabilidade concreta, e para tornar-se uma certeza falta quase nada.Diferentemente do que aconteceu no ano passado, quando as chuvas antecipadas permitiram o início do plantio de grãos na segunda quinzena de setembro no Centro-Oeste, agora não há chuvas no horizonte até a segunda quinzena de outubro. Ou seja, o clima quase ideal que garantiu a produção recorde de grãos na safra 2009/10 não se repetirá, o que poderá prejudicar muitos produtores, sobretudo os da região Sul, ainda que tenha potencial para garantir aumento de preços para quem tiver produto para vender.Mesmo com o início das precipitações a partir da segunda metade de outubro, as chuvas serão irregulares, o que poderá forçar alguns produtores de grãos a fazer o chamado "replantio", o que obviamente eleva custos e achata margens. "Nesta safra teremos os efeitos da La Ñina, que se reflete no atraso do início do período chuvoso no Brasil. Nessa fase inicial de plantio, não será difícil encontrar agricultores que registrarão chuvas em suas propriedades e vizinhos que estarão secos", diz Marco Antônio dos Santos, agrometeorologia da Somar Meteorologia.Se o plantio no Centro-Oeste poderá ser prejudicado pelo atraso das chuvas, a colheita também pode ser influenciada negativamente - neste caso, entretanto, devido ao excesso de precipitações. Chuvas na colheita impedem a entrada das máquinas nas lavouras e elevam a umidade das plantas, atrasando os trabalhos e colocando em risco a produtividade.No Paraná e no Rio Grande do Sul, não são esperados problemas para o plantio, mas para o período de desenvolvimento das culturas de verão. Na avaliação de Santos, o plantio acontecerá normalmente em outubro, mas durante o verão, quando a soja está no meio de seu desenvolvimento nos Estados do Sul, é esperada a interrupção das chuvas e o início de uma estiagem na região."No caso do Rio Grande do Sul, os agricultores atrasaram o plantio do trigo no inverno por conta de um período de estiagem. Isso vai fazer com que o plantio da soja ocorra a partir de novembro, mas já existe a previsão de que no verão essas chuvas parem", diz Santos.


Fonte: Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Apesar de vantagens ambientais, benefícios econômicos para produtor são incertos


Confinamento de gado bovino pode reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 17%O confinamento de gado bovino de corte na fase de terminação (período próximo ao abate) pode reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE) em 17%, como mostra um estudo apresentado recentemente pela Escola Superior de Agricultura Luis de Queiroz (Esalq) da USP, em Piracicaba, SP. Entretanto, apesar das vantagens ambientais do confinamento, a pesquisa indicou que os benefícios econômicos para o produtor não são tidos como certos.


Os dados estão na dissertação de mestrado do economista Matheus Henrique Scaglia Pacheco de Almeida. O pesquisador avaliou, sob o ponto de vista econômico, o confinamento de animais em fase de terminação em cinco propriedades no Centro-Oeste brasileiro. A pesquisa mostrou que as emissões de GEE passaram de 41 quilos de gás carbônico (CO2), equivalente por quilo de carne produzida, para 33 quilos de CO2. "Ficou claro também a redução promovida pela melhora no manejo do rebanho", aponta Almeida.O economista explica os motivos de os benefícios econômicos não serem tidos como certos. Segundo ele, entre outros fatores, "o produtor dificilmente recebe todo o valor de mercado das emissões evitadas a partir da intensificação das atividades, uma vez que o processo de aprovação das chamadas Reduções Certificadas de Emissão (RCEs) é custoso". De acordo com o estudo, a intensificação da propriedade, por meio do confinamento dos animais em fase de terminação, mostrou-se economicamente inviável para a maioria das propriedades, quando comparadas ao sistema extensivo. Outro ponto que contribui para isso é o condicionamento do produtor à variação constante dos custos de mercado como, por exemplo, o preço da matéria prima da ração animal", esclarece o pesquisador.


Impactos


De acordo com o último senso do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2006), o rebanho brasileiro soma cerca de 169,9 milhões de cabeças, espalhadas em mais de 170 milhões de hectares com pastagens. No Brasil, a pecuária bovina se caracteriza pelo sistema extensivo de produção, o que intensifica impactos ambientais como a destruição de biomas como o cerrado e a Amazônia, a degradação do solo e a emissão GEE.Os gases emitidos por esta atividade são principalmente o metano (CH4), gerado pela fermentação entérica e pelas fezes do animal, e o óxido nitroso (N2O), proveniente das fezes. Em solo brasileiro, esta atividade é a segunda principal emissora de GEE, perdendo apenas para o desmatamento.O estudo de Almeida apresenta também as mudanças nas emissões de GEE – desde a produção do alimento até o animal estar pronto para o abate – decorrentes do confinamento, de acordo com a metodologia do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC).Especialistas apontam que uma das formas de mitigar os impactos ambientais da pecuária bovina é a intensificação da produção por meio da melhora da qualidade do alimento fornecido aos animais. No caso particular das emissões de GEE isto ocorre porque melhora o processo ruminal e diminui o tempo de vida do animal."No entanto, para produtores do setor, o fato de modificar o sistema, ou seja, promover a intensificação da produção bovina em benefício ambiental não necessariamente significará uma vantagem econômica", afirma o economista.


Fonte: Revista Globo Rural

 
Posted By Ercilia
 

Quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Produtores terão 21 dias úteis para preparar a documentação necessária


Este ano, os produtores rurais terão menos tempo para entregar a Declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (DITR). Conforme estabelecido pela Receita Federal, o prazo de entrega vai de 1º a 30 de setembro.A declaração é obrigatória para pessoa física ou jurídica, inclusive na condição de isento, que seja proprietária, titular do domínio ou apenas usufrua do imóvel. Os que deixarem de entregar o documento não poderão tirar a Certidão Negativa de Débitos, exigida para registro de compra ou venda de propriedades rurais e na obtenção de financiamentos. Produtores desapropriados para fins da reforma agrária entre 1º de janeiro e 30 de setembro deste ano também devem entregar a declaração.


Como enviar?


A Receita Federal disponibiliza duas formas de entregar a DITR:


Pela internet, é preciso baixar o Programa Gerador da Declaração (PGD), que será disponibilizado a partir de 1º de setembro. Esta é a única opção válida para a pessoa física que tenha imóvel rural com área igual ou superior a mil hectares, localizado em municípios da Amazônia Ocidental, no Pantanal mato-grossense ou sul-mato-grossense, ou tenha propriedades com mais de 500 hectares, localizadas em municípios compreendidos na Amazônia Oriental ou no Polígono das Secas (formado por Alagoas, Bahia, Ceará, Minas gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe).Depois de preenchido, o DITR deve ser entregue em qualquer agência do Banco do Brasil ou da Caixa Econômica Federal. Os formulários também podem ser comprados em agências e lojas franqueadas da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT). O material custa R$ 4,00 e já inclui as despesas de postagem.


Documentação necessária


Para preparar a DITR, o produtor rural deverá reunir o Documento de Informação e Atualização Cadastral do ITR (DIAC), que serve para coletar informações cadastrais do imóvel e de seu proprietário, indispensável inclusive para imunes ou isentos, e o Documento de Informação e Apuração de ITR (DIAT), que permite ao produtor repassar à Receita Federal as informações necessárias para o cálculo do ITR e apurar o valor do imposto. Quem entregar a declaração após o dia 30 de setembro estará sujeito ao pagamento de multa calculada com base no imposto devido.


Fonte: Revista Globo Rural

 
Posted By Ercilia
 

Quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Empresários interessados em participar devem fazer inscrição até sexta-feira


Até sexta-feira (27/08), estão abertas as inscrições para a Saudi Agro-Food 2010 e para a Americas Food and Beverage, que acontecem no mês de outubro, na Arábia Saudita e em Miami, respectivamente. As feiras prometem ampliar as vendas de produtos agropecuários do Brasil para o Oriente Médio e o continente americano. Os empresários brasileiros interessados em participar devem preencher um formulário disponível no site do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).Durante a 17ª edição da Saudi Agro-Food, que acontece entre 4 e 7 de outubro, o Brasil terá um estande de 135 metros quadrados, com espaço para a exposição de produtos e realização de negócios. Eduardo Sampaio, diretor de Promoção Internacional do Mapa, acredita que a feira é uma ótima oportunidade para os setores lácteos, de café, frutas e produtos processados. "As importações para aquela região ainda estão concentradas apenas no açúcar e na carne", afirma.No final do mês, um espaço de 90 metros quadrados contemplará os produtos nacionais em exposição na Americas Food and Beverage, que acontece nos dias 26 e 27 de outubro. A feira americana é de extrema relevância para o público latino, tanto dos Estados Unidos quanto dos países da América Central e Caribe.


Fonte: Revista Globo Rural

 
Posted By Ercilia
 

Quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Cosan e Shell assinam acordo para joint-venture

A Cosan, maior produtora mundial de açúcar e álcool, anunciou nesta quarta-feira (25) que assinou acordo vinculante definitivo com a Royal Dutch Shell, criando a esperada jont-venture avaliada em 12 bilhões de dólares com a companhia europeia, concluindo negociações em curso desde o início do ano.A parceria prevê a união das operações de varejo de combustíveis de ambas as companhias no Brasil, com potencial de vendas anuais de 21 bilhões de dólares, e inclui todas as usinas de açúcar e etanol da Cosan no Brasil.A Shell terá a opção de comprar a parte da Cosan na joint-venture, eventualmente assumindo as 23 usinas, quando o acordo atingir 10 anos.O acordo deve ser concluído no primeiro semestre de 2011 e está condicionado à aprovação de órgãos governamentais de concorrência.Na avaliação do presidente da Cosan, Marcos Lutz, a expectativa é de que o regulador europeu leve entre 30 e 45 dias para dar uma resposta e não são esperadas restrições."A atividade da JV na comunidade europeia é muito pequena, mas é uma prática da Shell fazer essa aprovação, não vejo grandes restrições", avaliou o Lutz em teleconferência com analistas nestas quarta-feira.Lutz informou que no momento não pode falar em sinergias que serão conseguidas com a parceria enquanto não sair o resultado da consulta à UE."Poderemos falar quando abrirmos os números da Shell", explicou. "Isso depende da UE", completou.Em sua reunião com analistas o executivo informou que as duas companhias incluíram um acordo para permitir a saída da joint-venture em 10 anos, sendo que nos primeiros seis anos nenhum movimento poderá ser feito nesse sentido.No décimo aniversário do fechamento do acordo, a Shell terá uma opção para comprar a metade ou a totalidade da participação da Cosan na joint-venture, que inclui todas as usinas do grupo. Caso a Shell opte por exercer tal opção, a Cosan terá o direito de decidir se venderá metade ou a totalidade de sua participação na parceria.No 15o aniversário a Shell poderá novamente optar por comprar todas as ações da Cosan na JV. Se não fizer isso e não tiver também comprado a parte da Cosan no 10o ano, a Cosan tem direito de comprar a parte da Shell no negócio."É preciso ter regras claras e muito bem estabelecidas para eventualmente um divorcio no décimo ano, até para você conseguir ter um casamento melhor", explicou Lutz.Em comunicado ao mercado mais cedo, a Cosan afirmou que a parceria será composta por três empresas distintas, nos segmentos de açúcar e álcool, distribuição de combustíveis e administração.Conforme o memorando assinado em fevereiro, a joint-venture inclui a transferência de todas as usinas de açúcar e etanol da Cosan, incluindo co-geração de energia a partir do bagaço da cana e ativos de distribuição e comercialização de combustíveis."A JV vai estar produzindo no Brasil, mas poderá ser produtora de etanol em outros mercados e quando isso acontecer vai comercializar", disse Lutz aos analistas."Existe sim uma relação entre a Shell trading mundial e a JV, que é uma relação para um canal importante no mundo de distribuição...eles (Shell) são a maior trading na área de energia", ressaltou o executivo.A Cosan informou ainda que foram incluídas no acordo oito futuras plantas de co-geração da empresa brasileira que não estavam previstas anteriormente no contrato.onforme o entendimento inicial, será transferida à joint-venture uma dívida líquida da Cosan de cerca de 2,524 bilhões de dólares, acrescida de um adicional não previsto de 500 milhões de reais junto ao BNDES, não estipulado no memorando de fevereiro.A Shell, por sua vez, irá transferir os ativos referentes a venda e distribuição de combustíveis no Brasil, seu negócio de combustíveis de aviação e participação em duas empresas de pesquisa e desenvolvimento a partir da biomassa (Iogen e Codexis). A companhia europeia também entrará com um aporte de aproximadamente 1,6 bilhão de dólares.Dando sequência ao acordado no primeiro entendimento, Shell e Cosan ficarão proibidas de concorrer em caráter global com a nova empresa, bem como afiliadas, enquanto participarem da joint venture.


Fonte:Reuters

 
Posted By Ercilia
 

Quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Até o próximo dia 10 de setembro, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) realiza o Censo dos Armazéns 2010 em Mato Grosso do Sul. O Cadastro Nacional de Unidades Armazenadoras de todo o país será atualizado. Nesta etapa, técnicos percorrerão toda a região de fronteira e de Dourados.Segundo a Conab, a atualização poderá gerar impacto no aumento da capacidade de estocagem, fortalecendo a estratégia de armazenagem de alimentos. Atualmente, o país tem capacidade de estoque em 134,7 milhões de toneladas de produtos, sendo 80,7% a granel e 19,3% convencional. No Estado de Mato Grosso do Sul, são 858 unidades armazenadoras, com capacidade estática de cerca de 6 milhões de toneladas,sendo 5,15% do total no Brasil.A previsão é de que o Censo seja concluído em todo o país, até o final do ano. Serão avaliadas a localização, características técnico-operacionais, capacidade e importância das unidades para o desenvolvimento da produção agrícola.Será feito um cadastro de pessoas físicas ou jurídicas, públicas e privadas, como proprietários, locatários, arrendatários ou cessionários e que possuem armazéns em ambiente natural. As unidades poderão ser consideradas aptas ou não para as atividades de armazenagem.


Fonte: iDEST - São Gabriel do Oeste

 
Posted By Ercilia
 

Quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Iagro estabelece capacidade animal por hectare no MS

A Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro) institui e regulamenta através de publicação no diário oficial desta quarta-feira (25), a operacionalização do controle da capacidade de suporte em Unidade Animal por hectare de pastagem nas propriedades rurais do Estado de Mato Grosso do Sul.A publicação respeita normas estabelecidas de acordo com a Lei Estadual n.º 3.823, de 21 de dezembro de 2009, que considera a necessidade de informação ao serviço oficial de defesa sanitária animal sobre a concentração de animais por área de pastagem das propriedades rurais do Estado.De acordo com o gerente de inspeção e defesa sanitária animal do Iagro/MS, José Mario Pinese, o produtor rural deve sempre manter o cadastro atualizado na Secretaria de Fazenda e respeitar o limite de capacidade máxima de unidades animais por hectares. "O sistema irá alertar se existir algum problema no cadastro, e o prazo será de 30 dias para atualização", afirma Pinese.A regulamentação considera que a concentração de animais por área de pastagem facilita e orienta a tomada de decisões relacionadas à epidemiologia no caso de ocorrência de enfermidades infecciosas e parasitoses e pode interferir na produção, nas questões ambientais e bem estar animal.A capacidade máxima ou taxa de lotação de animais por área de pastagem das propriedades rurais localizadas no território sul-mato-grossense que exploram a pecuária bovina e bubalina, será automaticamente calculada pelo Sistema de Atenção Animal da Iagro – Saniagro, tendo como base as informações cadastrais e rebanho declarado das propriedades rurais do Estado.A não atualização de dados cadastrais da propriedade rural acarretará ao proprietário uma advertência. Caso a irregularidade não seja sanada no prazo máximo de trinta dias, por descumprimento de deveres estabelecidos no "caput" e inciso III, do art. 10, sujeitará ao proprietário as disposições e penalidades do art. 29 c/c art. 41 c/c art. 42 c/c art. 43 c/c art. 49 c/c artigo 77, todos da Lei Estadual n.º 3.823, de 21 de dezembro de 2009.A atualização de cadastro da propriedade, poderá ser feita nas Unidades Locais da Iagro ou via web. Neste caso, uma copia impressa e assinada pelo proprietário ou representante legal deverá ser entregue na Iagro até sete dias úteis após o envio do mesmo eletronicamente.No caso da atualização de cadastro da propriedade envolver alteração da área total já registrada na Iagro, o produtor deverá apresentar cópia do documento oficial comprobatório.As orientações de procedimentos, normas técnicas e operacionais serão definidas pela Iagro – GIDSA/GDSA DA Unidade Central. Esta Portaria deverá ser aplicada sem prejuízos às demais normas vigentes, relacionadas à sanidade animal. Os efeitos desta Portaria entram em vigor a partir de 01 de setembro de 2010.


Capacidade Máxima


Coeficientes que irão representar os animais bovinos e bubalinos utilizando exatamente as categorias padronizadas e constantes nos documentos utilizados pelo serviço de defesa sanitária animal, a exemplo da CT13 e GTA:


SEXO IDADE U.A. * (coeficientes)


FEMEAS Machos


00 - 12 0,35 00- 12 0,35


13 - 24 0,65 13 – 24 0,75


25 – 36 0,75 25- 36 1,0


36 - 00 1,0 36 – 00 1,5


* Unidade Animal – Uma Unidade Animal equivale ± a 450 kg de peso vivo.


Quantidade máxima em Unidade Animal – UA (coeficientes) por ha de pastagem estabelecida para o cálculo da capacidade de suporte das pastagens das propriedades localizadas no Estado de Mato Grosso do Sul.


- Propriedades localizadas na região do Planalto: 3 Unidades animal por hectare.


- Propriedades localizadas na região pantaneira: 1,5 Unidades animal por hectare.


Fonte: Correio do Estado

 
Posted By Ercilia
 

Quinta-feira, 26 de agosto de 2010

As negociações com café no mercado físico nacional literalmente "travaram" ontem. Após os preços em Nova York terem caído 8,1% na terça-feira - a maior queda diária desde 2008 -, os compradores voltaram ao mercado, mas encontraram vendedores pouco interessados em fechar negócio.Os preços voltaram a cair no pregão de ontem em Nova York. Os contratos com vencimento em dezembro fecharam a US$ 1,666 por libra-peso, queda de 185 pontos. Já o indicador Cepea/Esalq para a saca de café ficou em R$ 299,77, queda de 1,4% no dia."Mesmo com a recente queda, os produtores demonstram tranquilidade porque sabem que a oferta está justa. Não vimos nenhum negócio fechado hoje [quarta-feira] abaixo dos preços que estavam sendo praticados", afirma Eduardo Carvalhaes, diretor do Escritório Carvalhaes.Além disso, conforme lembrou um corretor, agosto é o pico do verão e das férias no Hemisfério Norte. "Os importadores devem recompor seus estoques a partir de setembro com o retorno das férias", disse o corretor.A indústria doméstica já sente o baixo interesse de venda. As empresas estavam negociando com o varejo reajustes, mas nem todas chegaram a um acordo. "Para essas vai ser mais difícil pagar os atuais preços do produto físico", diz Nathan Herszkowicz, diretor-executivo da Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic).


Fonte: Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Quinta-feira, 26 de agosto de 2010

O Conselho Monetário Nacional (CMN) autorizou ontem o Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) a financiar margens e ajustes diários exigidos por bolsas de mercadorias em operações de vendas a futuros feitas por produtores de café. A nova linha de R$ 50 milhões terá juros de 6,75% ao ano, limite de R$ 80 mil por produtor e um ano para quitação.O Ministério da Fazenda informou que avalia ampliar o alcance da medida via subsídio de parte do prêmio cobrado de produtores nas operações em bolsas de mercadorias e futuros. A subvenção poderia, segundo afirmou o secretário-adjunto de Política Econômica, Gilson Bittencourt, substituir alguns instrumentos de apoio à comercialização das safras. "Estamos discutindo a possibilidade de, no futuro próximo, subsidiar parte do prêmio", disse ele à Agência Brasil.Na reunião ordinária, o CMN também autorizou o refinanciamento, por 12 anos, de R$ 450 milhões em dívidas de produtores de frutas e cooperativas de fruticultores em nove municípios do vale do rio São Francisco, na divisa entre Bahia e Pernambuco.A medida ajudará na chamada composição dos débitos dos produtores, afetados pela valorização do real e a redução de demanda derivada da crise financeira global de 2008. As operações poderão ser formalizadas até dezembro deste ano por meio do Fundo Constitucional do Nordeste (FNE). O CMN incluiu no benefício as dívidas contratadas entre janeiro de 2001 e dezembro de 2009. Nos primeiros dois anos, o beneficiário pagará apenas os juros da operação.


Fonte: Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Acusados pelo Ministério Público Federal de praticar crimes de sonegação fiscal que podem chegar a R$ 750 milhões em valores corrigidos, os ex-dirigentes do Grupo Perdigão, Flávio Brandalise, Saul Brandalise Jr. e Ivan Orestes Bonato, tiveram ontem seus bens sequestrados pela Polícia Federal.A Justiça Federal de Caçador, em Santa Catarina, deferiu a medida e determinou a apreensão de todos os bens, valores e direitos de propriedade dos denunciados e seus familiares. A assessoria de imprensa da Brasil Foods, originada da fusão entre Perdigão e Sadia, disse que não comentaria. Os acusados devem apresentar posicionamento hoje.Segundo o MPF, a apreensão de bens nos domicílios e empresas dos acusados foi executada ontem em Curitiba, Florianópolis, Videira e Imbituba. Agora, a Procuradoria da Fazenda Nacional poderá direcionar as execuções fiscais e garantir o ressarcimento aos cofres públicos.O MPF diz que as sonegações foram praticadas em esquema que envolveu ao menos sete empresas da Perdigão antes de esta ser vendida a fundos de pensão, em 1994. O esquema com maior valor de sonegação, de R$ 543 milhões, foi executado pela Perbon Fomento Comercial Ltda. Houve simulação de empréstimo de R$ 10 bilhões no exterior de uma empresa estrangeira que tinha como procurador, no Brasil, Ivan Orestes Bonato. O Banco Central confirmou que esses valores jamais entraram em território nacional.Segundo o procurador da República em Caçador e autor da denúncia, Anderson Lodetti de Oliveira, o suposto empréstimo no exterior serviu para mascarar rendimentos ocultos do fisco federal e permitiu aos acusados criar despesas fictícias para o pagamento da dívida.O procurador explica que como o rendimento entrou no registro contábil como um empréstimo do exterior, eram lançadas despesas relativas à variação cambial e à correção monetária da dívida. Esse artifício resultou em redução do lucro da empresa nos anos seguintes até a quitação do empréstimo.A atuação do MPF teve por base autuações fiscais promovidas pela Delegacia da Receita Federal em Joaçaba. Os auditores perceberam o esquema das empresas interligadas, que eram dos executivos ou de pessoas da família. Cerca de 30 empresas que tinham como sócios os denunciados, seus familiares e terceiros prestavam serviços mútuos umas às outras, às vezes com valores acima de mercado, criando despesas fictícias e reduzindo lucros.Para o MPF, a maioria das empresas tinha como patrimônio apenas cotas da Perdigão Alimentos S/A, Perdigão Agroindustrial S/A ou cotas das holdings. Quando se iniciou o processo de venda da Perdigão, em 1994, quase todas as empresas do grupo foram incorporadas umas às outras, restando quatro. Estas não têm patrimônio e funcionários e não exercem atividades há uma década. Todas ocupam o mesmo endereço em uma sala em Videira (SC).


Fonte: Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Quarta-feira, 25 de agosto de 2010

A insuficiência de armazéns é um problema crônico que se manifesta a cada nova safra agrícola catarinense. De acordo com a Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (Ocesc), a atual capacidade de armazenagem de cereais é de pouco mais que 4 milhões de toneladas para uma produção de 7,5 milhões de grãos, gerando um déficit de 40% das necessidades.


Em consequência da boa safra deste ano, o problema atinge as 51 cooperativas agropecuárias filiadas à Ocesc e seus 63.000 produtores rurais associados. Essas cooperativas dispõem de silos e armazéns próprios para 2,1 milhões de toneladas de grãos o que, somadas às unidades terceirizadas (178 mil toneladas), totaliza uma capacidade total de armazenagem do sistema cooperativista em 2,3 milhões de toneladas. As empresas cerealistas e aos órgãos governamentais dispõem de mais 1,6 milhão de toneladas.O presidente da Ocesc, Marcos Antonio Zordan, lembra que as cooperativas são, praticamente, as únicas a investir: nos últimos anos elas destinaram cerca de R$ 25 milhões de reais, ampliando a capacidade instalada em 250.000 toneladas.Zordan assinala que é preciso estimular concretamente a ampliação da rede de armazéns através de linhas específicas de crédito para construção, compra de equipamentos e reforma de unidades existentes, além de incentivar a armazenagem na propriedade.Nesse aspecto, a Ocesc reivindica a abertura de linhas de financiamento através do sistema de crédito rural, do Pronaf e do sistema troca-troca do governo do Estado para a construção de armazéns dotados de silos-secadores em condomínios agrícolas.Outra proposta da Ocesc é a ampliação do Programa de Incentivo à Irrigação e à Armazenagem (Moderinfra), mediante redução da taxa de juros e aumento do prazo de financiamento. Para facilitar as operações de crédito ao amparo do Moderinfra, a Ocesc propõe a retirada da restrição de localização do armazém, no caso de condomínio de produtores rurais e aceitação do próprio armazém a ser financiado como garantia suficiente para a obtenção do empréstimo.Zordan expõe que esse é um investimento elevado cujo retorno é muito lento e os encargos financeiros são altos em face da sua natureza operativa. O dirigente reivindicará que o governo do Estado cubra 100% das despesas com juros dos financiamentos para armazenagem, retomando programa que existia no passado.


ESTRUTURAL


Observa que a falta de armazéns é um problema estrutural com profundos reflexos no nível de renda dos produtores. Como os armazéns disponíveis são insuficientes para receber a produção anualmente colhida, uma das alternativas para amenizar essa dificuldade é a exportação dos produtos, especialmente o milho, para posterior importação, pois o Estado é grande consumidor de grãos.Marcos Zordan expõe que o problema atinge a todos os atores da cadeia produtiva: "Com insuficiência de armazéns, o produtor é obrigado a vender o produto agrícola em plena safra, momento em que os preços estão naturalmente em queda em razão da alta oferta. A indústria também sofre prejuízos porque vê a matéria-prima ser exportada, sabendo que terá, mais tarde, que reimportá-la para o processo industrial, pagando mais caro. Ao final, o consumidor pagará mais pelo alimento – seja carne, leite ou cereais." A produção anual de grãos em Santa Catarina é de 4 milhões de toneladas de milho, 2,3 milhões de toneladas de soja, 1,1 milhão de toneladas de arroz, 250 mil toneladas de trigo e 100 mil toneladas de feijão.As informações são de assessoria de imprensa.


Fonte: Agrolink

 
Posted By Ercilia
 

Quarta-feira, 25 de agosto de 2010
O rei da produtividade da soja do Brasil

Vencedor do 1º Desafio Nacional de Máxima Produtividade safra 2009/2010 alcançou a impressionante marca de 108,4 sacas de soja por hectare


É do Paraná, mais especificamente da cidade de Mamborê, o vencedor do Desafio Nacional de Máxima Produtividade safra 2009/2010, promovido pelo Comitê Estratégico Soja Brasil (CESB). O sojicultor Leandro Ricci alcançou a marca de 108,4 sacas de soja por hectare, quando a média nacional é de 48,6.O desafio, que contou com 800 áreas inscritas, também premiou os melhores produtores de soja das regiões centro-oeste, sudeste, sul, norte e nordeste, divididos pelas categorias área irrigada e não irrigada. Os vencedores ganharam uma viagem técnica aos principais centros de tecnologia e produção de soja dos Estados Unidos.Segundo Leandro Ricci, o segredo para produzir 108,4 sacas por hectare foi usar técnicas simples, mas eficazes, como o método de plantio cruzado. "Nesse sistema, você semeia duas vezes na mesma área, cruzando as linhas de plantio. Também usei uma variedade transgênica de alta produtividade, utilizei um bom tratamento de sementes, fungicidas e inseticidas diferenciados, além de adubar muito bem o terreno. Para complementar o serviço, o clima ajudou muito, com chuvas na medida certa", explica Ricci.Mais importante do que a lucratividade, afirma o sojicultor vencedor, o Desafio Nacional de Máxima Produtividade proporcionou uma excelente oportunidade para testar novas tecnologias. "Futuramente esse sistema poderá ser adaptado e utilizado por sojicultores de todo o país, pois amplia a produtividade de forma sustentável, que é o objetivo de todos no agronegócio", concluiu.O Desafio Máxima Produtividade é uma iniciativa pioneira do CESB, um comitê sem fins lucrativos, criado para promover estratégias que contribuam para elevar a produtividade sustentável, além de valorizar a cultura da soja brasileira, uma das mais importantes do país e que movimenta mais de R$ 76 bilhões ao ano. Um dos objetivos do Comitê é estimular por meio da criação de estratégias sustentáveis, o aumento da produção média dos atuais 2.941 Kg/ha para no mínimo 4.000Kg/ha até 2020.O resultado do desafio não poderia ter sido mais bem sucedido. Segundo Eltje Loman, presidente do CESB, os 20 melhores projetos incrementaram sua produtividade em 72% em relação à média do Brasil na safra 2009/2010, número bem além das expectativas para a 1ª edição. "Os sojicultores brasileiros podem alcançar índices comparáveis aos melhores do mundo se houver incentivo, apoio institucional e incremento da pesquisa com emprego de modernas tecnologias. O Desafio 2009/2010 comprova isso", afirma Eltje Loman.Os vencedores da categoria área não irrigada são: Volnei Martinazo, representando a região norte/nordeste, alcançou a produtividade de 83,42 sacas por hectare em sua área, na Bahia. Cristiano Petrykosy, do Mato Grosso do Sul, foi o vencedor da região centro oeste, alcançando a produtividade de 86,47 sacas por hectare. Do sudeste, Rosival Ventura, de São Paulo, conseguiu a marca de 87,34 sacas/ha e Leandro Ricci, vencedor nacional, representou a região sul, atingindo a marca recorde de 108,35 sacas/ha. O CESB premiou também a melhor produtividade na categoria área irrigada. Claudio Lopes Nunes, de São Paulo, alcançou o número de 88,13 sacas/ha.Para a 2ª edição do concurso, o CESB espera pelo menos 1.500 áreas inscritas. "A expectativa é consolidar o sucesso obtido este ano dobrando o número de participantes e obtendo resultados de aumento de produtividade ainda mais representativos", completa Loman. As regras e demais informações poderão ser encontradas no site oficial do CESB: http://www.cesbrasil.org.br/ a partir de setembro de 2010.As informações são da assessoria de imprensa do Comitê Estratégico Soja Brasil (CESB).


Fonte: Agrolink

 
Posted By Ercilia
 

Quarta-feira, 25 de agosto de 2010

O panorama cafeeiro do Brasil, em especial do Espírito Santo, 2º maior produtor do país, sofrerá alterações positivas a partir do próximo ano. Isso se deve as novas bases metodológicas que serão utilizadas para estabelecer estimativas de safra de café. A informação foi dada nesta terça-feira (24) no encontro que contou com a cadeia produtiva do Estado, no Palácio do Café.Na oportunidada o Secretário de Estado da Agricultura, Ênio Bergoli, falou da importância da produção do café no Estado e o que muda com a implantação do novo modelo metodológico. "No Brasil 4% da renda rural é proveniente da cafeicultura. No Estado esse número é de 40%. Um terço do que é movimentado no mercado do café no mundo, o responsável é o Brasil. No ES de cada dez propriedades rurais, sete pelo menos produzem café. Com base nesses números é preciso melhorar a amostra para estimar melhor nossa safra. Estamos trabalhando com ferramentas contemporâneas, afim de aperfeiçoar nossa metodologia e reduzir o desnível tecnológico".No Estado quem vai comandar a nova técnica será o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper). O presidente da Instituição, Evair Vieira de Melo falou da importância de ter cuidado quanto a mensuração de safra. "A informação de previsão de safra é a informação mais importante para o mercado do café. Queremos com o novo método parâmetros claros e bem definidos, não sendo passível de questionamentos, uma pesquisa concisa e coerente, afim de credibilizar a informação de forma unificada em todos os estados brasileiros", conta o presidente.Evair disse ainda que quando se trata de preço de café, o que define é a lei da oferta e da procura. No que diz respeito a oferta, três fatores são influenciadores: a previsão de safra, o câmbio e os fatores climáticos. "Como não é possivel mexer em câmbio e em clima, alteramos as formas de prever a safra. Através de satélites monitoramos o tamanho das lavouras, e por meio de visitas de campo fazemos a previsão. Procuramos maior confiabilidade, afim de valorizar nosso produto lá fora. Outra grande vantagem é a unificação do método em todo o território nacional, o que reduz o ataque especulativo", explica.O Espírito Santo será o primeiro Estado a adotar o método. O Superintendente de Informação do Agronegócio da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Airton Camargo também afirmou que um dos principais benefícios será a unificação. "Cada estado tinha sua forma de fazer o levantamento, com o novo método irá especificar melhor os dados, padronizar e valorizar o trabalho , diminuindo assim a margem de erro. Precisamos de informção correta e de qualidade para não prejudicar o mercado", diz Camargo.A coleta de dados será feito em 1% dos estabelecimentos que produzem café, ou seja, das cerca de 60 mil propriedades rurais 608 serão amostradas. Sendo 330 conilon e 276 arábica. Para defini-las foi levado em consideração 80 situações diferentes, como tamanho da propriedade, nível tecnológico empregado, quantidade produzida, produtividade, tamanho da família, entre outros fatores. De acordo com o Coordenador do Programa Estadual de Cafeicultura do Incaper, Romário Gava Ferrão, a nova metodologia terá maior rigor científico, a intenção é ter dados menos especulativos.Representando a Indústria Cafeeira, o empresário Sérgio Tristão falou da importância do método. "Mais uma vez o Incaper surpreendeu. Há 12 anos acompanho de perto o mercado do café e vejo a evolução no setor. Esse novo trabalho é fundamental e influenciará de forma positiva o setor", afirma o empresário.Durante o ano, três levantamentos de previsão de safra são feitos. Em novembro/dezembro será feito o fechamento da última etapa do ano e a primeira estimativa/previsão para o próximo ano. A nova técnica já será aferida nessa fase.


Fonte: ES Hoje

 
Posted By Ercilia
 

Quarta-feira, 25 de agosto de 2010

O Governo do Estado do RS dará início, pela Central de Compras do Estado (Cecom), ao processo de abertura de licitação para contratação do novo sistema de monitoramento de tráfego marítimo para o Porto de Rio Grande. O sistema, pioneiro no Brasil, é utilizado pelos portos da Europa e contará com investimento de aproximadamente R$ 25 milhões do Governo Estadual.Com o sistema conhecido como VTMS será possível obter informações sobre condições de vento, correntes, ondas e localização das boias, além de sua utilização no monitoramento ambiental. O VTMS será integrado às câmeras de segurança e ao Sistema Porto, sendo as imagens também disponibilizadas pela Internet em tempo real. O projeto será implantado 180 dias após assinatura do contrato.A notícia vei ao encontro do tema da reunião do Conselho de Autoridade Portuária do Porto do Rio Grande, realizada na terça-feira (24), na sede da Superintendência de Portos e Hidrovias (SPH), em Porto Alegre, que tratou sobre os acessos ao Porto frente à obra de dragagem de aprofundamento. O novo sistema auxiliará na melhoria do acesso ao porto gaúcho, minimizando problemas relacionados a eventos climáticos que impedem a navegabilidade da Barra do Rio Grande.


Fonte: Agrolink

 
Posted By Ercilia
 

Quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Apesar da injeção de recursos, mudanças na venda de gado não devem acontecer rapidamente.


O Banco do Brasil anunciou convênio com a BBM, Bolsa Brasileira de Mercadorias para o financiamento das operações de comercialização eletrônica do setor agroindustrial.A expectativa é de que a linha de R$ 8 bilhões beneficie o novo sistema eletrônico de comercialização de bois da bolsa, lançado em abril e que segue em ritmo lento. De acordo com a BBM, entre abril e agosto foram negociados 597 animais e a movimentação financeira ficou em cerca de R$ 630 mil.A vantagem da linha, que inicialmente será oferecida aos frigoríficos na compra de bovinos, mas também servirá para qualquer comprador do agronegócio, é dar acesso a uma linha de crédito com juros para capital de giro mais baixo do mercado, ajudando a empresa compradora a alavancar suas compras. A linha terá juros de 12,5% a 13,5% ao ano e será oferecido prazo de 720 dias para quitação.Com a injeção de recursos, frigoríficos de pequeno e médio porte poderão fazer a negociação. "Como 90% têm que ser pago antecipado pelo frigorífico no nosso sistema, essa linha servirá para facilitar nosso volume de transações", resume o presidente do conselho da Bolsa, Joaquim da Silva Ferreira. Os demais 10% são pagos após a retirada do gado da fazenda. O dinheiro das operações via BB será vinculado à conta de liquidação e não passará pela mão da indústria, a bolsa será responsável pela quitação da compra diretamente com o pecuarista.Para Luciano Vacari, superintendente da Acrimat, o financiamento do BB pode ajudar o problema de liquidez do frigorífico, mas não deve alterar o sistema de venda e compra de gado no curto prazo. " Ainda depende de uma mudança no paradigma de negociação, o pecuarista precisa se acostumar e confiar no mecanismo" afirma. O momento é interessante para o produtor, já que a escassez de animais tem valorizado o preço da arroba. Mas Vacari lembra que outra característica da comercialização eletrônica do BBM é a transparência. " A arroba do boi está em R$ 88,00 reais em São Paulo, no sistema eletrônico a industria não poderá negociar um valor menor", avalia.


Fonte: Portal DBO com informações do jornal Valor Econômico.

 
Posted By Ercilia
 

Quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Objetivo é fazer com que o mercado encontre equilíbrio sem intervenção oficial


Até 31 de julho foram exportadas 2,7 milhões de toneladas de milho, e a previsão é de que sejam embarcadas mais 1,8 milhão de toneladas em agostoO Ministério da Agricultura não deve seguir com os leilões em apoio ao mercado de milho este ano. De acordo com o diretor da Secretaria de Política Agrícola do ministério, Sílvio Farnese, é pouco provável que seja feita venda dos estoques públicos nos próximos meses, porque os preços precisam de sustentação e o estoque de passagem deverá ser da ordem de 11 milhões de toneladas, suficiente para o suprimento interno, até a entrada da nova safra.Nesta segunda-feira (23/08), os integrantes da secretaria se reuniram com o secretário-adjunto de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Gilson Bittencourt, para uma avaliação dos leilões de milho, que apoiaram a comercialização de 10,9 milhões de toneladas. Houve a decisão de interromper as operações, para que o mercado comece a operar sem a intervenção oficial e encontre um ponto de equilíbrio.Até 31 de julho foram exportadas 2,7 milhões de toneladas de milho e a previsão é de que sejam embarcadas mais 1,8 milhão de toneladas em agosto. Depois disso, os compradores começarão a se posicionar.


Impasse sobre o trigo


Em relação à intervenção no mercado de trigo, nada foi acertado. Existe o impasse em relação ao preço mínimo, que está sendo contestado judicialmente.Bittencourt alertou que se a Justiça determinar o cancelamento do novo valor - reduzido em 10% - a intervenção do governo não será feita, porque o cereal ficará sem preço até que seja editada uma nova portaria.Farnese acredita que não será necessário o governo intervir, pois o mercado está aquecido, devido às quebras no exterior. A perspectiva é de uma volta da intervenção oficial apenas em janeiro de 2011.


Fonte: Revista Globo Rural

 
Posted By Ercilia
 

Quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Notícias negativas relacionadas ao mercado imobiliário americano ampliaram as incertezas sobre os rumos da economia do país e tiraram sustentação das commodities em geral ontem nos mercados internacionais. Diretamente dependente da saúde do bolso do consumidor, o café foi um dos produtos que mais sentiram o baque e liderou a queda do índice Reuters/Jefferies CRB, baseado nas oscilações de 19 commodities, inclusive as não-agrícolas.Segundo a agência Bloomberg, na bolsa de Nova York os contratos do café arábica para dezembro recuaram 1.480 pontos, ou 8,1%, e fecharam a 1,6845 por libra-peso. Foi a maior queda diária de um contrato futuro de segunda posição de entrega (normalmente a de maior liquidez) desde o mês de março de 2008.


Fonte: Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Grupo de MT recompra fatia vendida ao BNDES

A Fiagril e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) chegaram a um acordo para acertar a saída do banco de fomento do capital social da trading sediada em Lucas do Rio Verde, no médio-norte de Mato Grosso. Desde 2007 o BNDES detinha uma participação de 25% da companhia, fatia que foi recomprada pelos acionistas. Com isso, a estrutura societária da empresa volta a ser a mesma que existia antes da entrada do banco.Pelo contrato assinado em 2007, o banco tinha até cinco anos para sair da empresa, por meio de dois caminhos. O primeiro previa a abertura do capital da Fiagril, que permitiria ao BNDES vender suas ações no mercado. O segundo era exatamente a recompra da participação do banco, o que poderia acontecer até o prazo final do contrato."Tanto a Fiagril quanto o BNDES entenderam que não seria o momento para uma abertura de capital. Foi uma oportunidade interessante para os dois lados. O BNDES foi um excelente sócio e nosso relacionamento segue muito bom", afirma Miguel Vaz Ribeiro, presidente-executivo da Fiagril. Em sua avaliação, seria mais barato recomprar neste momento os 25% do BNDES do que esperar até o prazo final.O executivo não revela o valor da operação, mas lembra que o aporte feito pelo banco deu o fôlego necessário para que a empresa iniciasse as atividades no mercado de biodiesel. A usina da empresa está instalada no município de Lucas do Rio Verde, consumiu investimentos de R$ 30 milhões e deve comercializar em 2010 aproximadamente 100 milhões de litros do combustível.Com a saída do BNDES a Fiagril ganha mais flexibilidade para colocar em prática seu plano de expansão. Com previsão de faturar R$ 1,3 bilhão em 2010 - crescimento de 8% sobre 2009 - o grupo tem planos de aplicar R$ 250 milhões nos próximos cinco anos, sendo R$ 150 milhões até 2012. A ideia é dobrar a capacidade de armazenagem de grãos, construir uma indústria de esmagamento de soja e instalar um terminal portuário no Pará, aproveitando os avanços logísticos que têm ocorrido no médio norte de Mato Grosso, principalmente na BR-163.Os dois primeiros investimentos ocorrerão na indústria de processamento e na ampliação dos armazéns. "Hoje temos que vender a soja em grão e comprar o óleo para fazer o biodiesel. A unidade daria autossuficiência para nossa produção do combustível, além de gerar o farelo para atender a demanda das indústrias de proteína animal instaladas na região", afirma Ribeiro.No caso da capacidade de armazenagem, a meta é elevar de 500 mil para 700 mil toneladas até 2012 e chegar a 1 milhão de toneladas em 2015. "Dentro do nosso plano de investimento não está descartada a possibilidade de construirmos uma nova usina de biodiesel", diz o presidente.Já a construção do terminal portuário no Pará, aproveitando a saída para o mar pela região Norte, estão previstos investimentos de aproximadamente R$ 100 milhões. Ainda não foi definido o local de instalação, mas já existem duas possibilidades no radar: Santarém e Itaituba. O segundo município fica na margem esquerda do rio Tapajós, ao sul de Santarém.


Fonte: Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Quarta-feira, 25 de agosto de 2010

O Banco do Brasil decidiu voltar a emprestar um volume significativo de dinheiro a juros livres ao setor rural. A retomada desses empréstimos com risco total do banco será concentrada em um grupo selecionado de 22,5 mil grandes produtores rurais de sete Estados, sobretudo de Goiás e Mato Grosso.Os recursos dessa fonte para a atual safra (2010/11) devem somar até R$ 3 bilhões, mas o BB iniciará a estratégia com R$ 2 bilhões. As taxas de juros ficarão entre 10% e 14% ao ano, dependendo do risco de cada operação. "Estamos ampliando a carteira com baixo risco", resume o vice-presidente de Agronegócios do BB, Luís Carlos Guedes Pinto.A volta do BB a esse nicho ocorre depois de sucessivas crises de renda registradas no agronegócio a partir de 2005. De lá para cá, o banco recuou em sua ênfase nesse público e concentrou os desembolsos nas operações com juros subsidiados pelo Tesouro Nacional. Até 2005, o BB tinha R$ 8 bilhões emprestados a juros livres.Os selecionados têm um perfil médio de renda acima de R$ 500 mil anuais e 300 hectares de soja no Centro-Oeste. São produtores com bons resultados financeiros e gerenciais, boa capacidade de pagamento, sem histórico de prorrogação de dívidas e com margem confortável para novos limites de crédito. "São aqueles que atravessaram incólumes as crises de clima, câmbio e financeira", afirma o diretor de Agronegócios do BB, José Carlos Vaz. O banco considera esse público como "Triple A" ou a "nata" da carteira dos grandes produtores.A estratégia do BB também reforçará a concorrência com as tradings do setor, que ocuparam um espaço importante no financiamento dessa faixa de produtores nos últimos anos. Essas empresas financiam a juros entre 20% e 25% ao ano. O banco acredita que oferecerá condições mais competitivas, obtendo fidelidade desses produtores.Os alvos principais dessa retomada serão produtores de soja, milho, algodão, além de pecuaristas. O foco estará em Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo, Rio Grande do Sul e Paraná. O crédito, "pré-aprovado" depois de uma "análise criteriosa", estará disponível ao produtor que contratar antes o máximo de recursos a juros subsidiados pelo Tesouro. "Entraremos nessa linha depois de esgotar os recursos a 6,75%", diz José Carlos Vaz.A "guinada" do BB em direção aos financiamentos a juros livres ocorre após uma fase aguda de prorrogação de empréstimos pós-crises. Do total de R$ 16 bilhões prorrogados desde a primeira crise, em 2005, metade estava emprestada a juros livres (custeio agropecuária e Cédulas de Produtor Rural). A outra metade havia sido alocada para financiar programas de investimentos geridos pelo BNDES e recursos do Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO).Após a depuração de sua carteira agrícola, o BB teve de assumir um prejuízo de R$ 3 bilhões em créditos duvidosos. "Era um grupo de produtores mais frágeis, mais expostos", diz o diretor do BB. Outros R$ 3 bilhões prorrogados foram pagos pelos produtores. No fim, sobrou uma carteira de R$ 10 bilhões em financiamentos rolados desde 2005.A carteira com prorrogações tem inadimplência, riscos e provisões mais altas do que os empréstimos em situação de normalidade. Em setembro de 2009, os "calotes" somavam 9,8%. A taxa caiu a 9,2% em dezembro de 2009 e chegou a 5,2% em junho de 2010, informou o banco. "Nossa inadimplência histórica fica ao redor de 2%", diz o vice-presidente Luís Carlos Guedes Pinto. Na carteira "saudável" de R$ 60 bilhões, a inadimplência registrada somava apenas 1,8% do total em 30 de junho deste ano - abaixo dos 2,4% de setembro de 2009. Na soma das duas carteiras, a inadimplência somava 2,3% em junho de 2010. Antes, em setembro de 2009, estava em 3,8%. "Estamos absolutamente tranquilos em relação ao cumprimento de nossas metas nesse quesito", acrescenta.


Desembolso ao setor deve crescer 21%


Animado com um cenário de bons preços e custos de produção sob controle, o Banco do Brasil prevê elevar em 21% os desembolsos ao setor rural na safra 2010/11. Os empréstimos da instituição devem somar R$ 41,9 bilhões até meados de 2011, informou ontem o vice-presidente de Agronegócios do BB, Luís Carlos Guedes Pinto.O banco projeta elevar em 25% os recursos com taxas a juros subsidiados pelo Tesouro Nacional, além de concentrar esforços nos médio produtores. O BB também terá atuação especial na chamada agricultura sustentável, passando a usar a "poupança rural" como fonte adicional de recursos para financiar investimentos. Devem ser canalizados até R$ 1 bilhão dessa fonte.Estoques mundiais em baixa, forte demanda por alimentos e resultados financeiros favoráveis devem permitir aos produtores o pagamento do custeio e de boa parte das dívidas antigas. As margens da atividade terão uma boa recuperação nesta safra, estima o BB. "Na safra passada, foi apertado. Mas em 2010/11 devemos ter o melhor ano das últimas quatro safras", avalia o diretor de Agronegócios do BB, José Carlos Vaz.O BB estima uma reação dos preços de milho e trigo, além da manutenção das cotações da soja. O fenômeno "La Niña", que resfria as águas do Pacífico na altura da costa do Equador, pode gerar algumas perdas com seca, sobretudo no Sul do país. "Se não houver problemas de seca, vai ser possível pagar os custeios e as dívidas em todo o país", afirma Vaz. Mesmo com as perdas derivadas da seca, o BB avalia ser possível compensar por meio de preços mais altos.O BB também aposta alto na massificação de mecanismos de proteção de renda. No seguro agrícola, o banco deve manter ações para garantir cobertura de 60% do financiamentos ao setor. No chamado "hedge" (proteção de preços), o BB deve elevar, de 0,9% para 8%, o total de empréstimos rurais cobertos pelo mecanismo. "Temos que caminhar para que os produtores incluam nos custos o ‘ hedge ‘ , assim como fazem com os insumos", defendeu Guedes Pinto.No longo prazo, o BB concentrará esforços para elevar a fatia do "hedge" na proteção da renda do setor. O banco defende o uso de subsídios do Tesouro para reduzir o custo desse mecanismo ao produtor. "Mas o produtor também tem que usar recursos próprios para fazer ‘hedge’ da produção", disse o executivo do banco.


Fonte: Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Quarta-feira, 25 de agosto de 2010

A Petrobras Biocombustíveis fechou parceria com a americana KL Energy para o desenvolvimento tecnológico voltado para produção de etanol a partir de bagaço de cana-de-açúcar. Pelo acordo, a empresa brasileira pode investir até US$ 11 milhões na planta da KLE, em Upton, no Estado de Wyoming. Desse total, US$ 6 milhões serão direcionados para adaptação da unidade e os US$ 5 milhões restantes para pagamento de royalties e da propriedade intelectual sobre a tecnologia, caso os testes sejam positivos.


Fonte: Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Arroba do boi gordo supera US$ 50

É o maior valor na moeda dos EUA em quase dois anos, reflexo de real forte e oferta curta


Real forte em relação ao dólar e preços firmes do boi gordo no mercado físico nacional - por causa da oferta apertada - levaram a arroba à maior cotação na moeda americana em quase dois anos, em valores nominais. Segundo levantamento da Scot Consultoria, ontem a cotação em dólar no mercado do interior paulista estava em US$ 50,28 - no dia 5 de setembro de 2008, havia alcançado US$ 51,12 a prazo. Em reais, os preços equivalem a R$ 89,00 e R$ 87,93, respectivamente.Os cálculos da Scot foram fechados ontem no meio do dia, quando o dólar era cotado a R$ 1,77. Consideram o mercado de São Paulo que ainda é uma referência de preços, apesar de a pecuária ter perdido espaço para outras culturas nos últimos anos no Estado.Historicamente, os preços em dólar da arroba do boi gordo no Brasil ficavam na casa dos US$ 28 a US$ 30, abaixo de mercados como Austrália e Uruguai, onde a cotação costumava ser maior já que a carne produzida tem qualidade superior à brasileira, observa Gabriela Tonini, analista da Scot.Mas ontem, por exemplo, a arroba no Uruguai estava em US$ 48,90 e na Austrália, em US$ 41,40, de acordo com a Scot. "O real forte mudou a relação de preços", afirma ela.Já houve momentos de boi mais caro em dólar em períodos recentes - no dia 1º de agosto de 2008, a arroba bateu os US$ 57,82 em São Paulo. Naquele momento, o valor em real era R$ 91,84 por conta da oferta muito ajustada de animais para abate, reflexo da mudança de ciclo de produção na pecuária de corte. Então, havia também uma grande procura por conta do consumo forte nos mercados internacional e doméstico.A situação mudou com a crise financeira global, a partir de setembro de 2008, que abateu a demanda por carne bovina em países da Europa e também na Rússia. Nesse novo cenário - com frigoríficos em dificuldade financeira e pedindo recuperação judicial -, a arroba despencou em dólares, para US$ 32 no dia 2 de março do ano passado, segundo a Scot.A razão para a atual firmeza no mercado é que ainda há poucos animais de confinamento disponíveis para abate pelos frigoríficos, num período em que a oferta de gado de pasto já acabou.Além disso, a recomposição da oferta de animais está demorando mais do que se imaginava. Em 2005, houve um forte descarte de matrizes, o que reduziu a oferta de bezerros nos anos seguintes. Esperava-se uma recomposição do rebanho com a alta dos preços do boi. Mas a escassez continua. "O atual ciclo [de produção] pode se prolongar para 2011", avalia José Vicente Ferraz, do Instituto FNP.Para ele, diante disso, mesmo com a maior entrada de animais criados de forma intensiva no mercado em setembro e outubro, os preços da arroba devem cair "muito pouco". Gabriela Tonini acredita que há pouco espaço para quedas.A alta do boi já tem reflexos no bolso do consumidor e na inflação. O último IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA ), divulgado dia 20 de agosto, mostra alta de 1,4% no segmento de carnes bovinas, conforme dados consolidados da LCA Consultores. Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fipe na segunda quadrissemana de agosto revelou variação de 0,98% nas carnes bovinas.Francisco Pessoa Faria, analista da LCA, afirma que a valorização da carne terá impacto no IPCA, mas ele espera que até o fim do ano a alta seja "devolvida". A razão é sua crença de que os números de confinamento de gado no país possam ser maiores do que o esperado, o que significaria mais oferta de bois para abate. A estimativa da LCA é que a carne bovina terá variação de 7,3% no ano, enquanto o IPCA deve ficar em 4,9%.


Fonte: Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Intervenção em portos estaduais se dará em graus diferenciados, com o objetivo de melhorar a competitividade do País nas exportações


O governo federal decidiu intervir na administração de alguns portos estaduais que descumpriram regras previstas em contrato ou cuja operação tem afetado a competitividade do País. A intervenção obedece graus diferenciados, como a retomada total da concessão de cinco portos do Estado do Amazonas ou a maior participação da União na gestão de Paranaguá e Rio Grande, na Região Sul.A primeira medida para aumentar o controle sobre os portos nacionais surgiu no dia 3 de agosto com a Portaria nº 200, do Ministério dos Transportes. O documento autoriza a constituição de uma comissão para definir parâmetros técnicos e metodologia para a União retomar os portos de Manaus, Tabatinga, Coari, Itacoatiara e Parintins, no Norte do País.O principal é o Porto de Manaus, responsável pela metade da carga (boa parte para atender a Zona Franca) que entra na capital por meio de navios. O segundo é Itacoatiara, que tem ganhado destaque no agronegócio como nova alternativa para escoar a produção de grãos do norte do Mato Grosso. Mas, como a capacidade do porto é pequena, quem tem feito o transporte são os terminais privados de grupos como o Amaggi. Os outros portos são regionais e atendem mais a população local.No caso dos portos do Sul, o ministro da Secretaria Especial de Portos (SEP), Pedro Brito, explica que o governo terá maior participação na gestão de Paranaguá e de Rio Grande, por meio de um forte programa de investimentos para ambos os terminais. Na verdade, a medida faz parte de um plano diretor que vem sendo desenhado para o setor portuário brasileiro e que define os portos estratégicos para a economia. Entre eles estão Santos (SP), Paranaguá (PR), Rio Grande (RGS), Rio de Janeiro (RJ), Itaguaí (RJ), Vitória (ES) e Itaqui (MA). Em todos, quem vai definir os investimentos para melhorar a operação portuária será a SEP.Brito explica que a administração estadual continuará, mas terá participação do governo federal. "Vamos tratar como se fosse uma administração feita pela União", disse o ministro. Questionado se isso significava uma federalização, ele afirmou que não: "Os portos já são federais". O Porto de Rio Grande, que tem atraído investimentos bilionários, vem sendo foco de discórdia há algum tempo, afirma o superintendente de Portos da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Giovanni Paiva.Segundo ele, a administração do porto estava muito complicada, com interferências políticas e sem independência para gerir seus recursos. A situação chegou ao ponto de a agência ter de firmar um termo de ajustamento com a gestora estadual, que vem sendo acompanhado. "A atuação da SEP é sinal de alerta para o que pode ocorrer no futuro se não houver melhora na administração do porto", destaca ele.O Superintendente do Porto do Rio Grande, Jayme Ramis, reconhece que houve intransigência de administrações passadas, mas que agora está tudo resolvido. "Durante duas horas fui sabatinado na SEP. Acredito que o governo federal tem obrigação de investir na infraestrutura portuária", destacou ele, afirmando desconhecer que a secretaria terá maior participação na gestão.No caso de Paranaguá, maior exportador de grãos do País e o segundo maior porto do País, a administração também foi alvo de discórdia. No passado, até a iniciativa privada pedia a intervenção do governo federal no porto, que seguia as ordens do governador Roberto Requião para não embarcar soja transgênica. Hoje 90% da soja transportada em Paranaguá é transgênica.A gota d’água, porém, foi a interdição do porto, no mês passado, feita pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama). O embargo foi determinado por descumprimento de acordo para regularização ambiental da operação do terminal.O superintendente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Mario Lobo Filho, destacou que esse assunto foi motivo de reclamação por parte da SEP em reunião feita na semana passada. Segundo ele, os administradores anteriores insistiram em não cumprir as determinações do órgão ambiental e o porto sofreu as consequências disso. Filho acredita que uma presença maior do governo federal na gestão dos portos estaduais, por meio de investimentos, é bem-vinda. "Em troca o governo terá uma logística melhor", afirma ele.O presidente da Associação Brasileira de Terminais Portuários (ABTP), Wilen Manteli, não concorda a centralização da administração dos portos nas mãos do governo federal. Ele, como outros especialistas, sempre defendeu que a gestão dos portos fosse feita pela iniciativa privada


Fonte: O Estado de S.Paulo

 
Posted By Ercilia
 

Terça-feira, 24 de agosto de 2010

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e o advogado-Geral da União, ministro Luís Inácio Lucena Adams, aprovaram nesta segunda-feira um parecer da Consultoria-Geral da União (CGU) que limita a venda de terras brasileiras a estrangeiros ou empresas brasileiras controladas por estrangeiros. O documento, segundo a Advocacia-Geral da União (AGU), levou em consideração alterações no contexto social e econômico no Brasil, assim como aspectos como a valorização das mercadorias agrícolas, a crise mundial de alimentos e o desenvolvimento do biocombustível.Com a nova interpretação, as compras de terras serão registradas em livros especiais nos cartórios de imóveis. Todos os registros feitos por empresas brasileiras controladas por estrangeiros devem ser comunicados trimestralmente à Corregedoria de Justiça dos Estados e ao Ministério do Desenvolvimento Agrário.O parecer prevê, entre outras restrições, que as empresas não poderão adquirir imóvel rural que tenha mais de 50 módulos de exploração indefinida. Só poderão ser adquiridos imóveis rurais destinados à implantação de projetos agrícolas, pecuários e industriais que estejam vinculados aos seus objetivos de negócio previstos em estatuto. Esses projetos devem ser aprovados pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário.As restrições alcançam também o tamanho da terra. A soma das áreas rurais pertencentes a empresas estrangeiras ou controladas por estrangeiros não poderá ultrapassar 25% da superfície do município.


Histórico


Em 1994, a pedido do Ministério da Agricultura, a CGU emitiu parecer argumentando que só poderia haver restrições à compra de terras por empresas brasileiras de capital estrangeiro caso esse impedimento estivesse expresso no texto constitucional, o que não ocorria, segundo o entendimento da época, em conformidade com Constituição Federal de 1988. Mais tarde, em 1998, o parecer foi ratificado pela AGU.Nas duas primeiras manifestações, a AGU sustentou que as restrições impostas aos estrangeiros na aquisição de imóveis rurais no Brasil não era extensível às empresas brasileiras controlas por estrangeiros.


Fonte: Agrolink

 
Posted By Ercilia
 

Terça-feira, 24 de agosto de 2010

Engenheiros agrônomos do Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), que atuam em 52 municípios das regiões de Maringá, Apucarana, Ivaiporã, Cianorte, Campo Mourão, Paranavaí, Londrina, Santo Antônio da Platina e Umuarama reúnem-se para treinamento em técnicas de comercialização nesta terça-feira (24), na Central de Abastecimento de Maringá.Segundo a gerente Suely Bertolo do Rego, a equipe da Emater mapeou as pequenas propriedades com produção de hortigranjeiros que já comercializam naquela Ceasa, e também o potencial de crescimento da atividade como opção de renda para a agricultura familiar. A unidade passou por reforma e ampliação no final do ano passado, totalizando investimentos de R$ 870 mil, provenientes dos governos federal, estadual, e próprios.Além das obras gerais de melhoria, o Mercado do Produtor passou por ampliação, as vias de acesso foram recapeadas, foram construídas salas de descanso e novas instalações sanitárias.Segundo Suely, os investimentos realizados apresentam como resultado uma crescente procura por produtores da região interessados em comercializar na Central , e o objetivo da empresa é dar apoio e facilitar o acesso.Para o técnico regional da Emater, José Odair Mazia, o volume de comercialização desses agricultores familiares pode ser incrementado a partir de uma orientação direta. Isso facilitará o ingresso de novos produtores ao sistema de comercialização da Ceasa, que é acessível e de baixo custo ao produtor rural, disse.


Fonte: Agência de Notícias do Estado do Paraná

 
Posted By Ercilia
 

Terça-feira, 24 de agosto de 2010

O mercado da União Europeia (UE) começou a se recuperar lentamente e há interesse na importação de certos cortes. Os últimos negócios de referência para o sistema de cortes bovinos que formam a cota Hilton estão em torno de US$ 12.300 por tonelada FOB, segundo confirmou o broker uruguaio, Alejandro Berruti.Apesar da leve recuperação dos preços, os frigoríficos uruguaios se negam a ofertar, não somente porque dizem que os números não fecham, mas também, porque não têm matéria-prima necessária para poder cumprir com os negócios.A UE é o segundo mercado em importância para a carne bovina uruguaia. Segundo dados estatísticos do Instituto Nacional de Carnes do Uruguai (INAC), até 14 de agosto, foram exportadas a esse mercado 49.444 toneladas de carne bovina, quando no mesmo período do ano anterior, o volume exportado foi de 63.586 toneladas (queda de 22,24%).Com os sinais de recuperação que estão surgindo no mercado, o frigorífico Breeders & Packer Meat Uruguay (BPU) está tentando retomar seus negócios de cortes com as marcas Angus e Hereford. "Os negócios seguem muito quietos, mas o mercado está querendo se recuperar nas últimas duas semanas", disse o presidente da companhia, Roberto Palma.A empresa vinha colocando cortes Angus e Hereford em importantes cadeias de supermercados da Itália e do Reino Unido. Para esse grupo de carnes, a Itália segue sendo o mercado prioritário, disse Palma.No entanto, o Reino Unido ainda não voltou a comprar volumes significativos após a crise econômica que sacudiu o continente europeu e ainda se notam nesse mercado algumas sequelas do problema. Para Palma, os negócios serão retomados lentamente para chegar aos níveis que tinham no começo do ano, onde a colocação de contêineres de carne uruguaia com marca era muito fluida.


Fonte: BeefPoint com informações do El País Digital

 
Posted By Ercilia
 

Terça-feira, 24 de agosto de 2010

A medida pretende melhorar os procedimentos de inspeção, sem comprometer a segurança


O novo modelo do formulário para fiscalização de produtos e insumos agropecuários está disponível site do Ministério da AgriculturaOs requerimentos para fiscalização de produtos e insumos agropecuários serão simplificados. A partir desta segunda-feira (23/08) as solicitações para a fiscalização desses produtos pelas empresas importadoras, exportadoras e interessados serão realizadas por meio de um novo formulário padrão, aprovado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), encaminhado às unidades de Vigilância Agropecuária estaduais. A medida foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira, na Instrução Normativa n° 26.Antes, para concluir o processo de importação ou exportação eram necessários dois documentos: o requerimento e o termo de fiscalização. A partir de agora, o parecer dos fiscais será emitido no próprio requerimento, eliminando o termo de fiscalização. "A medida vai agilizar os procedimentos sem comprometer a segurança do processo", explica o coordenador-geral do Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro), do Ministério da Agricultura, Oscar de Aguiar Rosa Filho.


Processos de fiscalização


Os procedimentos de fiscalização não sofrerão alterações. Para a liberação das mercadorias serão realizadas análise documental, vistoria e inspeção dos produtos, sendo consideradas as condições técnicas e higiênicossanitárias.Segundo informações do Ministério da Agricultura, o requerimento será indeferido, por exemplo, quando a importação, exportação ou trânsito internacional ou aduaneiro da mercadoria forem proibidos, o prazo de validade do produto estiver vencido ou a mercadoria não tiver autorização da unidade de vigilância agropecuária. "Nesses casos, a fiscalização federal agropecuária notificará a Receita Federal do Brasil para que a mercadoria seja devolvida ao país ou local de procedência ou, até mesmo, destruída", ressalta Rosa.As empresas ou pessoas físicas que solicitarem o requerimento serão responsáveis pelas informações e deverão incluir no processo os documentos exigidos para importação, exportação, controles especiais e normas técnicas específicas estabelecidas no Manual de Procedimentos da Vigilância Agropecuária Internacional. De acordo com o coordenador do Vigiagro, o formulário será válido por 30 dias para a conclusão dos procedimentos e registro do parecer da fiscalização. Caso os técnicos julguem procedente, o prazo poderá ser prorrogado pelo mesmo período. O novo modelo do requerimento está disponível no site www.agricultura.gov.br no ícone Serviços - Vigilância Agropecuária/Formulários.


Fonte: Revista Globo Rural

 
Posted By Ercilia
 

Terça-feira, 24 de agosto de 2010
EGF para o arroz

A Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul divulgou ontem que o Banco do Brasil anunciou que vai ofertar recursos adicionais, estimados em R$ 500 milhões, para operações de Empréstimos do Governo Federal (EGF), para o setor arrozeiro. Serão R$ 400 milhões com recursos equalizados pelo Tesouro, com taxas de 6,75% ao ano, e R$ 100 milhões com recursos livres.


Fonte: Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Terça-feira, 24 de agosto de 2010

Levantamento divulgado ontem pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) confirma a aceleração do movimento de concentração na produção de soja do Estado nos últimos anos. Os novos dados mostram que, na última safra (2009/10), os 20 maiores sojicultores radicados em Mato Grosso semearam 1,2 milhão de hectares, ou 20% de uma área total estimada pela entidade em 6 milhões de hectares. Em 2004/05, os gigantes da soja ocuparam 533,7 mil hectares, ou 9% da área total da cultura no Estado.Na análise que divulgou, o Imea - instituto privado sem fins lucrativos vinculado à associações que representam agricultores - credita a tendência aos ganhos de escala obtidos com a expansão das áreas de plantio e à entrada de grupos estrangeiros no Estado. E mesmo os estrangeiros "profissionais", aqueles que investem no Brasil realmente para produzir e exportar, também precisam dessa escala, já que um dos principais problemas enfrentados pelos agricultores de Mato Grosso é a logística deficiente. No total, o Estado tem, hoje, cerca de 4,6 mil produtores de soja; há cinco anos, eram 6 mil.Conforme Otávio Celidonio, superintendente do Imea, o movimento de concentração na soja é mais intenso em áreas de exploração mais recente no oeste, como nos arredores do município de Sapezal, e menos significativo em polos como o de Sorriso, no médio-norte mato-grossense. Em Sapezal, informou ao Valor, uma propriedade "típica" já tem cerca de 2,5 mil hectares; em Sorriso, fica em torno de 1 mil, ainda que existam propriedades bem maiores.Neste oeste de grandes produtores, lembrou Celidonio, os incrementos se dão por meio de aquisições e arrendamentos, e muitas vezes envolvem áreas de outros grandes com problemas. Há casos na região, atualmente, de produtores com dívidas da ordem de R$ 600 por hectare. Em fronteiras como Sorriso, onde a ocupação da terra pelos agricultores já é mais antiga, a organização entre eles também é maior. Há, por exemplo, pools bem estabelecidos para comprar insumos e comercializar a produção. Ao norte de Sorriso, já no bioma amazônico, questões ambientais também freiam negócios.De qualquer forma, diz Celidonio, a estrutura financeira ainda é um gargalo para muitos agricultores do maior Estado produtor de soja do país. "A eficiência não pode estar só no campo. O associativismo, o cooperativismo e a formação de condomínios podem ajudar. Mas a concentração deve continuar".


Fonte: Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Terça-feira, 24 de agosto de 2010

O Estado do Espírito Santo, 2º maior produtor de café no Brasil, acaba de ter sua primeira unidade armazenadora certificada destinada a cafés finos, dentro dos padrões exigidos pelo Ministério da Agricultura. O Estado é hoje, também, o maior produtor de café da variedade Conilon no Brasil: são oito milhões de sacas por ano. No mundo, essa produção só é superada pelo Vietnã.A certificação, feita pelo IGCert – Instituto Genesis Certificadora, foi concedida para a unidade da Triscafé, empresa do Grupo Tristão, na cidade de Viana. O armazém tem capacidade estática para 35 mil toneladas, ou quase 600 mil sacas de café das variedades arábica e conilon produzidos na Zona da Mata e no Espírito Santo. Na época de pico de safra, a unidade faz o processamento e rebeneficiamento de até 10.000 sacas por dia, quando os grãos são selecionados.No Brasil, os cafés finos que saem da Triscafé abastecem algumas das maiores expostadoras de cafés verdes e, principalmente, outras empresas do próprio grupo Tristão, que há 75 anos atua no mercado. Uma delas é a Realcafé, que todos os anos transforma 400 mil sacas de café em grão em 9 mil toneladas de café solúvel, extrato de café, óleo de café e café torrado e moído. 80% do total produzido são exportados para 40 países.A empresa é, também, pioneira no reaproveitamento de resíduos sólidos do processo industrial, usados como material energético, em substituição a combustíveis fósseis. A utilização de BPF e óleo diesel foi trocada pela queima de gás natural, que reduz substancialmente as emissões atmosféricas prejudiciais ao meio ambiente e toda a água usada na produção é retirada de poços artesianos próprios. Em todos os níveis de processo, essa água recebe tratamento e depois é devolvida à natureza.O armazém da Triscafé auditado pelo IGCert cumpre com todos os requisitos exigidos com relação a edificações, instalações e equipamentos para a guarda e conservação dos produtos, com qualidade e segurança.A certificação, regulamentada pela IN 3 do MAPA, é obrigatória para as pessoas jurídicas que prestam serviços remunerados de armazenagem de produtos agropecuários a terceiros e é imprescindível para as empresas que queiram participar de operações financeiras junto ao Governo Federal. O prazo final dado pela Comissão Técnica Consultiva do SINCUA – Sistema Nacional de Certificação de Unidades Armazenadoras para que as redes de armazéns obedeçam ao escalonamento e se adequem à legislação vai até o dia 31 de dezembro de 2013 para as empresas que detém até 3 CNPJs.O IGCert, primeira certificadora acredita pelo MAPA e pelo Inmetro nesta área, já emitiu certificados para 42 unidades armazenadoras e está cuidando de outros 350 processos em todo o País.


Fonte: Assessoria do Instituto Genesis

 
Posted By Ercilia
 

Terça-feira, 24 de agosto de 2010

Injeção de recurso deve auxiliar frigoríficos em dificuldade


A Bolsa Brasileira de Mercadorias, controlada pela BM&FBovespa, fechou convênio com o Banco do Brasil para oferecer crédito agroindustrial à aquisição de matérias-primas por meio de operações nesses mercados. A linha de R$ 8 bilhões, que será anunciada hoje pelo BB, deve servir para alavancar o novo sistema eletrônico de comercialização de bois da bolsa. Até aqui em ritmo lento, o sistema receberá essa injeção para auxiliar frigoríficos médios e pequenos a superar a crise de liquidez."Como 90% têm que ser pago antecipado pelo frigorífico no nosso sistema, essa linha servirá para facilitar nosso volume de transações", resume o presidente do conselho da Bolsa, Joaquim da Silva Ferreira. O sistema eletrônico exige o depósito antecipado de 90% da aquisição do boi pelos frigoríficos em uma conta de liquidação operada pela bolsa. Os demais 10% são pagos após a retirada do gado da fazenda.A linha terá juros de 12,5% a 13,5% ao ano e será oferecido prazo de 720 dias para quitação. "Serão condições atrativas porque o custo ficará abaixo do praticado no mercado", avalia Ferreira.Para ter direito, a empresa terá que se cadastrar na bolsa, por meio de corretora associada. Depois, a bolsa emitirá um atestado de cadastro ao BB. Em seguida, o banco analisará a capacidade de crédito e o risco da operação. A empresa entrará no sistema da bolsa, comprará o gado ou registrará a operação no balcão. A bolsa emitirá uma nota de negociação e a empresa irá ao BB. Haverá um saque da conta-financiamento do frigorífico, que será enviado à conta da bolsa no BB. Cada operação terá uma retirada específica. Haverá uma taxa de negociação de 0,5% e um custo anual de adesão de 0,06%.O dinheiro das operações via BB será vinculado à conta de liquidação. A bolsa será responsável pela quitação da compra diretamente com o pecuarista. O dinheiro não passará pela mão da indústria.O modelo dará garantia ao pecuarista para evitar eventuais descumprimentos de contratos por frigoríficos. E reforçará a estratégia do governo de ajudar essas indústrias a superar a recente crise. Sem capital de giro, sobretudo para pagar a compra de gado, ao menos 10 frigoríficos entraram em recuperação judicial desde o início da crise financeira global de 2008. Os frigoríficos têm operado com capacidade ociosa e estão limitados pela baixa liquidez dos negócios, o que tem travado as operações de pagamento antecipado exigidas pela bolsa.O convênio entre BB e a bolsa obrigará as empresas ao cadastramento. Só poderão ser feitas transações via operações fechadas diretamente na bolsa. O BB tem registrado "sobras" no crédito agroindustrial, e o convênio ajudará a elevar a demanda por esta linha. O BB deve conceder mais recursos à empresa que oferecer como garantia das operações recebíveis (duplicatas, promissórias rurais) dos clientes para quem vende a carne ) - como varejistas e atacadistas.No longo prazo, o convênio BB-Bolsa ajudará os compradores diretos de outras matérias-primas. Granjas, beneficiadores, moinhos, cooperativas, agroindústrias e até produtores cuja atividade demande aquisição de outros produtos do setor terão acesso à linha. A nova parceria também deve ajudar a reduzir os custos para pecuaristas. Hoje, o frigorífico desconta até 5% do pecuarista como forma de financiar a captação de recursos no mercado. Com o convênio, o custo do dinheiro deve cair.


Fonte: Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Pragas consomem safra armazenada nos silos

O excesso da produção de soja no país está gerando um problema no mínimo curioso. Devido ao período prolongado em que os grãos ficam armazenados, a cultura passou a ser vítima de pragas que eram mais comuns em grãos de milho, trigo, arroz, feijão, entre outros. Se antes a soja ficava no máximo três meses armazenada, hoje ela chega a ficar quase um ano. Esse detalhe fez com que insetos migrassem de outras culturas para soja. Com o ataque destas pragas, produtores, proprietários de armazéns e pesquisadores começam a temer que a qualidade do produto caia por terra, influenciando as exportações.De acordo com o pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) - Soja, Irineu Lorini, um levantamento mostrou a presença de oito espécies de insetos que estão atacando a soja em unidades de armazenagem no Paraná, São Paulo, Rio Grande do Sul e Mato Grosso. "Esse estudo compreendeu o período de 2008 e 2009 e foi apresentado recentemente em Brasília, durante a XXXI Reunião de Pesquisa de Soja da Região Central do Brasil. O que evidencia o aparecimento de insetos é, principalmente, o fato de quase dobrarmos a produção de soja, passando de 80 milhões de toneladas para 140 milhões de toneladas em 10 anos. Além disso, não houve o aumento de tantos armazéns e com o excesso de tempo armazenado, fez com que estas pragas tivessem alimento o ano inteiro, se multiplicando mais rapidamente", revela.O pesquisador conta que a preocupação maior é com o besouro da espécie Lasioderma serricorne, conhecido também como "besouro do tabaco". Ele revela que o pequeno inseto, com tamanho entre 2 a 3 milímetros, acabou se adaptando bem à soja. "Essa praga só atacava o fumo armazenado. Infelizmente ele se adaptou bem e começou a atacar a soja com certa voracidade. O potencial destrutivo é grande, ainda que sua presença na soja seja pequena. Precisamos estudar mais este besouro, uma vez que há pouco conhecimento sobre ele", lamenta.Lorini fala também que ainda não é possível mensurar as perdas causadas pelo ataque deste besouro. "Testes em laboratórios demonstraram uma preocupação com o ataque do Lasioderma. Por enquanto, precisaremos fazer mais testes e pesquisas para poder determinar o quanto será nocivo a presença deste inseto nas unidades de armazenamento de grãos", afirma.Outro problema relacionado ao aparecimento destes insetos na soja está com a qualidade do produto. Se não encontrarem uma saída para esta situação, o pesquisador teme que o Brasil perca espaço no cenário mundial. "Se começarmos a enviar lotes de soja de qualidade inferior para a China, nosso maior comprador, é possível que eles comecem a barrar o produto. Isso seria muito ruim para quem trabalha com a soja, pois este problema vai acarretar em perda de dinheiro e de tempo", alerta.Segundo Lorini, por enquanto só existe um produto registrado para o controle de pragas, à base de gás fosfina. "Este material vai promover o expurgo dos insetos, contudo, vai acarretar em mais gastos também. O objetivo é fazer um trabalho de prevenção que possa reduzir o número de insetos ou, melhor ainda, garantir com que eles não apareçam. A recomendação dada pela Embrapa Soja é a de higienizar as estruturas de armazenagem, máquinas e equipamentos. Mas estamos em busca de mais caminhos para solucionar este problema", garante.


Outros grãos


Embora a presença de insetos na armazenagem da soja seja algo novo, o mesmo não se aplica para outras culturas. De acordo com o engenheiro agrônomo da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab/PR), Leônidas Toledo Kaminski, algumas culturas são mais vulneráveis. "Todos os grãos armazenados são suscetíveis ao ataque de pragas, entretanto no Paraná, o trigo, o milho e o feijão são os produtos nos quais se verifica maiores danos", informa. Ele conta também que outras pragas, além do besouro, costumam dar dor-de-cabeça para os armazéns. "As pragas que atacam os grãos armazenados são específicas de cada produto, sendo as principais pertencentes às ordens coleóptera (besouros) e lepidóptera (borboletas), combatidas principalmente com o expurgo. Ratos também são causadores de perdas em produtos armazenados, contra os quais são utilizados raticidas".Assim como no caso da soja, o engenheiro agrônomo conta que é complicado saber o tamanho do prejuízo após o ataque destas pragas. "Os danos causados pelas pragas em grãos armazenados são de difícil mensuração e variam conforme a agressividade da praga, o tipo de produto e sua variedade (maior ou menor resistência), condições técnicas do armazém, tratamentos e manejo do produto, higienização das instalações, etc. As pragas, se não controladas, provocam também perdas qualitativas, reduzindo o valor comercial dos grãos", garante.


Fonte: Paraná online

 
Posted By Ercilia
 

Segunda-feira, 23 de agosto de 2010

A nova padronização do trigo que começa a valer a partir de 2011 deverá melhorar a segregação do produto. Essa é a opinião de Rui Marcos Alvino Souza, gerente de logística e suprimentos do Moinho Globo Alimentos, de Sertanópolis. Ele admite que serão necessários alguns investimentos em equipamentos, por exemplo, por parte do setor produtivo, que essa nova classificação pode encarecer o processo, mas a segregação dos materiais será mais interessante para os moinhos.Essa semana, durante o Dia de Campo sobre o Trigo na Embrapa, Souza afirmou que o cereal produzido no Brasil é de qualidade, mas que muitos moinhos importam o produto por questões logísticas. No caso do Moinho Globo, há anos utilizam somente o grão brasileiro. 'Só importamos quando há algum problema com a produção brasileira, como foi o caso do ano passado', conta ele. Ele reforça que importar trigo não é interessante para eles porque é difícil trabalhar com moedas diferentes e discutir qualidade quando o produto chega no porto.O novo padrão oficial de classificação do trigo brasileiro entra em vigor a partir de julho de 2011. As mudanças técnicas, como a alteração de valor mínimo de força de glúten de 180 para 220, pretendem elevar a qualidade do grão do País e alavancar o mercado nacional. A classificação adotada atualmente, segundo a Conab estão fora dos padrões do mercado internacional.


Fonte:Folha de Londrina

 
Posted By Ercilia
 

Segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Resultado das vendas externas do grão superaram a média dos últimos quatro anos tanto em receita quanto em volume; Europa é o principal destino


O resultado das exportações brasileiras de café no mês de julho foram as maiores dos últimos quatro anos, em receita e em volume. Balanço divulgado esta semana pelo Conselho Brasileiro dos Exportadores de Café (CeCafé) aponta para uma elevação de 25,8% na receita de US$ 391.834 (em julho de 2009 foi de US$ 311.497) e de 7,8% na quantidade do produto embarcado, que totalizou 2.441.262 sacas (60kg), em relação ao mesmo mês do ano passado quando saíram do País 2.265.493 sacas.


'A receita de julho de 2010 é R$ 320 milhões superior ao do mesmo período do ano passado', afirma Guilherme Braga, diretor geral do CeCafé. Segundo dados da entidade, no gráfico mensal de Participação por Qualidade, o arábica responde por 83% das vendas do país, enquanto o solúvel por 11%, e o robusta por 6% das exportações.Nos acumulado dos últimos doze meses, o balanço mostra que o Brasil exportou 29.953.809 sacas, para uma receita de US$ 4.595.055.Em relação aos mercados compradores, a Europa surge com 54% de participação da importação do produto brasileiro no período janeiro a julho, enquanto América do Norte responde por 21%, a Ásia por 17%, e a América do Sul por 6%.Na avaliação por países, os Estados Unidos lideram, com a aquisição de 3.177.564 sacas entre janeiro e julho, seguida pela Alemanha, com 3.157.075, e a Itália, com 1.377.191. No quarto lugar está o Japão, com 1.189.689 sacas.Nos principais portos de embarque o resultado foi o seguinte: Santos , com 12.727.306 sacas no período janeiro/julho (75,7% do total), seguido de Vitória, com 2.016.948 sacas, (12%), e o Rio de Janeiro, com 1.508.030 sacas (9%).


Fonte:Folha de Londrina

 
Posted By Ercilia
 

Segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Demanda chinesa e estiagem na Rússia podem aumentar as exportações da oleaginosa que deve, ainda, ajudar o País a bater recorde na balança do agronegócio


A força da agricultura nacional já levou o Brasil a atender 23% da demanda internacional de soja e a expectativa do governo brasileiro é ampliar essa participação. O produto agrícola é o mais comercializado no mundo, com vendas acumulando, anualmente, US$ 78 bilhões. "E é mais que provável que possamos aumentar ainda mais a nossa participação no mercado", disse o secretário de Relações Internacionais do Agronegócio do Ministério da Agricultura, Célio Porto.De acordo com o secretário, alguns fatores devem puxar as exportações do grão. A crescente demanda de alimentos em nações em desenvolvimento, como a China, e os problemas climáticos na Rússia, que recentemente suspendeu as vendas internacionais de grãos por conta da estiagem, são oportunidades para o Brasil. "Experiências anteriores nos mostraram que medidas desse tipo desestimulam a produção local e aumentam a necessidade de importação", comentou Célio Porto.Ele considera que a aceleração contínua no preço das commodities nos últimos 10 anos e os fatores estruturais, que permaneceram após a crise mundial de 2008, devem resultar em novo recorde nas exportações do agronegócio. "Influenciado pelo fator preço, o Brasil deve ultrapassar, em 2010, os US$ 71,8 bilhões registrados há dois anos", prevê Porto. Como forma de impulsionar a elevação de produtos agrícolas, em especial dos grãos, o secretário destaca a região que engloba os estados do Maranhão, Piauí e Tocantins, popularmente conhecida como Mapito, que vem despertando a expectativa de mercados compradores.O complexo soja engloba farelo, óleo e o grão in natura e hoje é exportado para 46 mercados. Nos dois maiores importadores de soja, China e União Europeia, o Brasil participa com 32% e 62% respectivamente e se consolida como o segundo no ranking de produção e exportação.


O Brasil atende 23% da demanda mundial de soja


O complexo soja engloba farelo, óleo e o grão in natura e hoje é exportado para 46 mercados China e União Europeia são os dois maiores compradores do grão, com o País atendendo 32% e 62% respectivamente da procura.


Fonte:Folha de Londrina

 
Posted By Ercilia
 

Segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Cafeicultores do Norte Pioneiro participam de curso de gestão para ter uma visão mais empresarial do negócio no campo; iniciativa é inédita


O café especial produzido no Norte Pioneiro do Paraná tem conquistado consumidores pelo Brasil e mundo afora. E para não perder as oportunidades do mercado, produtores locais buscam aprofundar seus conhecimentos, adotar boas práticas agrícolas e tornar a atividade cada vez mais profissional. A novidade, agora, é que 18 agricultores estão participando do Projeto Gestão de Empreendimentos Rurais, que tem por objetivo desenvolver uma visão empresarial mais aguçada de todo o processo produtivo.A ideia desses produtores, todos vinculados à Associação de Cafés Especiais do Norte Pioneiro do Paraná (Acenpp), é garantir a sobrevivência sustentável no competitivo ambiente do agronegócio do café. Durante oito meses, eles participarão de um processo intenso de capacitação em gestão rural e adoção de novos processos e controles.As aulas do projeto tiveram início no primeiro final de semana de agosto. O curso é uma parceria da Acenpp, Sebrae-PR e Senar-PR e está composto por módulos que abordam gestão rural, qualidade, mercado e comercialização, manejo e outros treinamentos técnicos. Ao final de cada fase, os participantes receberão consultorias individualizadas e o acompanhamento técnico de especialistas."A ideia é que o produtor deixe de chamar sua propriedade de fazenda para chamar de empresa", pontua Luiz Fernando de Andrade Leite, produtor e presidente da Acennp. Segundo ele, a entidade tem trabalhado junto aos produtores em diversas frentes do agronegócio, mas era evidente a deficiência de muitos deles para gerir e administrar a propriedade. "Estamos buscando a profissionalização do produtor. E isso é um caminho sem volta", garante Leite.Conquistar essa capacidade de gerir a propriedade, acrescenta ele, agrega valor ao negócio já que o produtor vai buscar atuar com mais eficiência. E, nesse momento em que muitos deles se preparam para obter o selo UTZ Certified, o projeto tem se mostrado fundamental. "Este selo está bastante voltado para a eficiência da gestão, planejamento dos negócios, cuidados ambientais, controle de defensivo agrícola, por exemplo. Eu acredito que o curso vai proporcionar uma mudança de visão e comportamento", frisa o presidente da Acenpp.O consultor do Sebrae/PR em Jacarezinho e gestor do Programa Cafés Especiais, Odemir Capello, acredita que os produtores vão aprender a controlar melhor as operações e custos da produção, obtendo subsídios para tomadas de decisões. Até o final do ano, acrescenta Capello, a meta é que três propriedades já estejam certificadas com o selo UTZ Certified. Segundo o consultor, outra proposta do projeto é fornecer bases técnicas para que os cafeicultores possam constituir uma cooperativa futuramente.A coordenadora estadual de Agronegócio do Sebrae/PR, Andréia Claudino, mostra a relevância de se aliar capacitação a consultorias e observa que a duração do projeto dá, aos cafeicultores, o tempo necessário para mudarem rotinas, normas e procedimentos internos. "Ao final de cada módulo, os participantes se comprometem a cumprir tarefas. Na primeira fase, por exemplo, deverão realizar um inventário completo de suas propriedades. Essas atividades práticas geram dúvidas, então a consultoria é essencial para não causar desmotivação".Andréia observa que esse é um projeto pioneiro. A estratégia adotada pelo Sebrae/PR neste progama de cafés especiais deverá se estender para as outras cadeias produtivas atendidas pela entidade no Estado.


Conteúdo


O supervisor regional do Sebrae em Santo Antônio da Platina, Aislan Lucas de Oliveira Macedo, observa que o projeto é amplo porque tem por objetivo tornar a propriedade adequada para exportação. "É preciso produzir com qualidade, sem esquecer as viabilidades econômicas. Além das ações voltadas para os gestores, como um módulo de empreendedorismo, o projeto vai abranger a mão de obra. ""As ações com os que trabalham nas propriedades serão contínuas e vão envolver desde o plantio até a colheita", destaca Macedo.Ele acrescenta que esse projeto com os produtores de café vai de encontro com a proposta estadual do Senar de profissionalizar toda a família rural e trabalhar a gestão, que é o que diferencia o negócio.


Fonte:Folha de Londrina

 
Posted By Ercilia
 

Segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Milho tem semana de alta em Chicago

Novos levantamentos sobre o andamento das safras dos Estados Unidos e do Canadá fizeram a soja e o trigo encerrarem a semana passada em queda na bolsa de Chicago, uma das mais importantes referências globais para as cotações dos grãos. Para os preços do milho a semana foi positiva em Chicago, em parte pelos problemas climáticos que afetam a produção de trigo na Rússia e outros países da Europa - e que, nas semanas anteriores, provocou forte valorização do cereal no mercado internacional.No mercado de soja, a baixa de sexta-feira foi determinada por mais uma inspeção, desta feita de agricultores, que sinalizou que a colheita americana poderá ser até maior do que o gordo volume já previsto pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), em virtude do clima favorável. Com isso, os contratos para novembro, que ocupam a segunda posição de entrega (normalmente a de maior liquidez), fecharam a US$ 10,04 por bushel, queda de 8,25 centavos de dólar em relação à véspera. Assim, em agosto a variação acumulada passou a ser negativa (0,79%).No trigo, a pressão veio de informações de que a produção canadense será menos magra do que o inicialmente previsto. Os futuros para dezembro (segunda posição) encerraram a semana a US$ 7,12 por bushel, 2,25 centavos a menos que na quinta-feira. Em agosto, a alta ainda chega a 2,63%. E, como os problemas na Rússia e arredores gerou uma demanda adicional pelo milho americano, o bushel do grão para dezembro (segunda posição) subiu 7 centavos, para US$ 4,3635 - ganho de 7,25% no mês.


Fonte:Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Segunda-feira, 23 de agosto de 2010

A expectativa de que o fenômeno climático La Niña siga o mesmo roteiro observado no passado e determine chuvas abaixo do normal no sul da América do Sul travou a comercialização do que resta da colheita gaúcha de soja da safra 2009/10 que não foi comercializada.De acordo com Antonio Sartori, da corretora gaúcha Brasoja, ainda há cerca de 30% da produção do Estado a ser negociada pelos agricultores, e quem não vendeu até agora está à espera do melhor momento possível para realizar suas transações. O comportamento recente dos preços no mercado local justifica a estratégia. Em maio, a saca de 60 quilos de soja estava em torno de R$ 34 no Rio Grande do Sul, valor que na quinta-feira passada já havia subido para R$ 42."A demanda está boa e os prêmios estão firmes. A preocupação com o clima é grande", afirma Sartori. Ele lembra que, ao contrário do que temiam os mais pessimistas, as cotações internacionais do grão seguem firmes , o que reforça a estratégia dos produtores.Nesse contexto, ele questiona os cálculos de órgãos sediados no Hemisfério Norte que projetam os estoques finais de soja em um ano-calendário que termina em agosto. Assim, os números são baseados em resultados obtidos acima da linha do Equador e em frágeis perspectivas sobre a oferta na América do Sul - onde estão Brasil e Argentina, segundo e terceiro maiores exportadores do planeta.


Fonte:Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Segunda-feira, 23 de agosto de 2010

O grupo Professional Farmers of America (Pro Farmer) estimou a safra 2010/11 de milho dos EUA em 13,29 bilhões de bushels. Já a produção de soja foi estimada em 3,5 bilhões de bushels. Em comparação com o relatório de agosto do USDA, a projeção para a oferta de milho está um pouco abaixo e a de soja pouco acima. Conforme a Dow Jones Newswires, o USDA estimou em seu último levantamento uma oferta de 13,36 bilhões de bushels de milho e 3,43 bilhões de bushels de soja.


Fonte:Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Milho puxa etanol

A demanda por milho nos Estados Unidos está puxando para cima dos preços do etanol. Na sexta-feira, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou a venda de 120 mil toneladas de milho para o Egito, uma semana após o país do norte da África ter importado 250 mil toneladas do cereal. Com isso, o galão de etanol foi negociado no último pregão da bolsa de Chicago a US$ 1,858, maior valor registrado desde janeiro deste ano, conforme informações da Bloomberg.


Fonte:Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Segunda-feira, 23 de agosto de 2010

A presença do governo no mercado de milho na safra 2009/10 permitiu a venda de 10,9 milhões de toneladas do cereal. Desde maio, foram consumidos R$ 711 milhões nos leilões de PEP e Pepro. No último leilão, das 300 mil toneladas oferecidas, 95% foram negociadas. Hoje, os ministérios da Agricultura, Fazenda e Planejamento avaliam o resultado do programa para o milho e analisam a política de comercialização do trigo.


Fonte:Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Segunda-feira, 23 de agosto de 2010

A Sinochem informou na sexta-feira que vai "prestar atenção" na oferta hostil de US$ 39 bilhões da anglo-australiana BHP Billiton sobre a canadense Potash Corp. A estatal chinesa de químicos disse estar interessada em "oportunidades de investimento em potássio no exterior". Os comentários foram feitos por Li Qiang, representante da empresa, e são os primeiros sinais de interesse de Pequim. O avanço chinês poderia minar a estratégia da BHP, que, até o momento, permanece sem ser desafiada, a US$ 130,00 por ação.Li afirmou ao "Financial Times" que a Sinochem e a Potash Corp. mantêm um relacionamento bom de cooperação. "Estamos muito atentos para o que acontece com eles", disse o executivo, que evitou comentar se a estatal lançaria uma contraproposta à canadense.A Sinochem é a quarta maior empresa de gás e petróleo da China e, nos últimos tempos, deu início à prospecção de negócios. O grupo gastou US$ 3 bilhões em maio para ter a participação em um campo de petróleo no Brasil e adquiriu a Emerald Energy, listada na bolsa britânica, por US$ 875 milhões no ano passado. Também em 2009, ofereceu US$ 2,3 bilhões pelo controle da Nufarm, companhia australiana de fertilizantes - o negócio não teve sucesso.Bancos não envolvidos na operação atual alertaram que grupos chineses poderiam se juntar em um acordo para jogar por terra, rapidamente, a oferta da BHP. Analistas também observaram que a empresa anglo-australiana poderia elevar a sua proposta. A BHP já obteve crédito de US$ 45 bilhões para a oferta, o que sugere que ainda tem algum espaço de manobra para negociar.A Potash Corp. tem estreitos laços com a China, país que mais importa fertilizantes no mundo. A companhia detém 22% da Sinofert, maior produtor e distribuidor de fertilizantes chinês e subsidiária da Sinochem. A Potash, por sua vez, é o principal membro do Canpotex, cartel canadense de fertilizantes, preferido pelos chineses já que garante preços anuais.Embora Pequim considere a autossuficiência alimentar como uma questão de segurança, o país produz apenas metade de suas necessidades em fertilizantes.Uma contraproposta chinesa sobre a Potash Corp. é uma possibilidade, mas analistas acreditam que a opção mais viável seja uma joint venture ou um investimento estratégico. Outra opção seria a de bancos estatais e de investimento financiarem o negócio.De qualquer forma, a Sinochem tem mostrado seu apetite no exterior. Após o fracasso da aquisição da Nufarm - que acabou sendo comprada pelos japoneses - a estatal chinesa prometeu que "continuaria a fortalecer a cooperação com grupos mundiais de agroquímicos e encorajar a globalização dos negócios".


Fonte:Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Do início de agosto até sexta-feira passada, quase 1 milhão de toneladas deixaram de ser embarcadas


Por conta das persistentes chuvas nas regiões litorâneas do Sudeste e do Sul do país, já deixaram de ser embarcadas ao exterior, em agosto, cerca de 900 mil toneladas de açúcar nos portos de Santos (SP) e de Paranaguá (PR), as principais saídas do produto brasileiro ao exterior. Desde meados de julho, filas de navios vem se formando nos dois portos por conta da elevada demanda pelo produto brasileiro. A ocorrência das chuvas agravou esse congestionamento, uma vez que o mau tempo obriga os navios a suspenderem o carregamento.Segundo levantamento da Kingsman do Brasil, entre 1º e 16 de agosto foram exportados nos dois portos 1,2 milhão de toneladas da commodity, volume que foi de 2,129 milhões de toneladas em igual intervalo de 2009. Aos preços médios exportados em julho, o volume de 929 mil toneladas que não foi embarcado está avaliado em US$ 400 milhões."O tempo abriu há uma semana. Nos outros dias do mês, houve poucas janelas de sol", disse Luiz Teixeira da Silva Júnior, chefe do Departamento de Operação do Porto de Paranaguá e Antonina (APPA). Apesar do clima favorável nos últimos dias, a espera segue grande nos dois portos, que juntos somam 75 navios aguardando na barra. Esse número superou 90 embarcações entre o fim de julho e começo de agosto.Até sexta-feira passada, havia na barra do porto de Santos 53 navios aguardando para embarcar 1,748 milhão de toneladas de açúcar, entre produto a granel (1,5 milhão de toneladas) e ensacado. "São esperados ainda mais 15 navios nos próximos dias", afirmou Luiz Carlos dos Santos Júnior, da Kingsman do Brasil. Segundo ele, o elevado movimento levou alguns terminais de açúcar de Santos a recusarem nomeação de mais navios até o fim de setembro próximo.Em Paranaguá, há também 22 navios aguardando na barra para carregar 540 mil toneladas e outras três embarcações são esperadas para as próximas 48 horas. "A fila para atracar diminuiu para 20 dias, ante os 30 dias registrados ao final de julho ", informou.Entre janeiro e julho, os embarques de açúcar mantiveram-se em expansão. Foram exportadas 13,3 milhões de toneladas da commodity, ante as 12,6 milhões de igual período de 2009. Por conta do volume maior e das cotações mais valorizadas, a receita de janeiro a julho foi de US$ 6 bilhões, ante os US$ 3,9 bilhões do mesmo intervalo de 2009.A programação dos portos é para embarque no mês de agosto de 3,4 milhões de toneladas de açúcar. "Esse volume já chegou ao pico de 4,1 milhões de toneladas na semana passada", afirma o especialista da Kingsman.Perspectivas de encolhimento da oferta de açúcar nos Estados Unidos fizeram os futuros da commodity subirem na sexta-feira na bolsa de Nova York. Os papéis com vencimento em março fecharam ontem em 18,79 centavos de dólar a libra-peso, valorização de 17 pontos.


Fonte:Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Sexta-feira, 20 de agosto de 2010

A máxima "aonde a cana vai o amendoim vai atrás", que tanto colaborou para a expansão da produção do fruto em São Paulo nos últimos anos, também vale no sentido inverso, a exemplo do que aconteceu no Estado na safra passada, quando o setor sucroalcooleiro entrou em crise.Os reflexos negativos desse movimento, que no polo de Jaboticabal foi bem mais ameno, apareceram na área plantada no país em 2009/10, que caiu 25%, para 84 mil hectares. Menos capitalizados, os produtores de cana, que arrendam terras aos de amendoim, não realizaram toda a renovação de canaviais que deveria ter sido feita.Juntamente com a produção menor, os preços domésticos e internacionais recuaram dos elevados patamares de antes do aprofundamento da crise financeira internacional, em setembro de 2008. "Havia uma bolha e a sensação de que faltaria amendoim. A tonelada chegou a bater US$ 1,7 mil posto em Roterdã (Holanda), valor que, historicamente, é de US$ 900", lembra José Arimatea Calsaverini, superintendente da Coplana.Atualmente, as cotações giram em torno de US$ 1 mil a tonelada em Roterdã. Segundo o executivo, a tendência é de alta para acima de US$ 1,3 mil. "Comercializamos muito pouco neste primeiro semestre. A desova dos estoques argentinos retraiu o mercado", afirma Calsaverini.Por não ser commodity, o amendoim não tem formação de preço em bolsa: é uma combinação de produção argentina e americana com consumo europeu. Os contratos internacionais têm o "luxo" de terem preços fixados com antecedência. "No interno, os preços se dissipam como nuvem".


Fonte: Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Previsão é que país terá de adquirir até 4 milhões de toneladas de grãos; preço da soja recua nos EUA


O mercado futuro de trigo voltou a fechar com forte alta ontem nas bolsas americanas, mas a soja, que vinha acompanhando o cereal não se sustentou e teve queda expressiva. Notícias de que a Rússia terá de elevar as importações de grãos após a forte seca que afetou o país fizeram os contratos de trigo com vencimento em dezembro subir 25,50 centavos de dólar na bolsa de Chicago, e fecharem a US$ 7,1425 por bushel. Em Kansas, o mesmo vencimento teve valorização de 20,25 centavos a US$ 7,2025 por bushel.A Rússia, que foi a terceira maior exportadora de trigo no ano passado, pode ser forçada a importar até 4 milhões de toneladas de grãos, inclusive trigo do Cazaquistão, para atender à demanda doméstica, de acordo com a SovEcon, empresa de pesquisa agrícola na Rússia. Nos últimos anos, o país importou menos de um milhão de toneladas.O aumento da demanda por trigo americano por causa da quebra na produção nas ex-repúblicas soviéticas também contribuiu para a alta de ontem. As exportações semanais dos EUA somaram 1,4 milhão de toneladas, o maior volume em quase três anos, informou o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA).Já os contratos futuros de soja com vencimento em novembro tiveram queda de 18,50 centavos de dólar ontem a US$ 10,1225 por bushel. O potencial de safra recorde nos EUA e a falta de notícias altistas fizeram a soja se desvalorizar. Analistas disseram que após um período de alta - principalmente por causa da forte demanda -, traders decidiram reduzir a exposição ao risco, cobrindo posições compradas anteriormente.Ontem o USDA divulgou que as exportações semanais americanas de soja ficaram em 2,231 milhões de toneladas, dentro da estimativa dos analistas que esperavam vendas externas entre 1,2 milhão e 2,5 milhões de toneladas no período.A demanda por soja brasileira também está em alta e pode crescer ainda mais, disse ontem o secretário de Relações Internacionais do Agronegócio do Ministério da Agricultura, Célio Porto, durante o Fórum Internacional de Produtores de Soja & Cia. Segundo ele, a crescente demanda por alimentos em países em desenvolvimento, como a China, e os problemas climáticos na Rússia, que suspendeu as exportações de grãos, são oportunidades para o Brasil. "Experiências anteriores nos mostraram que medidas desse tipo desestimulam a produção local e aumentam a necessidade de importação", disse conforme nota do ministério.


Fonte: Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Para incentivar e reconhecer o cafeicultor, a illycaffè instituiu um dos mais bem sucedidos concursos de qualidade que o café brasileiro já experimentou


Ao longo de seus 20 anos de Brasil, a illycaffè, além de muitos parceiros e grandes fornecedores, conquistou a qualidade de que precisava e pôde ver o crescimento dos cafeicultores que apostaram no que hoje é uma realidade. A trajetória no país, que começou em 1991, teve como passo principal o investimento na qualidade do café que, na época, era vendido apenas como commodity, pouco valorizado e inferior.A chegada da empresa ao Brasil marcou um novo rumo para a cafeicultura acostumada a fazer quantidade, deixando de lado a qualidade. As visitas realizadas pelo Dr. Ernesto Illy – a segunda geração da família Illy no café – pelo interior do país, provou aos cafeicultores que existia um mercado disposto a comprar e pagar mais por um produto superior.Adotar a qualidade na década de 90, quando o governo deixava de regulamentar a produção, foi a saída para muitos cafeicultores que se viram sozinhos para comercializar o café brasileiro com o resto do mundo. A presença e o incentivo da illycaffè fortaleceram novamente a cadeia produtiva, oferecendo ferramentas e mecanismos para desenvolver a produção do café de alta qualidade.O grão brasileiro – acostumado a ser conhecido apenas como "Santos 4", local por onde escoava o café brasileiro no Porto de Santos – viu um horizonte de oportunidades se abrir: o mundo queria café de qualidade. Dessa forma, o Brasil enxergou além e concluiu que poderia disputar um lugar não só entre os maiores, mas sim, entre os melhores produtores de cafés especiais.Além de investir em conhecimento, geração e troca de informações em torno do melhor grão, a illycaffè optou por reconhecer o árduo trabalho dos produtores que abraçaram seus princípios de qualidade e sustentabilidade. Há exatos 20 anos, nascia aquele que seria conhecido como um dos mais importantes prêmios de qualidade do Brasil: o "Prêmio Brasil de Qualidade do Café para "Espresso".Após o falecimento do Dr. Ernesto Illy, em 2008, o concurso mudou de nome e passou a ser chamado: "Prêmio Ernesto Illy de Qualidade do Café para Espresso", em homenagem ao precursor da "qualidade illy" no país.Em 20 anos de história, o concurso consagra uma parceria da illycaffè com os produtores brasileiros, que já rendeu mais de US$2 milhões distribuídos, desde 1991, a mais de 1000 cafeicultores espalhados pelos diversos estados do Brasil.Falar em café de qualidade no Brasil, principalmente hoje em que somos conhecidos como um dos maiores produtores de "grãos especiais", não é apenas falar de bons cafés, valorizados e disputados. Falamos em uma mudança de mentalidade do cafeicultor que investe na plantação de olho no futuro.Essa visão de qualidade já é realidade no Brasil e, dificilmente, daqui para frente vamos falar de café sem mencionar a preocupação com o melhor grão que pode ser colhido: sustentável pelo ponto de vista econômico, social e ambiental. Ao invés de se preocupar em plantar e colher grandes volumes, pensando apenas na produtividade da planta, o cafeicultor percebeu que é mais vantajoso investir em um produto de qualidade, pelo qual se pode obter valores mais expressivos.Essa é a maior conquista da illycaffè nestes últimos 20 anos, o cafeicultor brasileiro enxergou que não só pode fazer um café melhor, como é possível crescer e se desenvolver ao apostar na qualidade do que produz. Repassar conhecimento, ensinar, instruir e reconhecer fez do ‘Prêmio Ernesto Illy de Qualidade do Café para Espresso’ um dos maiores incentivos à cafeicultura nacional.


Serviço:


20º Prêmio Ernesto Illy de Qualidade do Café para Espresso


Inscrições: até 22/09/10


Divulgação dos 50 finalistas: 04/11/10


Entrega dos prêmios aos 50 finalistas: 18/03/11


Ficha de inscrição e informações: www.clubeilly.com.br / www.portosantos.com.br


Endereço para envio da amostra de café e inscrição:


Porto de Santos/illycaffè


Rua do Comércio, 55 - 9º andar - Centro Histórico


CEP: 11010-141 - Santos/ SP


Tel.: (13) 3213-1140 / Fax: (13) 3213-1150 / e-mail: portosantos@portosantos.com.br


As informações são da assessoria de imprensa da illycaffè.


Fonte: Agrolink

 
Posted By Ercilia
 

Quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Há 38 anos, o produtor rural Herbert Arnold Bartz começou o plantio direto, experiência inédita no Brasil que, atualmente, é uma das bases da agricultura sustentável no Brasil. "Essa foi a maior revolução agrícola do final do milênio, porque retira o gás carbônico da atmosfera e o retém no solo, transformando-o em matéria orgânica", explica. A técnica dispensa o revolvimento da terra com o uso de grades e arados e trabalha com rotações de culturas, aumentando a matéria orgânica. A semeadura é feita na palha da cultura anterior, o que impede a queima da área. Sem a massa vegetal queimada, o dióxido de carbono (CO2) não é liberado.O plantio direto é uma das ações diretas estimuladas pelo governo federal no programa Agricultura de Baixo Carbono (ABC), lançado em junho pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro Wagner Rossi, no Plano Agropecuário que financia a safra brasileira 2010/2011. O programa destina R$ 2 bilhões para as práticas agronômicas que permitem compatibilizar aumento da produção e proteção ao meio ambiente.Com o plantio direto, estima-se a ampliação da área atual em 8 milhões de hectares, passando de 25 milhões para 33 milhões de hectares, nos próximos 10 anos. Esse acréscimo vai permitir a redução da emissão de 16 a 20 milhões de toneladas de CO2 equivalentes.Além de promover o sequestro de dióxido de carbono da atmosfera, o plantio direto é exemplo de agricultura conservacionista, com preservação da qualidade dos recursos naturais, como água e solo. "Preservamos o solo e conseguimos fazer com que praticamente não se fale mais em erosão. A água que sai das lavouras para os rios é limpa, sem lama", enfatiza. O local de plantio também é beneficiado com maior número de nutrientes.Para José Eloir Denardin, pesquisador da Embrapa Trigo que atua na área de manejo e conservação do solo e da água, a organização do produtor é primordial para o sucesso do sistema. "Sem um sistema agrícola produtivo planejado e direcionado, nem um modelo devidamente quantificado econômica, social e ambientalmente, a atividade não vai funcionar", alerta.Denardin recomenda também a diversificação das espécies para ativar a fertilidade do solo com material orgânico adequado. "É preciso trabalhar com rotação de culturas que produzam quantidade, qualidade e frequência no aporte de matéria orgânica", explica. De acordo com a Federação Brasileira de Plantio Direto na Palha (FEBRAPDP), as principais culturas de verão são soja, milho e feijão. E, as de inverno, trigo, aveia e cevada.


Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

 
Posted By Ercilia
 

Quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Vale busca produtores rurais no PR e RS

A Vale, a Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), o Governo de Minas e a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (FAEMG) promovem, até 2 de setembro, uma série de palestras em 16 cidades do Paraná e Rio Grande do Sul sobre o projeto de fomento da produção agrícola do Noroeste de Minas - o Pró-Noroeste. O objetivo é estimular produtores desses estados a investirem na produção de grãos na região mineira e a utilizarem a nova infraestrutura logística disponível para o escoamento de suas cargas. Nos eventos, a Agroconsult, empresa responsável pelo Rally da Safra, também apresentará dados de mercado para a próxima safra, como projeções de custos de produção, preços, rentabilidade e áreas plantadas.Além de grande potencial agrícola ainda pouco explorado, o Noroeste de Minas conta com competitividade logística, já que é atendido pela malha da Ferrovia Centro-Atlântica, controlada da Vale, que liga Pirapora até o Porto de Tubarão (ES), por meio da conexão com a Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM). Ao todo, são mil quilômetros de trilhos."Os produtores do Paraná e do Rio Grande do Sul tem grande experiência com o plantio de grãos. O Noroeste de Minas pode ser uma ótima opção para quem quer expandir a produção, de forma competitiva, e está tendo dificuldade em encontrar terras produtivas no Sul do País. Isso porque é a nova fronteira agrícola com melhor localização do ponto de vista logístico", explica o diretor de Comercialização de Logística da Vale, Marcello Spinelli.Entre as ações do Pró-Noroeste está a liberação de R$ 200 milhões em linhas de crédito do Banco do Brasil para custeio, investimento e comercialização da safra. Num primeiro momento, a cultura da soja será o principal foco do programa.


Potencial agrícola


O Noroeste de Minas Gerais é uma das principais regiões produtoras de soja, milho e feijão do Estado. Entretanto, as lavouras de grãos só ocupam 15% da área total da região. Estudos feitos pela Vale, em parceria com a consultoria Campo, indicam que ainda há cerca de 2,5 milhões de hectares disponíveis para plantio. Só a soja tem potencial de produção de 6,3 milhões de toneladas. Em 2009, a produção de grãos na região foi de 991 mil toneladas, colhidas em 322 mil hectares.Em 2009, foi inaugurado o Terminal Intermodal de Pirapora, que faz parte de um pacote de investimentos de R$ 300 milhões na região, da Vale e seus parceiros. Dois novos silos de armazenamento de grãos instalados no terminal em 2010 ampliaram a capacidade de armazenagem 6 para 42 mil toneladas. Eles são os maiores em operação no Brasil.Além do terminal, a Vale investiu na revitalização do trecho entre Corinto e Pirapora (135 km, já realizada) e na aquisição de locomotivas e vagões. A recuperação de estradas da região ficou sob responsabilidade do Governo de Minas.No ano passado, foram transportadas 250 mil toneladas de grãos pelo corredor logístico. Este ano a previsão é que 650 mil toneladas sejam transportadas pelo modal ferroviário na região.As informações são da assessoria de imprensa da Vale.


Fonte: Agrolink

 
Posted By Ercilia
 

Quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Lula cobra medidas "criativas" para ampliar embarque de carne bovina

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou ontem dos ministros da Agricultura, Wagner Rossi, e do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, que encontrem maneiras "criativas" para ampliar a exportação brasileira de carne bovina, informou a Agência Brasil. Após encontro com Lula, Rossi afirmou que o Brasil precisa manter a liderança no mercado mundial de carne bovina.Na semana passada, representantes da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) se reuniram com os ministros Rossi e Miguel Jorge para discutir a situação financeira de pequenos e médios frigoríficos do país. Segundo Rossi, na ocasião, a Abiec pediu a formulação de uma política específica do governo para o setor no país, segundo a Agência Brasil.Conforme já noticiou o Valor , os frigoríficos de carne bovino pequenos e médios, parte deles em recuperação judicial por conta de dificuldades financeiras, sentem-se preteridos pelo governo em relação às empresas de grande porte, como JBS e Marfrig, que têm recebido apoio do BNDESPar para financiar suas aquisições. O braço de fomento do banco também é acionista dessas empresas.Conforme a Agência Brasil, na reunião de ontem o presidente Lula pediu aos ministros que sejam formuladas estratégias para ampliar as exportações da carne bovina brasileira, levando-a para novos mercados. "O presidente nos orientou para que estudássemos juntos, os ministérios da Agricultura, de Desenvolvimento e o Itamaraty, para incrementar essa atividade que já é tão significativa para as exportações brasileiras", acrescentou o ministro da Agricultura.


Fonte: Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Quinta-feira, 19 de agosto de 2010

A International Ethanol Trade Association (IETHA), centro mundial de referências em etanol, realiza este mês, em São Paulo, fórum sobre o entendimento das exigências dos mercados consumidores sobre sustentabilidade e como isso afeta o negócio mundial do etanol.


Fonte: Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Mais florestas

O Ministério da Agricultura deseja aumentar a área de florestas no país de seis milhões de hectares para nove milhões de hectares até 2020. Isso permitiria a redução da emissão de oito milhões a 10 milhões de toneladas de CO2 equivalentes, no período de 10 anos. Para tanto, o agricultor pode aderir ao programa Agricultura de Baixo Carbono, que incentiva quem pretende iniciar ou ampliar o plantio de florestas comerciais. Pelo programa, serão aplicados R$ 2 bilhões a juros de 5,5% ao ano e prazo de pagamento de 12 anos.


Fonte: Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Quinta-feira, 19 de agosto de 2010
BHP faz oferta hostil pela canadense Potash

Grupo ignora reclamações de subavaliação da gigante do potássio e oferece US$ 39 bi aos acionistas


A anglo-australiana BHP Billiton realizou ontem uma oferta hostil pela Potash Corp.., ignorando as reclamações de subavaliação de executivos da companhia canadense e voltando a oferta de quase US$ 39 bilhões diretamente aos acionistas da empresa.Analistas e investidores acreditam que a oferta subirá, apesar da afirmação de Marius Kloppers, CEO da BHP, de que US$ 130 por ação é um preço "justo e completo". "Os investidores falam que US$ 160 por ação é o mínimo para que comecem a escutar [a proposta]", disse um analista americano do setor de mineração.Até a noite de ontem não havia qualquer indicação da chegada de novos competidores no que deverá ser a maior disputa no segmento de fertilizantes neste ano, o que jogaria imediatamente o preço para cima. Ao iniciar sua oferta em US$ 39 bilhões, a BHP criou barreiras financeiras para a entrada de boa parte dos concorrentes - com a exceção da Rio Tinto, da Vale, da chinesa Aluminum Corp.. e da Xstrata.De acordo com Tony Robson, analista de mineração da BMO Capital Markets, a "Vale já está gastando US$ 11 bilhões com ativos em fertilizantes na América do Sul e a Rio Tinto não pode se dar ao luxo de um erro dessa magnitude depois do fracasso com a proposta da Alcan".Executivos da indústria especulavam ontem que a Potash Corp. esteja buscando uma defesa em bloco, possivelmente envolvendo a Vale e a Sinofer, a estatal de fertilizantes da China.A companhia canadense pode apelar às autoridades regulatórias do país para lançar mão de mecanismos de defesa a ofertas hostis (a chamada "pílula de veneno"), tal como a Xstrata fez durante a tomada de controle com sucesso da Falconbridge.Kloppers indicou que a BHP poderia liderar o caminho para acabar com o sistema de um preço negociado para o mercado de potássio, da mesma forma como ajudou a acabar com o esquema de um preço referencial (benchmark) para o minério de ferro.A Potash é a empresa líder da Canpotex, cartel de três empresas que representa 40% do comércio global de potássio. O mercado de potássio vem resistindo à tendência geral das commodities de dirigir-se à definição de preço baseada no mercado à vista."Nós iremos honrar todos os compromissos da Canpotex", disse Kloppers, referindo-se ao papel da BHP no caso de assumir o controle da Potash Corp.. "Mas nossa filosofia é comercializar os nossos produtos por nós mesmos, negociar diretamente com nossos clientes, produzir com capacidade total e aceitar o preço do mercado". A oferta reflete o desejo da gigante anglo-australiana de mineração em crescer na indústria global de fertilizantes, após um colapso da demanda durante a mais recente crise financeira mundial.


Fonte: Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Quinta-feira, 19 de agosto de 2010

A quebra da produção de trigo na Rússia e em outros países europeus continua a provocar turbulências e fortes oscilações de preços no mercado internacional e a alimentar expectativas e incertezas em outros exportadores como a Argentina e em países importadores como o Brasil, que abastece mais da metade de sua demanda doméstica com cereal de fora.Apesar do nervosismo, ainda prevalece entre analistas a convicção de que o quadro global de oferta e demanda da commodity é mais confortável do que entre 2007 e 2008, quando as cotações, também impulsionadas por apostas especulativas, chegaram às alturas e ajudaram a alimentar uma "agroinflação" mundial com reflexos negativos principalmente em países menos desenvolvidos.Não é por isso, contudo, que os produtores argentinos deixaram de pedir ao governo uma ampliação de 100% na cota oficial de exportações, que assim chegaria a 6 milhões de toneladas este ano. O ministro da Agricultura do vizinho, Julián Domínguez, já sinalizara essa possibilidade desde que a safra local fosse suficiente para garantir as 6,5 milhões de toneladas consumidas no país, segundo informou a Bloomberg. Mas, agora, o movimento ganhou fôlego.Também os moinhos instalados no Brasil já reajustaram a farinha de trigo para cima para tentar recompor suas margens, o que colocou em xeque as projeções que indicavam quedas de preços domésticos nesse mercado. "Passamos a ter uma pressão de alta que não havia antes", concorda Renata Alves, analista setorial da consultoria Lafis.Renata ressalva que nem todos os derivados subirão por causa disso, mas, como já informou o Valor, as massas, por exemplo, ainda deverão ficar mais caras. Antes da crise deflagrada pela quebra da produção global, a Lafis estimava para 2010 uma redução de quase 6% dos preços da farinha de trigo no país em relação ao ano passado, em parte em virtude de um previsto aumento da produção local.A projeção da Lafis para as cotações internacionais também era de baixa na comparação com 2009, mas, em meio às turbulências, a valorização resiste. Na bolsa de Chicago, uma das principais referências para o comércio do cereal mundo afora, a alta de ontem - a primeira após três sessões de baixas que "corrigiram" as disparadas de julho e do início deste mês - levou os contratos futuros de segunda posição a acumularem ganhos de 24,1% em 2010, de acordo com cálculos do Valor Data.Para traders de Chicago consultados pela agência Dow Jones Newswires, a alta de ontem foi outra "correção", já que os contratos chegaram a perder US$ 2 por bushel após atingirem máximas em dois anos. Sobrou a sensação de que, apesar de o clima na Rússia ter dado claros sinais de melhora, nem todas as incertezas do mercado se dissiparam.Na visão dos traders, prova disso é o fortalecimento da demanda externa pelo trigo produzido nos Estados Unidos. Ontem foi a vez do Egito, outro grande importador, encomendar mais um carregamento. Daí o interesse argentino.


Fonte: Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Varejo lidera na economia verde

Vencer a pobreza e gerenciar as mudanças climáticas. São esses os principais desafios que o mundo terá de enfrentar nas próximas décadas para dar conta da enorme responsabilidade planetária diante do aquecimento global. A previsão é do economista britânico Nicholas Stern, estrela máxima do Fórum de Varejo 2010, promovido pelo Walmart Brasil, na sede da Federação do Comércio, em São Paulo. Professor da London School of Economics, onde preside o Instituto de Pesquisa Grantham sobre Alterações Climáticas e Meio Ambiente, Stern produziu em 2006 um relatório de repercussão mundial por ter sido o primeiro a mensurar os riscos, as perdas e os custos decorrentes do aumento desenfreado dos gases de efeito estufa.Em sua palestra, o professor britânico, que também foi economista-chefe do Banco Mundial, conclamou o setor privado a pressionar os governos – "quase todos padecendo de uma ’visão míope‘" – por políticas públicas que promovam e estimulem a pesquisa e o desenvolvimento de uma tecnologia "verde". As mais necessárias voltadas para uma taxação maior para grandes emissores de CO2, de maneira a incentivar, com esses impostos excedentes, descobertas e novos empreendedores.Segundo ele, apesar de ainda ser arriscado investir em produtos de baixa emissão de carbono, é preciso pensar a longo prazo, com foco na próxima década, nas oportunidades que estarão abertas "por toda a parte", em mercados "de trilhões de dólares". "As pessoas – sejam funcionários, fornecedores ou clientes – estão cada vez mais interessadas em produtos verdes e em empresas responsáveis. Daqui para a frente, a reputação da marca terá maior valor tangível", argumentou.Stern elogiou as iniciativas do Walmart em melhorar processos, aperfeiçoar serviços e conscientizar clientes e consumidores da importância dessa cruzada em favor da sustentabilidade. "Mais do que o discurso, é pelo poder do exemplo que conseguiremos avançar mais rapidamente em direção a essa nova revolução industrial." O economista alertou sobre o alto preço que os países já vêm pagando apenas com uma pequena variação da temperatura global (um aumento de 0,8%), como as recentes inundações no Paquistão e os incêndios ao redor da Rússia. "Se a temperatura aumentar 5 graus nos próximos 100 anos, como há 50% de chance de acontecer caso não haja uma redução drástica na concentração de gases de efeito estufa (especialmente CO2), a França vai virar um deserto e pode chegar à casa de bilhões o número de pessoas migrando para outros países. Será o caos", alertou.Ele, no entanto, se mostrou otimista na capacidade de mobilização da sociedade para o enfrentamento da crise, na urgência que ela requer. Disse que o Brasil tem sido um protagonista relevante nas conferências internacionais do clima e que somos um país-chave nessa caminhada. "Sabemos como começar, onde cortar emissões , o que fazer, quanto vai custar – de 1% a 3% do PIB nacional por ano. Sabemos também a magnitude desse desafio, por isso nenhuma ideia pode ser desperdiçada. Qualquer ideia sobre corte de emissões e aumento da eficiência energética e da produtividade agrícola e sobre novas práticas e tecnologias será bem-vinda. Vamos agir e ter esperança no futuro", disse. O varejo está fazendo sua parte. Ontem mesmo, o presidente do Walmart Brasil, Héctor Núñez, anunciou com o ministro da Pesca e Aquicultura, Altemir Gregolin, compromissos para o desenvolvimento sustentável da pesca e da aquicultura no Brasil. Entre eles estão:


• identificação da origem e localidade de produção de todos os fornecedores de pescados da rede (até 2013);


• ampliação da oferta e estímulo ao consumo de pescados da Região Amazônica; • criação de um programa de valorização da pesca artesanal (até 2013); e


• desenvolvimento de um sistema de rastreabilidade para 100% da cadeia de pescados (até 2016).


A empresa também lançou um programa de rastreabilidade para os produtos perecíveis em geral, prioritariamente carnes e hortifrutigranjeiros.



Fonte: Instituto Ethos / Envolverde

 
Posted By Ercilia
 

Quarta-feira, 18 de agosto de 2010

De acordo com informações publicadas pela revista Oil World na última terça-feira (17-08), a seca que afeta o continente europeu deverá elevar a demanda global por soja.Na União Europeia (UE), é prevista elevação no processamento da oleaginosa, a fim de suprir a demanda gerada pela queda na produção de colza e sementes de girassol.Em decorrência da onda de calor e das consequências que esta provoca, são registradas elevações na demanda por farelo de soja em toda a UE, além de Irã, Coreia do Sul e até mesmo na América Central.


Fonte: Complexo Soja

 
Posted By Ercilia
 

Quarta-feira, 18 de agosto de 2010

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) realiza, nesta quinta-feira (19), leilão de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor (Pepro) de milho, safra 2009/2010, com oferta de 250 mil toneladas para Mato Grosso e 50 mil toneladas para Goiás. As especificações do leilão estão no Aviso nº 196/2010."Com este leilão, o total apoiado pelo governo federal em Mato Grosso poderá chegar a 6,3 milhões de toneladas de milho, representando 64% do volume sustentado nesta safra", avalia Silvio Farnese, coordenador-geral de Cereais e Culturais Anuais do Ministério da Agricultura.O Pepro é uma subvenção econômica (prêmio) concedida ao produtor rural ou sua cooperativa, desde que vendam o produto pela diferença entre o valor de referência estabelecido pelo governo federal (preço mínimo) e o valor do prêmio arrematado em leilão.


Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

 
Posted By Ercilia
 

Quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Além de importante polo turístico, o município de Alto Paraíso de Goiás, onde se localiza o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, também é referência na cafeicultura nacional. Os turistas que frequentam a cidade degustam um café, provavelmente levado por tropas de bandeirantes, ainda no início do século 19. Para conhecer mais sobre a história do grão naquela área e recuperar antigos cafezais, pesquisadores da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) foram a campo desvendar os segredos do tradicional café daquela região goiana.O projeto possibilitou o resgate do café cultivado nas propriedades rurais e tradicionalmente consumido. Segundo os coordenadores do estudo, Paulo César de Lima e Waldênia de Melo Moura, o trabalho despertou os agricultores e familiares para a importância econômica desse produto, que pode se tornar fonte de renda e melhorar a qualidade de vida da população.De acordo com os próprios moradores, o café da região está plantado nos leitos dos rios, rotas das tropas bandeirantes, percorridas para a exploração do País, entre os séculos 16 e 19. Com a redescoberta desse café no município, os agricultores poderão retomar a produção agrícola comercial, realizada antes de se tornar centro de turismo, em 1960, com a criação do Parque da Chapada dos Veadeiros (1961).Desenvolvido sob a liderança da unidade Café, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), e coordenado por pesquisadores da Epamig, o projeto conta com o apoio da prefeitura municipal de Alto Paraíso de Goiás e da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Estado (Seagro). Como resultado, mudas de café já foram produzidas pelos próprios agricultores, em viveiros instalados nas escolas rurais de três comunidades da região - Sertão, Fraternidade e Vereda. Hoje, estão sendo cultivadas nas propriedades dos interessados no plantio do café para, futuramente, comercializar o produto.


Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

 
Posted By Ercilia
 

Quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Volume corresponde a perdas de 3% do que é armazenado


Segundo os dados levantados pela Conab, o Mato Grosso deve colher nesta atual safra cerca de 23,390 milhões de toneladas de grãos. Um resultado que é considerado excelente diante dos seguidos períodos críticos enfrentados pelo estado. Mas infelizmente cerca de 701 mil toneladas serão perdidas depois de colocadas nas unidades de armazenagem. Isto porque é comum no ambiente armazenador, a ocorrência de grãos deteriorados e ardidos, problemas causados na camada superior da massa de grãos assim como na lateral do silo, e mofo entre outros.Este volume de perdas corresponde a 3% do total de grãos colhidos e é algo considerado "normal" entre todos que operam estes equipamentos e que também compõem a chamada de "quebra técnica". Fazendo as contas, isto pode significar uma redução nos lucros na ordem de R$ 725 mil. Produtores matogrossenses como Argino Bedin de Sorriso, Elusmar Maggi Scheffer diretor do Grupo Bom Futuro, de Rondonópolis, Fiagril Ltda de Lucas do Rio Verde e o Grupo Pinesso, entre outros, já encontraram uma solução muito eficiente, barata e segura para estes problemas e estão reduzindo suas perdas em armazenagem.Trata-se do Cycloar, um sistema de exaustão, criado no Brasil (Curitiba-PR) e que vem revolucionando a armazenagem brasileira. A ação do Cycloar é proporcionar a eliminação destas ocorrências, de forma natural e sem custos, e preservar a colheita armazenada com melhor qualidade. Os produtores além de obterem melhor qualidade dos grãos armazenados, reduzem os custos de armazenamento, obtendo lucros extras, como economia de energia elétrica, uniformidade e redução da temperatura na massa e eliminação de odores, antes não dimensionados. "Muitos produtores não percebem que estão deixando de aumentar seus ganhos porque continuam aceitando a quebra técnica. Além dos problemas citados os grãos vão perder também qualidade e peso o que no final, pode aumentar ainda mais o prejuízo daquela safra" ressalta Adriano Mallet, diretor técnico da Agrocult, empresa que presta consultoria em armazenagem de grãos.


As informações são da assessoria de imprensa da Cycloar.


Fonte:Agrolink

 
Posted By Ercilia
 

Quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Será lançado nesta quinta-feira (19), em Rondonópolis/MT (há 220 quilômetros de Cuiabá), o Programa de Aplicação Responsável (PAR) que tem o objetivo de desenvolver para produtores rurais e equipe o conceito de responsabilidade na aplicação de defensivos agrícolas. A Fundação de Apoio à Pesquisa Agropecuária de Mato Grosso, Fundação MT, apoia o programa que conta também com a parceria da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja), da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e da Dow Agrosciences.Pesquisadores e técnicos das entidades realizadoras do programa estarão em 30 fazendas localizadas nos principais municípios produtores de Mato Grosso para difundir o PAR. Através de um Mini Dia de Campo, produtores e operadores de pulverizadores receberão treinamento para tornar as operações de aplicação mais eficientes e rentáveis."Produtor e equipe podem aproveitar melhor os recursos materiais e tecnológicos disponíveis. Isso vai desde fazer boas práticas de pulverização, ao uso correto de equipamento de proteção individual, fazer uso das recomendações técnicas até a venda de seu produto", afirma Leandro Zancanaro, pesquisador da Fundação MT.De acordo com Ulisses Antuniassi, professor da Unesp, as informações geradas pelo PAR podem contribuir com a redução das perdas e do risco de deriva nas aplicações e da melhoria na qualidade das aplicações de defensivos. "Vamos disseminar e ajudar o produtor a executar as boas práticas de pulverização".Além do treinamento, a equipe do PAR pretende levantar informações sobre como é feito as operações de aplicação de defensivos agrícolas nas propriedades visitadas, analisar qualitativa e quantitativamente o processo de aplicação e inspecionar os pulverizadores utilizados nas fazendas que receberão a equipe. "Faremos um diagnóstico da situação atual da tecnologia de aplicação entre os produtores das regiões envolvidas no trabalho e um diagnóstico do estado atual das máquinas pulverizadoras em suas áreas de atuação", explica Antuniassi.O primeiro Mini Dia de Campo será realizado na fazenda SM II situada em Rondonópolis/MT para 30 produtores e operadores da região.As informações são da assessoria de imprensa da Fundação MT.


Fonte:Agrolink

 
Posted By Ercilia
 

Quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Ideia é facilitar acesso dos cooperados aos programas de compra de alimentos mantidos pelo governo


Central que une cooperativas em Sergipe deve fortalecer a participação da agricultura familiar no mercadoA Central Estadual de Cooperativas de Sergipe foi inaugurada esta semana, com o objetivo de unificar as ações para o desenvolvimento das práticas cooperativistas rurais do estado.Os produtores sergipanos pleiteavam a criação da central há cerca de três anos. "Pretendemos, agora, organizar e fortalecer nossas ações e garantir às cooperativas singulares a facilitação no processo de logística e assessoria", explica o coordenador da central, José Joelito Santos. A ideia, segundo ele, é criar instrumentos que facilitem a operacionalização e gestão das cooperativas associadas junto aos agentes públicos.Para a superintendente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) na Bahia e no Sergipe, Rose Pondé, a iniciativa vai fortalecer a participação da agricultura familiar no mercado institucional. "Das treze associações pertencentes à central, seis participam do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e já foram apresentadas à Secretaria de Educação para ingresso no Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). As outras sete receberam orientações sobre o PAA e reconheceram a central como facilitadora no processo de adesão ao programa desenvolvido pela Conab", conclui.


Fonte: Revista Globo Rural

 
Posted By Ercilia
 

Quarta-feira, 18 de agosto de 2010

O Seminário de Difusão do Programa Agricultura de Baixo Carbono segue até amanhã , no auditório da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, em Brasília.


O programa ABC foi lançado pelo Governo Federal em junho deste ano e o evento pretende formar multiplicadores desta prática em todos os estados. Durante os dois dias de seminários, gestores e técnicos do agronegócio, poderão conhecer os cinco subprogramas do ABC: recuperação de pastagens degradadas, sistema de plantio direto, Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), fixação biológica de nitrogênio e cultivo de florestas comerciais.Na abertura do seminário está prevista a assinatura de três protocolos de intenção entre o Ministério da Agricultura e a Embrapa, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, e entidades que trabalham com os sistemas de plantio direto, fixação biológica de nitrogênio e florestas plantadas. As atribuições previstas nos protocolos passam pela difusão dos benefícios de cada uma das ações, o desenvolvimento de estudos, que permitam a adoção das técnicas em diversas atividades da agricultura e o treinamento de pessoal para facilitar a operação de cada sistema na propriedade. Outra proposta é estimular o processo de certificação de plantio direto, fixação biológica e florestas plantadas e produtos agrícolas originados por esses métodos, ampliando o mercado e permitindo maior margem de negociação.


Fonte: Portal DBO

 
Posted By Ercilia
 

Quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Industria e produtores discordam sobre falta de bois no MT

Dados do Imea confirmam a falta de animais para abate.


Com a queda de 1,3 pontos percentual na taxa de utilização dos frigoríficos mato-grossenses, de maio para junho, o índice da atividade, segundo informações do Imea-MT, ficou em 40,8%. Somado à escassez de animais prontos para o abate, o reflexo nos preços da carne bovina no varejo é inevitável. "O que houve nos últimos anos foi um aumento indiscriminado no abate de fêmeas e um excedente de indústrias frigoríficas no Estado", explica Luiz Freitas, presidente do Sindifrigo, Sindicato das Indústrias Frigoríficas de Mato Grosso. Freitas é também proprietário das plantas do Frigorífico Pantanal, que suspenderam o abate por tempo indeterminado.Porém, Luciano Vacari, superintendente da Acrimat, Associação de Criadores de Mato Grosso , discorda. "Mato Grosso tinha um rebanho de 25 milhões de cabeças em 2007 e passou para 27 milhões este ano". Para ele, o setor industrial apresenta pretextos para pressionar o pecuarista a negociar o rebanho a preços reduzidos. Além disso, ele sustenta que há regiões onde se observa uma concentração de plantas frigoríficas e outras onde não há unidades.De acordo com a Scot Consultoria, os preços da arroba na região variam entre R$ 74,00 e R$ 79,00, e , de fato a seca e a entressafra, provocam a queda na oferta do gado, entretanto, o preço na carne no atacado sofreu reajuste, mas ainda há margens para negociação no varejo, o que significa, que os poucos pecuaristas que ainda têm animal pronto para o abate, podem se beneficiar desta situação.


Fonte: Portal DBO

 
Posted By Ercilia
 

Quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Após um mandato de dois anos, Roberto Giannetti da Fonseca deixa a presidência da Associação Brasileira da Indústria Exportadora de Carne (Abiec). Otávio Cançado, atual diretor-executivo da entidade, vai ocupar o posto interinamente, informou a assessoria da Abiec. Giannetti é diretor do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Federação da Indústrias de São Paulo (Fiesp).


Fonte: Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Lucro da Cargill

A Cargill anunciou um lucro líquido de US$ 691 milhões no quarto trimestre fiscal, encerrado em maio, ante os US$ 327 milhões no mesmo período de 2009. A empresa registrou faturamento de US$ 28,1 bilhões, com incremento de 11% ante o mesmo período de 2009. Para todo o ano fiscal, o lucro da empresa foi de US$ 2,6 bilhões, desempenho 22% menor que no ano anterior. A receita total somou US$ 107,9 bilhões, 6,3% menos do que no ano passado.


Fonte: Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Embarques retomados

A ALL chegou a um acordo com a Fettremat e o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Terrestres para retomar os embarques de soja nos terminais de Alto Araguaia e Alto Taquari. A empresa deu garantias que fará a pavimentação do pátio externo e deixará de cobrar a taxa de manutenção dos motoristas. A empresa informou que não houve impacto no escoamento para Santos.


Fonte: Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Recusa hostil

A canadense Potash Corp rejeitou ontem a oferta de compra de US$ 38,6 bilhões da BHP Billiton. Em comunicado, a empresa afirmou que a proposta deprecia muito o valor da companhia. "Não nos opomos à venda, mas somos contra um roubo", disse o diretor-executivo da Potash Corp, Bill Doyle. A oferta reflete o desejo da gigante anglo-australiana de mineração em crescer na indústria global de fertilizantes, após um colapso da demanda durante a crise mundial.


BHP pode levar oferta da Potash a acionistas


A mineradora anglo-australiana BHP Billiton pode levar a oferta de quase US$ 40 bilhões em dinheiro diretamente aos acionistas para ter a Potash Corporation of Saskatchewan, um dia depois de a fabricante canadense de fertilizantes rejeitar a aproximação.Ontem, a BHP reafirmou seu interesse pela Potash, relacionado com uma possível aquisição da empresa ao preço de US$ 130 por ação ordinária. Na mesma ocasião, o conselho da PotashCorp avisou não concordar em se engajar nas discussões."Acreditamos firmemente que os acionistas da PotashCorp vão achar a oferta em dinheiro muito atraente e, por isso, decidimos levar a proposta diretamente a esses acionistas", destacou o chairman da BHP, Jac Nasser, em nota.A mineradora lembrou que, no dia 12 de agosto, o executivo-chefe da BHP, Marius Kloppers, apresentou uma proposta ao presidente e executivo-chefe da PostashCorp, William J. Doyle, para combinar as duas companhias. Doyle disse que a PotashCorp não estava à venda e que não tinha interesse em negociar.A BHP explicou em nota em sua página eletrônica que a aquisição da empresa canadense vai acelerar sua entrada na indústria de fertilizantes e é consistente com seu plano de tornar-se uma líder global de minério de potassa. Leia mais: http://www.valoronline.com.br/?online/empresas/11/6440432/bhp-pode-levar-oferta-da-potash-a-acionistas#ixzz0wy3naRPj


Fonte: Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Quarta-feira, 18 de agosto de 2010

As exportações das cooperativas do país totalizaram US$ 1,99 bilhão de janeiro a julho deste ano, 14% mais que em igual intervalo de 2009, de acordo com dados da Secex compilados e divulgados ontem pela Organização das Cooperativas Brasileira (OCB).O volume dos embarques somou 3,78 milhões de toneladas e se manteve estável, o que, segundo a OCB, reflete novos negócios em outras fronteiras e a recuperação dos preços internacionais de algumas commodities. Como mostra o infográfico ao lado, as exportações de açúcar e álcool superaram as de soja e derivados e lideraram os embarques das cooperativas até julho de 2010. E o Paraná foi o principal Estado exportador.Mais em www.ocb.org.br


Fonte: Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Em alta no Brasil na safra 2009/10, a produtividade da soja, carro-chefe do agronegócio nacional, depende mais do que nunca de investimentos em pesquisas e em novas técnicas de manejo para se manter em evolução, tendo em vista os bons índices já alcançados."Com os cuidados corretos, é possível avançar em todas as regiões do país", afirma Eltje Loman, presidente do Comitê Estratégico Soja Brasil (CESB), entidade sem fins lucrativos criada por empresas e institutos de pesquisa com o objetivo de incentivar o aumento da eficiência das lavouras do grão no país a pelo menos 4 mil quilos por hectare até 2020.Segundo a Conab, a produtividade média das lavouras nacionais de soja foi de 2.918 quilos por hectare em 2009/10, quando a colheita rendeu 68,5 milhões de toneladas. No ciclo anterior, foram 2.629 quilos por hectare e a produção foi de 57,2 milhões de toneladas. Além da área plantada ter sido 7,9% maior e do uso de insumos ter crescido, o clima, vilão em 2008/09 sobretudo no Sul, colaborou para os incrementos.Os reflexos da diferença climática no Sul na produtividade das plantações impressionaram Loman. Mas, segundo ele, não é só isso que explica o rendimento. "Tivemos nos últimos quatro ou cinco anos muitos lançamentos de cultivares com características mais modernas e mais adaptadas à região. Tivemos novos materiais da Embrapa e um número maior de empresas de sementes passaram a atuar no mercado".Em 2009/10, a produtividade média da soja nos Estados do Sul atingiu 2.881 quilos por hectare, 29,6% acima de 2008/09, e ficou abaixo do Centro-Oeste (2.985) e do Norte (2.930), berços de grandes propriedades de escala maior. O Norte produziu apenas 1,7 milhão de toneladas em 2009/10, e o Centro-Oeste liderou a safra, com 31,5 milhões. Os Estados do Sul colheram 25,6 milhões de toneladas.Na premiação de hoje, em Brasília, dos destaques da primeira edição do Desafio Nacional de Máxima Produtividade Safra 2009/10, promovido pelo CESB a partir de patrocínios, o Sul estará representado. De acordo com o comitê, os 20 projetos de maior produtividade entre os 800 apresentados no concurso registraram saltos de 72% em relação à média brasileira.Entre as doenças que preocupam e terão de continuar a ser combatidas com manejo e tecnologia adequados, estão o fungo da ferrugem, nematóides, percevejos e a ainda obscura "soja louca II", que prejudica a maturação das plantas e, suspeita-se, pode ser causada por um ácaro.


Fonte: Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Quarta-feira, 18 de agosto de 2010

O governo do Rio Grande do Sul vai reduzir de 7% para 3% a alíquota de ICMS sobre as vendas de carne de frango pelos frigoríficos locais dentro do Estado. A medida valerá de primeiro de setembro até o fim de abril do ano que vem e será combinada com a glosa (anulação) dos créditos tributários obtidos pelo varejo nas aquisições do produto de outras regiões do país, disse o secretário da Fazenda, Ricardo Englert.Segundo ele, o governo tomou a decisão para proteger o setor avícola gaúcho contra a "guerra fiscal" praticada por Estados como Santa Catarina e Paraná, que por meio de incentivos como o crédito presumido reduzem a alíquota interestadual, na prática, de 12% para 2% ou zero. O assunto vinha sendo discutido desde fevereiro com representantes do setor e se o resultado for positivo a medida poderá ser prorrogada, mas isso vai depender do próximo governo estadual a ser eleito em outubro.O presidente da Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav), Luiz Fernando Ross, disse que a decisão é "importante" porque reforça a presença das indústrias locais no mercado gaúcho, embora não garanta uma isonomia tributária integral com os concorrentes de outros Estados. "Os pequenos e médios frigoríficos são os principais beneficiados", afirmou o empresário.A estimativa da Asgav é que 45% do mercado gaúcho de carne de frango é dominado por produtos vindos de outros Estados. No ano passado os frigoríficos locais venderam 191 mil toneladas do produto no Rio Grande do Sul, ante 296 mil toneladas em 1998. "Perdemos mais de 100 mil toneladas em 12 anos".O Rio Grande do Sul produziu 1,4 milhão de toneladas de carne de frango em 2009 (pouco mais de 14% do total do país no período) e vendeu 1,2 milhão de toneladas, segundo a Asgav. A maior parte (65%) é exportada e o restante - afora as vendas internas - é despachado para outros Estados, explicou o secretário executivo da entidade, José Eduardo dos Santos.Conforme o executivo, a expectativa do setor é que a produção de 2010 repita o volume do ano passado. No início do ano o desempenho foi afetado pela crise econômica na Europa, o que prejudicou as exportações para o continente, mas agora a situação se estabilizou. "Se (a exportação) crescer a partir de agora poderemos ter uma alta de 3% a 4%", comentou.O secretário da Fazenda explicou que a medida anunciada ontem provocará uma queda anual de R$ 10 milhões na arrecadação de ICMS caso não haja reação nas vendas internas da carne de frango. Mas se a decisão do governo resultar em aumento dos negócios dos frigoríficos locais e eles ampliarem a produção e o nível de emprego, a perda poderá ser compensada, disse Englert.


Fonte: Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Empresa, que lucrou R$ 127,4 milhões, pretende atingir 70% de utilização de capacidade em bovinos


A Marfrig Alimentos, cujo lucro líquido caiu 68,5% no segundo trimestre deste ano, fechou o período com o nível mais elevado de utilização da capacidade de abate de bovinos no Brasil no passado recente. De acordo com o diretor de operações, James Cruden, apesar da oferta apertada de animais para abate, por causa da entressafra "rigorosa", a empresa tem conseguido adquirir gado. "São os níveis mais altos já registrados", disse Cruden, durante teleconferência com analistas sobre o balanço.No segundo trimestre, a Marfrig abateu 621,4 mil bois, 14,6% mais do que no primeiro trimestre. Consideradas todas as plantas em operação, a utilização de capacidade foi de 61,2%. A meta, segundo Cruden, é atingir 70% em 60 a 90 dias, apesar da oferta apertada, que eleva os preços do boi e limita operações.O aumento da utilização será possível com a operação de fábricas que ainda estavam fechadas no trimestre passado. Segundo a Marfrig, houve atraso na abertura de seis plantas de abate (arrendadas em 2009) por conta, entre outras razões, de reforma, adequação e contratação de funcionários. As plantas têm capacidade de abate 6 mil animais por dia.No total, a receita bruta da Marfrig somou R$ 3,770 bilhões no trimestre, 46,6% mais do que em igual período de 2009. Desse total, R$ 2,140 bilhões foram vendas no mercado doméstico. A divisão de bovinos no Brasil e food service teve receita de R$ 1 bilhão, um crescimento de 77,3% sobre o segundo trimestre do ano passado.Conforme a empresa, o cenário foi favorável para o segmento, por causa da maior demanda doméstica. Também houve crescimento no exterior. De acordo com Ricardo Florence, diretor de planejamento e relações com investidores da Marfrig, houve aumento nas vendas para a Europa, que respondeu por 38,9% da receita com as exportações. "Teria sido melhor se não tivesse havido falta de embarcações", ponderou.Além do crescimento em bovinos, a receita da Marfrig também avançou com o aumento das vendas da divisão que está sendo chamada de Nova Seara. Ela compreende a empresa adquirida no ano passado da Cargill e outras unidades de aves e suínos da Marfrig.Investimentos em marketing nas marcas Seara, Moy Park e Pemmican elevaram as despesas comerciais da Marfrig. Já o maior custo dos bovinos e o aumento na utilização das plantas no Brasil fizeram o custo de produtos vendidos da Marfrig subir 40,7% em relação ao segundo trimestre de 2009.Florence observou que os preços mais baixos dos grãos no primeiro semestre tiveram impacto positivo na margem bruta, que ficou em 17,8% no segundo trimestre. Agora, soja e milho já fazem o caminho inverso, seguindo a alta do trigo no mercado internacional. Mas, segundo Mayr Bonassi, diretor da Nova Seara, o aumento dos grãos não deve elevar os custos da Marfrig neste trimestre. "Temos uma cobertura de grãos bastante confortável", disse, explicando que a empresa fez estoques a preços mais baixos. No segundo trimestre, a Marfrig gastou R$ 861 milhões com compras de grãos, segundo Florence.Marcos Molina, presidente da Marfrig, disse que, após a compra da americana Keystone, em junho, o desafio da empresa brasileira agora é fazer a integração dos negócios e buscar sinergias e eficiência maior nas operações do grupo.


Fonte: Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Grupo argentino Los Grobo inicia investimentos em MT

Depois do "Mapito", múlti latina chega ao Vale do Araguaia


Dois anos depois de chegar ao Brasil, o grupo argentino Los Grobo, do produtor de grãos Gustavo Grobocopatel, começa a operar em Mato Grosso. De acordo com Grobocopatel, o grupo já está operando com seus sócios brasileiros na região do Vale do Araguaia, nos municípios de Nova Xavantina, Querência e Canarana.No Estado, o foco inicial será o pequeno e o médio produtor de grãos. Pretende obter este ano cerca de R$ 70 milhões na compra de grãos, venda de defensivos e gestão de risco, com o travamento por um ano das cotações de frete, câmbio e do produto. O Estado de Mato Grosso é o de maior produção de soja do Brasil e o de maior produtividade, mas Grobocopatel se esquiva em dizer por que não foi o seu primeiro alvo no Brasil. "Foi simplesmente uma questão de falta de oportunidade", resumiu."É o mesmo modelo que seguimos nos outros países em que atuamos e na região do ‘Mapito’", disse Grobocopatel, referindo-se ao polo produtor localizado na junção dos Estados de Maranhão, Piauí e Tocantins. No próximo ano, Grobocopatel espera gerar no Brasil metade de seu faturamento global, que hoje é de US$ 800 milhões, segundo ele.Grobocopatel planta 110 mil hectares de soja e milho na Argentina, 20 mil no Paraguai, 100 mil no Uruguai e 70 mil no Brasil. Afirma que pretende começar a plantar no próximo ano em Mato Grosso, em uma extensão de terra ainda não determinada, mas ressalva que a produção de grãos não é o seu foco."Cerca de 60% do meu faturamento são serviços. Há muito tempo que plantar não é a nossa atividade principal", afirmou. De acordo com o empresário, a holding, sediada em Carlos Casares, na Província de Buenos Aires, na Argentina, comercializa aproximadamente 3 milhões de toneladas de grãos para 5 mil clientes.Segundo o argentino, "um traço que marca o cenário brasileiro é o baixo nível de cobertura de risco, sobretudo na área de logística e seguros". O sistema que a empresa oferece consiste basicamente em fixar uma relação de troca pelo produto face a insumos e custos como o frete.No início do ano, Grobocopatel promoveu a fusão da Grobobrasil com a Ceagro, em sociedade com a Vinci Partners e o empresário paranaense Paulo Fachin. Grobocopatel ficou com o controle de dois terços do capital. O empresário argentino disse que procurou associar-se à Ceagro exatamente para investir mais no mercado de gestão de risco. Em 2009, a Ceagro registrou um faturamento de R$ 320 milhões, 50% a mais do que o apurado no ano anterior.Segundo ele, o crescimento do grupo na Argentina, Paraguai e Uruguai nos próximos anos tende a ser vegetativo, enquanto no Brasil a expansão será consideravelmente maior. "Aqui é a região de maior dinamismo na América do Sul", disse Grobocopatel.


Fonte: Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Terça-feira, 17 de agosto de 2010

O programa Valore, da Bayer CropScience, acaba de certificar o milho produzido pela Fazenda 2P, localizada em Rio Verde/GO. Esta é a primeira vez que a cultura do milho recebe um tipo de certificação no Brasil. A produção de milho da Fazenda 2P alcançou o nível Bronze de certificação pelo cumprimento dos princípios básicos do programa, que incluem sistema de gestão integrado, adoção de boas práticas agrícolas, preocupação com o meio ambiente e com a segurança dos trabalhadores, além de atendimento rigoroso à legislação brasileira. A certificação foi conquistada por meio do projeto piloto do programa Valore na cultura do milho. Antonio Pimenta, proprietário da fazenda e também sócio da distribuidora Tec Agro, está bastante satisfeito com o programa de certificação oferecido pela Bayer CropScience. "Os resultados foram extremamente positivos, pois obtive um preço de venda 15% maior do que o praticado no mercado. Por esta razão, além de continuar no programa Valore, vou recomendá-lo aos clientes da Tec Agro para a próxima safra de milho", afirma. Em apenas seis meses, a produção da Fazenda 2P alcançou o nível Bronze, sendo que agora o produtor vai trabalhar para atingir os níveis Prata e Ouro, que viabilizarão a conquista de certificações internacionais como Globalgap, certificação de segurança alimentar, e Fairtrade, de comércio justo, entre outras. "O certificado do Valore é fornecido pela Bayer CropScience após validação da TÜV Rheinland, uma das principais empresas de certificação do mundo. Ao participar do programa, os produtores são orientados e acompanhados durante toda a safra por uma equipe especializada que avalia e indica as melhorias necessárias para atingir os padrões de certificação, fornecendo treinamento e apoio técnico", diz Luiz Dinnouti, gerente de Desenvolvimento Sustentável da Bayer CropScience. Para o coordenador de certificação de alimentos da TÜV Rheinland do Brasil, Dirceu Ferreira, cuja equipe técnica desenvolveu os regulamentos e normas técnicas do Valore, a certificação do milho de forma sustentável representa um grande avanço para a commodity. "Trata-se de uma ação pioneira no Brasil, que deve mudar a concepção de cultivo dessa cultura no País, bem como abrir novos mercados aos produtores, que agora passam a oferecer um produto com grande diferencial competitivo", observa Ferreira. O equivalente a 720 toneladas da produção certificada pelo programa Valore foi vendido pela Fazenda 2P à Kowalski Alimentos, empresa de moagem e comercialização de produtos de milho. "Compramos milho de diversos produtores, mas o da Fazenda 2P é o único que tem certificação. Por esta razão, o preço pago foi mais elevado, o que demonstra que o mercado valoriza e tem interesse neste tipo de produção", relata Altair Domingos do Amaral, gerente operacional da Kowalski. Criada pela Bayer CropScience, a certificação Valore garante que a produção é segura, obedece à legislação vigente, segue as boas práticas agrícolas, respeita o meio ambiente e a sociedade. O objetivo do programa é agregar valor à cadeia produtiva e assegurar a competitividade do produtor brasileiro, certificando a produção responsável de alimentos, fibras e culturas energéticas. Com esta certificação, os parceiros do programa poderão realizar novos e melhores negócios no mercado externo, que já exige essas certificações para a comercialização de alimentos e bebidas. Além do milho, a certificação Valore está disponível para a cultura da uva e, em 2011, também será estendida para a soja e o tomate industrial. As informações são da assessoria de imprensa da Bayer CropScience.


Fonte: Agrolink

 
Posted By Ercilia
 

Terça-feira, 17 de agosto de 2010

Preços firmes e em alta, com cotações acima de US$ 1,80 a libra em N. York. Recomendação aos produtores: participem do mercado, ou seja - aproveitem as altas e façam médias. Pressão da safra mundial poderá trazer volatilidade aos negócios.


A OIC (Organização Internacional do Café) estima que a safra de café de 2010/11 seja maior e com isso, aumente a oferta mundial do produto. No entanto, informações não pressionam o mercado que continua com seus preços firmes e em alta, com cotações acima de US$ 1,80 a livra peso na Bolsa de Nova York.A firmeza do mercado é impulsionada pelos fundamentos de escassez de café no mundo, como também devido a participação pesada dos investidores nos fundos financeiros das bolsas internacionais. Segundo o superintendente de comércio externo da Cooxupé, Joaquim Libânio, apesar de os fundos especulativos elevarem o produto, ainda assim é preciso tratar com cautela o mercado cafeeiro.De olho no mercado internacional, Libânio recomenda aos cafeicultores participar do mercado aos poucos, aproveitando as altas e fazendo médias de vendas. Ele avalia que o baixo consumo divulgado pela OIC da safra 2008/09, cerca de 1,5% de queda em função da crise, não afetará a demanda mundial desde ano, onde o Brasil lidera uma perspectiva grande de produção para atender a necessidade do mundo.Na realidade, o que importa é ir participando [o produtor] devagarzinho, não pensando que o céu é o limite, mas também, não vendendo tudo de uma vez só. Ir participando e fazendo a sua média, esse é o grande ponto hoje", aconselha o superintendente.


Fonte: Notícias Agrícolas

 
Posted By Ercilia
 

Terça-feira, 17 de agosto de 2010

Banco do Brasil promete força-tarefa no MT para equacionar as dívidas. Mas as medidas anunciadas mudaram de sexta-feira para esta segunda-feira. Produtores endividados devem procurar agencias para não ficarem de fora da renegociação.


O Banco do Brasil enviou de Brasília para várias regiões do Mato Grosso uma comitiva das agências de recuperação de ativos prometendo uma força-tarefa para equacionar as dívidas agrícolas que hoje giram na ordem de R$ 10 bilhões, montante total do país. O banco propõe aos inadimplentes uma saída de curto prazo para quitar as dívidas antes que seja ajuizado em processo.Segundo Ricardo Tomczyk, coordenador de endividamentos da Aprosoja, a informação de até a última sexta (13) é que a dívida seria corrigida a normalidade, sem cobrança de encargos como juros e mora, podendo o agricultor refinanciar por cinco anos seu total, com possibilidade de extensão por dez anos. No entanto, hoje a orientação é outra e as regras foram alteradas e o produtor arcará com um maior custo nas operações com o BB.O que preocupa é que desde 2005 a renda do produtor está comprometida e suas prestações das dívidas já foram prorrogadas incidindo em juros impagáveis. Apesar de atualmente os preços das comodities prometerem lucros para o bolso do produtor, o valor acumulado e o curto prazo para pagamento não possibilitará a quitação imediata dos passivos."Tudo melhora se o preço é positivo. Traz melhora nos preços [internos], viabilidade, mas saldar o passado em uma única safra é praticamente impossível", afirma Tomczyk.O coordenador alerta que é preciso os produtores procurarem essas agências do BB para coletar maiores informações para apresentar propostas consistentes para negociação e entender se a oportunidade é boa para cada caso.


Fonte: Notícias Agrícolas

 
Posted By Ercilia
 

Terça-feira, 17 de agosto de 2010

As perspectivas de que as chuvas previstas para os próximos dias ao menos aliviem os efeitos da severa estiagem que prejudica as plantações na Rússia provocaram a queda das cotações do trigo ontem nas bolsas americanas.Em Chicago, os contratos para entrega em dezembro perfuraram a barreira dos US$ 7 e fecharam a US$ 6,9625 por bushel, queda de 38 centavos de dólar em relação à sexta-feira. Com o tombo, os ganhos registrados desde o início deste mês naquele mercado foram praticamente anulados, conforme cálculos do Valor Data. Na bolsa de Kansas, o mesmo vencimento recuou 35 centavos de dólar, para US$ 7,03 por bushel.As mesmas previsões de melhoria climática já haviam causado o recuo das cotações do trigo na Rússia no fim da semana passada. Nesse contexto, a possibilidade de o governo do país prorrogar a proibição às exportações de grãos, que chegou a ser ventilada, perdeu força e a medida deverá durar mesmo até 31 de dezembro. Independentemente disso - e apesar dos reajustes para cima dos preços da farinha já efetuados no Brasil -, analistas reforçam que o quadro mundial de oferta e demanda do cereal segue relativamente confortável.Em Chicago, a queda do trigo rebateu na soja e no milho, cujos preços também recuaram apesar da desvalorização do dólar americano diante de outras moedas, o que costuma ser um fator "altista" para as commodities.


Fonte: Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Terça-feira, 17 de agosto de 2010

A instabilidade dos preços de algumas commodities e o futuro político parecem não influenciar o otimismo do produtor rural brasileiro para a próxima safra. O Índice de Confiança do Agronegócio (ICA) medido pela Kleffmann - dado composto pela compilação de uma série de itens que influenciam a atividade agrícola - passou de 45%, em 2009, para 50% em 2010. Com isso, 81% dos entrevistados acreditam que para o agronegócio o ano será igual ou melhor que 2009. No ano passado, 70% dos entrevistados tinham essa mesma opinião.O levantamento realizado pela consultoria de origem alemã especializada em pesquisas de produtos para o agronegócio, identificou que 15% dos agricultores entrevistados têm interesse em aumentar a área plantada na próxima safra. No ano passado, a expectativa de incremento ocorreu para 9% dos entrevistados.Outro dado que mostra o otimismo no avanço do agronegócio diz respeito aos investimentos em máquinas e equipamentos. A pesquisa indica que 98% dos produtores pretendem manter ou aumentar o volume de recursos destinados para compra de máquinas, enquanto no ano passado o percentual era de 92% para o item.


Fonte: Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Terça-feira, 17 de agosto de 2010
A alta continua

Análise da Scot Consultoria divulgada ontem reitera que o mercado do boi gordo segue firme no país, em razão da oferta escassa e das escalas curtas dos frigoríficos, que fazem com que ocorram reajustes nos preços. Em 24 das 31 praças pesquisadas pela Scot Consultoria os preços atuais são os mais altos do ano. Isso só não acontece em Redenção (PA), Marabá (PA), Alagoas, oeste do Maranhão, norte de Mato Grosso, Erechim (RS) e Belo Horizonte (MG). A maior valorização foi no sudeste de Mato Grosso, onde os R$ 78 (a prazo, livre de funrural, é 17,5% maior que no início do ano.


Fonte: Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Terça-feira, 17 de agosto de 2010
Tem boi na bolsa

A Bolsa Brasileira de Mercadorias (BBM) informou que comercializou ontem, por meio de sua plataforma eletrônica, 44 fêmeas Nelore e Brangus. Os animais foram negociados no sistema de balcão. Foram ofertadas no leilão, no total, 528 arrobas a R$ 77 por arroba de animais originados em Mato Grosso do Sul. No total, os negócios renderam R$ 40,7 mil. Entre os meses de abril a agosto deste ano, informou a BBM, foram comercializadas 553 cabeças bovinas nos leilões de carne bovina da bolsa, com resultado financeiro acumulado de cerca de R$ 590 mil.


Fonte: Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Terça-feira, 17 de agosto de 2010
Embarques suspensos

Caminhoneiros de Mato Grosso suspenderam ontem o transporte de grãos para os terminais de Alto Taquari e Alto Araguaia (MT), administrados pela ALL. O corredor é o principal canal para o escoamento da soja do Centro-Oeste rumo ao porto de Santos. Conforme a Folhapress, a categoria reclama das condições dos terminais, que recebem cerca de 600 caminhoneiros por dia. Em nota, a ALL afirmou que investiu R$ 13 milhões para a melhoria das condições dos terminais e que já reduziu o tempo de espera dos motoristas para, em média, 5,6 horas.


Fonte: Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Terça-feira, 17 de agosto de 2010
Portas abertas

A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (APPA), no Paraná, informou que colocará à disposição, em Antonina, dois berços preferenciais para embarque de açúcar e desembarque de fertilizantes. Com a medida, a APPA espera aproveitar uma demanda criada pelas longas filas em Paranaguá e no porto de Santos para operações similares. Conforme a APPA, apenas em Paranaguá dois navios de açúcar operavam ontem e outros 31 aguardavam para atracar; nos fertilizantes, eram quatro atracados e 19 ao largo. Antonina espera receber, em média, 20 navios por mês. O Terminal Portuário da Ponta do Félix (foto), privado, espera crescer em Antonina com o gargalo dos "concorrentes".


Fonte: Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Produtores conhecem caminho para acessar mercado externo

"A dificuldade não é conseguir comprador para os nossos produtos, mas nos organizar para iniciar esse processo", afirmou o analista de comércio exterior da secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio do Ministério da Agricultura, Adilson Farias. Ele detalhou o passo a passo para acessar o mercado externo, no 35º Seminário do Agronegócio para Exportação (AgroEx), realizado em Cristalino (GO), nesta quinta-feira (12).A busca de importadores, a documentação necessária e o acerto do pagamento foram algumas das etapas apresentadas na palestra. O analista frisou que, sem organização como passo inicial, não é possível conquistar o mercado externo.Uma prova de sucesso no município é o produtor Luiz Figueiredo, que exporta cerca de sete mil sacas de café cereja por ano. Ele estruturou sua fazenda, com base na experiência anterior, em cooperativas. E desde 2006, fornece o grão a uma renomada importadora italiana. "Tenho um espírito cooperativista e sei que só com união é possível crescer", afirmou.O agricultor aproveitou o clima e altitude favoráveis de Cristalina, explorou o potencial de irrigação, para produzir o primeiro café premiado do estado de Goiás e já vislumbra a oportunidade de crescer como criador de gado leiteiro e futuro exportador de leite em pó. "Se tivermos mais produtores com o mesmo interesse, seremos capazes de ter no município uma secadora de leite, que vai permitir este salto. Ninguém nasce grande", completou.O AgroEx é uma iniciativa do ministério para incentivar as exportações nas cidades que se destacam na atividade agropecuária. A próxima edição está programada para setembro em Pelotas (RS).


Fonte: Min. da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

 
Posted By Ercilia
 

Sexta-feira, 13 de agosto de 2010

O programa Campo Futuro estará, a partir do próximo mês, nos municípios de Dourados, Maracaju, Naviraí, Rio Brilhante e Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul.


Desenvolvido pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR), em parceria com a Bolsa de Mercados & Futuros (BM&F), o projeto ensina como atuar com a bolsa de valores. E ainda mostra que o comércio futuro de produtos pode ser utilizado também para o agronegócio.Nesta primeira fase, que inicia em agosto no Mato Grosso do Sul, os sindicatos rurais convocam os produtores da região para participar do projeto. Os interessados assistem inicialmente a uma palestra para conhecer melhor o Campo Futuro e depois respondem a um questionário de avaliação.Os questionários recolhidos nos sindicatos serão avaliados por uma equipe do SENAR, que irão identificar os perfis adequados. As cinco turmas disponibilizadas para este ano devem ter entre 15 e 20 pessoas, que terão três módulos de curso, com 16 horas de carga horária cada e um intervalo de 15 dias entre cada módulo.O curso baseia-se em transmitir, aos participantes, informações estratégicas de gestão e planejamento das propriedades, para que os produtores rurais comercializem seus produtos com mais segurança.De acordo com o superintendente do SENAR/MS, Clodoaldo Martins, os participantes dessa capacitação são previamente selecionados para melhor aproveitamento do curso. "O produtor apto a participar do Campo Futuro deve trabalhar com controle de custos, ter noções básicas de informática e conhecimentos mínimos sobre negociação em bolsa de valores", aponta.


SAIBA MAIS SOBRE O PROJETO:


http://www.canaldoprodutor.com.br/sobre-sistema-cna/projetos-e-programas/programa-campo-futuro


Fonte:CNA

 
Posted By Ercilia
 

Sexta-feira, 13 de agosto de 2010

País enfrenta dificuldades para ampliar embarques, diz Wagner Rossi


No mercado americano, Brasil também sofre restrições, mas em relação ao etanol de cana-de-açúcarO Brasil enfrenta dificuldades para ampliar suas exportações agrícolas para a União Europeia (UE) devido a pressões dos produtores nos países do bloco, disse hoje o ministro da Agricultura Wagner Rossi.Apesar de ter um peso econômico menor, o setor agropecuário tem força política nos países europeus, "onde fazem muita pressão", afirmou o ministro na última quinta-feira (12/08). O Brasil é um dos maiores provedores agrícolas mundiais, mas a crise econômica mundial fez com que a Europa "apertasse o cinto" e reduzisse sua demanda, acrescentou Rossi.O governo brasileiro confia em que um acordo de livre-comércio entre o Mercosul e a UE possa colocar um fim às restrições europeias às exportações agrícolas do país. As negociações para esse acordo foram retomadas recentemente após vários anos estagnadas, mas ainda sofrem a pressão dos produtores agrícolas brasileiros.Com relação aos Estados Unidos, Rossi lamentou a falta de acordos que facilitem o comércio em alguns casos específicos, em referência principalmente ao etanol. Para o ministro, apesar de ser mais econômico e produtivo, o etanol de cana-de-açúcar do Brasil sofre restrições no mercado americano, que produz o biocombustível a base de milho e mantém "certo grau de protecionismo".Rossi também se referiu às limitações que o setor agropecuário enfrenta como consequência da valorização do real frente ao dólar. Segundo ele, apesar de "ganhar em produção, o Brasil perde na comercialização internacional" pela valorização de sua moeda frente ao dólar.


Meio ambiente


O Brasil exportou US$ 68 bilhões em produtos agropecuários entre julho do ano passado e junho de 2010, número que não chega a bater o recorde de 2008 (julho de 2007 e junho de 2008), com US$ 71,9 bilhões. "O clima e o preço de produtos como o café e a soja são fatores que não podemos controlar, mas em um ano normal nós passaríamos esse recorde de exportação", explicou Rossi.A agropecuária constitui 26% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e 42% de suas exportações, que têm 215 países como destino. O ministro destacou igualmente que a agropecuária brasileira e o respeito ao meio ambiente não são incompatíveis e que "o Brasil é o único país que tem as condições de duplicar a produção agrícola sem cortar uma árvore".O país investiu R$ 2 bilhões na criação do programa de Agricultura de Baixo Carbono (ABC), dirigido a recuperar terras rurais degradadas e a integrar a agricultura e as áreas florestais.Além disso, Rossi enfatizou a necessidade de apoiar a agricultura familiar, já que uma porcentagem dessa produção em pequena escala contribui na agricultura do país, sobretudo no norte. "A complementação entre os dois tipos de agricultura (familiar e empresarial) permitiu uma redução dos problemas sociais (em zonas rurais)", comentou.


Fonte: Revista Globo Rural

 
Posted By Ercilia
 

Sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Walmart adota programa de rastreabilidade

Rede disponibiliza código de barras que permitirão ao consumidor conhecer todo o processo da cadeia produtiva de alguns itens. O trabalho começa com carnes e hortifrutigranjeiros


O Walmart anunciou duas novas propostas dentro de seu posicionamento pela sustentabilidade. Juntamente com o ministro da Pesca e Aquicultura, Altemir Gregolin, o presidente da rede no Brasil, Héctor Núñez, apresentou nesta quarta-feira, 11, os compromissos da empresa para o setor de pescados, assim como lançou um programa de rastreabilidade para os produtos perecíveis em geral.Para promover o desenvolvimento sustentável da pesca e aquicultura no Brasil, o Walmart apresentou uma série de compromissos a serem adotados: identificação da origem e localidade da produção de 100% dos fornecedores de pescados da rede (a ser concluído até 2013), a ampliação da oferta e o estímulo ao consumo de pescados na região Amazônica, o desenvolvimento de um programa de valorização da pesca artesanal e a implementação de um sistema de rastreabilidade para 100% da cadeia de pescados produzidos ou explorados no território brasileiro (até 2016). "Estamos engajados em construir uma cadeia do pescado mais sustentável, buscando iniciativas que mobilizem empresas do setor, do governo e da sociedade", explicou Núñez.A produção brasileira na cadeia do pescado é de cerca de 1,1 milhão de toneladas por ano, mas estima-se que o potencial nacional possa chegar até a 1,4 milhão de toneladas anuais, se explorado por meio do manejo rigoroso. "A ideia é também estimular o consumo de peixe no País, assim como o potencial de desenvolvimento da cadeia", afirma Núñez.Outra novidade da rede é seu programa de rastreabilidade "Qualidade Selecionada, Origem Garantida", que permitirá ao cliente acompanhar todo o processo da cadeia produtiva dos itens que consumir - da localidade ao caminho que os produtos percorreram até sua mesa. Isso será possível por meio de um código de barras disponível nas embalagens. O programa abordará prioritariamente carnes e hortifrutigranjeiros, e o primeiro produto lançado nesta plataforma é a carne de marca própria "Campeiro". Os itens serão comercializados inicialmente nas lojas de São Paulo, chegando aos outros estados em meados de setembro.O programa de rastreabilidade é mais um passo da empresa em direção ao cumprimento das metas estabelecidas em 2009 no "Pacto pela Sustentabilidade", acordo entre o Walmart e seus principais consumidores. A empresa desenvolveu também um sistema online de monitoramento, para acompanhar os avanços de seus fornecedores nos compromissos do pacto. A idéia é que até 2011, 100% da cadeia de abastecimento reportará seu progresso em relação às metas assumidas.Para fortalecer seu princípio de sustentabilidade, foi lançado no início deste ano o programa "Sustentabilidade de Ponta a Ponta", no qual dez dos principais fornecedores da rede analisaram o ciclo de vida de produtos líderes de mercado, e passaram a desenvolver processos mais sustentáveis para os mesmos. Para o próximo ano, a empresa já começou a segunda fase de seu programa, convocando outros 15 fornecedores a adotarem o mesmo processo.


Fonte: Meio&Mensagem online

 
Posted By Ercilia
 

Sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Frango na OMC

O presidente da União Brasileira de Avicultura (Ubabef), Francisco Turra, entregou ao Ministério das Relações Exteriores documento com pedido de painel na Organização Mundial do Comércio contra a nova legislação da UE para carne fresca de frango. Em nota, a entidade disse que o parecer foi "bem aceito" pelo diretor do departamento econômico do MRE, Carlos Márcio Cozendey.


Fonte: Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Furlan, Cade e BRF

O co-presidente do conselho de administração da Brasil Foods, Luiz Furlan, disse que a demora na aprovação da fusão entre Sadia e Perdigão atrapalha os planos de expansão da BRF, principalmente no setor externo. "Trabalhamos no plano de investimentos até 2015 e prevemos investimentos, mas parte das decisões vai aguardar o final do processo no Cade", disse Furlan, durante o Fórum Nacional, no Rio. Uma das consequências da demora, disse, é a perda de executivos para outras empresas.


Fonte: Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Sexta-feira, 13 de agosto de 2010
UE vai investigar se os EUA burlaram lei antidumping

A União Europeia (UE) investigará navios americanos de biodiesel que desembarcaram no continente suspeitos de terem burlado medidas antidumping.A ação pretende averiguar se o produto originado em território americano foi embarcado via Canadá ou Cingapura, escapando das tarifas introduzidas no ano passado contra Washington.A União Europeia impôs tarifas sobre o biodiesel americano, no período de cinco anos, como forma de ajudar os produtores europeus a enfrentar de forma mais competitiva os subsídios concedidos pelo governo americano. "A investigação é uma boa notícia. Os produtores locais precisar de uma chance melhor para competir", disse Krzysztof Osuch, proprietário da Associated British Bio Fuels, do Reino Unido.De acordo com a legislação europeia, todos os transportes terrestres do bloco de 27 países deverão fazer o mix de 10% de biodiesel e 90% de diesel até 2020, para reduzir as emissões de dióxido de carbono que contribuem para o aquecimento do planeta.A indústria europeia de biodiesel está "fortemente comprometida em garantir que as tarifas europeias não sejam burladas por práticas comerciais injustas e artificiais", afirmou Raffaelo Garofalo, secretário-geral do Conselho Europeu de Biodiesel.A canola é a principal matéria-prima para a produção de biodiesel misturado ao diesel na Europa - e também a mais apropriada para o uso nas baixas temperaturas do inverno. O biodiesel de canola atinge o grau de congelamento no motor com temperaturas de -13 °C. O biodiesel de soja resiste a até -3 °C e o de óleo de palma a apenas 12 °C.


Fonte: Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Sexta-feira, 13 de agosto de 2010
A palma e o carbono

Segundo maior produtor de óleo de palma no mundo, a Indonésia (foto) vai propor que as plantações da espécie possam gerar créditos de carbono a serem comercializadas no mercado internacional. Segundo o governo indonésio, a opção criaria uma nova fonte de receita à indústria de palma, que tem empresas listadas na bolsa como a Wilmar e a Astra Agro Lestari. A medida, no entanto, desagradaria ambientalistas que acusam o setor de justamente provocar o desmatamento. "As plantações de palmas poderiam mitigar as mudanças climáticas com o sequestro de carbono", disse Wandojo Siswanto, conselheiro especial para o Ministério de Florestas e um dos principais negociadores sobre clima da Indonésia. Segundo ele, palmeiras plantadas em áreas degradadas, poderiam ser beneficiadas pelos papéis. O crédito de carbono é uma ferramenta de compensação pela emissão de poluentes dos países ricos sob o Protocolo de Kyoto, da ONU. Cada tonelada de gás-estufa "sequestrado" com a preservação florestal equivaleria a um crédito no mercado global, mas ainda não há casos semelhantes aprovados.


Fonte: Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Sexta-feira, 13 de agosto de 2010

A Agropalma, uma das maiores empresas produtoras de óleo de palma do mundo, decidiu interromper as atividades de sua fábrica de biodiesel, em Belém. Depois de não conseguir fechar contratos de venda no último leilão da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), realizado em maio, a empresa não viu mais sentido em manter as atividades da planta."Ficamos de fora no último leilão por causa do preço. Ainda não sabemos se continuaremos ou não a produzir biodiesel. A chance de continuar é exatamente a mesma de parar", afirma Marcello Brito, diretor comercial da Agropalma. No último leilão da ANP foram adquiridos 600 mil metros cúbicos do combustível, sendo que o preço médio pago pelo governo foi de R$ 2.105,58 por metro cúbico.Segundo Brito, a produção do biodiesel da Agropalma era feita a partir do ácido graxo residual do processo de refino do óleo de palma. Apesar de ser uma fonte de renda, a comercialização do combustível representava menos de 1% do faturamento da empresa, que tem foco na venda do óleo, produto que está valorizado no mercado internacional.A empresa alega que a oferta superior à demanda tem pressionado os valores do biodiesel. De fato, o preço médio pago pela ANP no último leilão é 6% inferior ao praticado em março deste ano, de R$ 2.237,05 por metros cúbico. A oferta, porém, já não supera mais a demanda pelo combustível. Dados da ANP mostram que a produção de biodiesel entre janeiro e julho de 2010 foi de 1,13 milhões de metros cúbicos para uma demanda do governo de 1,134 milhão.Essa relação já foi muito pior. Em 2008, quando o Brasil passou a misturar o biodiesel ao diesel convencional, a produção do combustível de origem vegetal foi de 1,16 milhão de metros cúbicos para uma demanda de apenas 740,7 mil metros cúbicos.


Fonte: Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Sexta-feira, 13 de agosto de 2010

País quer reduzir preço do produto brasileiro e exigirá testes mais estritos para detectar resíduos


Principal destino das exportações de carne bovina brasileira, a Rússia ensaia endurecer as regras sanitárias para forçar concessões do Brasil em negociações bilaterais. A intenção é pressionar a indústria nacional a reduzir o preço da carne exportada, apurou o Valor. A cotação média do produto brasileiro lá aumentou 30% no primeiro semestre deste ano na comparação com 2009. O movimento também neutralizaria a pressão brasileira pela elevação das cotas de exportação aos russos.As autoridades sanitárias russas já informaram ao governo brasileiro que passarão a exigir testes mais rigorosos para detectar resíduos de antibióticos na carne brasileira. Os principais alvos são princípios ativos como tetraciclina e bacitracina. Os russos ameaçam impor zero de limite a esses medicamentos usados pelos pecuaristas no manejo do rebanho."Ou não usamos ou teremos que mudar prazos de carência antes do abate", diz uma fonte do setor. O curioso é que, na Rússia, é permitido o uso desses antibióticos. Mas o país não segue as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC), o que torna quase nula a margem do governo para exigir qualquer reciprocidade.A decisão russa de exigir os testes ocorre depois que os EUA encontraram resíduos do vermífugo ivermectina em carne processada da JBS, acima dos limites permitidos, o que levou o Ministério da Agricultura a suspender as vendas do produto aos EUA.Os russos exigem, ainda, o cumprimento de padrões de microbiologia e resíduos. Mas os exportadores brasileiros dizem que as metodologias usadas aqui e lá são muito diferentes. Os laboratórios russos são menos equipados e não fornecem contraprova. "Isso pode virar uma trava intransponível", diz a fonte. Além disso, a Rússia quer impor normas e regras de termometria, temperatura, tempo de sangria e detecção de listeria. Os exportadores nacionais protestam ao exigir equivalência de regras e harmonização dos sistemas.O Brasil cobra maior acesso ao mercado russo de carnes. Seja sob a forma de cotas de exportação maiores, seja por redução das tarifas dentro e fora dessas cotas. Há duas semanas, uma teleconferência retomou as negociações sobre concessões mútuas para permitir a entrada da Rússia na OMC.O caso é ainda mais complicado porque o Ministério da Agricultura aceitou um conjunto de regras impostas pela Rússia. Em meados de maio deste ano, o então secretário de Defesa Agropecuária, Inácio Kroetz, assumiu compromisso de apertar o cerco a "não conformidades" encontradas por uma missão veterinária russa em visita ao país, em meados de abril. Os exportadores rejeitaram as imposições e pediram ao governo a revisão dos termos do acordo. Pressionado pelas indústrias, o atual secretário Francisco Jardim deve ter seu primeiro encontro com o "czar" sanitário da Rússia, Sergei Dankvert.


Fonte: Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Para soja e milho, pesaram as projeções de demanda maior; no trigo, a queda da produção global


As revisões promovidas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em suas estimativas para a oferta e a demanda de soja, milho e trigo no país e no mundo resultaram em forte valorização das três commodities na quinta-feira bolsa de Chicago. Com os ganhos, as quedas acumuladas de soja e milho em 2010 naquele mercado foram praticamente zeradas, enquanto a alta do trigo já se aproxima de 35%, de acordo com o Valor Data.No caso do trigo, o salto observado era uma "barbada". Sobretudo em consequência da severa estiagem na Rússia e em países vizinhos, o USDA reduziu sua projeção para a produção mundial do cereal nesta safra 2010/11, que está em desenvolvimento no Hemisfério Norte, para 645,73 milhões de toneladas. O volume é 2,3% menor que o previsto em julho para a atual temporada e quase 35 milhões de toneladas mais magro que o total colhido em 2009/10.Ainda que a produção dos EUA tenha sido revisada para cima pelo USDA, prevaleceu entre os traders de Chicago o sentimento de que poderá haver algum desabastecimento no mercado global, daí a alta de preços. Os contratos com vencimento em dezembro, que ocupam a segunda posição de entrega (normalmente a de maior liquidez), subiram 17 centavos de dólar por libra-peso e fecharam a US$ 7,2675 por bushel. Em agosto, o salto acumulado chega a 7,21%; em 2010, a valorização dos futuros de segunda posição já é de 34,01%.Não é uma boa notícia para o Brasil, um dos principais importadores mundiais da commodity e onde as cotações já começaram a refletir a tendência global. Ainda assim, segundo análise divulgada pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/USP), a reação doméstica tem sido lenta até agora e em algumas praças ainda não houve mudanças significativas. E apesar da quebra global, lembra o Cepea, os estoques no mundo seguirão acima da média histórica."As estimativas apontam que a menor oferta e o maior consumo reduzirão os estoques, mas ainda devem ser de 174,76 milhões de toneladas, um dos maiores do histórico", diz Lucilio Rogerio Alves, professor do Cepea, em análise publicada na quinta-feira. Em 2009/10, os estoques finais globais foram de 193,97 milhões de toneladas, de acordo com as estatísticas do USDA.Nos mercados de soja e milho, as altas de preços refletiram ajustes para cima promovidas pelo USDA no lado da demanda, ainda que também tenham sido realizadas correções para cima na produção - que nos EUA, por exemplo, deverá ser ainda mais vasta do que o anteriormente previsto para ambos os grãos.Com os problemas do trigo, analistas esperavam que o USDA fosse elevar ainda mais sua previsão para a demanda global de milho, já que em países europeus o segundo comumente substitui o primeiro na fabricação de rações. Mas, mesmo com uma correção de apenas 0,06% em relação à estimativa de agosto, para 831,42 milhões de toneladas, e principalmente em virtude da elevação da projeção do USDA para as exportações americanas, os contratos para dezembro subiram 10,75 centavos em Chicago e fecharam a US$ 4,2175 por bushel. Trata-se do o maior valor para a segunda posição de entrega desde 11 de janeiro deste ano, segundo o Valor Data."Foi o relatório da demanda", constatou Renato Sayeg, da Tetras Corretora, sobre os números do USDA para a soja. Para a demanda mundial, o aumento em relação ao relatório de julho do órgão foi superior a 3 milhões de toneladas, para 250,92 milhões de toneladas em 2010/11, ante as 237,44 milhões de 2009/10. Para as exportações dos EUA, o ajuste para cima superou 2 milhões de toneladas."Mesmo com o novo número para a produção americana ter vindo acima das previsões mais otimistas e da relação entre estoques e demanda nos EUA ser a maior desde 2006/07, a expectativa de crescimento da demanda prevaleceu", afirmou Sayeg. Em Chicago, os papéis do carro-chefe do agronegócio brasileiro - inclusive na exportação - para setembro subiram 9,50 centavos de dólar, para US$ 10,26 por bushel.


Fonte: Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Especialistas chineses aconselharam o governo a suspender os projetos de produção de etanol a partir do milho. Segundo eles, os projetos estão causando a alta dos preços do milho e provocando preocupações sobre a segurança alimentar.


Zhao Youshan, diretor do Comitê de Circulação Comercial de Petróleo (CCCP) da Câmara Geral do Comércio da China (CGCC), uma organização industrial nacional, disse à Xinhua que apresentou suas opiniões ao Conselho de Estado, o gabinete chinês.Zhao disse que a proposta foi apresentada ao Conselho de Estado em junho e que agora está sendo revisada pela Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (CNDR), o principal órgão de planejamento econômico do país.Zhao comentou que os pecuaristas chineses estão enfrentando escassez de forragem porque os produtores de etanol, projeto que recebe subsídio governamental de cerca de 1.900 yuans (US$ 279) por tonelada de biocombustível, estão se apressando em comprar milho.Os produtores de bio-etanol também gozam de isenções fiscais com base em uma política aprovada pelo governo em 2004, concebida para fomentar o desenvolvimento da indústria de biocombustível, indicou Zhao.Os subsídios e as políticas preferenciais oferecidos às empresas para a compra de milho provocaram o aumento de preços e a escassez de abastecimento, explicou.Preços mais altos do milho na China também causaram o crescimento das importações do produto.Zhang Jianbo, analista da CGCC, declarou que no primeiro semestre deste ano a China se tornou um importador bruto de milho pela primeira vez em sua história. O analista indicou que as importações chinesas de milho superaram as exportações do mesmo produto em 78 milhões de toneladas."O preço médio do milho cresceu anualmente 15,7% em julho no nordeste da China para 1.845 yuans por tonelada", disse Zhang, acrescentando que os pecuaristas não podem pagar esses preços."Os projetos de produção de etanol biocombustível a partir do milho representam uma grande ameaça para o abastecimento de grãos na China", indicou.Segundo Zhao, a produção anual de 10 milhões de toneladas de etanol poderá consumir 30 milhões de toneladas de milho por ano.


Fonte: Agrolink com CRI online - Rádio Internacional da China

 
Posted By Ercilia
 

Quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Relatório do USDA, que será divulgado hoje, deve confirmar o bom desempenho do cereal e um recuo na oleaginosa por causa das chuvas


O relatório de oferta e demanda que será divulgado nesta manhã pelo USDA, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, será decisivo no redirecionamento das cotações da soja e do milho na Bolsa de Chicago (CBOT). O documento deve confirmar a maior safra de todos os tempos do cereal e a segunda maior da oleaginosa no país, apesar de um pequeno recuo no volume estimado de produção de soja por conta do excesso de chuvas nas principais regiões produtoras norte-americanas.Na média, a projeção dos analistas para o relatório é de uma produtividade de 2.840 quilos de soja e de 10.300 quilos de milho por hectare. O último dado do USDA, de julho, aponta 2.880 quilos para a oleaginosa e 10.260 quilos para o cereal. A maior produtividade das duas culturas nos EUA foi verificada em 2009, com 10.330 quilos de milho e 2.960 quilos de soja por hectare.Nesta quarta-feira, na CBOT, as cotações seguiram a lógica dos analistas, com soja em alta e milho estável (veja matéria abaixo). O comportamento das cotações no pregão de ontem endossa a expectativa de que o USDA deve revelar no relatório de hoje uma previsão de produtividade relativamente menor para soja, mantendo a do milho.Considerando o último dado do USDA referente à área e produção, de junho e julho, respectivamente, a safra de milho dos Estados Unidos tem potencial para 336,43 milhões de toneladas e a de soja para 91,03 milhões de toneladas. No ano passado, o cereal atingiu 330,01 milhões e a soja, 91,42 milhões de toneladas. O relatório de hoje, no entanto, pode reduzir a produtividade média e a produção total de soja para menos de 90 milhões de toneladas.Ontem, tanto no pregão como entre os analistas que operam e acompanham o mercado eletronicamente, de fora da CBOT, persistia a dúvida sobre os reais efeitos das chuvas registradas durante o desenvolvimento das lavouras. A grande maioria das consultorias aposta que o USDA deve trazer um dado de produtividade de soja inferior e de milho superior ao último relatório. Mas há quem acredite que a previsão do órgão será de um rendimento menor para as duas culturas,expectativa justificada pela intensidade das chuvas, que obrigou o replantio em algumas regiões, principalmente em Iowa, um dos estados de maior produção.Tim Hannagan, analista sênior da PFGBest.com, destaca que o relatório de hoje vai chegar repleto de informações, mas que o mercado deve se concentrar principalmente nos números de estoques. "Qualquer alteração na estimativa de produção não será suficiente para mudar a tendência de mercado", diz Hannagan. Segundo ele, a atenção maior será com os dados de produção e estoques de trigo, que nas últimas semanas vem determinando o preço dos outros grãos, devido à safra menor na Rússia e outros países da União Europeia. James Green, presidente da corretora Rosetta Capital Management LLC, concorda. Green explica que serão os estoques que irão determinar quanto de milho será deslocado para substituir o trigo na alimentação animal e, por consequência, qual o espaço que o cereal e a soja têm para crescer em preço.


Depois da euforia, preços se acomodam na bolsa


Depois de uma fase de euforia, provocada pela crise do trigo na Rússia e pela firme demanda da China, as cotações internacionais dos grãos, que iniciaram a semana em baixa na Bolsa de Chicago (CBOT), esboçaram um movimento de recuperação ontem. Diante das incertezas com o relatório do USDA, em especial quanto à produtividade, a soja começou a quarta-feira em queda, mas encerrou o pregão com alta de 8,5 pontos, cotada a US$ 10,36 por bushel (27,2 quilos). O milho terminou o dia com praticamente estável, com ligeira variação negativa de 0,75 ponto, a US$ 3,95 por bushel (25,4 quilos). O trigo apresentou leve queda de 1,6 ponto, para US$ 6,93 o bushel (27,2 quilos).Mesmo com a interrupção do movimento de alta, os três produtos ainda acumulam valorização expressiva na CBOT nas últimas semanas. Desde o início de julho, a soja já subiu 10%, o milho 12% e o trigo 49%.Em dólar por saca (60 quilos), na referência de Chicago, a soja terminou a quarta-feira cotada a US$ 22,85, o milho a US$ 9,33 e o trigo a US$ 15,29. Na relação com o real, o tombo no mercado brasileiro é ainda maior. Com o câmbio desfavorável, o indicador do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria Estadual de Agricultura (Seab) registrou negócios, na média do Paraná, a R$ 37,24, R$ 14,14 e R$ 22,89 a saca, respectivamente. Os melhores preços foram verificados, como de praxe, na praça de Ponta Grossa, nos Campos Gerais, com R$ 41 para a soja e R$ 16,50 para o milho.


Mercado interno em ritmo de entressafra


Em contraste à euforia que tomou conta da Bolsa de Chicago (CBOT), o mercado interno de grãos caminha lentamente no Paraná. Nos últimos sete dias, soja, milho e trigo, principais lavouras do estado, sustentaram cotações praticamente estáveis na maioria das praças de comercialização pesquisadas pelo Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria Estadual da Agricultura e do Abastecimento (Seab).A saca de soja, que no mês passado valia pouco mais de R$ 34 no Paraná (média estadual), avançou para a casa dos R$ 37 neste mês e estacionou por lá. Na última semana, praticamente não se alterou, com pequena variação negativa de 0,37% no período. O milho seguiu a mesma toada. Saiu de R$ 13 a saca no mês passado para R$ 14 em agosto. Nos últimos sete dias, apresentou ligeiro recuo de 0,21%. No trigo, locomotiva dos ganhos em Chicago, o compasso do mercado interno é ainda mais lento. Há mais de três meses o preço doméstico permanece estacionado na casa dos R$ 22 a saca no Paraná. Na última semana, manteve a tendência de estabilidade.No caso do cereal, a entressafra bloqueia o repasse dos ganhos do mercado internacional às cotações internas. Com pouco produto disponível, o mercado doméstico trabalha apenas com indicações nominais de preço. No milho, são os altos estoques internos que limitam a alta. Na soja, o desaquecimento dos negócios nos portos por causa do encerramento da safra 2009/10 reduz o potencial de valorização da oleaginosa brasileira, segundo analistas.


Fonte: Gazeta do Povo

 
Posted By Ercilia
 

Quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Comparado ao peso da abelha (100 miligramas), o microchip de 3mg é desprezível, não impedindo os movimentos do inseto dentro da colmeia ou durante o vôo.Intrigados pelo ainda inexplicável desaparecimento em massa de abelhas em várias partes do globo, cientistas da Acta -Associação para Coordenação Técnica Agrícola, de Lyon, França, estão equipando estas produtoras de mel com microchips dotados de rádios com identificador de frequência, antes de liberá-las na natureza.Por meio do minúsculo aparelho, além de um equipamento instalado na entrada das colmeias que registra uma série de dados relativos aos insetos, os pesquisadores vêm estudando com maior precisão todo o comportamento das abelhas, de seu nascimento até sua morte. Pela primeira vez, um experimento como esse é realizado em campo.As abelhas voam de flor em flor coletando néctar, e, nesse processo, ajudam na polinização e na reprodução das plantasSeja na Europa, Estados Unidos, China e países da América Latina, as abelhas estão ameaçadas, conclusão a que chegou a 41ª edição da Apimondia, congresso internacional apícola realizado em setembro de 2009 em Montpellier, na França.Nos Estados Unidos, a população de abelhas vem decaindo há duas décadas e, segundo o Usda, o Departamento de Agricultura americano, o número atual de colmeias, 2,4 milhões, é 25% menor do que nos anos 1980. O fenômeno, contudo, não é exclusividade dos norte-americanos. De país para país, o decréscimo na população de abelhas pode variar de 20% a 30%, e o prejuízo decorrente desse desaparecimento é drástico, pois as abelhas polinizam 75% das espécies vegetais consumidas pelos seres humanos.O Brasil, segundo a Confederação Brasileira de Apicultura, não vivencia a mesma situação porque as abelhas brasileiras, conhecidas como africanizadas, possuem genética diferente das afetadas pelo problema.Exemplares equipados com michochips são liberados a campo na área experimental da Acta. Um scanner coleta automaticcamente os dados quando a abelha entra e sai da colmeiaSe as causas deste sumiço generalizado, conhecido pela sigla em inglês CCD, de "desordem de colapso de colônias", ainda não foram precisadas, muitas hipóteses já foram sugeridas, como o emprego de pesticidas na agricultura, um ácaro parasita chamado Varroa ou até mesmo a diminuição de floradas em seu habitat.De momento, os estudos dos pesquisadores franceses já conseguiram atestar, pela primeira vez em condições naturais, a toxidade do pesticida Fipronil, comercializado pela Basf e usado em muitos países. Mesmo em doses não letais, o produto químico deixa as abelhas desorientadas, provocando uma redução significativa em sua rotina de coleta de néctar, seu senso de direção e, por tabela, sua capacidade de encontrar o caminho de volta para a colmeia.


Fonte: Revista Globo Rural

 
Posted By Ercilia
 

Quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Informações sobre transporte serão utilizadas para conter e minimizar riscos ao meio ambiente


A partir do próximo ano, os geradores, transportadores e destinadores de resíduos perigosos em território nacional deverão responder formulário específico do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), sobre o teor da carga e sua destinação.As informações serão utilizadas para conter e até minimizar os riscos ao meio ambiente e à saúde pública decorrentes da movimentação interestadual de resíduos perigosos, e para fins de gestão e gerenciamento da atividade. Os dados sobre o transporte interestadual de cargas perigosas deverão ser repassados ao Ibama com 48 horas de antecedência.A determinação faz parte da proposta de resolução a ser votada na próxima reunião do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), marcada para os dias 26 e 27 de agosto, no auditório-sede do Ibama.De acordo com a proposta, as informações farão parte da base de dados do Cadastro Técnico Federal de Atividades Potencialmente Poluidoras e Utilizadoras de Recursos Naturais (CTF) e caberá ao Ibama disponibilizar em seu site até março de 2011, o formulário específico para declaração das informações.São considerados resíduos perigosos aqueles que, em razão de suas características, apresentam significativo risco à saúde pública ou à qualidade ambiental. As características são quanto à inflamabilidade, corrosividade, reatividade, toxidade, patogenidade, carcinogenidade, teratogenicidade (anomalias fetais) e mutagenicidade.


Fonte: Revista Globo Rural

 
Posted By Ercilia
 

Quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Painel contra UE

O presidente da União Brasileira de Avicultura (Ubabef), Francisco Turra, entrega hoje ao Ministério de Relações Exteriores um pedido de abertura de painel na Organização Mundial do Comércio (OMC) contra a União Europeia (UE). O objetivo é questionar a validade da nova legislação implantada pela UE com relação à carne fresca de frango e suas preparações, considerada protecionista.


Fonte: Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Quinta-feira, 12 de agosto de 2010

As exportações brasileiras do agronegócio renderam US$ 7,329 bilhões em julho, segundo dados da Secex compilados pelo Ministério da Agricultura. Na comparação com o mesmo mês de 2009, o aumento foi de 16,6%.Soja, açúcar e álcool, carnes e produtos florestais puxaram os embarques do setor no mês, como tradicionalmente acontece. Com o resultados, nos primeiros sete meses do ano, as vendas ao exterior atingiram US$ 42,302 bilhões, 12,1% acima do montante de igual intervalo do ano passado.Na comparação entre os meses de julho de 2009 e 2010, as importações, puxadas pelo salto de 34,1% nas compras de trigo, subiram 42%.


Fonte: Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Quinta-feira, 12 de agosto de 2010

O valor bruto da produção ("da porteira para dentro") das 20 principais culturas agrícolas do país deverá alcançar R$ 161,104 bilhões em 2010, de acordo com estimativas divulgadas ontem pelo Ministério da Agricultura.O montante total é praticamente o mesmo projetado no mês passado para este ano, e representa uma queda de 0,36% na comparação com o resultado de 2009, apesar de a produção recorde de grãos colhida na safra 2009/10 ter sido 8,8% maior que na temporada anterior. Em relação ao VBP recorde de 2008, o valor previsto para este ano é quase 5% menor.A tabela acima mostra que a soja, apesar de um recuo de 2% na comparação com 2009, segue como o carro-chefe do campo nacional também no que se refere ao VBP. A oleaginosa também lidera a safra de grãos e as exportações do setor. As baixas no VBP de arroz e feijão explicam a baixa geral.


Fonte: Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Produtor de leite teme "avalanche uruguaia"

Uma avalanche de leite importado do Uruguai poderá chegar ao Brasil no fim deste ano, quando começar a safra, segundo avaliação de dirigentes das federações de agricultura de Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Goiás, que se reuniram ontem em Belo Horizonte. Reunidos, eles respondem por 68% da produção brasileira.Segundo os dirigentes, o câmbio atual torna o custo de produção de leite brasileiro em dólar um dos mais altos do mundo, o que desestimula as exportações e torna atraente importar.De acordo com os produtores, em março, pouco depois de sua posse, o presidente uruguaio José Mujica conseguiu do governo brasileiro um acordo que permite a livre entrada de leite do Uruguai no país, em troca do mercado uruguaio de aves. A proximidade do fim do governo Lula dificultou uma reação política dos produtores brasileiros.O então ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, que havia conseguido impor restrições às importações, desincompatibilizou-se para disputar as eleições e seu substituto, Wagner Rossi, deve ficar no cargo apenas por poucos meses."Não tivemos resposta da nota técnica que enviamos em maio sobre o tema. O que a gente gostaria é que houvesse uma cota para a importação do leite uruguaio, como existe em relação ao da Argentina. Pelo menos estamos tentando trazer esta discussão à tona. Este ano está demais", comentou o presidente da comissão de pecuária de leite da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), Rodrigo Sant Anna Alvim, produtor na zona da mata mineira. O preço do leite entrou em queda em plena entressafra . Segundo levantamento da CNA, o preço médio pago ao produtor por litro em julho foi de R$ 0,72, abaixo do registrado para o mesmo mês em 2009 (R$ 0,82), 2008 (R$ 0,76) e 2007 (R$ 0,82). Mas em dólar, é um patamar próximo de US$ 0,40, cerca de 25% mais alto do que o registrado no Uruguai e na Argentina.As importações têm subido de maneira consistente: foram de US$ 152,7 milhões em 2007 para US$ 213,1 milhões em 2008; US$ 264,8 milhões no ano passado e US$ 175,1 milhões apenas no primeiro semestre deste ano. A importação de soro de leite em julho atingiu 4,4 mil toneladas, totalizando 19 mil toneladas no semestre. Isso mesmo com o crescimento da produção deste ano, que subiu 5,3% no primeiro trimestre. Não há dados consolidados do segundo trimestre.Sem grandes perspectivas de uma ação governamental sobre o tema este ano, os produtores por outro lado não temem a tendência de concentração do setor.A possível fusão da cooperativa Itambé com outras três centrais cooperativas, a Minas Leite a Centroleite, de Goiás, e a Confepar, do Paraná, formando uma nova indústria do leite é vista como positiva. "Sozinha, a Itambé não tem escala para ser uma protagonista de mercado e se esta nova indústria sair, isto representa o nascimento de uma gigante", comentou Alvim.Para ele, a saída de uma das cooperativas que inicialmente estava nas negociações, a Cemil, deve acelerar as conversas e viabilizar a criação da megacooperativa ainda este ano. "Se isto ocorrer, será muito interessante porque pode viabilizar o surgimento de novas fábricas, dando sinergia a unidades fortes na captação , como é o caso da Centroleite", afirmou Marcelo Martins, da Federação da Agricultura de Goiás (Faeg), referindo-se a uma das cooperativas que participa da negociação.


Fonte: Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Estimativa é que 15 indústrias precisariam de R$ 2,5 bilhões para se reerguer


O governo avalia socorrer frigoríficos de carne bovina de médio porte debilitados por dificuldades financeiras derivadas da crise econômica global. Ao menos 15 indústrias precisariam da injeção de R$ 2,5 bilhões de capital por meio de uma nova linha de crédito oficial, apurou o Valor. Algumas dessas empresas já entraram em recuperação judicial e outras ainda buscam saídas para evitar um recurso à Justiça.Uma solução costurada nos bastidores aponta para a fusão desses frigoríficos em um ou dois grupos que concorreriam com JBS, Marfrig e Brasil Foods. Além disso, qualquer crédito estatal seria "carimbado" para garantir o pagamento das dívidas com pecuaristas (estimadas em R$ 800 milhões) e instituições financeiras, além do capital de giro necessário para tornar viáveis a nova operação.A ação do governo também obrigaria as empresas a profissionalizar sua gestão. Antes resistentes a ceder o controle de suas empresas, todos os industriais se mostram favoráveis à união patrocinada pelo governo. A fatia dos novos sócios no futuro grupo seria equivalente ao patrimônio e ao endividamento atuais de cada empresa.O assunto entrou no radar do governo nesta semana em conversas reservadas da indústria com alguns ministros. E foi levado à reunião ministerial com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo ministro da Agricultura, Wagner Rossi. Representante da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) esteve ontem com Rossi e o ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge, para reforçar o pedido de socorro. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, já foi informado do situação.A situação financeira dos frigoríficos tem piorado desde a imposição de restrições da União Europeia à venda de carne brasileira, em 2007. Depois, a crise internacional fez secar linhas de crédito antes fartas e baratas. O mau momento pegou as empresas alavancadas, com altos investimentos, margens apertadas e com capital de giro rarefeito. Em 2009, as exportações sofreram um tombo de US$ 1 bilhão. Com planos de crescimento frustrados, as indústrias alegam ter ficado sem condições de quitar as pesadas dívidas e com uma capacidade ociosa que beira 30%. Neste ano, as vendas externas devem estacionar nos mesmos US$ 5 bilhões de 2009.Os frigoríficos médios reclamam apoio do governo e apontam como desequilibrada a atuação do BNDES no setor. Criticam o que chamam de "Carnebrás", patrocinada com dinheiro público. Nas conversas de bastidor, o governo tem defendido de forma intransigente a estratégia do banco estatal de concentrar o foco em JBS e Marfrig. Mas admite ter faltado uma ação mais sistêmica de ajuda ao setor, sobretudo para pequenas e médias indústrias.Uma linha de R$ 10 bilhões foi lançada no início de 2009 para tentar ajudar as agroindústrias, inclusive frigoríficos. Mas o nível de exigência em garantias reais e a alta taxa de juros de 11,25% ao ano (mais "spreads") impediram algumas empresas de emprestar os recursos. Apenas R$ 6,4 bilhões foram desembolsados e, segundo o governo, metade do dinheiro destinado a frigoríficos acabou nas mãos de JBS e Marfrig.Executivos que acompanham as negociações com os ministros avaliam que a demanda foi recebida com boa vontade pelo governo. Parte da equipe do presidente Lula avalia que a situação é realmente difícil. O cenário econômico tampouco é animador, segundo esses relatos. A crise na UE e a forte pressão política interna para barrar a carne brasileira no bloco seguem uma trava importante para a superação da restrição de demanda. Os sinais de desaceleração nos EUA e na China também reforçaram a sensação de urgência na ação do governo. Por fim, questões operacionais no Irã e barreiras não-tarifárias na Rússia dificultam uma retomada das exportações.Mas a questão que mais angustia uma parcela do governo é o impacto social de uma quebradeira generalizada no setor. Os empresários fizeram chegar ao governo que estão em jogo 80 mil empregos diretos nos médios e pequenos frigoríficos. Além disso, o Ministério da Agricultura está preocupado com os efeitos de um calote das indústrias na atividade pecuária.O domínio de JBS e Marfrig sobre o mercado não interessa ao governo porque esse seria o caminho mais curto para uma ampla crise de renda na pecuária via depressão de preços. O governo lembra dos impactos da crise da Parmalat no setor leiteiro, em 2004, que deixou milhares de pequenos produtores sem ter para quem vender e deprimiu os preços do leite.


Fonte: Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Surpreendida pela forte retração de preços de açúcar e álcool em 2008 - e, em seguida, pela crise de crédito mundial -, o grupo Zanin, com sede em Araraquara (SP), deu o pontapé inicial em uma reestruturação que passa por alongamento de dívidas e profissionalização de sua gestão, que até então tinha a missão quase impossível de lidar com mais de 40 sócios da segunda e da terceira gerações da família controladora, a Zanin.A usina, que reestrutura dívidas de cerca de R$ 200 milhões, segundo estimativas de mercado, colocou à venda seu projeto "greenfield" localizado em Prata, cidade pertencente à região do Triângulo Mineiro (MG). O ativo está avaliado pela empresa em cerca de R$ 150 milhões."Vamos mudar o perfil das dívidas. Atualmente estão 60% no curto prazo. Queremos baixar esse percentual para 30%", diz José Cirillo, superintendente do grupo Zanin. Há 90 dias na empresa, ele foi um dos profissionais do mercado contratados para assumir a gestão da empresa. "Estamos implantando um processo de governança. Os cotistas vão eleger um conselho que vai buscar três diretores para gerir o grupo", afirma o executivo.A unidade de Araraquara tem capacidade para moer 2,8 milhões de toneladas de cana e produz açúcar e álcool. O greenfield de Prata, informa Cirillo, está 40% construído e terá capacidade para processar 1,5 milhão de toneladas na primeira fase produzirá apenas álcool.


Fonte: Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Em pouco mais de duas semanas começa mais uma temporada de corte de cana no município de Pedras de Fogo, 65 quilômetros ao sul de João Pessoa, capital da Paraíba. Pelo segundo ano consecutivo, os trabalhadores da usina Giasa, comprada em 2007 pelo grupo francês Louis Dreyfus, assistirão à performance de uma máquina com capacidade de colher 700 toneladas de cana por dia.Em pleno desenvolvimento no Centro-Sul do país, a colheita mecanizada ainda engatinha no Nordeste, onde a irregularidade dos terrenos dificulta a operação das máquinas. Apesar disso, a substituição dos cortadores já é uma realidade e deve continuar avançando em ritmo acelerado na região.Presidente do Sindicato da Indústria de Fabricação de Álcool do Estado da Paraíba (Sindalcool), Edmundo Coelho Barbosa observa que, hoje, apenas 5% do corte de cana do Nordeste é feito por máquinas. Em cerca de oito anos, estima o dirigente, poderá chegar a 50%. Na Paraíba, beneficiada por terrenos mais planos, a mecanização poderá atingir até 80% no mesmo intervalo. "Na safra 2010/11, chegaremos aos 15%", diz.O corte mecanizado, contudo, é apenas mais uma das muitas tarefas a serem cumpridas pelas usinas do Nordeste na busca por ganhos de eficiência. Hoje, os canaviais da região rendem, em média, algo em torno de 60 toneladas por hectare, um terço menos do que no Centro-Sul, onde o volume gira ao redor de 90 toneladas na mesma área.Em contrapartida, a região conta com importante vantagem geográfica. A proximidade entre as usinas e os portos pode ser um diferencial importante na concorrência pelo mercado externo. Segundo Barbosa, o preço para se embarcar álcool no Porto de Suape, em Pernambuco, é quase 60% inferior ao praticado em Santos, por exemplo. "No caso do açúcar, é quase quatro vezes menor", diz.Ainda assim, o Nordeste tem uma operação bem menos eficiente, o que exige uma operação mais enxuta. "Aqui é preciso encontrar não um, mas todos os caminhos para a redução de custos", afirma o presidente do Sindalcool. Além disso, ele sugere maior cooperação entre as usinas, como, por exemplo, para a compra conjunta de insumos. "Em Alagoas isso já está sendo posto em prática por meio de cooperativas. Gera uma redução de custos excepcional", conta.Em Pedras de Fogo, que tem a Giasa como principal atividade econômica, a racionalização feita pela Dreyfus desagradou a parte da população. O chefe de gabinete da prefeitura, Manoel Virgolino dos Santos, diz ter ouvido queixas sobre as demissões e terceirizações realizadas pelo grupo francês.Os comerciantes locais afirmam que a reestruturação feita pela Dreyfus afetou negativamente a economia da região. "Eles deixaram de contratar pessoas daqui, e o movimento caiu bastante", conta Joaquim Trajano, diretor da Câmara de Dirigentes Lojistas de Itambé (PE), município vizinho a Pedras de Fogo. O órgão representa os comerciantes das duas cidades.Segundo o presidente do Sindalcool, houve, de fato, uma profunda racionalização nos custos da Giasa, que até 2007 pertencia ao grupo pernambucano Tavares de Melo. A mudança, necessária na visão de Barbosa, desagradou não só a moradores e comerciantes, mas também a fornecedores da usina."Anteriormente os fornecedores iam lá e falavam direto com o dono da empresa. Podiam conseguir alguma facilidade, às vezes ficavam devendo. Agora já não há mais a figura do dono, mas sim de profissionais perseguindo metas", conta Barbosa.Entre as principais medidas adotadas pela empresa, diz o presidente do Sindalcool, está o alinhamento na gestão das duas usinas localizadas no Nordeste. As plantas de Pedras de Fogo e de Goianinha (RN) passaram a ser administradas pela mesma equipe de profissionais, o que acarretou redução de quadros e de custos.Funcionário da Giasa há 36 anos, o almoxarife Luciano João se diz satisfeito com os novos patrões. "Para mim até melhorou, por causa do plano de saúde, que eu não tinha. Mas para a maioria piorou, por causa de demissão e terceirização", conta.Segundo Barbosa, a Dreyfus já teria se movimentado no sentido de fazer novas compras de usinas no Nordeste. Procurada, a empresa preferiu se manifestar por meio de comunicado, pelo qual informa que o aumento da produtividade da usina Giasa tem criado "mais oportunidades de trabalho". A Dreyfus informou ainda que está investindo na mecanização da colheita mo município e que mantém aportes regulares em programas de educação, treinamento, saúde e segurança do trabalho, além de outras ações sociais.


Fonte: Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Primeira cultura em larga escala a ser implantada no Brasil, ainda no período colonial, a cana-de-açúcar teve por muitas décadas seu auge nos feudos nordestinos. O declínio começou com as descobertas de minérios na região hoje chamada de Sudeste, e aprofundou-se com as diversas crises enfrentadas pelo segmento ao longo das últimas décadas.Dos centenários grupos sucroalcooleiros do Nordeste, alguns conseguiram, ainda que com dificuldade, passar pela "seleção natural" do mercado. Entre os maiores estão o Coruripe, que tem origem e sede em Alagoas e outras três usinas em Minas Gerais, e o grupo também alagoano Carlos Lyra que, entre outros problemas, teve uma de suas usinas, a Lajinha, inundada pelas águas do dilúvio que atingiu o Nordeste neste ano e que prejudicou boa parte da safra regional de cana-de-açúcar.Há, ainda, as unidades do grupo do senador João Lyra, em recuperação judicial, além dos pernambucanos Santo Antônio e Olhos DÁgua. A francesa Louis Dreyfus já tem unidades na Paraíba e no Rio Grande do Norte.Somente em Pernambuco, o setor já teve 700 mil hectares cultivados com cana, ante os 400 mil atuais, conta Renato Cunha, presidente do Sindicato das Indústrias de Açúcar e Álcool do Estado (Sindaçúcar). Maior Estado canavieiro do Nordeste, Pernambuco lidera o projeto para resgatar a competitividade da região. O trabalho busca variedades mais produtivas e o desenvolvimento de máquinas de colher cana em áreas de maior declive. "O potencial é para reduzir custos de produção na ordem de 20% a 30% no médio prazo", afirma Cunha


Fonte: Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Custo logístico 40% menor e preço mais elevado do açúcar justificam a atratividade da região


Depois do forte movimento de consolidação no segmento sucroalcooleiro no Sudeste do país e da onda de construção de usinas no Centro-Oeste, investidores agora garimpam no Nordeste novas oportunidades de negócios com açúcar e álcool.Até agora relegada pela maioria dos grandes grupos em expansão na área, a região tem na logística um diferencial considerável para atrair novos projetos e aportes. Para eventuais aquisições, pesa o fato de os preços dos ativos industriais nordestinos serem, em média, 20% menores do que no Sudeste. Também a possibilidade de criação de companhias maiores a partir de parcerias regionais está na mira de players do ramo.Nesse contexto, diz Marco Gonçalves, diretor de fusões e aquisições do BTG Pactual, negociações para fusões e aquisições já estão em andamento no Nordeste. Ele não revela detalhes, mas diz que "há três ou quatro grupos, que reúnem capacidade de moagem de cana equivalente a algo como 25 milhões a 30 milhões de toneladas, que são interessantes para grupos que querem se expandir no Nordeste". Com 73 usinas, a região tem capacidade para moer 75 milhões de toneladas de cana por safra, o que significa cerca de 11% da capacidade nacional.Mas há gargalos crônicos que ainda deixam alguns possíveis investidores com o pé atrás, e alguns deles são bem conhecidos: baixa produtividade agrícola, terrenos mais íngremes e de difícil mecanização e um ciclo vicioso que ajudou a formar um segmento que, de forma geral, usa pouca tecnologia em relação ao Centro-Sul.Daí a importância, para os investidores, do fator logístico. As taxas de elevação (carregamento no navio) de açúcar nos portos, por exemplo, são de US$ 7 por tonelada nos portos do Nordeste, ante US$ 11,50 em Santos, segundo levantamento da consultoria Datagro. Além disso, afirma Plínio Nastari, presidente da Datagro, os gastos com frete são bem menores."Enquanto uma usina na região de Ribeirão Preto [SP] tem que despender R$ 60 por tonelada transportada até o porto de Santos, as distâncias menores entre usina e portos no Nordeste fazem com que os gastos com frete fiquem em R$ 16 a tonelada". Pedro Robério de Melo Nogueira, presidente do Sindicato de Açúcar e Álcool de Alagoas, informa que, na média, as usinas do Estado ficam a 60 quilômetros da região portuária - distância que, em São Paulo, supera 200 quilômetros. "Há usinas que estão a 30 quilômetros do litoral, e não precisam sequer gastar com armazenamento no porto", diz.Esses custos menores têm compensado o rendimento agrícola inferior de muitos dos produtores nordestinos. "Além disso, para muitos destinos externos, o frete marítimo é menor a partir do Nordeste, o que redunda em menos custos. São estes os principais motivos que fazem a região ser competitiva internacionalmente", afirma Nastari.Outro ponto importante é que, historicamente, os preços do açúcar no mercado interno nordestino são bem superiores aos registrados no Sudeste. Com exceção de parte de dezembro, em todos os outros 11 meses do ano o preço da saca de 50 quilos do açúcar cristal é mais alto no Nordeste do que em São Paulo (Indicador Cepea/Esalq), segundo levantamento da consultoria FCStone com base em preços dos últimos cinco anos. Em junho, julho e agosto, a diferença chega a R$ 10 por saca, com a saca valendo R$ 44 em Pernambuco e R$ 34 em São Paulo.Conforme Gonçalves, do BTG Pactual, para aproveitar as vantagens e diluir os problemas, os investidores interessados no Nordeste procuram grupos locais que tenham escala maior, entre 3 milhões e 4 milhões de toneladas de capacidade, e nos quais possam assumir o controle mesmo sem 100% do negócio.A escala ainda é um problema na região. Segundo levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a capacidade média de moagem das usinas do Nordeste é de 790,8 mil toneladas por safra, ante a média de 1,6 milhão das usinas do Centro-Sul. No entanto, as consolidações regionais vêm sendo estudadas justamente para driblar essa dificuldade e aumentar a atratividade dos ativos nordestinos.


Fonte: Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Quarta-feira, 11 de agosto de 2010
"Soja louca"

Em encontro promovido pela Embrapa para discutir as origens da "soja louca", o pesquisador Durval Dourado Neto da Esalq apontou como possíveis causas da doença o estresse provocado pelo ambiente ou fatores biológicos da planta. A doença, que já foi identificada em Mato Grosso e ainda tem origem desconhecida, provoca deformações nas vagens, apodrecimento e redução do número de grãos, além de escurecimento das folhas e abortamento das flores da soja.


Fonte: Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Quarta-feira, 11 de agosto de 2010

A fusão entre Merial e Intervet começa a ganhar forma no cenário global. Apesar de no Brasil os principais executivos estarem impedidos de conceder entrevistas sobre este e qualquer outro assunto sobre negócios e resultados das companhias, já está certo que a nova empresa que se forma chamará Merial-Intervet e terá como presidente Raul E. Kohan, atual presidente global da Intervet/Schering-Plough. Ele assumirá o posto assim que as autoridades regulatórias, principalmente americana e europeia, aprovarem a joint venture anunciada no início do ano. A expectativa é que os primeiros pareceres dos órgãos reguladores comecem a ser dados a partir do primeiro trimestre de 2011. A disputa pelo cargo na nova empresa ocorria com o brasileiro José Barella, atual presidente mundial da Merial, que fica em sua posição até que a transação seja concluída. A escolha no futuro presidente da maior empresa de saúde animal do mundo foi feita por suas controladoras, Merck e Sanofi-Aventis.


Fonte: Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Quarta-feira, 11 de agosto de 2010
"Soja louca"

Em encontro promovido pela Embrapa para discutir as origens da "soja louca", o pesquisador Durval Dourado Neto da Esalq apontou como possíveis causas da doença o estresse provocado pelo ambiente ou fatores biológicos da planta. A doença, que já foi identificada em Mato Grosso e ainda tem origem desconhecida, provoca deformações nas vagens, apodrecimento e redução do número de grãos, além de escurecimento das folhas e abortamento das flores da soja.


Fonte: Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Benefício concedido a exportadores poderá ampliar o fosso entre os grandes e os médios grupos


A Receita Federal criou uma nova regra para ressarcir custos, despesas e encargos pagos por exportadores que deve ampliar o fosso entre grandes e médios frigoríficos. A Instrução Normativa nº 1.060 autorizou a antecipação, em até 30 dias, de 50% dos créditos de PIS-Cofins em espécie. A política é uma forma de incentivar as vendas ao exterior.Os frigoríficos exportadores estimam ter direito a receber R$ 800 milhões em ressarcimentos de PIS-Cofins, mas as pequenas e médias indústrias dedicadas ao mercado interno protestam contra o que consideram "mais um subsídio" do governo aos grandes empresários do setor."É mais um subsídio com outro mecanismo além dos empréstimos do BNDES. Isso deixa o grande ainda maior, mas contempla e alimenta o gigantismo no setor. O pequeno continua a ser esmagado", afirma o presidente da Associação dos Frigoríficos do Estado de Mato Grosso do Sul (Assocarnes), João Alberto Dias. Quem opera no mercado interno também teve benefícios. Após cinco anos de debates, a Receita desonerou essas indústrias do pagamento de PIS-Cofins. "Nós tivemos esse alívio de não pagar, mas eles têm, além disso, um prêmio que não tem a mesma escala em nenhum lugar do mundo", diz.A Associação das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) defende a medida. "Já tínhamos uma regra, a IN 977, que regulamentou a Lei nº 12.085. Para nós, muda pouca coisa", diz o diretor-executivo Otávio Cançado. "Na verdade, o governo está parcelando sua dívida. Antes, ele creditava 50% em 90 dias, mas não cumpria. Se cumprir agora, está ótimo", diz o executivo da Abiec. Os exportadores afirmam que o antigo crédito presumido do PIS-Cofins sobre faturamento "era lento" e voltado para compensar impostos. Agora, poderão receber em espécie.Os debates sobre o ressarcimento começaram há cinco anos. Grandes e médios queriam mais benefícios. A solução da Receita foi rearrumar os incentivos dentro da cadeia. Desonerou de PIS-Cofins os frigoríficos de mercado interno e reduziu, de 60% para 50%, o crédito dos exportadores. Para compensar, restringiu a 40% o crédito de PIS-Cofins a distribuidores, supermercados e redes de varejo. Esse rearranjo custou R$ 140 milhões aos cofres do Tesouro Nacional.Mas os pequenos e médios frigoríficos acusam o governo de fomentar as desigualdades. "Isso fugiu ao propósito que o governo vinha apregoando, tornou tudo conflitante. E só jogou o problema para frente", diz João Alberto Dias.Para ter direito ao ressarcimento, os frigoríficos, que devem ter 30% de suas receitas atreladas à exportação, terão que atender várias exigências da Receita, a principal delas é não ter registrado indeferimento acima de 15% de seus pedidos anteriores de ressarcimento.


Fonte: Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Quarta-feira, 11 de agosto de 2010

O Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal (Sindirações) promove, entre os dias 30 de agosto e 3 de setembro, os cursos de Boas Práticas de Fabricação (BPF) e Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle (APPCC) em Londrina/PR.Os treinamentos de 40 horas de duração são voltados a profissionais de indústrias de alimentos da região, cumprindo o papel do Sindirações como disseminador de informações para o setor de alimentação. O objetivo do treinamento é compreender todos os temas relacionados à qualidade e segurança alimentar na produção de alimentos exigidos pela legislação.O curso Boas Práticas de Fabricação tem como objetivo preparar os associados para as auditorias de certificação do Programa Específico da entidade, ressaltando a importância da prevenção na fabricação de produtos seguros. O treinamento também fornecerá os conceitos e benefícios de BPF, além de capacitar os participantes a implantar, monitorar e promover auditorias internas dos programas de qualidade na empresa.O treinamento utilizará os princípios definidos na Instrução Normativa 4 de 23 de fevereiro de 2007 e no Manual do Programa Feed & Food Safety – Gestão do Alimento Seguro (Sindirações).


APPCC


Uma das técnicas preventivas mais utilizadas para a gestão da segurança dos alimentos, a Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle (APPCC) tem sido exigido por várias regulamentações internacionais e é o principal tema para a certificação do Nível 2 pelo Programa Feed & Food Safety.Este treinamento visa preparar os participantes para a confecção dos Planos de APPCC e a implementação da técnica, por meio de exposições teóricas, exercícios supervisionados e dinâmicas de grupo.O treinamento será realizado levando-se em conta os princípios definidos no Codex Alimentarius, regulamentação nacional e Manual do Programa Feed & Food Safety.


Informações e Ficha de Inscrição: www.sindiracoes.org.br


Fonte: Assessoria Sindirações

 
Posted By Ercilia
 

Quarta-feira, 11 de agosto de 2010

O governo chinês, através do Centro Nacional de Informações de Grãos e Óleos (CNGOIC sigla em Inglês), informou nesta terça-feira (10/08) que as importações de soja do país asiático chegaram a 4,95 milhões de toneladas no mês de julho. Trata-se do segundo maior recorde mensal da história, ficando apenas atrás do mês de junho deste ano.A China aumentou suas importações da oleaginosa, devido à ampliação de sua capacidade de processamento do grão, tanto para a fabricação de óleo, quanto para a elaboração do farelo de soja, utilizado na alimentação de animais.De acordo com o Pequim, as compras externas de soja nos primeiros sete meses de 2010 subiram em média 16%, o equivalente a um montante de 30 milhões de toneladas.Fontes ligadas ao CNGOIC afirmam que o órgão estima que para o mês de agosto, as importações da oleaginosa devem chegar a 4,5 milhões de toneladas. Ainda de acordo com a entidade, no mês de julho, a China adquiriu 620 mil toneladas de óleos vegetais.


Fonte: Complexo Soja

 
Posted By Ercilia
 

Quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Feito em Cascavel/PR e apresentado em dissertação do mestrado em Biotecnologia Aplicada à Agricultura, chamou a atenção de profissionais da área e é preparado agora para publicação


Os projetos de pesquisa da Universidade Paranaense – UNIPAR têm recebido destaque não só em eventos universitários, como também nos de grandes organizações nacionais. Os bons resultados devem-se ao esforço dos alunos e empenho dos professores e Instituição, na busca do estímulo à consciência científica.Exemplo é o mais novo resultado comemorado na ala da pós-graduação. A acadêmica Patrícia Chapla, orientada pelo professor doutor Ivan Schuster, encerrou um experimento que gerou dissertação no mestrado em Biotecnologia Aplicada à Agricultura da UNIPAR. Com duração de um ano, o objetivo foi validar [uma vez que este método já se encontra descrito na literatura internacional] o método de seleção para o potencial de panificação das cultivares de trigo, a partir da análise de uma ou de poucas sementes, sem a necessidade de obter a farinha.O estudo foi feito na Coodetec (Cooperativa Central de Pesquisa Agrícola), em Cascavel. "As cultivares de trigo foram produzidas em Palotina, em duas épocas de plantio, e em Cascavel. As sementes obtidas foram enviadas ao moínho para obtenção da farinha e avaliação da qualidade dessa farinha pelos métodos oficiais. Uma pequena quantidade de sementes foi enviada para o Núcleo de Biotecnologia da Coodetec, onde foram realizadas as análises da composição de gluteninas", explica a mestre.Ela conta que já se preparava com antecedência para elaboração do projeto, com revisão de artigos e organização de dados. "Com o acompanhamento do meu orientador, dediquei dois anos nas pesquisas necessárias... buscávamos dados que ainda não tínhamos, então tivemos que fazer muitos testes de protocolos para ver se poderíamos continuar com o projeto", explica. "Acredito que o que fiz tem fundamental importância", completa.Schuster confirma. "O trabalho atingiu os objetivos. A técnica foi validade e passou a fazer parte dos processos de seleção do programa de melhoramento de trigo da Coodetec", informa, destacando que isso demonstra a aplicabilidade do método e também demonstra que a pesquisa científica pode gerar tanto produtos como processos."Neste caso, a pesquisa validou um processo e este processo passou a ser usado para melhorar a eficiência do programa de pesquisa de trigo de uma empresa", orgulha-se o professor. Ele adianta ainda que o artigo referente à dissertação já está sendo preparado para publicação."A experiência foi incrível! Acho que todas as pessoas que fazem a pós-graduação esperam contribuir, de alguma maneira, para a sociedade. Comigo não foi diferente. Aprendi muito com todos os professores, com a equipe de trabalho da Coodetec; enfim, foi gratificante desenvolver a pesquisa, pois me abriu muitas oportunidades de expandir meus conhecimentos", arremata Patrícia.


Processo Científico


De acordo com o professor doutor Ivan Schuster, a variação nos tipos de gluteninas e gliadinas (proteínas do glútem), presentes nos grãos de trigo, define a aptidão da farinha para a panificação: "Esta variação na composição das gluteninas é definida pela constituição genética das variedades. Algumas variedades possuem genes que atribuem maior aptidão para produzir farinhas para panificação, enquanto outras possuem genes que dão mais aptidão para a confecção de biscoitos, por exemplo".No trabalho realizado, as subunidades de gluteninas de alto peso molecular (aquelas que estão relacionadas com a qualidade da farinha para a panificação), foram separadas e identificadas em gel e, com base na constituição destas proteínas, a qualidade do trigo foi predita. "As variedades de trigo usadas no estudo foram cultivadas em três ambientes diferentes (locais e épocas de cultivo) e, após a colheita, obteve-se a farinha dos grãos que foi avaliada da forma convencional, no moinho de trigo, para verificar sua aptidão para panificação", explica.Schuster explica ainda que os resultados das análises de proteína, feitas a partir dos grãos de trigo, e das análises de qualidade, feitas a partir da farinha no moínho, foram comparados para verificar/validar a acurácia da predição do potencial da qualidade de panificação de uma variedade de trigo a partir da análise de poucos grãos.Por meio dos resultados das análises da qualidade da farinha, realizado no moínho pelos métodos oficiais, foi possível observar que algumas variedades produziam farinhas com bom potencial para panificação em um ambiente de cultivo, mas não em outros, enquanto outras variedades sempre apresentavam bom potencial para panificação, independente do local de cultivo."Estas cultivares que sempre apresentavam as melhores qualidades de panificação, independente do ambiente de cultivo, apresentavam também a constituição de proteínas que está relacionada com alta qualidade de panificação, enquanto que as cultivares que apresentavam composição de proteínas associadas com a baixa qualidade de panificação, apresentavam maior instabilidade na qualidade de proteína quando avaliadas pelos métodos oficiais, com amostras de diferentes locais", ratifica Schuster.Com este experimento, segundo Schuster, foi possível confirmar que a composição das gluteninas de alto peso molecular pode ser utilizada para prever a estabilidade do potencial de panificação da farinha obtida pelas cultivares de trigo: "Com isso, é possível avaliar o potencial da qualidade de panificação das cultivares de trigo através da avaliação de poucas sementes (até mesmo de uma única semente), sem a necessidade de obter a farinha. Isso torna possível selecionar plantas com alto potencial para qualidade de farinha nos programas de melhoramento enquanto ainda não há grãos suficientes para produzi-la".


Fonte: Assessoria UNIPAR - Universidade Paranaense

 
Posted By Ercilia
 

Quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Propriedades rurais interessadas no mercado de compensações ambientais serão auditadas. Ativos serão avaliados e colocados à disposição de interessados em compensar as emissões de suas atividades


O setor agropecuário de Mato Grosso, conhecido internacionalmente por seus passivos ambientais, anunciou que pretende se tornar "exportador" de florestas, rios, áreas de reserva legal e de preservação permanente.Entidades como a Famato (Federação da Agricultura e Pecuária) e a Fiemt (Federação das Indústrias) lançaram na última semana uma bolsa de ativos ambientais que irá cadastrar, auditar e certificar propriedades rurais interessadas no mercado de compensações ambientais.Os ativos de cada área serão avaliados a partir de parâmetros internacionais, diz Ricardo Arioli, diretor-executivo do Instituto Ação Verde, Oscip (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) ligada à Famato que irá se encarregar da certificação.Ao final do inventário, os créditos serão colocados à disposição de quem quer compensar as emissões de suas atividades econômicas."Será uma plataforma de negócios. Uma empresa que utiliza carvão mineral nos EUA, por exemplo, poderá comprar ativos originados em uma fazenda de Mato Grosso", diz Arioli.Segundo ele, o inventário não irá calcular o potencial de áreas de mata preservadas. Fatores como a biodiversidade e a "pegada hídrica" de cada propriedade também serão contabilizados e convertidos em créditos."Existem metodologias para calcular a contribuição de uma área de mata ciliar preservada para a disponibilidade de água em determinada região. Esse serviço ambiental pode se transformar em crédito", diz.As primeiras áreas a serem cadastradas serão 1.234 pequenas propriedades ribeirinhas que participam de um programa de recuperação das margens do rio Cuiabá.Arioli diz que Mato Grosso tem ativos ambientais suficientes para suprir com folga a demanda estadual. "Ao contrário do que costuma ser dito, temos mais ativos do que passivos."


NOVAS PRÁTICAS


O ambientalista Laurent Micol, coordenador-executivo da ONG ICV (Instituto Centro de Vida), disse que avalia a proposta apenas como "uma intenção positiva". "Na prática, o mercado de serviços ambientais ainda não existe. Não há compradores em grande escala e falta definir a regulamentação sobre o que pode e o que não pode ser contabilizado."


Fonte: Folha de S.Paulo

 
Posted By Ercilia
 

Quarta-feira, 11 de agosto de 2010

A usina de biodiesel da Grupal Agroindustrial S/A será inaugurada sábado (14), às 8:30h. O empreendimento foi é considerado o 5º maior do Estado, no gênero, e teve investimentos de R$ 12 milhões (recursos próprios), do grupo presidido pelo empresário Paulo Alves Palhano. Construído às margens da BR-163 (saída para Lucas), foi autorizado pela Agência Nacional do Petróleo -ANP- e passou a operar desde julho. A montagem da usina começou em fevereiro de 2009 e foi concluída em maio passado, usando tecnologia de ponta. Tem capacidade de produção de 200 mil litros/dia e armazenar 1 milhão de litros. Emprega cerca de 40 funcionários nás áreas técnica, operacional e administrativa. A capacidade de produção pode chegar a 65 milhões de litros/ano, com média mensal de 6 milhões de litros.Toda a produção de biodiesel está sendo vendida para Petrobrás que faz a mistura com óleo diesel, atendendo a lei exigindo percentual obrigatório de 5% de mistura de biodiesel. "É uma usina com capacidade para faturar R$ 120 milhões/ano. O litro de biodiesel é vendido, atualmente, a R$ 2", explicou, ao Só Notícias, o diretor de Fomento e Desenvolvimento da Grupal, Otaviano Muniz de Melo Junior. "A princípio, como todas unidades, estamos vendendo para a Petrobrás. Depois, o governo vai indicar outros consumidores", emendou.A matéria prima utilizada é óleo de soja degomado, óleo de caroço de algodão e óleo de girassol, bem como sebo animal. Parte vem de Sinop e cidades da região. "A definição por Sorriso foi pelo forte potencial de fornecimento de matéria prima e também pela tradição da Grupal que tem seus negócios em Sorriso e região, na setor armazenagem e corretora de grãos", acrescenta Otaviano. A matéria prima é transportada até Cuiabá, onde a Grupal arrendou uma esmagada. O óleo é extraído e vai a Sorriso para ser transformado em biodiesel. O farelo de soja é enviavo para o Porto em Paranaguá (PR).O governador Silval Barbosa e o diretor de Biocombustível do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Marcos Dias Leite, devem estar na solenidade de inauguração.A Grupal Agroindustrial faz parte do grupo Grupal, que atua em Mato Grosso nos setores de armazenagem de grãos e com corretora.


Fonte: Só Notícias

 
Posted By Ercilia
 

Quarta-feira, 11 de agosto de 2010

As vendas internacionais do agronegócio, em julho, seguiram a tendência apontada no mês anterior, com aumento expressivo dos embarques do complexo sucroalcooleiro (44,3%) e carnes (22,4%). A balança comercial do setor, divulgada nesta quarta-feira (11), mostra que as exportações totalizaram US$ 7,329 bilhões, representando crescimento de 16,6% em relação ao mesmo período de 2009. As importações aumentaram 42%, chegando a US$ 1,13 bilhão. Com isso, o superávit do comércio de produtos agropecuários foi de US$ 6,198 bilhões, 12,87% superior ao registrado no mesmo mês do último ano.Outros produtos que alavancaram as exportações no último mês foram os florestais (21,9%), café (32,4%), couros, produtos de couro e peleteria (31,7%) e animais vivos (65%).A receita das exportações de carnes (bovina, suína e de aves) passou de US$ 1,04 bilhão em julho de 2009 para US$ 1,273 bilhão no último mês. As exportações dos principais itens do setor apresentaram crescimento no período. Destaque para o valor arrecadado com os embarques de carne bovina in natura, que foram 46,8% superiores (de US$ 278 milhões para US$ 408 milhões). O bom desempenho é resultado da alta de 18,6% no preço médio e do incremento de 23,8% na quantidade embarcada.O crescimento dos preços do açúcar (30%) e do álcool (37,3%) influenciou de maneira positiva as vendas do complexo sucroalcooleiro. O volume de açúcar aumentou 24,9%, enquanto o valor foi 62,3% superior ao registrado no sétimo mês de 2009, com US$ 1,236 bilhão.


Destinos - No que se refere aos blocos econômicos e às regiões de destinos das exportações do agronegócio, os valores aumentaram para Oriente Médio (29,9%), Nafta (18,1%), África (14,7%), Aladi (70,8%) e Mercosul (28,2%).


Sete meses - De janeiro a julho de 2010, as exportações do agronegócio tiveram alta de 12,1% em relação ao valor exportado no mesmo período de 2009, somando US$ 42,302 bilhões. As importações também apresentaram variação positiva (36,7%), totalizando US$ 7,211 bilhões. O saldo comercial do agronegócio aumentou de US$ 32,453 bilhões para US$ 35,091 bilhões.


Acesse mais informações sobre a Balança Comercial do Agronegócio e o resumo de julho.: http://www.agricultura.gov.br/pls/portal/docs/PAGE/MAPA/ARQUIVOS_IMPRENSA/BALAN%C7A%20COMERCIAL_NOTA%20%2007%20-%202010_0.DOC


Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

 
Posted By Ercilia
 

Quarta-feira, 11 de agosto de 2010

O secretário executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Ivan Ramalho, e o secretário de Indústria, Comércio, Pequena e Média Empresa da Argentina, Eduardo Bianchi, coordenam nesta quarta-feira (11) em Brasília mais uma reunião do Comitê de Monitoramento do Comércio Bilateral Brasil-Argentina. Será às 14h no ministério.O secretário de Comércio Exterior do MDIC, Welber Barral, também participa do encontro, o quarto realizado este ano. Antes, às 9h, ocorrem reuniões do Grupo de Defesa Comercial, do Grupo China e de Harmonização Estatística.Nesta quinta-feira (12), as negociações continuam durante todo o dia, com a reunião do Comitê Automotivo Brasil-Argentina. Entre os assuntos em pauta estão defesa comercial, acordos setoriais entre segmentos privados dos dois países, relação comercial com a China, harmonização estatística, integração produtiva, licenciamento não automático de importações, análise do comércio bilateral de bens, lista de exceções à Tarifa Externa Comum (TEC) e temas agrícolas.


Fonte: Agência Brasil

 
Posted By Ercilia
 

Quarta-feira, 11 de agosto de 2010

A indústria brasileira não está preparada para a expansão do mercado de etanol que deverá ocorrer nos próximos dez anos, segundo o estudo Mandatos de Biocombustíveis da União Europeia e dos Estados Unidos: Impactos sobre os Mercados Globais. A pesquisa foi elaborada em parceria entre o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e a Federação das Indústria do Estado de São Paulo (Fiesp).Para um dos responsáveis pelo estudo, o diretor-geral do Instituto de Estudos do Comércio e Negociações Internacionais (Icone), André Nassar, a indústria brasileira ainda não está enxergando o mercado de biocombustíveis que está se criando com a necessidade de redução de emissões de gases de efeito estufa, principalmente entre os países mais desenvolvidos.Baseada nos atuais programas de substituição de energia fóssil, o estudo trabalhou com uma previsão de que em 2022 os Estados Unidos precisarão de 9 bilhões de litros de etanol por ano e a Europa usará 6% de biocombustíveis na matriz de combustíveis líquidos.Com a elevação das exportações, Nassar acredita que haverá um aumento do preço do álcool combustível no mercado interno. "Sobe um pouco o preço do etanol, reduz-se um pouco a demanda. Isso não prejudica o consumidor, porque, com o mercado de flex fuel que a gente tem aqui, você está abastecendo o seu carro".O pesquisador ressalvou, no entanto, que com o aumento da demanda externa, o setor sucroenergético deverá ampliar os investimentos. Mesmo assim, Nassar vê como um desafio expandir a produção de etanol sem provocar o crescimento das emissões de poluentes decorrentes da mudança no uso da terra. "Ofertar etanol com menos emissões é um desafio tecnológico."


Fonte:Agência Brasil

 
Posted By Ercilia
 

Quarta-feira, 11 de agosto de 2010

O presidente do Fórum Nacional Permanente da Pecuária de Corte da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Antenor Nogueira, defendeu nesta terça-feira (10) a "desburocratização" do sistema de rastreabilidade do rebanho brasileiro. Em reunião na sede da CNA, em Brasília, para discutir a Plataforma de Gestão Agropecuária (PGA), que vai servir de base para o novo Serviço de Rastreabilidade da Cadeia Produtiva de Bovinos e Bubalinos (Sisbov), ele lembrou que o modelo atual, além de ser oneroso e difícil de ser cumprido, não traz vantagens financeiras para os pecuaristas. "Os frigoríficos recebem animais prontos para exportação, exportam a carne, mas não pagam para o pecuarista o diferencial que ele gastou com a rastreabilidade", afirmou.O PGA estabelece uma série de alterações no sistema nacional de rastreamento. Uma das mudanças previstas no PGA é a possibilidade de dois tipos de identificação nas fazendas: coletiva ou individual. A coletiva é para os animais cuja carne ficará no mercado interno ou será exportada para países que não exigem a rastreabilidade do rebanho. A segunda é a "brincagem" individual do rebanho, exigência da União Européia (UE) para compra de carne bovina. Hoje, só é possível rastrear os animais individualmente. "No novo modelo, o brinco vai informar se os animais podem ir ou não para exportação, posição que depende do pagamento de um bônus pelos animais entregues com o brinco individual.", afirmou.Nogueira lembrou que uma das finalidades do novo modelo de rastreabilidade é garantir a retomada do volume de exportação para a UE, comércio que está abaixo do potencial desde 2008, quando as autoridades européias, sob alegação de deficiências no modelo de rastreabilidade adotado pelo Brasil, restringiram as importações de carne do Brasil. O novo modelo também vai possibilitar o aumento de comercialização de carne rastreada no mercado interno que, segundo Antenor Nogueira, é o principal destino do produto. "Queremos melhorar a gestão das propriedades brasileiras. Temos o maior rebanho comercial do mundo. O PGA não é um sistema voltado apenas para a exportação. O mercado interno é nosso principal cliente. Apenas 3% da carne produzida no País vai para a União Européia.", completou.Presente à reunião, o coordenador do Sisbov, Naor Luna, do Ministério da Agricultura, admitiu que os produtores são prejudicados pela "burocracia" do sistema de rastreamento. "O produtor fazia tudo certinho, mas às vezes faltava apenas algum documento. Uma burocracia que gerava uma não conformidade.", afirmou. Ele lembrou que hoje apenas os 27 países da UE cobram a rastreabilidade. O Chile, contou, chegou a sinalizar com a exigência da rastreabilidade, pleito que não foi adiante. Aos representantes do setor que participaram da reunião do fórum, ele lembrou que o número de auditores aumentou nos últimos anos: de 80 em 2007 para os atuais 600.Antenor Nogueira explicou que o PGA permitirá que o produtor tenha uma senha para acessar ao sistema de onde estiver, inclusive para impressão de Guias de Trânsito Animal (GTA), documento que autoriza o trânsito de animais entre fazendas e para frigoríficos. Outra vantagem do PGA é a ampliação do controle sanitário, já que eventuais problemas poderão ser comunicados eletronicamente para o escritório local responsável pela propriedade que forneceu os animais. "O escritório recebe essa informação e, a partir daí, poderá ser desencadeada uma visita a essa propriedade para verificar possíveis deficiências.", explicou.


Fonte: CNA

 
Posted By Ercilia
 

Quarta-feira, 11 de agosto de 2010

As primeiras certificações brasileiras de açúcar e álcool com o selo global BSI (Better Sugarcane Initiative) deverão ocorrer até novembro deste ano. O selo deverá facilitar a entrada dos produtos brasileiros na União Europeia (UE), que exigirá a partir de 2011 diretivas ambientais para os biocombustíveis produzidos e importados pelo bloco.Única certificação voltada exclusivamente para a cana-de-açúcar, o BSI começou a ser elaborado há quatro anos e reúne grandes produtores e consumidores de açúcar e álcool, como Coca-Cola, Shell e BP (British Petroleum), além de financiadores (IFC, afiliada do Banco Mundial) e organizações não governamentais (WWF entre elas)."O selo é a porta de entrada para a UE", diz Geraldine Kutas, assessora-sênior para assuntos internacionais da presidência da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica). "As primeiras certificações sairão já na próxima safra".De acordo com Geraldine, o processo foi atrasado por algumas indefinições na Europa quanto às novas regras ambientais. Há ainda duas pendências no bloco: a proibição do cultivo de matérias-primas para biodiesel sobre pastagem de alto grau de biodiversidade e o efeito indireto na mudança do uso da terra.Apesar disso, o conselho do BSI, baseado em Londres, aprovou no último dia 30 seus próprios critérios e princípios, e agora irá submetê-los à apreciação da Comissão Europeia (o braço executivo da UE). O órgão dirá se os padrões definidos pelo BSI estão de acordo com as novas diretivas ambientais europeias.Nos próximos dias, a Unica enviará os padrões do BSI para os seus associados. A expectativa é de uma boa adesão. "A certificação dos biocombustíveis será obrigatória", diz Geraldine, referindo-se ao bloco de 27 países.Segundo ela, a ideia inicial contemplava apenas a certificação do açúcar. Mas os questionamentos sobre a sustentabilidade do etanol acabaram estendendo as discussões ao produto. A principal crítica é de que a expansão da cana força as demais culturas a se deslocarem para áreas ainda preservadas, como a Amazônia.O BSI determinará as certificadoras que auditarão as usinas. Além do BSI, há opção do Rainforest Alliance, criado nos anos 90, auditado no Brasil pelo Imaflora.


Fonte: Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Terça-feira, 10 de agosto de 2010

Diversas entidades representativas do agronegócio e importantes empresas do segmento reuniram-se para preparar um projeto de comunicação a longo prazo para mostrar à opinião pública a verdadeira capacidade e potencial da agricultura brasileira. O lançamento foi anunciado durante o painel da manhã do 9º Congresso Brasileiro do Agronegócio (CBA), promovido pela Abag – Associação Brasileira do Agronegócio, na última segunda-feira, dia 9 de agosto, em São Paulo."Estamos expostos a múltiplas interpretações, muitas delas sendo críticas negativas radicais e até mal-intencionadas, criando situações que maculam gratuita e injustamente a nossa imagem por isso precisávamos nos defender e apresentar a agenda positiva de nosso setor", afirmou Carlo Lovatelli, presidente da ABAG. "Nosso objetivo é que o Congresso seja o corte seccional entre a velha e a nova era de comunicação do agronegócio", ressalta.Roberto Rodrigues, coordenador do Centro de Agronegócios da Fundação Getúlio Vargas, acrescentou que o projeto tem o intuito de divulgar o agronegócio brasileiro por isso será institucional, ou seja, impessoal, sem assinatura e sem privilegiar nenhuma personalidade ou entidade. "Com isso resolveremos o principal problema de nosso setor que é o branding", explica. O termo é utilizado para definir o conjunto de práticas e técnicas que visam a construção e o fortalecimento de uma marca.O problema foi identificado por Roberto Duailibi, sócio-diretor da DPZ Propaganda. "O agronegócio significa muita coisa: é leite, é commodities, é carne, é maquinário, é manifestações, é leilões, entre outros. Não existe uma imagem ou palavra que resuma o setor. É preciso criar uma marca que defina todas as cadeias produtivas do agronegócio brasileiro", ressaltou.O executivo contou sobre o caso do café da Colômbia, que criou o personagem Juan Valdez como marca, e hoje é conhecido mundialmente como um produto de qualidade com share superior ao do Brasil.Segundo Duailibi, quando esta identificação positiva se torna forte o bastante, a marca passa a valer mais do que o próprio produto oferecido. "O agronegócio brasileiro precisa apresentar seu core business para o mundo que é abastecer todos os lares", explicou. Dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico reforçam essa afirmação já que em 10 anos a demanda mundial por alimentos crescerá 20% e o Brasil será responsável pelo abastecimento de 40% deste percentual.Para Geraldo Alonso Filho, presidente da FGF Agricultura & Negócios, essa iniciativa é importante porque, caso contrário, os desafios que aparecerão não serão superados. "O agronegócio chegou a representar 25% do PIB, no entanto os investimentos em comunicação não passaram de 1% desse valor. A Comunicação é um ativo, um insumo necessário e funciona", resumiu.De acordo com José Luiz Tejon Megido, presidente da TCAI Consultores, é a primeira vez que a comunicação é colocada como tema em um evento do porte do 9º CBA. "O Brasil desconhece a nova classe média produtora que é distinta dependendo de sua localidade e mais diferente ainda se comparada ao imaginário da maior parte da população. Precisamos reunir essa classe com a nova classe média brasileira para mostrar que não há distinção entre elas", explicou.Hiran Castelo Branco, presidente do Conselho Nacional de Propaganda, sugere que antes de definir alguns pontos no projeto é preciso realizar uma pesquisa com a população urbana brasileira para saber como ela percebe o agronegócio e o campo. "Assim será possível identificar os gargalos que precisam ser superados para que a população tenha a percepção correta sobre o setor", completa. O presidente ainda propôs ao diretor de pós-graduação da ESPM – Escola Superior de Propaganda e Marketing, Licínio Motta, que a faculdade ajudasse na análise dessa pesquisa. Proposta aceita por Motta.


Solenidade de abertura


A solenidade de abertura do 9º CBA contou com a participação de Carlo Lovatelli, presidente da Abag, Luiz Carlos Guedes Pinto, vice-presidente de agronegócio do Banco do Brasil, do deputado federal Abelardo Lupion, presidente da Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados, José Geraldo Fontelles, secretário-executivo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, João de Almeida Sampaio Filho, secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Gilman Viana, Secretário da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Estado de Minas Gerais, Pedro Antonio Arraes Pereira, presidente da Embrapa e Marcio Lopes de Freitas, presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras.


Fonte: Assessoria de Imprensa da ABAG

 
Posted By Ercilia
 

Terça-feira, 10 de agosto de 2010

O governo deve fazer mudanças no projeto que abre a empresas do agronegócio exportador em processo de recuperação judicial a possibilidade de usar, na compensação de tributos devidos à Receita Federal, o saldo credor de contribuições para o PIS/Pasep e a Cofins. Os ministérios da Fazenda e do Planejamento, assim como a própria Receita Federal, querem evitar a queda de arrecadação, conforme informações da liderança do governo no Senado.De autoria do senador Gilberto Goellner (DEM-MT), o texto - PLS 326/09 - aguarda deliberação na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) do Senado Federal, onde o senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) pediu vista para analisar melhor a matéria.Conforme explica o autor, na justificação da matéria, a proposição objetiva corrigir distorção enfrentada por empresas do agronegócio que são exportadoras e que passam por processo de falência. Goellner afirma que o crédito presumido, criado pela Lei 10.925/04 e referente às contribuições para a Cofins e o PIS/PASEP, é importante para reduzir a carga tributária das empresas, mas, na interpretação dada pela Receita Federal, essa compensação não é aplicável às empresas exportadoras.O parlamentar diz que, a partir da edição, pela Secretaria da Receita Federal, do Ato Declaratório Interpretativo 15/05, foi determinado que esses créditos presumidos somente podem ser utilizados na compensação de débitos relativos às mesmas contribuições sociais. Como produtos destinados à exportação não geram débitos tributários com Cofins ou PIS-Pasep, os exportadores ficam excluídos dessa compensação.De acordo com o autor do projeto, as empresas que se dividem entre mercado interno e externo ainda conseguem abater a totalidade desses créditos. Já as que são predominantemente exportadoras são barradas quando tentam essa compensação e terminam apelando para a recuperação judicial prevista na Lei de Falências.O relator do projeto na CRA, senador Delcídio Amaral (PT-MS), concorda com a argumentação de que as empresas predominantemente exportadoras que recebem o aludido crédito presumido não conseguem utilizá-lo, devido ao fato de os produtos destinados a exportação serem isentos do recolhimento de Cofins e PIS/Pasep.E completa, em seu parecer: "Por isso, é necessário que a legislação seja alterada para que, ao menos para as empresas com pedido de recuperação judicial deferido, o crédito presumido possa ser compensado, não apenas com débitos relativos à Cofins e ao PIS/Pasep, mas com quaisquer outros tributos e contribuições administrados pela Receita Federal".No relatório, Delcídio também disse que a proposta favorece a recuperação judicial de empresas em dificuldade, conseguindo, a um só tempo, valorizar a agropecuária e contribuir para a manutenção do emprego e da renda no campo.


Fonte: Agrosoft

 
Posted By Ercilia
 

Terça-feira, 10 de agosto de 2010
Trigo deixa de ser coadjuvante e passa a ter papel principal

Um dos fatores fundamentais que justificam o aumento expressivo dos preços internacionais da soja e do milho nos últimos 60 dias foi a definição da La Niña no oceano Pacífico no início de julho.


E a La Niña instalada rapidamente após um El Niño, como é o caso em 2010, traz consigo, por vezes, aumento das temperaturas e escassez hídrica para uma parte do cinturão de produção dos Estados Unidos justamente em agosto, no momento mais importante para a definição da produtividade agrícola daquele país.Resultado: na primeira semana deste mês, os preços da soja registraram o maior valor do ano na Bolsa de Chicago. Isso significa que o mercado está adicionando um prêmio de risco aos preços, diante de eventual quebra da safra norte-americana. Os olhos do mercado mundial continuam, naturalmente, voltados para a região agrícola que mais produz soja e milho no mundo.Mas, ao mesmo tempo, eles foram obrigados a prestar atenção na Rússia e na revisão dos quadros de oferta e demanda de trigo. A fumaça das queimadas e o calor de 38C -algo nunca visto antes em Moscou- ganharam as manchetes dos jornais, enquanto os prospectos de produção de grãos foram se tornando cada vez mais pessimistas.Lentamente, o foco foi desviado da até aqui boa safra norte-americana para a quebra da safra de trigo da região do mar Negro. A confirmação de que o estrago era maior do que o previsto foi, na semana passada, a suspensão, pelo governo russo, das exportações de grãos até dezembro. Foi o que bastou para os preços internacionais do cereal dispararem. Os mercados da soja e do milho vieram a reboque do primo pobre, o trigo.A região do mar Negro produtora de trigo envolve Rússia, Ucrânia e Cazaquistão. Nos últimos dois anos, essa região colheu safras recordes, próximas de 114 milhões de toneladas, em uma safra mundial estimada em 680 milhões. Neste ano, já se fala entre 80 milhões e 90 milhões de toneladas, apenas.No ciclo 2009/10, esses países foram responsáveis pela exportação de 35 milhões de toneladas de trigo, ou 27% de todo o volume comercializado mundialmente. Não é pouca coisa -daí o impacto da quebra deste ano sobre as cotações.Na ópera do mercado de commodities, o trigo vai deixando de ter o papel monótono e coadjuvante de 2009 para ser o ator principal e com voz de barítono em 2011. Isso porque, no final de 2009, os preços pouco atrativos do trigo desestimularam os fazendeiros dos Estados Unidos a cultivá-lo no inverno, fazendo com que a área plantada recuasse para a menor já registrada desde a década de 1970.Isso abriu espaço para que soja e milho avançassem novamente e atingissem, juntos, um novo recorde em terras norte-americanas. Para 2011, o cenário pode se inverter, especialmente se os preços do trigo continuarem brilhando em carreira solo na Bolsa de Chicago.


Fonte: Folha de S.Paulo

 
Posted By Ercilia
 

Terça-feira, 10 de agosto de 2010

Em junho, a Amazônia perdeu 243,7 quilômetros quadrados de floresta, devastação 58% menor que a registrada no mesmo mês do ano passado. Os dados, divulgados nesta segunda-feira (09/08), são do sistema Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).Faltando um mês para fechar o calendário oficial do desmatamento (que vai de agosto de um ano a julho de outro), os números do Deter confirmam a tendência de queda que vem sem apontada pelo governo há alguns meses. No acumulado de agosto de 2009 a junho de 2010, a área desmatada foi de 1.808 quilômetros quadrados, 49% menos que no período anterior (agosto de 2008 a junho de 2009), quando o Inpe verificou 3.536 quilômetros quadrados a menos de floresta na região.


Cálculos de desmatamento


Os números da devastação da Amazônia são calculados mês a mês pelo sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter), que monitora áreas maiores do que 25 hectares. A taxa anual de desmate é calculada por outro sistema, o Projeto de Monitoramento do Desflorestamento na Amazônia Legal (Prodes), que é mais preciso, por avaliar áreas menores.Os dados do Prodes só devem ser apresentados em novembro. Se a tendência de queda se confirmar, o governo pode chegar a um novo recorde de diminuição do desmatamento. Em 2009, a taxa anual de devastação da floresta amazônica, calculada pelo Inpe, foi de 7,4 mil quilômetros quadrados, a menor registrada em 20 anos de monitoramento.


Fonte: Revista Globo Rural

 
Posted By Ercilia
 

Terça-feira, 10 de agosto de 2010

A receita com as exportações brasileiras de café aumentaram 14% nos sete primeiros meses do ano, até US$ 2,646 bilhões, informou nesta segunda-feira (09/08) o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). O volume de café exportado, no entanto, caiu 2% no período, para 16,8 milhões de sacas de 60 quilos.Segundo a Cecafé, 85% das exportações (13,9 milhões de sacas) corresponderam à variedade arábica, a de maior qualidade e valor de mercado, enquanto 11% foram de café solúvel e 4% de café em grão da variedade robusta.A melhoria nos números se deve em parte a um mês de julho excepcional em vendas, com os melhores registros tanto em volume como em termos de valor dos últimos quatro anos.Por destinos, os mercados tradicionais do café brasileiro, entre eles Estados Unidos, Alemanha, Itália, Japão, Bélgica e Espanha, continuaram com a tendência de diminuição de pedidos verificada nos últimos meses. Os países sul-americanos, por sua vez, aumentaram suas compras em 45%, até US$ 152,4 milhões, 6% do total das exportações brasileiras.Apesar destas variações, a União Europeia continua sendo o principal mercado do café brasileiro (51%), seguido dos Estados Unidos (21%) e dos países asiáticos (17%).


Fonte: Revista Globo Rural

 
Posted By Ercilia
 

Terça-feira, 10 de agosto de 2010
Menos de 4% das propriedades rurais solicitaram o CAR no Mato Grosso.

Expectativa de prorrogação de prazo do MT Legal retarda adesão.


Até sexta feira, 6 de agosto, apenas 4,536 mil das 140 mil propriedades do Mato Grosso tinham protocolado o pedido junto à Secretaria de Meio Ambiente do Estado, e destes, apenas 1,649 mil estão com os documento em mãos. A adesão voluntária deve se estagnar ainda mais com a prorrogação do prazo estipulado pelo MT Legal, que já foi aprovado pelo Assembleia Legislativa e aguarda a sanção do governador Silval Barbosa.A dilatação do prazo, que está previsto para acabar em 13 de novembro de 2010, foi um pedido do setor produtivo. A solicitação foi feita com o argumento de que a aprovação do novo Código Florestal pode alterar algumas leis incorporadas pelo Programa mato-grossense. Ricardo Arioli, presidente da Comissão de Sustentabilidade Sócio-Ambiental da Famato, Federação Mato-Grossense de Agricultura e Pecuária, afirma que mudanças serão feitas depois da aprovação da legislação, mas que a adesão é importante como um instrumento de blindagem contra multas provenientes de fiscalizações. "O MT Legal é um guarda-chuva para os produtores, mas a criação de um novo conjunto de lei ameaça os produtores porque eles não sabem se o que farão agora será válido depois". O MT Legal prevê em seu texto alterações caso a legislação federal seja alterada, mas os Termos de Ajustamento de Conduta (TACs) assinados não. Assim, os compromissos assumidos pelos produtores antes do Código Florestal, terão que cumpridos.


Fonte:DBO com Diário de Cuiabá

 
Posted By Ercilia
 

Terça-feira, 10 de agosto de 2010

De acordo com o IMEA, a eliminação gradual de alíquota sobre produtos exportados pelo bloco pode ser oportunidade para o Estado.Um acordo fechado entre os países do Mercosul e o Egito pode beneficiar substancialmente os pecuaristas de Mato Grosso. Assinado no dia 2 de agosto, o documento prevê a eliminação gradual da alíquota de importação de 65% sobre os produtos primários enviados pelo bloco, entre eles a carne bovina.Somente este ano, o Estado vendeu para o Egito 11,95 mil toneladas (em equivalente carcaça) o que representa 10% do total exportado do produto. Segundo dados do Imea, Instituto Matogrossense de Economia Agropecuária, o volume exportado gerou uma receita de US$ 29,75 milhões para o Estado. Em junho os pecuaristas mato-grossenses enviaram 4,5 mil tec , para o Egito, o que corresponde a 19,17% do total exportado pelo Estado no mês (23,69 mil tec). O volume mensal para o país africano foi o maior desde agosto de 2006.Apesar da considerável alta, pesquisadores do Imea lembram que a média mensal dos embarques em 2010 ficou em 1,99 mil tec, demonstrando que este envio de mais de 4 mil toneladas em junho é atípico em relação às exportações vistas nos outros meses do ano.Deste modo, o mercado egípcio ainda tem espaço para crescer na participação das exportações de carne do Estado. Com a eliminação gradual da alíquota, que aumenta a competitividade do setor, a relação comercial com o mercado egípcio, que possui cerca de 83 milhões de habitantes segundo o IBGE, tende a trazer benefícios para a bovinocultura do Estado.


Fonte:DB O com informações do Imea

 
Posted By Ercilia
 

Terça-feira, 10 de agosto de 2010
Greve na Argentina

As exportações de soja e de milho na Argentina poderão ser afetadas porque os trabalhadores que controlam a qualidade desses produtos iniciaram uma greve de dois dias. Os protestos interromperam as operações em todas as unidades de armazenamento do país, segundo informações do sindicato que representa a categoria, conhecido como Urgara. A greve foi anunciada depois que fracassaram as conversações sobre salários, disse a entidade em comunicado.


Fonte: Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Terça-feira, 10 de agosto de 2010
Desembolsos do BB

Passado o primeiro mês de liberações para a nova safra de grãos, o Banco do Brasil (BB) espera elevar em 25% os desembolsos do novo ciclo. No ano passado os financiamentos do banco chegaram a R$ 40 bilhões. "Não faltarão recursos para a safra. É possível que agricultores que renegociaram dívidas ou estejam inadimplentes tenham restrição ao crédito, mas esses certamente são a minoria", afirmou ontem Luis Carlos Guedes Pinto, vice-presidente de Agronegócios do BB, durante o evento da Associação Brasileira do Agronegócio, realizado ontem em São Paulo.


Fonte: Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Terça-feira, 10 de agosto de 2010

O Paraná recuou no plano anunciado em março e vai manter a vacinação contra a febre aftosa em novembro para todo o rebanho, de cerca de 9,6 milhões de animais. A decisão foi tomada ontem à tarde em reunião de integrantes do Conselho Estadual de Sanidade Agropecuária (Conesa), que reúne instituições públicas e privadas. Um dos pontos que pesaram na análise foi a falta de profissionais para fazer a fiscalização em fronteiras.O anúncio de que tinha a intenção de deixar de usar vacina contra a doença foi feito depois de o Estado, um ano antes, ter reduzido as doses de duas para uma em animais com mais de 24 meses de idade. Em maio foram vacinados apenas bovinos e bubalinos com menos de dois anos, e a campanha atingiu 96% do rebanho nessa faixa etária, ou 4,1 milhões de animais.A intenção, com o fim da aplicação a partir de novembro, seria abrir mercados para a carne do Paraná. O primeiro Estado a suspender a vacinação contra a febre aftosa foi Santa Catarina.O Paraná acumula mais de 40 anos de campanhas de vacinação. O último registro da doença aconteceu em 2005, depois de confirmados casos no vizinho Mato Grosso do Sul. No começo do ano, o então secretário da Agricultura do Estado, Valter Bianchini, dizia acreditar no sucesso do plano de suspensão da aplicação das vacinas. Ele foi substituído por Erikson Chandoha, que explicou que o governo está com dificuldade para contratar veterinários e técnicos agrícolas para reforçar a vigilância sanitária.Chandoha disse que, por ser ano político, o Estado não pode realizar concurso público, por isso chamou profissionais aprovados em 2006, mas apenas oito veterinários serão nomeados. Será feita uma terceira chamada do mesmo concurso.O secretário esclareceu que o foco continua na suspensão da vacinação, mas não definiu datas para colocar o plano em prática. Em maio, a previsão de que seria a última campanha resultou em falta de doses no comércio para atender a demanda, e o prazo de vacinação teve de ser prorrogado até 12 de junho.


Fonte: Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Terça-feira, 10 de agosto de 2010

Mais uma vez, as exportações brasileiras de carne suína sofreram com a concorrência do produto da União Europeia. Em julho, as vendas externas do produto somaram 43.771 toneladas, 9,01% menos do que as 48.108 toneladas de igual mês do ano passado, segundo a Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs)."A desvalorização do euro aumentou a competitividade das exportações da União Europeia. A concorrência entre Brasil e UE é direta na Rússia, principal mercado para as duas origens", disse Pedro de Camargo Neto, presidente da Abipecs, em nota. Além disso, a seca na Rússia também a afeta a agricultura do país, com restrição às exportações de grãos e aumento de protecionismo ", acrescenta.A receita com as vendas ao exterior totalizou US$ 108,225 milhões, 7,68% mais do que em julho do ano passado. O preço médio no mês subiu 18,35%, para US$ 2.473 por tonelada. De janeiro a julho, as exportações acumulam queda de 8,50%, para 313,4 mil toneladas. Mas a receita aumentou 12,57% na mesma comparação, para US$ 769,52 milhões, segundo a Abipecs.


Fonte: Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Terça-feira, 10 de agosto de 2010

As exportações brasileiras de café somaram 2,44 milhões de sacas em julho (primeiro mês da safra 2010/11), 7,8% mais que no mesmo mês do ano passado. Em receita, as vendas subiram de US$ 311,49 milhões para US$ 391,83 milhões em igual comparação.O aumento no volume já reflete a maior produção no país, que vive nesta temporada o ciclo de alta da bienalidade da cultura. Com o resultado de julho, os embarques totais de 2010 somam 16,82 milhões de sacas, com receita de US$ 2,64 bilhões - queda de 2% no volume e aumento de 14% em receita.


Fonte: Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Terça-feira, 10 de agosto de 2010
O campo quer melhorar sua imagem

O ex-ministro Roberto Rodrigues: tentativa frustrada, no passado, de realizar uma campanha de seis meses para melhorar a imagem do setor agropecuário


O agronegócio se prepara para colocar em prática um plano de comunicação e marketing institucional do setor. Encabeçado pela Associação Brasileira de Agronegócio (Abag), o objetivo é melhorar a imagem do segmento produtivo junto à população dos grandes centros urbanos e valorizar a atividade agropecuária, fazendo uma relação entre a produção e o dia a dia das pessoas.O projeto de comunicação do setor ainda está em uma fase embrionária. Segundo o presidente da Abag, Carlo Lovatelli, o plano ainda não está fechado e a entidade, juntamente com outras associações representativas de classe, estão no momento de captação de recursos. Enquanto tenta fazer caixa para o programa, alguns grupos de trabalho trabalham em paralelo para traçar as estratégias a serem adotadas.Ele não revela qual seria o orçamento ideal para dar início à campanha, mas o Valor apurou que já existem R$ 5 milhões comprometidos por empresas e entidades para aplicação no plano. Esses recursos, porém, não seriam suficientes para envolver propagandas em TV, ainda o principal canal de propaganda do país. Fontes revelaram que o mínimo necessário para colocar o projeto em prática seriam R$ 15 milhões, sendo que R$ 30 milhões seria o valor ideal para executar a estratégia em todos os meios de comunicação."A comunicação é uma deficiência setorial. Estávamos devendo um posicionamento como esse há muito tempo e pretendemos utilizar todas as ferramentas disponíveis para conseguir a maior abrangência possível", afirma Lovatelli, da Abag.Enquanto a Abag tenta levantar o restante dos recursos para viabilizar a fase inicial, a expectativa é que a primeira campanha publicitária esteja no ar antes do fim do ano. "Não vamos concorrer com a propaganda política. Vamos nos organizar nos próximos meses para iniciar as primeiras ações após o término das eleições", disse Lovatelli.Sobre a origem dos recursos, Lovatelli disse que a ideia é que o patrocínio seja gerado a partir de aportes de empresas e entidades ligadas ao agronegócio quanto àquelas que não possuem um vínculo direto. Uma das instituições onde parte dos recursos será levantado é o próprio governo, via Ministério da Agricultura.Sobre a dificuldade em conseguir recursos para um plano de comunicação para o agronegócio, o ex-ministro e coordenador do Centro de Agronegócios da Fundação Getúlio Vargas, Roberto Rodrigues, disse que quando era presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB), em 1995, tentou fazer algo semelhante. À época eram necessários R$ 2 milhões para uma campanha de seis meses. Ele apresentou o projeto para 60 empresas, com a expectativa de obter cotas de patrocínio de pelo menos 40. "Apareceram três. Uma era a Agroceres e as outras duas eram cooperativas", disse.


Fonte: Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Terça-feira, 10 de agosto de 2010

A usina Guaricanga, localizada em Presidente Alves (SP), teve aceito pela justiça de Pirajuí (SP) seu pedido de recuperação judicial. Com um passivo de R$ 105 milhões, e 1,2 mil funcionários, a usina estava moendo 400 mil toneladas de cana, apesar de ter capacidade para processar 1,5 milhão de toneladas. A empresa pertencia ao deputado federal João Herrmann Neto (PDT), falecido em abril de 2009. A recuperação está sendo assessorada pelo advogado Euclides Ribeiro, da ERS Consultoria.


Fonte: Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Terça-feira, 10 de agosto de 2010

Após dispararem na quarta e na quinta-feiras, as cotações do trigo voltaram a recuar ontem nas bolsas americanas, apesar de novas projeções ainda mais pessimista sobre o futuro da colheita na Rússia, onde uma severa estiagem prejudica as lavouras.Em Chicago, os contratos com vencimento em dezembro (segunda posição de entrega) fecharam a US$ 7,4375 por bushel, em queda de 11,50 centavos de dólar (1,52%). Apesar do recuo, a valorização acumulada desses contratos ainda chega a 7,21% em agosto, graças aos saltos da semana passada. Cálculos do Valor Data também apontam para ganhos de 34,01% no ano.Traders consultados pela agência Dow Jones Newswires realçaram que as incertezas em relação à oferta tornaram a sessão bem mais volátil do que o normal, e novas altas não estão descartadas, sobretudo após as novas projeções russas. Segundo o primeiro-ministro Vladimir Putin, a produção total de grãos do país ficará entre 60 milhões e 65 milhões de toneladas, ante 97 milhões em 2009.


Fonte: Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Terça-feira, 10 de agosto de 2010

O milho transgênico deverá abocanhar mais da metade da área plantada com o cereal no Brasil na safra 2010/11. Se nada excepcional ocorrer no meio do caminho, serão 7,1 milhões de hectares de um total de 12,8 milhões de hectares com milho nas safras de inverno e de verão.Na safra anterior, de 2009/10, as variedades transgênicas representaram 32,6% da área total de milho no país - nesta, 55,6%."Os produtores estão satisfeitos com os resultados de produtividade", diz Anderson Galvão, consultor da Céleres, que divulgou ontem o primeiro acompanhamento do avanço da biotecnologia na cultura na safra atual.De acordo com ele, a produtividade foi um fator importante para a adoção das variedades modificadas geneticamente no campo. A consultoria levantou em entrevistas com produtores que os transgênicos de milho tiveram rendimento de 15% a 20% maior que o convencional.Além disso, diz Galvão, o baixo preço do milho nos últimos dois anos provocou uma "seleção natural" entre os produtores. "Só permaneceram os mais eficientes, e isso geralmente quer dizer um uso maior de tecnologia".Dentre as tecnologias, a mais adotada será a de resistência a insetos, com 2,83 milhões de hectares (43,9% do total). Sementes com tolerância a herbicida e genes combinados deverão ter área plantada de 275 mil (3,6%) e 116 mil hectares (1,5%), respectivamente, segundo o levantamento.A maior concentração de milho transgênico está na região Sul, com 1,5 milhão de hectares, e Sudeste, com 900 mil hectares.O milho transgênico é utilizado tanto para consumo humano quanto animal - "da comida do frango ao mingau de maisena".Os grãos convencional e geneticamente modificado não são segregados no mercado interno. Segundo a consultoria, "por falta de demanda do consumidor".Mas o avanço da biotecnologia não ocorre de forma tão calma. Recentemente, a Justiça Federal do Paraná suspendeu a liberação comercial da variedade "Liberty Link", produzida pela múlti alemã Bayer CropScience, alegando ausência de um plano de monitoramento pós-liberação comercial que deveria ter sido exigido pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio). O uso comercial dessa semente foi aprovado no início de 2008.Em nota, a Bayer afirmou que "continuará cumprindo com todos os requerimentos legais para que o direito de uso comercial deste produto seja retomado".


Fonte: Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Terça-feira, 10 de agosto de 2010
Quebra do trigo favorece milho do Brasil

Oferta menor na Europa devido à seca estimula exportação de produto que substitui cereal na ração


A quebra nas safras de trigo de Rússia, Cazaquistão e países da Europa por causa da seca deve abrir espaço para o milho brasileiro no mercado internacional. Combinado ao apoio do governo às exportações por meio dos leilões de PEP (prêmio de escoamento de produto), o novo cenário deve permitir que o Brasil alcance - ou até mesmo supere - uma exportação de 8 milhões de toneladas de milho este ano, segundo analistas.Na Europa, o milho concorre com o trigo como matéria-prima para a ração de animais, por isso a perspectiva de menor oferta do cereal faz do produto brasileiro a principal alternativa para os importadores. "A Argentina e a Austrália têm trigo, mas do tipo duro, que não é usado para ração. Neste momento, quem pode atender a essa demanda é o Brasil", argumenta Anderson Galvão, da consultoria Céleres. O país colhe atualmente uma de suas maiores safras de milho: 54,3 milhões de toneladas, de acordo com a Conab.Ele lembra que em 2007, quando a produção de trigo na Europa também caiu devido a problemas climáticos, as exportações brasileiras de milho bateram recorde - quase 11 milhões de toneladas - , em parte puxadas pela demanda de países europeus. Só no segundo semestre daquele ano, as vendas (para Europa e outras regiões) totalizaram 7,7 milhões de toneladas, recorda-se Galvão.Até o mês passado, as exportações de milho ainda não estavam convidativas por conta dos preços internacionais e do real valorizado em relação ao dólar. Entre janeiro e julho, os embarques somaram 2,344 milhões de toneladas, quase 34% abaixo das 3,540 milhões de igual período de 2009, conforme dados preliminares do Ministério do Desenvolvimento.Mas o cenário mudou, pois a valorização do trigo no mercado internacional, reflexo da perspectiva de quebra, também puxou a cotação do milho. Do início de julho até ontem, o contrato de segunda posição do trigo na bolsa de Chicago subiu 54,87%, fechando a US$ 7,4375 por bushel, segundo Valor Data. Em igual período, o contrato de mesma posição do milho subiu 15,23%, para US$ 4,18 por bushel ontem.Apesar da forte alta do trigo, analistas têm observado que os estoques atuais do cereal - entre 175 milhões e 178 milhões de toneladas - estão em níveis mais elevados do que as 124 milhões de toneladas da safra 2007/08, quando a safra europeia de trigo também quebrou. Hoje o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) divulga seu relatório de oferta e demanda e deve fazer ajustes na oferta de trigo pelo mundo.Os preços do milho na exportação já refletem a alta do milho no mercado internacional. Segundo Paulo Molinari, da Safras&Mercado, no começo de julho, o milho para exportação valia R$ 16,50 a saca FOB porto de Paranaguá. Na semana passada, já havia ofertas a R$ 20,00. "Mudou o ambiente para essas commodities", acrescenta Molinari. Diante do novo quadro e do apoio do governo ao escoamento da produção de milho do país, Molinari não tem mais dúvidas de que as exportações atingirão oito milhões de toneladas.Ontem, o Ministério da Agricultura informou que de 11 milhões de toneladas de milho ofertadas em leilões de PEP, foram foram negociadas 9,6 milhões de toneladas, com despesas de R$ 640 milhões. Nessas operações, cujo intuito é evitar a queda dos preços, o governo paga um prêmio para empresas e cooperativas que escoarem a produção. O grão pode ser destinado tanto ao mercado interno quanto ao exterior.Os leilões de PEP já contribuíram para um aumento de 3% a 5% nos preços do milho no mercado interno, disse ontem o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Edilson Guimarães, durante o Congresso Brasileiro do Agribusiness.Para Molinari, a maior parte das 9,6 milhões de toneladas escoadas nos leilões de PEP devem ser destinadas ao mercado externo.


Fonte: Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Segunda-feira, 09 de agosto de 2010
Censo de armazenagem inicia hoje no Mato Grosso do Sul

A Conab realiza, nesta semana, o Censo dos Armazéns 2010, que vai atualizar o Cadastro Nacional de Unidades Armazenadoras de todo o país. O cronograma prevê o início do cadastramento nesta segunda-feira (9), no Mato Grosso do Sul. Esta etapa do trabalho também se estenderá por outros estados e tem como objetivo a atualização dos dados da base do Sistema Nacional de Unidades Armazenadoras (Sicarm).Técnicos da estatal visitarão unidades das principais regiões produtoras do estado. "A atualização do cadastro poderá impactar em aumento da capacidade estática, importante instrumento de fortalecimento da política de formação de estoques estratégicos de alimentos", ressalta o superintendente regional da Conab no estado, Alfredo Sérgio Rios. Segundo ele, o cadastramento é previsto em lei e obrigatório para todo o setor armazenador do país.A pesquisa segue até o dia 10 de setembro no Mato Grosso do Sul. Nos demais estados, a previsão é de que seja concluído até o final do ano. Durante o trabalho, os técnicos vão avaliar a localização, características técnico-operacionais, capacidade e importância das unidades para o desenvolvimento da produção agrícola. "O Brasil tem hoje capacidade de estoque para 134,7 milhões de toneladas de produtos, sendo 80,7% a granel e 19,3% convencional. A previsão da companhia é de que o Censo 2010 possa ampliar esse quadro", garante Rios.Atualmente, a Conab registra 858 unidades armazenadoras no estado, com capacidade estática de 6.933.547 toneladas, representando 5,15% do total no país. Serão cadastradas pessoas físicas ou jurídicas, públicas e privadas, na qualidade de proprietários, locatários, arrendatários ou cessionários e que possuem armazéns em ambiente natural. Após a vistoria, essas unidades serão declaradas aptas ou não para as atividades de armazenagem.O sistema é disponibilizado no site da Companhia, na parte de "Produtos e Serviços", onde podem ser consultadas informações sobre todos os armazéns do país.


Fonte e Mais informações: www.conab.gov.br (67) 3382.1502


 

 
Posted By Ercilia
 

Segunda-feira, 09 de agosto de 2010

A qualidade dos cafés especiais produzidos no norte pioneiro do Paraná vem conquistando o mercado e os consumidores. As razões desse sucesso são o domínio das boas práticas agrícolas por parte dos produtores e o zelo em todas as etapas produtivas. Porém, para garantir a sobrevivência sustentável no competitivo ambiente do agronegócio do café é preciso desenvolver uma visão empresarial aguçada. O fortalecimento dessas habilidades é o objetivo do Projeto Gestão de Empreendimentos Rurais, que contempla um grupo de 18 produtores, todos vinculados à Associação de Cafés Especiais do Norte Pioneiro do Paraná (ACENPP) e apoiados pelo Sebrae/PR e outras entidades por meio do Programa Cafés Especiais do Norte do Paraná.Em busca da excelência, esses cafeicultores aceitaram o desafio de instituir um modelo empresarial em sua atividade e, durante os próximos oito meses, passarão por um processo intenso de capacitação em gestão de empreendimentos rurais e adoção de novos processos e controles. O Projeto Gestão de Empreendimentos Rurais, iniciativa do Sebrae/PR em parceira com a ACENPP e o Sistema FAEP (Federação da Agricultura do Estado do Paraná), é composto por módulos que abordam gestão rural, qualidade, mercado e comercialização, manejo e outros treinamentos técnicos. Ao final de cada fase, os participantes receberão consultorias individualizadas e o acompanhamento técnico de especialistas.A coordenadora estadual de Agronegócio do Sebrae/PR, Andréia Claudino, mostra a relevância de se aliar capacitação a consultorias e observa que a duração do Projeto dá, aos cafeicultores, o tempo necessário para mudarem rotinas, normas e procedimentos internos. "Ao final de cada módulo, os participantes se comprometem a cumprir tarefas. Na primeira fase, por exemplo, deverão realizar um inventário completo de suas propriedades. Essas atividades práticas geram dúvidas, então a consultoria é essencial para não causar desmotivação."A elaboração do conteúdo do projeto baseou-se em resultados de um diagnóstico prévio que analisou indicadores sobre colheita, processamento, armazenamento, comercialização, mão de obra, associativismo, assistência técnica, meio ambiente, rastreabilidade e demais controles. Todas as propriedades participantes foram visitadas e tiveram esses dados coletados. "Esse é um projeto pioneiro e o diferencial é que os envolvidos têm um objetivo comum: a obtenção da UTZ Certified. Nos próximos meses, eles vão adaptar suas fazendas para atender às exigências da auditoria. Um dos requisitos é possuir um sistema de qualidade comprovado e ferramentas de acompanhamento. A ideia é que estejam preparados para implantar um sistema de rastreabilidade, algo complexo que implica em mudança cultural", avalia Andréia Claudino.A coordenadora estadual de Agronegócio também adianta a estratégia adotada pelo Sebrae/PR para o Programa Cafés Especiais do Norte Pioneiro deverá se estender para as outras cadeias produtivas atendidas pela entidade no Estado, como apicultura e hortifrutigranjeiros. "A estratégia da entidade para o setor do agronegócio é proporcionar competitividade por meio da agregação de valor em produtos e processos. A certificação é uma forma eficiente de conseguir competitividade e ampliar a comercialização. A cafeicultura empresarial talvez seja nova para o Paraná, mas no exterior, é comum. Certificação e diferenciação, são hoje, questões de sobrevivência no mercado", frisa Andréia Claudino. A UTZ Certified é um dos principais programas de certificação do café no mercado internacional. O projeto teve início no penúltimo sábado de julho. Na ocasião, os produtores tiveram contato com o tema gestão rural. Neste sábado, dia 7 de agosto, se interam sobre o assunto política rural.


Visão empresarial


O consultor do Sebrae/PR em Jacarezinho e gestor do Programa Cafés Especiais, Odemir Capello, explica que a proposta levará o grupo a adotar uma visão ainda mais empresarial da cafeicultura. "O Projeto vai gerar um aumento de eficiência e produtividade. Os produtores vão aprender a controlar melhor as operações e custos da produção, obtendo subsídios para tomada de decisões. Até o final de 2010, a meta é que três propriedades já estejam certificadas com o selo UTZ Certified", destaca o consultor.Outra proposta do Projeto de Gestão de Empreendimentos Rurais é fornecer bases técnicas para que os cafeicultores possam constituir uma cooperativa futuramente. "Os produtores já dominam bem os conceitos de Central de Negócio e uma cooperativa abrirá um leque de oportunidades de negócios. Certificação, profissionalismo e rastreabilidade da produção são caminhos para a sustentabilidade da cafeicultura", comenta Odemir Capello. Luiz Fernando de Andrade Leite, cafeicultor e presidente da ACENPP, defende a importância do projeto, observando que no dia a dia da propriedade rural, o produtor se prende muito às questões produtivas e, muitas vezes, descuida-se dos controles administrativos. "Nosso propósito é que nossos associados passem de produtores rurais a empresários rurais e utilizem todas as técnicas administrativas porteira adentro, para que tenham maior controle da produção e melhorem os resultados obtidos. O alcance das metas precisa ser consciente e planejado", assinala Andrade Leite. Hans Christian Nick, produtor de café especial e participante do projeto acredita que a atualização de conhecimentos em gestão empresarial rural contém todas as ferramentas necessárias para que a gestão de sua propriedade, a Fazenda Santa Isabel, localizada no município de Carlópolis, torne-se ainda mais competente. "Creio que ao final do projeto terei uma visão mais aprofundada do negócio e domínio de questões administrativas, financeiras e de mercado. Então, tomarei decisões com mais segurança. Para mim, a melhoria da gestão gera ganhos em cada saca de café produzida. Esse treinamento é fundamental para que eu consiga sustentar uma certificação da importância da UTZ", afirma o produtor. Para o cafeicultor, o conteúdo do Projeto está totalmente alinhado com o que ele deseja e necessita para impulsionar seu negócio. "Sabemos produzir café muito bem, mas precisamos incrementar a forma de gerenciar esse negócio. Ter base para poder avaliar a propriedade, a produtividade e a viabilidade econômica é essencial para termos uma correta noção da posição que ocupamos e para onde queremos ir. Simplesmente achar que se tem determinado lucro e eficiência não basta, é necessário precisão, eficiência e agilidade. Para isso, preciso buscar as informações de valor e trabalhar com elas", avalia Hans Nick.


Conteúdo


Controle, direção, organização e planejamento; análise econômica da propriedade rural e cálculo de investimentos na propriedade rural são alguns assuntos do módulo gestão rural. Os métodos de organização das propriedades é o foco do "De Olho na Qualidade Rural", segundo módulo do projeto que ensina técnicas corretas de descarte, organização, limpeza, higiene e ordem mantida.Em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural no Paraná (SENAR-PR), os produtores de cafés especiais aperfeiçoam conhecimentos técnicos relativos à colheita do café; processamento do café; podas e desbrotas do cafeeiro; controle de pragas e doenças; condução da lavoura cafeeira até o terceiro ano; classificação e degustação do café; empreendedor rural e mercado futuro. Também estão previstos módulos adicionais que contemplam capacitações exigidas para obtenção da UTZ Certified.A altitude média das propriedades cafeeiras participantes do projeto "Gestão de Empreendimentos Rurais" é 608 metros. A área média de cultivo de café é 78 hectares. Em 2009, a produção do grupo foi pouco mais de 25 mil sacas de café e em 2010 deve superar 38 mil sacas. A produtividade média desses cafeicultores, em 2009, foi 18 sacas por hectare e em 2010 subiu para 27 sacas por hectare.


Fonte: Sebrae/PR - Regional Norte

 
Posted By Ercilia
 

Segunda-feira, 09 de agosto de 2010

Com a safra recorde de grãos, estimada em mais de 30 milhões de toneladas no Paraná, segundo estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), o transporte de carga ferroviário também vem batendo recordes no Estado. Em julho, em Londrina e Ourinhos os vagões da América Latina Logística (ALL) carregaram 1,6 bilhão de toneladas úteis, 8% acima do recorde anterior da empresa, em maio de 2009, quando a safra também registrou bons números.De acordo com Pablo Pascudini, superintendente de produção da ALL, diferentemente de anos anteriores, quando a colheita acontece entre março a outubro, a safra 2010 está acontecendo de forma concentrada em poucos meses. Essa demanda, obrigou a empresa a aumentar a sua produtividade. Por dia, entre 850 a 900 vagões fazem o trajeto do Norte em direção aos portos de Paranaguá e São Francisco do Sul. A maior parte da carga transportada é de açúcar, farelo de soja, soja em grão e milho.Para atender a safra, a ALL anunciou que investirá este ano R$ 100 milhões na malha do Paraná, para aumento da capacidade de ativos, melhorias tecnológicas, incrementos em via permanente e adequação das linhas e infra-estrutura em terminais ferroviários.Entre as mudanças, foram remodelados os pátios de Londrina e Apucarana. O primeiro foi ampliado para receber trens mais longos. Já o pátio de Apucarana foi redesenhado de modo a receber em estruturas distintas as composições de cargas oriundas de Londrina e Maringá. 'Com essas mudanças e melhorias na infraestrutura da via, os trens podem seguir, agora, direto para o porto, sem precisar parar em Apucarana', diz Pascudini. Com isso, o transporte que antes era feito em 25 horas, agora é realizado em 16 horas.A ALL também está padronizando o perfil dos trilhos utilizado no Estado, para que todos fiquem com bitola 60. Segundo o coordenador de Via Permanente, Marcos Betineli, o principal objetivo das trocas dos perfis é a melhoria na operação de cargas. 'A troca do perfil 45 pelo 60, de maior resistência, permite atender a demanda com maior agilidade e segurança e com menos interferências na via', afirma.No ano passado, foi feita a troca de pefil dos trilhos no corredor Apucarana a Ponta Grossa, principal entroncamento ferroviário do estado. Em fevereiro deste ano, a empresa concluiu a primeira etapa da troca de perfil dos trilhos na Serra do Mar, iniciada em 2009, no trecho entre Pinhais - Morretes, entre os kilômetros 42 a 102. Também serão trocados os perfis dos pátios entre Curitiba e o Porto de Paranaguá.As próximas etapas do projeto compreendem a troca dos perfis no trecho entre Pinhais e Araucária, com início em dezembro; e nos próximos 2 anos, entre Paranaguá e Apucarana.


Fonte:Folha de Londrina

 
Posted By Ercilia
 

Segunda-feira, 09 de agosto de 2010

Os campos paranaenses estão mais amarelos por causa da canola. Produtores rurais do Estado apostaram na oleaginosa como alternativa na safra de inverno e agora estão colhendo bons frutos.O preço na comercialização chega próximo ao da soja, vendida por aproximadamente R$ 35 a saca de 60 quilos. Segundo o Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, houve um aumento de 103% na área plantada com canola no Paraná.São 12.838 hectares, contra 6.329 hectares no ano passado. A produção deve alcançar 21.480 toneladas em 2010, contra as 7.270 toneladas de 2009. Isto representa um acréscimo de 195% na produção paranaense da oleaginosa.A área cultivada vem aumentando nos últimos anos no Estado e se tornou uma ótima opção para a safra de inverno. A canola é a terceira oleaginosa mais plantada em todo o mundo, mas o Brasil ainda está engatinhando no seu cultivo.As plantações estão concentradas especialmente no Rio Grande do Sul e no Paraná. "A canola tem mercado e um bom teor de óleo. É uma opção em relação ao trigo, que historicamente é uma cultura que apresenta mais riscos", explica Otmar Hubner, engenheiro agrônomo do Deral.De acordo com ele, há empresas sediadas no Paraná que estão fomentando e estimulando a produção de canola. Além do óleo comestível, a oleaginosa pode ser utilizada na fabricação de biodiesel. O farelo de canola também é uma opção na composição de rações para bovinos, suínos e aves.A canola tem menos riscos na produção, mas isto não significa que cuidados podem ser dispensados. A plantação é resistente à geada. No entanto, a chuva oferece perigo.As ramas são pequenas e a umidade excessiva pode apodrecê-las. Também há riscos de proliferação de doenças neste cenário. Como os grãos são pequenos, é necessário ter uma boa preparação para a colheita.Além da boa aceitação no mercado, a canola tem um custo de produção menor em relação a outras culturas. O produtor gasta menos com adubo e fungicidas na comparação com o trigo, por exemplo.


BS Bios estimula produção


Uma das empresas que está fomentando a produção de canola no Paraná é a usina BS Bios Marialva, que produz biocombustível na cidade de Marialva, na região norte do Estado.A empresa (que tem participação da Petrobras) criou o Programa de Produção de Canola. Nele, os produtores recebem sementes importadas certificadas, assistência técnica gratuita e pacote tecnológico com todos os insumos necessários para a plantação."No final, o produtor tem a garantia de comercialização. Ele fez o contrato já sabendo para quem vai vender", comenta Josiene Roberta Carraro, coordenadora do departamento técnico da BS Bios Marialva.Os produtores também têm em contrato a garantia de vender a canola por um preço similar ao da soja. A usina tem capacidade para fabricar 127 milhões de litros de biodiesel por ano.Por enquanto, a produção cumpre a demanda de um leilão vencido pela empresa de 20 milhões de litros, utilizando o óleo de soja. Segundo Carraro, ainda não há canola suficiente para incorporá-la na produção do biocombustível."A canola tem propriedades físicas e químicas que levam à qualidade. O óleo da canola é um óleo nobre e, por isto, a qualidade do produto final é melhor do que o óleo de soja", conta.A coordenadora revela que cerca de 5 mil hectares de canola plantados no Estado nesta safra vieram por meio do fomento da empresa, o equivalente à metade da área plantada em todo o Paraná com a oleaginosa neste ano.A expectativa é incentivar ainda mais e chegar aos 15 mil hectares em 2011. Enquanto isto, na colheita deste ano (que começa em agosto e vai até setembro), toda canola entregue à usina pelos produtores será encaminhada para a indústria alimentícia para a produção de óleo.Existe plano para a usina repassar, a partir do ano que vem, todo o volume de canola para uma outra empresa que produza o óleo industrial, que pode ser usado na fabricação posterior do biodiesel. O subproduto deste processo é a glicerina, que depois é comercializada com indústrias farmacêuticas e de cosméticos.


Fonte:Paraná Online

 
Posted By Ercilia
 

Segunda-feira, 09 de agosto de 2010

Com cerca de 47 milhões de habitantes, a Colômbia é a terceira maior economia da América do Sul. Os principais produtos de exportação do país são o café e o petróleo. Internamente, a agricultura, a indústria e as atividades de serviço têm lugares de destaque.O Brasil e a Colômbia mantêm estreitas relações políticas e comerciais. Há uma série de acordos bilaterais em vigor e os dois países defendem medidas para intensificar a integração das nações da região, aumentando o comércio multilateral e implementando medidas de segurança regional.O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou nesta sexta-feira (6) à noite a Bogotá para participar da cerimônia de posse do presidente Juan Manuel Santos. O cerimonial da Presidência da República informou que eram esperados 17 chefes de Estado para a solenidade.A posse de Santos ocorre num momento em que a comunidade sul-americana negocia para que a crise entre Venezuela e Colômbia – deflagrada em julho desde a denúncia do governo colombiano sobre a suposta existência de guerrilheiros abrigados em território venezuelano – seja encerrada.


Fonte:Agência Brasil

 
Posted By Ercilia
 

Segunda-feira, 09 de agosto de 2010

As exportações de carne suína voltaram a cair em volume e a subir em receita, em julho. O Brasil vendeu ao exterior 43.771 toneladas, queda de 9,01% frente ao mesmo mês de 2009. "Os números de refletem a crise europeia. A desvalorização do euro aumentou a competitividade das exportações da União Europeia. O Brasil ainda convive com o real valorizado. A concorrência entre Brasil e o bloco é direta na Rússia, principal mercado para as duas origens", explica Pedro de Camargo Neto, presidente da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs). Já em receita, o aumento dos embarques foi de 7,68% no período.No acumulado do ano, as exportações de carne suína caíram 8,5%, passando de 342.587 toneladas de janeiro a julho de 2009, a 313.468 toneladas nos sete primeiros meses deste ano. Já em receita, o aumento dos embarques foi de 12,57% de janeiro a julho, para US$ 769,52 mihões. "O mercado interno do Brasil, felizmente aquecido, absorve nossa produção, inexistindo estoques de carne suína acima do usual. A suinocultura da União Europeia enfrenta maior dificuldade em virtude da crise econômica que persiste na região", afirma Camargo Neto.


Principais destinos


Os principais mercados para as exportações brasileiras de carne suína, em julho, foram Rússia, Hong Kong, Ucrânia, Argentina e Angola. Para a Rússia, o Brasil vendeu 19.420 toneladas, queda de 2,39% em relação a julho de 2009. Em receita, porém, as vendas aumentaram 19,11%, atingindo US$ 53,32 milhões. De janeiro a julho, as vendas para a Rússia já somam US$ 391,86 milhões, ampliação de 19,26% em relação a igual período de 2009.


Abertura de mercados


O presidente da Abipecs salienta a necessidade de ampliação dos mercados externos e de redução da dependência do mercado russo, ainda muito significativa para o setor. "Felizmente, os processo de abertura caminham, embora sempre em velocidade inferior à que gostaríamos", diz Camargo Neto.Ainda em agosto, o Brasil deve receber missão de habilitação de fábricas da China e, em setembro, do Canadá. Os processos de habilitação nos Estados Unidos e na União Europeia poderão estar concluídos ainda em setembro. Na Coreia do Sul e no Japão, os processos também progridem. Aguardam-se passos importantes até o final do ano.


Fonte: Revista Globo Rural

 
Posted By Ercilia
 

Segunda-feira, 09 de agosto de 2010

O movimento de realização de lucros que provocou forte baixa das cotações do trigo na sexta-feira na bolsa de Chicago não foi capaz de anular totalmente os ganhos consideráveis observados nos pregões anteriores. As altas foram provocadas sobretudo pelas projeções de queda da produção da Rússia, que enfrenta uma forte estiagem (ver foto) e na quinta-feira proibiu temporariamente as exportações de grãos. Em Chicago, os contratos para dezembro, que atualmente ocupam a segunda posição de entrega (normalmente a de maior liquidez), fecharam a sessão de sexta a US$ 7,5525 por bushel, um tombo de 56 centavos de dólar (6,9%) sobre a véspera. Ainda assim, como mostram cálculos do Valor Data, houve alta acumulada de 8,86% na semana passada; no ano, os ganhos somam 36,08%.


Fonte: Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Segunda-feira, 09 de agosto de 2010

Com 1,2 milhão de toneladas de trigo em estoque, o governo vai aguardar o reflexo dos preços internacionais no mercado interno para decidir se fará ou não leilões para liberar os estoques públicos. Silvio Farnese, coordenador geral de cereais e culturas anuais do Ministério da Agricultura argumenta que a safra no Paraná está prestes a começar e os preços ainda estão variando muito pouco tendo em vista o aumento nas bolsas internacionais."Há possibilidade, sim, de fazer leilões e estoques são para serem usados em situações dessa natureza. Mas é necessário aguardar até setembro, quando a colheita começa a tomar força, para ver como o cenário vai se desenrolar", diz Farnese. Mas ele não descartou realizar antes disso uma operação específica de venda de estoques públicos para o Nordeste - que, por questões logísticas, é mais dependente de importações.Na sexta-feira, no mercado do Paraná, a saca do trigo teve leve valorização de 0,13% para R$ 22,76, em média, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Agricultura do Estado.Das 1,2 milhão de toneladas estocadas nos armazéns da Conab, cerca de 800 mil são da safra passada, marcada por chuvas na colheita e, por isso, de qualidade prejudicada. "A maior parte é de trigo do Rio Grande do Sul, mais voltado para o mercado de bolachas", diz Farnese.


Fonte: Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Segunda-feira, 09 de agosto de 2010

Mudança de estratégia ganhou força após altas de 2007/08; custo anual é de R$ 630 milhões


O governo mudou radicalmente sua política de intervenção nos mercados agrícolas nos últimos anos. De indutor da comercialização de safras por meio de subsídios ao escoamento da produção, o Tesouro Nacional voltou a bancar o modelo de formação de grandes estoques públicos adotado nos anos 1980.A opção pelas aquisições diretas de produtos agrícolas custará ao país R$ 630 milhões para "carregar" as atuais 8,03 milhões de toneladas de grãos sob custódia do Estado. São custos financeiros e de armazenagem. "Foi uma política deliberada de mudar de rumo", afirma o ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel. "Foi uma decisão nossa pagar essa conta. Fizemos isso para garantir abastecimento e comida barata".A inflexão da política agrícola tem duas razões básicas. A crise de preços dos alimentos, ocorrida no início de 2008, causou temor no mundo e levou os países ao consenso de que era estratégico acumular grande quantidade de alimentos. "O governo tinha tomado a decisão de elevar estoques, mas as compras recrudesceram porque a FAO [braço das Nações Unidas no setor] induziu o discurso de perigo de falta de alimentos", afirma o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Edílson Guimarães.O ex-ministro José Graziano, hoje subdiretor da FAO na América Latina, teve papel fundamental para convencer o governo dessa necessidade. Atuaram a favor da recomposição dos estoques o Conselho Nacional de Segurança Alimentar (Consea) e os ministério do Desenvolvimento Social e da Fazenda. O ministro Guilherme Cassel afirma que, na crise de 2008, os preços dos alimentos subiram menos aqui do que no exterior. "Na Europa e na Ásia, subiu 63%. Aqui, não chegou a 20%. Não dá para fazer política de abastecimento sem estoques", diz Cassel.A mudança na atuação do governo também foi causada pelo "descolamento" dos preços mínimos de garantia da média das cotações de mercado, o que levou os produtores a reforçar o lobby pelas compras diretas do governo. Essa distorção foi causada pelo forte reajuste dos preços mínimos na safra 2008/09. À época, a crise dos alimentos forçava a demanda global e os produtores enfrentavam o segundo ciclo de forte alta nos custos de produção."O preço corrigido levou os produtores a vender mais ao governo", reconhece Edílson Guimarães. No ano passado, foram gastos R$ 5,2 bilhões na operação da Política de Garantia dos Preços Mínimos (PGPM).A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) tem hoje em seu poder 5,51 milhões de toneladas de milho em seus estoques. Tem outras 1,21 milhão de toneladas de trigo e 990,6 mil de arroz. E mais 181 mil toneladas de feijão, quase 100 mil de café e 25 mil de sisal. "Ainda estamos sob impacto do susto de 2008", avalia o diretor de Abastecimento Agropecuário do Ministério da Agricultura, Sílvio Farnese.Ele reconhece que os outros países "estão saindo dessa posição de estoques altos". Na safra passada, o governo fez muita compra direta (AGF), mas também reforçou sua política de exercer os chamados contratos de opção lançados no mercado. Assim, o governo decidiu adquirir os produtos em vez de pagar a diferença entre preço mínimo e cotação de mercado. "Precisamos exercer opções de trigo, arroz e milho para recompor as posições", lembra Guimarães.Além dos custos de manutenção dos estoques, o governo gasta com a remoção das quantidades de uma região para outra. Tem que abrir espaço à outra safra. Como o frete é caro, muitas vezes o custo do produto no destino fica superior à cotação de mercado na região."Quanto menos intervenção, melhor. É uma política cara, às vezes exagerada. Mas quando o preço cai demais, não tem muito o que fazer", afirma o diretor da Associação das Empresas Cerealistas do Brasil (Acebra), Arney Frasson. O analista Fernando Pimentel, da AgroSecurity, concorda: "É uma política compensatória pela falta de logística em fronteiras agrícolas", diz ele.


Fonte: Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Sexta-feira, 06 de agosto de 2010

A armazenagem de grãos está para o cenário do agronegócio brasileiro no mesmo nível de importância que o plantio e a colheita. Nos dias 17, 18 e 19 de agosto, as empresas que integram o APL pós-colheita de Panambi e Condor estarão colocando este tema em discussão com especialistas do mercado e autoridades ligadas ao setor.Um dos momentos mais importantes da 5ª Tecnopós será a realização do Seminário Nacional de Inovação Tecnológica e Empreendedorismo, um evento com grandes atrativos para os empresários interessados em fazer bons negócios e de divulgação sobre evolução tecnológica de produtos.Toda a programação destes três dias de grandes acontecimentos envolvendo o setor metalmecânico estará sendo compartilhada na sede da Afucopal, no bairro Pavão, em Panmbi. O tema da 5ª Tecnopós é "Pós-colheita com tecnologia é muito mais alimento" com realização á cargo da Acitec – Associação Centro de Inovação Tecnológica, APL Pós-Colheita Panambi/Condor e Abrapós – Associação Brasileira de Pós-Colheita.


Programação


Primeiro dia - O início da 5ª Tecnopós acontece na manhã do dia 17, a partir das 9h com as palestras "O agronegócio da Soja" com o chefe de comunicação e negócios da Embrapa Soja-PR Américo Dall’Agnol e "O que plantamos e o que temos para colher: Um raio X da situação dos setores de plantio, colheita e armazenagem de grãos no Brasil" tendo como palestrante o professor Dr. Lucilio Aparecido Alves, do departamento Esalq, da USP - Universidade de São Paulo.


A abertura oficial do evento será por volta do meio-dia, com a presença de representantes das empresas promotoras e apoiadoras da 5ª Tecnopós, empresários e autoridades convidadas. Na parte da tarde, às 13h30min, a programação será retomada com a palestra "Logística x Perdas: qual a perda anual de grãos no processo da colheita à armazenagem" apresentada por Marilson Gonçalves, da Conab – Companhia Nacional de Abastecimento, de Goiânia. A partir das 14h30min inicia o primeiro tour pelas indústrias de Panambi e Condor, oferecendo a oportunidade para conhecer as empresas e seus produtos.


Segundo Dia - O segundo dia do Seminário de Inovação Tecnológica, dia 18, terá a participação do engenheiro mecânico Érico Aquino Weber, especialista em Pós-Colheita, com uma abordagem técnica sobre a situação operacional da armazenagem. A primeira palestra inicia ás 9h como o tema "Equipamentos para limpeza, secagem, transporte e armazenagem de grãos. Utilizamos da melhor forma?", seguida de uma atualização comentada sobre "Quais as novidades que o mercado está trazendo".


Uma mesa redonda reunindo especialistas nas áreas da indústria, sistema financeiro e tecnologia do agronegócio de renome no Brasil, terá inicio ás 13h, como o tema "Estamos realmente preparados para ser o Celeiro do Mundo, diante do apagão da armazenagem que temos?". A coordenação ficará á cargo da jornalista Ana Amélia Lemos e atuará como painelista o pesquisador da Esalq/USP Dr. Lucilio Aparecido Alves. A mesa terá como debatedores– o Superintendente do Ministério da Agricultura Francisco Natal Signor, o assessor do BNDES Alexandre Benites, o superintendente da Conab Carlos Manuel Farias, o secretário nacional da Agricultura Gilmar Tietbhol, o secretário do Desenvolvimento e Assuntos Internacionais Josué de Souza Barbosa, o deputado federal Luiz Carlos Heinze (integrante da Comissão parlamentar de agricultura, pecuária, abastecimento e desenvolvimento rural), o deputado estadual Jerônimo Göergen (integrante da Comissão de Agricultura, Pecuária e Cooperativismo da Assembléia Legislativa), o coordenador da Comissão de Certificação de Unidades/Conab Pedro Sérgio Bescow e o presidente da Acitec empresário Hardi Reinke.


Terceiro dia – Para o dia 19, quinta-feira, está programada a partir das 9h uma rodada de negócios com a realização do "Projeto Comprador". Este evento será organizado pelo Sebrae e contará com a presença de representantes de empresas interessadas em fazer contatos, conhecer a diversidade da produção local e adquirir produtos e serviços.


No mesmo momento desta programação, estarão sendo promovidas diversas Palestras Empreendedoras com enfoque voltado aos empresários com diversos assuntos – como Formas de Financiamento, através do Sedai e Secretaria de Ciências e Tecnologia, mais Treinamento de Gestão pela equipe do Sebrae e Projetos Inovadores, apresentados pelas universidades.


Durante os três dias de realização da 5ª Tecnopós, nas dependências da Afucopal, será promovida em paralelo uma Mostra Tecnológica da indústria do pós-colheita. Nesse ambiente as empresas poderão aproveitar a presença do público para apresentar suas principais novidades. O que é o APL - Nas cidades de Panambi e Condor, localizadas na região do Planalto Médio, está a maior concentração de empresas fornecedoras de equipamentos para recebimento, beneficiamento e armazenagem de grãos – uma cadeia produtiva cuja característica principal é a afinidade setorial, conhecida como pós-colheita. A criação do programa denominado de APL - Arranjo Produtivo Local Metalmecânico surgiu sob a coordenação do Sebrae-RS e seus parceiros, com a finalidade de fazer cada indústria parte integrante de uma articulação competitiva frente aos cenários da concorrência no mercado rural brasileiro e mundial. Estas empresas, dos mais variados tamanhos, fabricam e montam equipamentos e instalações para as mais distantes regiões agrícolas do País e da América Latina. A produção local processa e transforma mais de 150 mil toneladas de chapas de aço por ano em equipamentos, cuja comercialização se destina em torno de 80% para o mercado interno e os 20% restantes seguem para o exterior.


Fonte: ACITEC

 
Posted By Ercilia
 

Sexta-feira, 06 de agosto de 2010

A agroindústria brasileira cresceu 6% no primeiro semestre de 2010, em comparação ao semestre imediatamente anterior, informou nesta sexta-feira (06/08) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No trimestre, a taxa avançou 6,7%.O resultado foi superior ao obtido no mesmo período de 2009, que havia registrado queda de 5,3%, porém abaixo da média da indústria geral, que foi de avanço de 16,2%. Os setores vinculados à agricultura, de maior peso na agroindústria, apresentaram desempenho semelhante aos setores associados à pecuária, com crescimentos respectivos de 4,4% e 4,3%. O grupo inseticidas, herbicidas e outros defensivos para uso agropecuário teve alta de 34,1%, e o segmento madeira, 23,8%."O crescimento de 6% da produção agroindustrial deve-se à safra recorde que está sendo colhida este ano, ao aumento moderado do volume e dos preços exportados de algumas commodities e da recuperação na fabricação de máquinas e equipamentos agrícolas. Vale destacar também a baixa base de comparação no primeiro semestre do ano passado, decorrente dos efeitos da crise econômica internacional ocorrida no final de 2008, que provocou queda nas exportações e nos preços internacionais", afirma o IBGE, em nota oficial.O cenário positivo para a agroindústria e o aumento da renda agrícola estimularam os investimentos no setor, refletidos sobretudo nos avanços observados em máquinas e equipamentos agrícolas (50%), em adubos e fertilizantes (3,1%) e em defensivos agropecuários (34,1%).


Fonte: Revista Globo Rural


 
Posted By Ercilia
 

Sexta-feira, 06 de agosto de 2010
Acrimat acusa Marfrig e JBS de constranger pecuarista

Em Carta Aberta, a Associação afirma que tomará medidas legais contra os frigoríficos


A Acrimat, Associação dos Criadores de Mato Grosso acionou o seu departamento jurídico para estudar medidas legais contra os frigoríficos Marfrig e JBS/Friboi, que acusam e constrangem o produtor sem provas, de produzirem de forma ilegal. Através de cartas dirigidas a diversos pecuaristas, ameaçam de não comprar o gado dos proprietários que não apresentar documentos e não permitirem que suas terras sejam fiscalizadas por eles. A Acrimat não aceita esse tipo ingerência junto aos pecuaristas do estado de Mato Grosso e repudia as ações desses grupos por diversos motivos.


Veja carta completa


Carta Aberta Alerta de abuso do Marfrig e JBS/Friboi


Ameaças aos pecuaristas mato-grossenses estão sendo feitas pelos dos frigoríficos Marfrig e JBS/Friboi. A insensatez e o abuso de pseudo poder dessas empresas não tem limite. Os dois grupos estão fazendo ameaças de que não irão adquirir o gado proveniente de novas áreas desmatadas, unidades de conservação e terras indígenas do Bioma Amazônia, acusando os pecuaristas, sem prova, de produzirem de forma ilegal. Estão exigindo do produtor através de cartas, documentos comprobatórios, como georreferenciamento, matricula de propriedade e até inspeção e coleta dos pontos de georreferenciado por técnicos do Marfrig e JBS/Friboi, como se fossem os responsáveis pela fiscalização e execução das leis. A Associação dos Criadores de Mato Grosso não aceita esse tipo ingerência junto aos pecuaristas do estado e repudia as ações desses grupos por diversos motivos: 1. Até o dia 13 de novembro de 2010 os produtores rurais de Mato Grosso têm o prazo para aderir ao Programa MT Legal e até lá, liberados para manterem relações comerciais dentro da lei; O Marfrig e JBS/Friboi não têm mais poder que um Programa Estadual - Lei Complementar nº 343, de 24 de dezembro de 2008;


2. Caso o Marfrig e JBS/Friboi tenham alguma dúvida documental de uma propriedade, eles que as resolvam junto aos órgãos competentes. O ônus da prova cabe a quem acusa;


3. Estão extrapolando os limites da lei e assumindo prerrogativas dos órgãos públicos competentes;


4. O direito de propriedade é inviolável;


5. Nós produtores não temos nenhuma relação com os acordos assinados juntos ao Ministério Público Federal e Ongs. Não somos testemunhas nem responsáveis por assinatura desses pactos;


6. Repudiamos qualquer possibilidade de formação de cartel como forma de manipular a relação comercial com o pecuarista com inevitáveis consequências ao consumidor;


7. O departamento jurídico da Acrimat está estudando medidas legais contra os frigoríficos Marfrig e JBS/Friboi, que acusam e constrangem o produtor sem provas;


8. Não descartamos a possibilidade de promover uma campanha maciça de boicote aos frigoríficos Marfrig e JBS/Friboi;


9. Não somos transgressores da lei. Somos responsáveis e cientes do nosso papel no desenvolvimento do nosso estado, e estamos tranquilos, pois nossa contribuição, socioeconômica e ambiental, é proveninente de ações com recursos próprios e não de verbas públicas como as do BNDES;


10. Os frigoríficos Marfrig e JBS/Friboi colocam os pecuaristas na vala comum de invasores de terra, dos que vivem à margem da lei. Não aceitamos cabresto de empresas que não nutrem nenhum respeito ao setor.


Cuiabá, 05 de agosto de 2010.


Fonte: Portal DBO

 
Posted By Ercilia
 

Sexta-feira, 06 de agosto de 2010

Produtores de trigo do Paraná podem ser beneficiados com a recente suspensão da exportação de grãos da Rússia. No entanto, a produção do cereal para vendas externas é pequena, aproximadamente 150 mil toneladas. O produto subiu 70% no mercado global durante o verão europeu (inverno no Brasil). Ontem(5), houve alta de 8,3% em Chicago."Hoje, o trigo de qualidade no Brasil não passa da quantidade de 150 mil toneladas. Não é o bastante, mas o agricultor que tiver um bom produto, poderá ser favorecido no mercado externo", afirmou Lawrence Pih, presidente do Moinho Pacífico - o maior da América Latina.A suspensão dos russos acontece em virtude de uma severa seca e incêndios florestais, que destruíram, até agora, 20% da safra de trigo. Segundo Aedson Pereira, analista da AgraFNP, esta queda corresponde a um prejuízo de 15 milhões de toneladas na safra de trigo. A Rússia, que está entre os maiores exportadores mundiais de grãos, informou que o recesso irá vigorar de 15 de agosto a 31 dezembro, com possibilidade de prorrogação para o próximo ano, se for necessário.Alemanha, Cazaquistão, Polônia e Ucrânia também foram afetados pelo fenômeno climático. De acordo com Pih, a medida não é sinônimo de falta de trigo no mundo, já que os estoques de passagem nos globais estão bem abastecidos, com pelo menos 170 milhões de toneladas.A União Europeia (UE) conta com bastante produto, assim como Alemanha, Polônia - apesar de afetadas pelo calor - e França, além de Austrália e Estados Unidos, que apresentam condições de suprir (melhor que o Brasil) a lacuna deixada pela Rússia, pois estes têm estoques, contou o presidente do Moinho Pacífico.Pih alerta ainda para que os agricultores brasileiros tenham paciência quanto às vendas, uma vez que, até o fim deste ano, o consumo do cereal no País será em média de 4 milhões de toneladas.Em 2007, uma forte onda de calor também afetou a mesma região da Rússia. Na época, os estoques de passagem eram menores assim com o consumo. Segundo o especialista da AgraFNP, naquele ano, a UE deixou de adquirir trigo e passou a comprar milho."Ambos são à base de amido, por isso eles substituíram. Há três anos, o Brasil, que venderia entre 7 milhões e 8 milhões de toneladas do grão para os compradores habituais, - Sudeste asiático e países árabes -, vendeu aproximadamente 11 milhões de toneladas adicionais, em função da demanda dos europeus".Para 2010, a AgraFNP estima que o Brasil exporte 7 milhões de toneladas de milho. Visto o atual cenário internacional, Pereira crê que haverá acréscimo nos números. "Acredito que beire os 8 milhões de toneladas, já que o panorama está favorável. Só não será maior devido aos atuais estoques de passagem", disse.O especialista falou que, antes dos recentes incêndios, a Rússia já dava sinais de quebra de produção por conta do clima e à alta dos preços internos. "Até antes da onda de calor, há aproximadamente um mês, já falava-se em fechar as exportações. Esse sentimento de queda tumultuou o mercado internacional", disse.Nesta semana, a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO, em inglês) anunciou que a oferta mundial de trigo pode diminuir no próximo ano se a severa seca na Rússia persistir. A projeção da safra global do cereal foi reduzida para 651 milhões, ante previsão de 676 milhões, queda equivalente a 4,5%. Até o fim de julho, o Conselho Internacional de Grãos (IGC, sigla em inglês) previa uma redução para a safra global de trigo de 2010/2011 em 13 milhões de toneladas, para 651 milhões de toneladas.A seca em algumas regiões da Rússia elevou os preços globais do trigo para o ponto mais alto em 22 meses. Por conta disso, estima-se que milhares de agricultores quase foram à falência.Produtores de trigo do Paraná podem ser beneficiados com a recente suspensão da exportação de grãos da Rússia. No entanto, a produção do cereal para vendas externas é pequena: aproximadamente 150 mil toneladas. O produto subiu 70% no mercado global durante o verão europeu (inverno no Brasil). Ontem(5), houve alta de 8,3% em Chicago. "Hoje, o trigo de qualidade no Brasil não passa da quantidade de 150 mil toneladas. Não é o bastante, mas o agricultor que tiver um bom produto poderá ser favorecido no mercado externo", afirmou Lawrence Pih, presidente do Moinho Pacífico. A suspensão dos russos acontece em virtude de severa seca e incêndios florestais.


Fonte:DCI - Diário do Comércio & Indústria

 
Posted By Ercilia
 

Sexta-feira, 06 de agosto de 2010
Presidente da CNA contesta campanha do MP sobre origem da carne bovina

O Ministério Público Federal (MPF) abriu sindicância para apurar denúncias feitas pela presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Kátia Abreu, em relação à campanha Carne Legal, lançada pelo próprio MPF no início de junho. A campanha relaciona o consumo de carne bovina de origem incerta ao desmatamento, ao trabalho escravo e à lavagem de dinheiro, por meio de três vídeos.A presidente da CNA pediu a devolução aos cofres públicos dos R$ 400 mil gastos na campanha. Segundo ela, os responsáveis pela campanha "consumiram dinheiro público na elaboração desse falseamento da verdade, que é apresentado à população brasileira". Kátia disse que a campanha induz o consumidor a cobrar uma certificação oficial para a carne, o que não existe.De acordo com Kátia, a divulgação tem servido de pretexto para outros países criarem barreiras às importações da carne bovina brasileira. "O mundo dos negócios não perdoa ninguém, e o Brasil é o maior exportador de carne bovina", afirmou a presidente da CNA.Em 2009, ano da crise internacional, o Brasil exportou 1,2 milhão de toneladas de carne bovina. O volume embarcado para outros países gerou uma receita de US$ 4 bilhões.


Fonte:Agência Brasil

 
Posted By Ercilia
 

Sexta-feira, 06 de agosto de 2010

Um micologista americano inventou uma embalagem que, depois de usada, pode ser plantada para crescer como árvore. Paul Stamets, o cientista, chamou-a de "The Life Box".Feita de papelão - fibra de papel reciclado - a caixa traz esporos e sementes de árvores misturadas ao seu material. Depois de usar, é só rasgar a caixa, plantá-la normalmente e regar com água. Na fibra de papel, são incluídas sementes de árvores, que depois são pulverizadas por esporos de fungos microrrízicos - que se associam às raízes das plantas, porém sem prejudicá-las. Os fungos protegem as mudas jovens, fazendo com que crescam saudáveis.Por enquanto, a "Life Box" só é vendida nos Estados Unidos e no Canadá. Isso porque a mistura de sementes é feita com espécies de árvores nativas desses países, mas já estão sendo estudadas misturas específicas para várias regiões do mundo.


Fonte:Portal Exame

 
Posted By Ercilia
 

Sexta-feira, 06 de agosto de 2010

Verduras, legumes, frutas, castanhas, carnes, pães, café, laticínios, sucos e outros produtos, tanto in natura, quanto processados, são considerados orgânicos quando cultivados sem agrotóxicos, adubos químicos e outras substâncias sintéticas, proporcionando alimentos mais saudáveis. A prioridade é empregar matéria orgânica e adotar boas práticas que harmonizem os processos biológicos.Em meados de 2003, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) criou o Programa de Desenvolvimento da Agricultura Orgânica (Pró-Orgânico), que fortaleceu os segmentos de produção, processamento e comercialização, possibilitando implantar a Comissão Nacional da Produção Orgânica (CNPOrg) e comissões nos estados. O coordenador de Agroecologia do Mapa, Rogério Dias, destaca ações do Pró-Orgânico como a criação do marco legal para o setor, que prevê a implantação de selo oficial do Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade Orgânica nos produtos, a partir de 1º de janeiro de 2011, e a adoção de mecanismos de controle para a garantia da qualidade.Dias acredita na expansão do mercado, com o incentivo aos orgânicos e ao conceito de consumo responsável, previstos no programa. Outro ponto do Pró-Orgânico ressaltado é a articulação para adequar o ensino nas áreas de ciências agrárias, estimulando o desenvolvimento de sistemas orgânicos de produção e o acesso a produtos e processos apropriados.


Orgânicos - A técnica ganhou força na década de 1920, quando surgiram movimentos contrários à adubação química. Essas ações foram agrupadas em quatro vertentes: agricultura biodinâmica, orgânica, biológica e natural. Com o tempo, surgiram outras denominações como método Lemaire-Boucher, permacultura, ecológica, ecologicamente apropriada, regenerativa, agricultura poupadora de insumos e renovável.Nos anos 70, o sistema foi chamado de agricultura alternativa. Em seguida, o termo agricultura orgânica passou a ser comumente usado com o mesmo sentido de agricultura alternativa. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) incorporou o tema em 1993. "Nesse período, outros governos começaram a estabelecer regulamentos oficiais para o setor em seus países", lembra Rogério Dias. O trabalho gerou um longo processo de discussão com a sociedade, culminando na publicação da Instrução Normativa Nº 7, em maio de 1999. "Iniciamos a articulação entre setores governamentais e não governamentais, com a criação do Colegiado Nacional da Produção Orgânica e seus correspondentes nos estados", explica.O sistema orgânico de produção agropecuária conta com técnicas específicas, que dão prioridade ao uso dos recursos naturais e socioeconômicos disponíveis e respeitam a integridade cultural da comunidade, segundo a Lei Nº 10.831/2003. O sistema busca sustentabilidade econômica e ecológica, maximizando os benefícios sociais, diminuindo a dependência de energia não renovável e empregando, sempre que possível, métodos biológicos e mecânicos, em contraposição ao uso de materiais sintéticos.


Confiança - O comércio de produtos orgânicos depende da relação de confiança entre produtores e consumidores, com base nos sistemas de controle de qualidade. As leis brasileiras abriram uma exceção à obrigatoriedade de certificação dos produtos orgânicos para os agricultores familiares, que podem vender diretamente aos consumidores, desde que sejam vinculados a uma Organização de Controle Social (OCS).O coordenador de Agroecologia acredita que o grande desafio para ampliar o sistema orgânico de produção é aumentar o número de profissionais formados nas escolas técnicas e universidades, reforçando a assistência aos produtores interessados em converter o sistema convencional em orgânico. Desenvolvimento tecnológico específico, mecanismos que ampliem o acesso da população aos produtos orgânicos e à utilização dos instrumentos de controle para garantia da qualidade são também considerados importantes pelo coordenador.


Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

 
Posted By Ercilia
 

Sexta-feira, 06 de agosto de 2010

A soja convencional voltou a ser valorizada essa semana pelo mercado norte-americano, visto a saca ter sido comercializada por R$ 40,8, enquanto a transgênica chegou a R$ 38,7. Os dados são do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos da América (Usda).Segundo o presidente da Associação dos Produtores de Soja do Estado de Mato Grosso (Aprosoja), Glauber Silveira, tal cenário se deve ao fato da escassez do produto, que já teve a safra de 2009/2010 mais de 90% comercializada só em Mato Grosso.Silveira revela que a próxima safra, 2010/2011, deve ter uma queda de 2% em sua área plantada, em razão de aumento do plantio de algodão.


TRANSGÊNICA - Porém, a tendência do setor é a da soja transgênica dominar cada vez mais o espaço entre as lavouras. Na última safra, ela já representou 55% da soja plantada, sendo 10 milhões de toneladas colhidas, de um universo de 19 milhões de toneladas."Para a safra 2010/2011, este índice deve subir para mais de 60%", avalia o presidente da Aprosoja. Nesse embalo, Silveira acredita que no máximo entre 3 e 4 anos apenas 10% das plantações brasileiras serão convencionais, os outros 90% transgênicas."Os produtores cada vez mais vão se adaptando ao que o mercado exige e compra", justifica. Conforme Glauber, a Aprosoja está realizando estudo para atestar se é mais vantajoso ou não a ampliação das lavouras transgênicas em MT."Em breve, teremos resultados mais consistentes para poder divulgar o real caminho que o Estado seguirá nos próximos anos quanto à espécie de soja plantada", finaliza Silveira.


CONTRIBUIÇÃO - Segundo a Usda, o mundo aumentou sua produção de soja em 18,5% de 2008/2009 a 2010/2011. Os países que mais contribuíram para o aumento foram Brasil, Argentina e EUA, que saíram de uma produção de 170,5 milhões de toneladas para os prováveis 206 milhões de toneladas em 2010/2011.A comercialização da soja referente à safra 2010/2011 já atingiu 15%, segundo projeções da Aprosoja.


Fonte: Aprosoja

 
Posted By Ercilia
 

Sexta-feira, 06 de agosto de 2010

Mato Grosso deve encerrar a safra de grãos 2009/2010 com uma produção de 28,357 milhões de toneladas. O resultado faz parte do 11º levantamento feito pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) que foi divulgado nesta quinta-feira (5). A estimativa aponta que o volume é 0,2% superior ao registrado na temporada passada - quando a produção de grãos alcançou 28,307 mi/t - e 0,11% abaixo do índice registrado no último levantamento da estatal, que apontava 28,389 mi/t. Em relação à área, a lavoura de Mato Grosso tem 9,087 milhões hectares. Na comparação com a safra passada, que registrou 8,434 mi/ha, houve aumento de 7,7%.A soja continua como a principal cultura de Mato Grosso, somando uma produção de 18,7 mi/t em uma área de 6,2 mi/ha. Esses índices são, respectivamente, 4,2% e 6,8% maiores que o registrado na safra 08/09, quando a produção atingiu 17,9 mi/t e a área era de 5,8 mi/ha. Já a produtividade apresentou redução de 2,4%, de 3,082 mil/ha para 3,008 mil/ha. O milho também apresentou queda no volume produzido, de 8,8 mi/t para 7,7 mi/ha. Enquanto a área apresentou alta de 19,2%, passando de 1,6 mi/ha para 1,9/ha.Para o presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja), Glauber Silveira, a produção dos grãos pode apresentar redução além do que já foi previsto. "Não tem nada que confirme uma melhora dessas culturas quanto à sua produção".


Leilão - No leilão promovido pela Conab nesta quinta-feira (5), os produtores comercializaram 1,2 mi/t de milho, representando 100% do volume ofertado. Mas para os produtores, o deságio não compensou a operação.


Fonte:Gazeta Digital

 
Posted By Ercilia
 

Sexta-feira, 06 de agosto de 2010

A Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic) lançou um guia mostrando as diferenças dos canais de distribuição do grão. Hoje, cerca de 70% das vendas ocorrem no varejo. A ideia é mostrar quais canais, como restaurantes e hotéis, podem ser alternativas. "O guia tem por objetivo ajudar as indústrias de menor porte a definirem seus mercados", diz Nathan Herszkowicz, diretor da Abic.O preço médio do arábica no mercado interno em julho foi de R$ 302,36 por saca, segundo o indicador Cepea/Esalq. O valor representa uma alta de 22,2% em comparação a julho do ano passado, porém, uma queda de 1,2% ante a média de junho deste ano.


Fonte: Valor Econômico


 

 
Posted By Ercilia
 

Sexta-feira, 06 de agosto de 2010

Com uma rapidez surpreendente, o Ministério da Agricultura liberou ontem as unidades da Brasil Foods, em Capinzal (SC), da Copacol, em Cafelândia (PR) e da Rigor, em Jarinu (SP), do regime de fiscalização especial.Elas foram submetidas ao regime - durante o qual a comercialização fica suspensa - depois que o ministério constatou a presença de água acima do permitido em aves in natura congeladas e resfriadas produzidas por essas unidades. Pela lei, carcaças e cortes de aves podem ter até 6% de água depois de descongeladas.Comunicado divulgado ontem pelo ministério informou que "análises realizadas por técnicos da pasta constataram que as empresas estão cumprindo os padrões estabelecidos em legislação quanto à adição de água nas carcaças e cortes".Na nota do Ministério da Agricultura, o diretor de Inspeção de Produtos de Origem Animal da pasta, Nelmon Costa, afirmou que "na maior parte dos casos, em poucos dias as empresas submetidas ao Regime Especial de Fiscalização adotam os procedimentos em conformidade com a lei". A reportagem procurou o diretor para explicar a rapidez da liberação das empresas, mas ele não estava disponível para atender.Na quarta-feira, a Copacol já havia informado que não estava mais sob regime de fiscalização especial e a Brasil Foods disse que havia apresentado recurso ao Ministério da Agricultura contestando o resultado de análise que levou à inclusão de Capinzal no regime especial.


Fonte: Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Sexta-feira, 06 de agosto de 2010

A Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) divulgou ontem carta contra o embargo dos frigoríficos Marfrig e JBS a propriedades rurais com suspeitas de irregularidades ambientais. Segundo a Acrimat, os frigoríficos extrapolaram "os limites da lei" e assumiram "prerrogativas dos órgãos públicos" ao monitorar e embargar fazendas.A decisão foi motivada após pecuaristas receberem comunicados dos frigoríficos sobre a interrupção das compras. Sob pressão pública e do Ministério Público, Marfrig, JBS e Minerva anunciaram no mês passado que deixaram de comprar gado de 221 fazendas localizadas em terras indígenas, unidades de conservação ou próximas a áreas recém-desmatadas na Amazônia.Além disso, outras 1.787 propriedades, num raio de até 10 quilômetros de novos desmatamentos, unidades de conservação e terras indígenas, estão em estado de "averiguação" pelos frigoríficos - casos em que ainda há dúvidas sobre a ilegalidade. As empresas declararam também ter um ponto georreferenciado de mais de 12.500 fazendas.Esses embargos correspondem à primeira etapa do compromisso assumido pelo setor da pecuária com o Greenpeace para desmatamento zero na Amazônia: cadastrar e mapear as fazendas de seus fornecedores diretos.Em um dos comunicados, obtido pelo Valor, a Marfrig alerta uma fazenda mato-grossense sobre um novo foco de desmatamento identificado a cerca de cinco quilômetros da propriedade. O frigorífico faz três exigências: a apresentação da matrícula da propriedade, do mapa ou georrefenciamento da propriedade e a permissão para inspeção e coleta dos pontos georreferenciados por equipe designada pelo frigorífico. O comunicado alerta que a parceria comercial será interrompida se os documentos não forem entregues em 60 dias."Está ocorrendo uma inversão de valores. Eles querem atribuições que não são deles", diz Luciano Vacari, superintendente da Acrimat. "Isso não pode ser feito como estão fazendo. Se a propriedade estivesse embargada pelo Ibama, tudo bem. Mas não é o caso". Segundo ele, a assessoria jurídica da Acrimat analisará a legalidade da ação dos frigoríficos.Em nota, a Marfrig informou que "tem o compromisso com a sustentabilidade e com a preservação do ambiente e, para tanto, reserva-se ao direito de adquirir matéria-prima de fornecedores alinhados com esse compromisso". A JBS afirmou, por sua vez, que "a sustentabilidade é um valor fundamental" na empresa e "com o objetivo de atender a esses princípios, possui um controle na aquisição de gado" bovino.A Acrimat alega que os produtores embargados no Mato Grosso não desmataram ilegalmente. E que, de qualquer forma, o Estado já tem um programa de regularização ambiental que dá o prazo até o fim do ano para que as propriedades se adequem. "O Marfrig e a JBS não têm mais poder que a lei estadual", diz Vacari.Em vigor há oito meses, o MT Legal conta com a adesão só de 2% das propriedades. Segundo Vacari, isso se deve ao impasse no Código Florestal brasileiro. "Ninguém vai agir enquanto não tiver uma definição nacional", diz ele.


Fonte: Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Sexta-feira, 06 de agosto de 2010
Soja puxa uma safra recorde ainda maior no Brasil

Nada como um clima favorável às lavouras. No levantamento divulgado na quinta-feira sobre a já concluída safra recorde de grãos 2009/10, a Conab elevou sua projeção para a colheita total para 147,1 milhões de toneladas, 8,8% mais que em 2008/09 e 4,6% acima da primeira previsão do órgão para a temporada, publicada em dezembro do ano passado.O efeito positivo do clima fica claro a partir da comparação das áreas plantadas de 2008/09 e do ciclo recém-concluído. Neste caso, o aumento foi de apenas 0,7%, para 47,33 milhões de hectares. O aumento da produtividade das plantações, assim, fez a diferença, e ele foi determinado pelas condições meteorológicas muito mais benéficas do que no ano passado no Sul do país e, também, pela maior utilização de tecnologia, já que para o plantio da safra 2008/09 insumos como fertilizantes estavam muito caros no mercado internacional.Apesar de um leve ajuste para baixo no levantamento divulgado na quinta-feira, a produção de soja, carro-chefe no campo nacional, confirmou seu próprio recorde (68,471 milhões de toneladas).Mais em www.conab.gov.br


Fonte: Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Sexta-feira, 06 de agosto de 2010
China importa milho dos EUA e intriga o mundo

As primeiras grandes compras de milho dos EUA pela China em mais de uma década motivaram um debate sobre se as exportações dos principais produtos agrícolas americanos estão entrando em uma nova era dourada. Mas o lado que poderia potencialmente resolver a questão (o governo chinês) quase não fala sobre o assunto.A euforia foi inflamada em junho, quando um navio com milho dos EUA chegou ao porto de Longkou, no nordeste da China. Foi a primeira embarcação carregada de milho americano a atracar na China em cerca de 15 anos. Ele foi seguido por outros quatro.A China importou este ano cerca de 1,2 milhão de toneladas de milho dos EUA, o maior produtor mundial, ante um total importado de outros países de menos de 100 mil toneladas em anos anteriores.Agricultores, corretores e economistas agrícolas dividem-se em relação às implicações desse aumento. Alguns o veem como a chegada de uma época muito aguardada de grandes exportações de milho para a China, para alimentar a população cada vez mais abastada do país. Outros acham que é um fenômeno de curta duração, causado por secas recentes."Seja o que for que estiver acontecendo este ano, é diferente de qualquer outra coisa" que tenha ocorrido nos últimos anos, diz Jay O ‘ Neil, economista do Programa Internacional de Grãos da Universidade Estadual do Kansas.Ele acrescentou que as recentes importações de milho da China indicam que "há menos países suprindo as necessidades de um mundo em expansão e o potencial de falta de produção de milho é um risco maior para todos". A mudança "obviamente conduz a mais incertezas no mercado mundial de commodities e tende a levar a preços mais altos de commodities e maior volatilidade de preços".Prever a demanda de milho da China é complicado pelo intenso sigilo do governo chinês. O Partido Comunista por muito tempo considerou a autossuficiência em grãos um elemento crucial para a segurança nacional, e as lideranças reafirmaram este ano que a China tem como objetivo produzir 95% dos grãos que consome até 2020. Mas os detalhes da política são guardados cuidadosamente.A autossuficiência é amplamente vista como a razão pela qual a China quase não importou milho no passado, mesmo quando os preços domésticos estavam mais altos que os internacionais.Ninguém fora do governo chinês sabe se os carregamentos que foram permitidos este ano são temporários ou indicam uma mudança de longo prazo. O governo mantém em segredo o tamanho das reservas, e observadores questionam a precisão das estatísticas sobre produção e consumo.A confusão em relação ao milho é um indício de um embate maior entre a crescente influência global da China e práticas do governo que em alguns aspectos mudaram pouco durante três décadas de reforma de mercado. Espera-se que a China ultrapasse o Japão este ano como a segunda maior economia do mundo, atrás dos EUA, mas as principais políticas ainda são criadas em segredo por um pequeno grupo de líderes do partido. Especialistas estrangeiros reclamam da falta de transparência dos números oficiais, e a incerteza em relação às políticas de Pequim já turvaram outros mercados mundiais de commodities, como o de petróleo.Buscar mais clareza pode ser arriscado: vagas leis de sigilo de Estado já foram usadas para colocar na cadeia analistas que recolheram informações que o governo considera sigilosas. No mês passado, o geólogo americano Xue Feng foi condenado a oito anos de prisão por suas pesquisas sobre a localização de poços de petróleo.O Ministério da Agricultura da China se recusou a conceder uma entrevista sobre a política para o milho, alegando que o assunto é delicado. A Comissão Nacional de Reforma e Desenvolvimento (NDRC), principal agência de planejamento econômico da China, também recusou pedidos de entrevista. Nem mesmo especialistas ocidentais na China quiseram discutir o assunto publicamente.O governo Obama fez poucos comentários sobre os carregamentos americanos para o país, embora os EUA tenham eleito a expansão das exportações como parte vital da estratégia econômica.Em um raro comentário sobre o assunto no seu site na semana passada, a NDRC minimizou a importância das recentes importações de milho. A comissão afirmou que as importações foram estimuladas pelos preços mais altos do milho no mercado doméstico, mas enfatizou que elas não vão prejudicar os produtores chineses de milho e que as reservas de grãos estão adequadas. O comunicado não mencionou por quanto tempo as importações de milho vão continuar.Analistas concordam que a oferta de milho na China se tornou pequena com a crescente classe média, que consome cada vez mais carne, leite e ovos de animais que comem ração de milho - assim como refrigerantes que usam adoçantes à base de milho. Secas no cinturão de milho do nordeste da China nos últimos dois anos reforçaram o temor com o suprimento.A China costumava ser um importante exportador líquido de milho, competindo com os EUA, mas as suas exportações caíram para apenas 172 mil toneladas em 2009, ante 15,2 milhões de toneladas em 2003, segundo o Departamento de Agricultura dos EUA.Analistas dizem que a China pode importar tanto quanto costumava exportar. O presidente da consultoria Shanghai JC Intelligence, Hanver Li, projetou que o país poderá ter de importar 5,8 milhões de toneladas em 2011 e 15 milhões de toneladas em 2015. Li anunciou "uma nova era das importações chinesas de milho".


Fonte: Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Sexta-feira, 06 de agosto de 2010
Sem capital, Marambaia desiste de comprar grupo J. Pessoa

Anunciado em fevereiro deste ano, o processo de aquisição das cinco usinas do grupo J. Pessoa pela Marambaia Energia Renovável foi por água abaixo. O acordo inicial previa um aporte de R$ 200 milhões pela Marambaia em troca de uma participação acionária no J. Pessoa, a ser definida após a due diligence. Mas a avaliação detalhada do grupo sequer foi feita e a associação foi suspensa por falta de recursos. Controlada pelo banqueiro Luiz Cézar Fernandes (ex-Pactual e Garantia), que detém 51% do negócio, a Marambaia foi constituída para investir em projetos sucroalcooleiros dentro e fora do Brasil.O memorando de entendimentos entre as duas empresas foi firmado em 25 de fevereiro deste ano com cláusula de exclusividade por 120 dias. O plano era, a partir do aporte de R$ 200 milhões, transferir os ativos do grupo J. Pessoa para a Marambaia, que passaria então a ter o J. Pessoa como sócio.Em seguida, seria feita uma captação de recursos no mercado para bancar a expansão e a modernização dos ativos do grupo sucroalcooleiro, que já chegou a estar entre os dez maiores do país.Mas José Pessoa de Queiroz Bisneto, presidente do grupo que leva seu sobrenome, explica que nos meses seguintes à assinatura do memorando, algumas notícias sobre o futuro sócio começaram a circular no mercado, de forma que iniciou-se a desconfiança de que o acordo não seguiria adiante, o que se confirmou há cerca de um mês.Em abril deste ano, a Fazenda Marambaia, de propriedade de Luiz Cezar Fernandes, e onde o mesmo reside, quase foi à leilão para pagamento de dívida de R$ 6 milhões com o banco BBM, débito relacionado ao negócio frustrado de compra do alemão Dresdner Bank do Brasil. O leilão não aconteceu, pois o débito foi sanado por ex-sócios de Luiz Cesar Fernandes.Também no mês de abril, a Marambaia chegou a divulgar um comunicado no qual reafirmava que prosseguiam as negociações com o grupo J. Pessoa. Desde então, entretanto, nenhum aviso oficial foi feito informando que as negociações chegaram ao fim.Segundo fontes, a compra do banco Dresdner seria a ferramenta para buscar os recursos que financiariam a aquisição do J. Pessoa. Por isso, em se frustrando essa operação, também se frustrou o negócio como grupo sucroalcooleiro.Marcelo Bastos, um dos sócios de Luiz Cezar na Marambaia, afirmou que não poderia comentar o assunto, justamente porque ainda não houve comunicado oficial ao mercado. "Mas estamos olhando outras oportunidades na área de energia de fontes renováveis", disse. Os planos da Marambaia também passavam por exportação de açúcar do Brasil para a refinaria que deveria ser instalada até 2012 na Argélia.Com cinco usinas com capacidade de processamento de 6 milhões de toneladas, o grupo J. Pessoa toca agora o seu plano de recuperação judicial, homologado em junho pela Justiça. A empresa tem dívidas de R$ 270 milhões, sendo R$ 130 milhões com instituições financeiras. "Queremos agora recuperar o grupo. Não estamos procurando sócios. Essa história com o Marambaia foi muito desgastante", desabafa José Pessoa.


Fonte: Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Sexta-feira, 06 de agosto de 2010

Objetivo é manter a inflação sob controle após perdas com clima


O primeiro-ministro da Rússia, Vladimir Putin, anunciou nesta quinta-feira uma proibição temporária das exportações de grãos do país. A medida afeta embarques de trigo, milho, cevada, centeio e derivados, e tem como objetivo manter a inflação controlada após a pior onda de calor da história ter danificado as lavouras. "Eu acredito que seja apropriado introduzir um embargo temporário das exportações de grãos e derivados da Rússia", disse Putin em uma reunião de governo.O porta-voz do premiê, Dmitry Peskov, informou que a proibição entrará em vigor a partir de 15 de agosto e se aplicará também a contratos já assinados, seguindo até o fim de dezembro."Essa proibição é de caráter temporário. Falaremos posteriormente sobre como será nosso comportamento após dezembro", disse Putin.O contrato para dezembro do trigo negociado na bolsa de Chicago encostou no limite de alta de 55,75 centavos e fechou em US$ 8,1125 por bushel. Putin também garantiu 10 bilhões de rublos (US$ 335 milhões) em subsídios e outros 25 milhões de rublos em empréstimos para o setor agrícola. O premiê também afirmou que as reservas de grãos de intervenção do governo russo serão distribuídas a regiões sem leilões."Nós temos reservas suficientes - 9,5 milhões de toneladas - e não devemos permitir um aumento dos preços de alimentos na Rússia, enquanto controlamos a criação de animais e acumulamos reservas para o próximo ano", disse Putin. "É claro que o governo está interessado em vender este recurso via leilão, mas nosso objetivo não é fazer mais dinheiro, mas ajudar produtores agrícolas que precisam de socorro".Inicialmente, o governo planejou intervir abrindo concorrência para vender mais de 3 milhões de toneladas de grãos das reservas estatais para processadores de farinha, criadores de animais e fabricantes de ração.Andrei Sizov Sr., presidente da consultoria SovEcon, disse acreditar que qualquer embargo não se aplicará aos grãos que já estão sendo carregados em navios nos portos. Recentemente, o Egito comprou 180 mil toneladas de trigo russo para entrega em setembro, enquanto a Jordânia adquiriu 50 mil toneladas de trigo do Mar Negro para a primeira metade de setembro.A unidade russa da trading multinacional Glencore pediu, em entrevista à Reuters, para que o governo implementasse um embargo às exportações, temendo defaults nos contratos.Em 1999, o governo russo proibiu exportações de grãos de janeiro a maio, período no qual recebeu ajuda após uma colheita desastrosa em 1998.


Fonte: Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Sexta-feira, 06 de agosto de 2010

Vendas externas brasileiras caíram à metade entre 2007 e 2009 por causa da crise financeira global


As exportações brasileiras de madeiras continuam degringolando, e os volumes de compra de seu maior cliente, os Estados Unidos, dificilmente voltarão aos níveis anteriores à crise econômica global, mostra relatório da agência das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO).Os mercados de produtos florestais estão realmente globalizados, segundo a entidade. Não é mais necessário ter florestas para fazer esse tipo de produto. O maior exemplo disso é a ascensão meteórica da China como grande produtor, consumidor e comerciante, o que já afeta produtores tradicionais de móveis, como a Itália.O relatório não fornece um valor total do mercado global de produtos florestais. A maior demanda vem da construção civil e da indústria de móveis. Apenas a produção global de móveis alcançou US$ 376 bilhões em 2009 e o comércio internacional, US$ 92 bilhões após retração de 20%.Depois da queda de 11,6% no consumo global de madeira e produtos de papel em 2009, a expectativa é de modesta recuperação este ano. Mas Ed Pepke, principal autor do relatório, estima que a demanda da construção residencial nos EUA não deve voltar aos níveis pré-crise. Isso afeta o Brasil. Nada menos de 70% da madeira que o país exporta segue ao mercado americano. As exportações do item madeiras (compensados, portas e janelas, folhas serradas, perfilados, painéis de fibra, outros painéis, mas não móveis) caíram de US$ 3,3 bilhões para US$ 1,6 bilhão entre 2007 e 2009.No caso dos compensados, categoria em que o Brasil é o terceiro maior exportador, atrás da Malásia e Tailândia, as vendas diminuíram 50% em valor desde 2007. Isso em razão da maior demanda interna, valorização do real, concorrência de produtores asiáticos, como China e Indonésia, além de menor quantidade de madeira no rastro de combate ao corte ilegal na Amazônia.As exportações de portas, janelas e outros produtos caíram 54,7%, de US$ 522 milhões para US$ 236 milhões no período. Mesmo as compras chinesas de perfilados de madeira caíram pela metade. Pequim importa o produto bruto, fabrica móveis e depois os vende para a Europa e EUA. O Brasil não faz a industrialização "porque os chineses não compram", diz Vasco Flandoli, da Associação Brasileira de Produtores e Exportadores de Madeira."Estamos perdendo terreno para os asiáticos porque eles cortam tudo de madeira tropical, e aqui é proibido", afirma. "Mas estamos perdendo espaço também na exportação de pinos, que representa 80% do que vendemos. Neste caso, para países como o Chile".A produção chinesa de produtos florestais alcançou US$ 232 bilhões em 2009, alta de 9,8%, enquanto houve queda de 11,6% globalmente. O avanço chinês foi impulsionado pela maior demanda doméstica, já que as exportações caíram. Em todo caso, o país continuou a importar madeira, principalmente da Europa, para produzir móveis e exportá-los aos mercados industrializados. Só essas vendas renderam US$ 7,6 bilhões em 2009.Agora, porém, Pequim enfrenta maior concorrência de vizinhos mais competitivos, como Indonésia, Malásia e Vietnã. Companhias da Europa e dos EUA, sob pressão da concorrência chinesa, tendem a aumentar investimentos também na América do Sul para reduzir custos e manter a competitividade.Além da globalização, o relatório aponta mais três razões para a mudança estrutural no mercado de produtos florestais. Começa com o forte declínio no consumo, produção e comércio, no rastro da recessão global, que leva a fusões, aquisições e fechamento de fábricas num ritmo superior aos ciclos normais de negócios. No setor de papel e celulose, as versões "digitais" erodiram a demanda por papel, por exemplo.Além disso, políticas de combate a mudanças climáticas têm intensificado o uso de madeira para produzir energia, sendo uma das razões para a alta do preço da mercadoria.Há o efeito ainda do controle da origem da madeira importada, principalmente nos EUA e na Europa, e que deve atingir China e outros asiáticos. Além de provar que o produto é legal, é preciso atestar critério de sustentabilidade e outras obrigações na cadeia de suprimento, da floresta até a fábrica. Até agora, porém, apenas 9% das florestas foram certificadas, sendo 88% nos países ricos. No Brasil, a certificação cresceu.Para a FAO, o comércio ilegal de produtos de madeira continua e joga "sombras" no setor florestal. Nesse cenário, Ed Pepke vê chances para o Brasil "ser muito ativo na nova situação do mercado, se controlar as condições exigidas", podendo recuperar vendas no segmento de compensados, por exemplo.


Fonte: Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Quinta-feira, 05 de agosto de 2010

O excedente de milho do Estado do Mato Grosso poderá ser destinado à produção de etanol nas próximas safras, como acontece hoje nos Estados Unidos. Uma máquina brasileira, que custa R$ 400 mil, é capaz de transformar sete mil quilos de milho por dia no combustível e deve ser a saída para produtores não perderem o plantio. Na próxima semana, uma usina na cidade de Campos de Júlio, a 600 quilômetros de Cuiabá , vai operar, em caráter experimental, com o álcool a partir do grão. Nesta semana, pesquisadores fazem testes técnicos em uma unidade em Tangará da Serra (MT). A ideia é instalar o equipamento em usinas de biodiesel.A Associação de Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja/MT), em pareceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e Universidade Federal do Tocantins (TO), pesquisam o projeto. "Por enquanto, o passo é realizar testes técnicos com o equipamento. A máquina é brasileira, mas recebe tecnologia norte-americana, a qual será nacionalizada", afirmou Marcelo Duarte Monteiro, diretor executivo da Aprosoja. Ainda de acordo com a entidade, após a fase de testes, há outras etapas a serem correspondidas: viabilidade econômica, impostos, tributação, licença ambiental e mercado.Otimista, Glauber Silveira, presidente da Aprosoja, espera que o Mato Grosso seja o pioneiro na produção de etanol a partir do milho e que o produto já esteja disponível na próxima safra. "A ideia é produzir etanol e equiparar o preço ao o da cana-de-açúcar", disse Silveira.Além do álcool na bomba, outra vantagem é aproveitar os resíduos que sobram do milho para dar de ração aos bovinos. Monteiro explicou que o estado só conta com uma máquina e que fornecedores estão desenvolvendo tecnologias para o projeto. "Apesar dos testes desta semana, ainda não temos resultados concretos. Estamos animados, mas os dados por enquanto são poucos".Estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) apontam que, na virada deste ano, os estoques de passagem no Brasil ficaram em 11,02 milhões de toneladas de milho. "O problema do Mato Grosso é que o estado colhe mais de 90% no ciclo da safrinha. É neste momento que o mercado já colheu a safra de verão e ainda há os estoques de passagem do ano anterior. Por isso, sobra mais milho e aumenta a competição", diz Rafael Ribeiro de Lima Filho, analista da Scot Consultoria. De acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), o cultivo de milho safrinha para 2009/2010, no Mato Grosso, será de 8,26 milhões de toneladas.Os programas de incentivo do governo, como os leilões de Prêmio de Escoamento de Produto (PEP) e Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (Pepro), contribuem para a remuneração do produtor. Com os certames, o agricultor consegue receber R$ 11 por saca, em vez de R$ 6. A Aprosoja estima que preço poderia ser maior se houvesse comércio com as usinas.Silveira aposta no conceito de o País partir em direção ao biocombustível. O Mato Grosso produz aproximadamente 850 milhões de litros de etanol a partir de cana-de-açúcar. "Se pegarmos 25% da produção de milho do Mato Grosso, ao invés de exportar, poderemos produzir 1 bilhão de litros de álcool de milho. É um bom volume e terá saída no mercado", diz o presidente da Aprosoja.Segundo a entidade, se 40 usinas mato-grossences abocanharem até 25% da produção de milho do estado, isso seria equivalente a dois milhões de toneladas.Antonio de la Bandeira, gerente do Sindicato Rural de Campo Novo do Parecis, disse que a saída pode ser interessante. "O problema do milho é encontrar um outro foco para que seja bem vendido. Esta é uma ótima alternativa", diz. Bandeira espera que a ideia do etanol a partir do milho seja levado para sua cidade, que é considerada a maior produtora de milho de pipoca e de girassol."É ótimo. Nada melhor do que ter demanda e consumo. Atualmente, o estado produz muito e não conta com infraestrutura para o escoamento. Tomara que com a produção do etanol possa aliviar um pouco e ainda dê para aproveitar o resíduo de sobra para o confinamento bovino", afirma Odenir Ortolan, presidente do Sindicato Rural.


Fonte:DCI - Diário do Comércio & Indústria

 
Posted By Ercilia
 

Quinta-feira, 05 de agosto de 2010

O trigo continua surpreendendo o mercado e nesta quarta-feira (5) os preços voltaram a subir firmemente. "Em 40 anos de mercado, nunca vi oscilações tão bruscas em tão pouco tempo", diz Lawrence Pih, do Moinho Pacífico.O empresário se referia a mais uma forte puxada de preços ocorrida nesta quarta-feira, de 6,7%, o que já faz o trigo acumular 50% de aumento em quatro semanas em Chicago.O primeiro contrato do produto foi a US$ 7,26 por bushel (27,2154 kg), embalado pelas notícias de seca na Europa e na Rússia. Mas essa alta reflete não só a seca, mas a forte presença dos fundos no mercado, diz Pih.Com excesso de capital e juros pouco atrativos no setor financeiro, eles foram em busca dos produtos agrícolas. Nas últimas semanas, compraram 160 mil contratos futuros de trigo, o que corresponde a 30 milhões de toneladas do cereal.Seca e fundos não mexem apenas com os preços do trigo, mas também mantêm aquecidos os preços das demais commodities agrícolas. A soja, apesar do pequeno recuo nesta quarta-feira (5), mantém alta de 9,4% em quatro semanas e o primeiro contrato está em US$ 10,53 por bushel. Esse produto também tem sido um dos preferidos pelos fundos, que estão com 32 milhões de toneladas de soja comprados.A pressão de alta avança também sobre os produtos negociados em Nova York, as chamadas "soft commodities". O açúcar retomou a tendência de alta e acumula 13% nas últimas quatro semanas no primeiro contrato negociado na Bolsa.O único produto na contramão é o suco de laranja, que registra queda de 4% em um mês, mas ainda acumula alta de 56% em 12 meses.Sem reação A forte puxada de preços do trigo no mercado externo ainda não afetou os preços internos. O produtor continua recebendo R$ 23 por saca pelo trigo negociado no Paraná.Safra Em 20 dias, as máquinas vão a campo para intensificar a colheita do cereal no norte do Paraná. Os produtores esperam uma melhora do clima que, neste momento, está muito úmido. Se persistir, esse clima poderia prejudicar a qualidade do trigo.Com reação Já soja e milho, mais sensíveis ao mercado externo, tiveram alta internamente. A soja subiu 0,4% em média, conforme cotações apuradas pela Folha em várias regiões produtoras. Já os preços médios do milho registraram alta de 1,3% nesta quarta-feira (5).


Fonte: Folha de S.Paulo

 
Posted By Ercilia
 

Quinta-feira, 05 de agosto de 2010

Depois de uma visita a Brasília, solicitando à Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) a ampliação do armazenamento de grãos na cidade, o vereador Tony Carlos anunciou que a companhia não pretende realizar a ampliação da unidade de armazenamento em Uberaba. Segundo o vereador, Uberaba produz grãos para que seja esmagado em Uberlândia.Tony explicou que a cidade de Uberaba produz mais de um milhão de toneladas de soja e setecentos mil toneladas de milho, sendo que só consegue armazenar 25 mil toneladas. O restante segue para armazenamento em Uberlândia, que irá comportar 140 mil toneladas, pois está prevista, a partir desta semana, a construção de um novo graneleiro em Uberlândia, em que serão investidos R$ 36 milhões, oriundos do governo federal, além de gerar 250 empregos diretos e 300 indiretos.Já em relação a Uberaba, a cidade, mesmo sendo destaque na produção de grãos, continua sem uma unidade de armazenamento. De acordo com a Conab, não estão previstos projetos e nem mesmo verba para a ampliação da capacidade estática da unidade em Uberaba, pois segundo a série histórica do índice da ocupação média é inferior a 50%, não justificando a ampliação da mesma, e ainda sendo ocupada por produtos de terceiros.Portanto, segundo o vereador, é preciso que o município cobre da União investimentos para que seja armazenado o produto produzido aqui, pois, segundo a Conab, sem uma média alta de ocupação não haverá uma ampliação da unidade, continuando a "mandar" os grãos colhidos em Uberaba para a cidade vizinha. "Tem que se mobilizar no sentido de garantir o beneficiamento dos grãos. Não adianta investir na produção se não armazenamos aqui. A mesma situação se reflete com a necessidade da construção de frigorífico", enfatiza o vereador.


Fonte: Jornal de Uberaba

 
Posted By Ercilia
 

Quinta-feira, 05 de agosto de 2010

Para Lovatelli, viés político dificulta interação entre os ministérios da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário


No 9º Congresso Brasileiro de Agribusiness, que acontece na próxima segunda-feira (09/08) em São Paulo, os três candidatos principais à Presidência da Republica, Dilma Rousseff, José Serra e Marina Silva, devem responder por meio de mensagens gravadas em vídeo, que será projetado em plenário, às propostas do agronegócio para o período 2011/2020.É uma verdadeira sabatina, adianta Carlo Lovatelli, presidente da Associação Brasileira de Agribusiness (Abag), que elaborou o documento com o aval de 50 outras entidades que representam os agropecuaristas nacionais.Entre outros pleitos, segundo Lovatelli, é solicitada a fusão do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, do Ministério do Desenvolvimento Agrário, do Ministério do Meio Ambiente e do Ministério da Pesca e Aquicultura em um só órgão. "Defendemos a centralização das decisões. É um absurdo discutir questões como as florestas, a água, os recursos financeiros para os agricultores, as exportações, o etanol, as invasões de propriedades, entre outros assuntos de importância vital para o país, de maneira descentralizada", afirma.Segundo Lovatelli, um "viés político" dificulta a interação entre os ministérios da Agricultura e o do Desenvolvimento Agrário. "Um não reza de mãos dadas com o outro, e suas agendas estão sempre em conflito". O documento, intitulado "Agronegócio - Desenvolvimento e Sustentabilidade - Plano de Ação 2011/2014/2020", é erigido sobre seis pilares, na explicação de Lovatelli: garantia de renda, logística, defesa agropecuária, comércio exterior, pesquisa e inovação e institucionalidade. "A melhora e a garantia de renda ao produtor também são preponderantes na pauta de reivindicações aos candidatos. Seguro rural incipiente, o que torna o agricultor refém das variações climáticas e das oscilações do comércio externo, e infraestrutura deficitária são questões para as quais também aguardamos respostas".Todas as propostas foram elaboradas durante encontro que aconteceu no mês passado, em São Paulo, no Conselho Superior do Agronegócio da Fiesp, coordenado pelo ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues.O 9º Congresso Brasileiro de Agribusiness será realizado no Sheraton São Paulo WTC Hotel. Outras informações pelo tel. (11) 3285-3100.


Fonte: revista Globo Rural

 
Posted By Ercilia
 

Quinta-feira, 05 de agosto de 2010

44 animais de Mato Grosso do Sul foram vendidos por R$ 39,6 mil


A venda no formato de registro de balcão à vista de 44 fêmeas Nelores e Brangus provenientes do Mato Grosso do Sul, foi realizada na terça feira 3 de agosto. O preço à vista fechado na negociação entre as partes foi de R$ 75,00 a arroba, atingindo o valor operacional de R$ 39,6 mil no total da negociação."O meu cliente quis ter mais segurança na negociação e por isso escolheu a Bolsa Brasileira de Mercadorias para fazer um registro de balcão", comentou Carlos Eduardo Dupas, diretor da Corretora Ativacon do Mato Grosso do Sul, responsável pelo negócio.A última negociação registrada pela BBM foi no dia 9 de junho, com a venda de 25 animais também provenientes do Mato Grosso do Sul. O movimento está aquém do esperado. Com a comercialização desta semana, o volume de negócios ainda não chega a R$ 550 mil, e o número de animais vendidos pelo sistema eletrônico é de pouco mais de 500 cabeças. A previsão inicial da Bolsa da Carne, controlada pela BM&FBovespa,era de um volume de R$ 2,5 bilhões em negócios para 2010.A falta de envolvimento do pecuarista e o interesse dos frigoríficos em manter as compras à prazo são apontadas por Edílson Alcântara, diretor de novos produtos da Bolsa, como principais entraves para o sistema eletrônico de comercialização.


Fonte: Portal DBO com informações da BBM

 
Posted By Ercilia
 

Quinta-feira, 05 de agosto de 2010

Dirigentes da Faeg vão pedir ao Mapa que fazendas da lista Trace possam criar animais sem rastreabilidade.


A falta de remuneração para a criação do boi rastreado, exigência no fornecimento de animais para exportação para a União Europeia, está desanimando os pecuaristas de Goiás. Representantes da Faeg, Federação da Agricultura de Goiás vão pedir ao Ministério da Agricultura que libere as propriedades habilitadas pela UE, relacionadas na chamada lista Trace, a criarem também bois não rastreados, sem que isto implique perda do status de apto à exportação. Os produtores argumentam que a exigência está privilegiando a indústria, pois atualmente não existe ágio no pagamento do boi rastreado.Em análise recente, a Scot Consultoria alertava que em muitos frigoríficos o chamado "boi Europa" estava valendo o mesmo que o "boi comum". Analistas lembram que o prêmio pago já chegou a mais de 10% em época de oferta reduzida. No ano passado, o ágio entre o boi rastreado e o comum caiu e ficou em torno de 3% a 5% em agosto. No ápice da oferta de bois de confinamento (outubro e novembro) o ágio recuou para 1%. Neste ano, a margem estreitou mais cedo.Os analistas da Scot observam que a maior parte das fazendas da lista Trace realiza o confinamento e a oferta de animais aumenta no segundo semestre.


Fonte: O Estado de S. Paulo.

 
Posted By Ercilia
 

Quinta-feira, 05 de agosto de 2010

A participação de pessoas físicas na negociação de contratos de commodities na BM&FBovespa está em um dos mais elevados níveis. Dados da bolsa brasileira mostram que a presença desse tipo de participante é a mais elevada nos últimos sete anos. Na média de todos os contratos de commodities negociados neste ano até junho, 36,3% foram movimentados por pessoas físicas. O volume supera a participação de 34,1% das pessoas jurídicas não-financeiras (empresas) e a fatia de 13% das pessoas jurídicas financeiras (bancos).A situação já foi diferente. Em 2004, a participação das pessoas físicas na negociação se commodities foi de 32%, enquanto as pessoas jurídicas não-financeiras tinham uma fatia de 38,1%. Em 2007, a divisão foi de 27,8% e 41,8%, respectivamente. No ano passado, as pessoas físicas representaram 36% dos contratos de commodities, enquanto as "PJ’s" tiveram participação de 34,5%.Para estimular ainda mais a participação de produtores, a bolsa iniciou na semana passada a edição 2010 do programa "BM&FBovespa Vai ao Campo". A ideia é apresentar as ferramentas existentes para a negociação de commodities, dentro da estratégia de popularização da bolsa


Fonte:Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Quinta-feira, 05 de agosto de 2010
Incentivo ao seguro rural

Na noite de terça-feira, após ter recebido o sinal verde da Comissão de Agricultura do Senado, o projeto de lei que cria o "Fundo de Catástrofe" do seguro rural foi aprovado pelo plenário da Casa. O projeto autoriza a União a usar R$ 4 bilhões em quatro anos para lastrear as operações de seguro rural, que já conta com subsídios oficiais ao prêmio. "Este novo instrumento é fundamental para diluir riscos inerentes à atividade produtiva e colaborar para a sustentabilidade financeira dos produtores", disse o deputado federal Moacir Micheletto (PMDB-PR), relator do projeto na Câmara.


Fonte:Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Quinta-feira, 05 de agosto de 2010

A unidade da BRF Brasil Foods em Capinzal (SC), a da Copacol em Cafelândia do Oeste (PR) e a da Rigor em Jarinu (SP) foram colocadas sob regime especial de fiscalização pelo Ministério da Agricultura. Análises indicaram, segundo o ministério, que aves in natura congeladas e resfriadas produzidas nessas unidades tinham água acima do permitido pela legislação. Pela lei, carcaças e cortes de aves podem ter até 6% de água depois de descongeladas.O regime especial prevê a suspensão temporária da comercialização e que todo o estoque seja analisado antes da comercialização. As empresas só deixam o regime especial quando comprovam a correção da irregularidade após a revisão dos seus programas de autocontrole e da apresentação das análises de três lotes com os padrões previstos em lei.Em nota, a BRF Brasil Foods informou que apresentou recurso ao ministério contestando o resultado de análise que levou à inclusão da unidade de Capinzal no regime especial. "A BRF entende que as imposições não possuem lastro legal e questiona os critérios técnico-científicos da metodologia adotada para essas avaliações". A empresa disse ainda que "cumpre rigorosamente todas as especificações legais recomendadas pelo MAPA e que adota rígidos padrões de controle de qualidade em todas as suas linhas de produção". Segundo nota técnica do ministério, a Brasil Foods foi incluída no regime especial no dia 2 de agosto.A Copacol informou, em nota, que esteve sob regime especial de fiscalização entre 21 de julho e 3 de agosto. Segundo a cooperativa, no período "não foram constatadas irregularidades nas amostras das análises realizadas com relação à quantidade de água resultante do descongelamento do produto". As análises do ministério, conforme a Copacol, já foram encerradas e a comercialização de frango é feita normalmente. A empresa disse que seus procedimentos e produtos se enquadram na legislação que prevê limite de 6% de água.Procurada, a Rigor, que entrou no regime especial dia 14 de julho, não se pronunciou.A União Brasileira de Avicultura (Ubabef) divulgou nota dizendo que a decisão do Ministério da Agricultura teve como base "uma metodologia não validada", que está sendo discutida entre o setor e a pasta. Ainda, segundo a nota, a Ubabef " reitera a confiança nas boas práticas de produção por parte de suas associadas e entende que qualquer método de fiscalização deve ser validado e baseado em ciência". Além disso, conforme a entidade, as vendas de suas associadas não estão suspensas.De acordo com ministério, foram recolhidas amostras no comércio varejista de todo o país para avaliar a quantidade de água resultante do descongelamento. Neste ano, oito estabelecimentos foram incluídos no regime especial de fiscalização.


Fonte:Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Quinta-feira, 05 de agosto de 2010

Presidente Lula quer impor "limites claros" às investidas externas


O governo decidiu alguns critérios para impedir o avanço do capital estrangeiro sobre as terras do país. As aquisições de áreas por investidores do exterior terão que passar por um processo de aprovação prévia no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). E os cartórios terão que informar a compra dessas terras por pessoas físicas e jurídicas estrangeiras antes de emitir qualquer tipo de registro oficial.As medidas, que abrangem o conceito de "consentimento informado", farão parte de um projeto de lei a ser enviado pelo governo federal ao Congresso Nacional até o fim do ano. O presidente Lula reafirmou a seus auxiliares a determinação de impor "limites claros" às investidas externas sobre as terras brasileiras. O governo quer reagir a um "novo padrão de especulação fundiária", garantindo a produção de alimentos por brasileiros e protegendo a água e a biodiversidade da Amazônia.Os critérios foram decididos em uma reunião conjunta entre a Casa Civil e os ministérios da Defesa, do Planejamento e do Desenvolvimento Agrário, além da Advocacia-Geral da União (AGU) e do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).Os representantes dos vários ministérios decidiram, ainda, estabelecer como critérios a limitação das aquisições de terras em áreas de fronteira e a fixação de um percentual máximo (25%) para investimentos estrangeiros em cada município do país. Também haverá restrições, nesse caso, para a compra de terras por estrangeiros da mesma nacionalidade - esse limite deve ficar em 40%.As novas regras incluirão transparência nas negociações, respeito pelo direito à terras existentes, partilha dos benefícios com comunidades locais, sustentabilidade ambiental e adesão a políticas nacionais de comércio e segurança alimentar.A Casa Civil ficou responsável pela redação final do texto que será submetido ao Congresso, e a AGU já tem pronto um novo parecer sobre o assunto. A publicação do documento da AGU, prevista para os próximos dias, depende da avaliação dos termos por Lula, que decidirá se as regras valerão para aquisições efetivadas antes do novo parecer da AGU.O governo revogará entendimento anterior sobre a equivalência dos conceitos de empresa nacional de capital estrangeiro e de companhia controlada por acionistas não-residentes no país ou com sede no exterior. Até agora, as compras de terras têm sido feitas com base em um parecer de 1995 que dispensou autorização para a aquisição de imóveis rurais em território nacional. Até então, o Artigo nº 171 da Constituição Federal, depois revogado, fazia distinção entre os dois conceitos.De 2002 a 2008, houve uma avalanche de investimentos estrangeiros em terras no Brasil. O Banco Central registrou aportes de US$ 2,43 bilhões nesse período. Cadastro do Incra mostra que, até 2008, havia 4,04 milhões de hectares registrados por estrangeiros. São 34.218 imóveis concentrados em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Bahia e Minas Gerais. Fundos internacionais de "private equity" e "hedge", cuja carteira global supera US$ 10 bilhões, têm sido cada vez mais agressivos em seus investimentos em terras no Brasil. Um quarto dos 120 maiores investidores corporativos globais já tem um pé no país, revelou a ONG espanhola Grain.


Fonte:Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Quinta-feira, 05 de agosto de 2010

A União Europeia prevê que sua produção de cereais ficará, em 2010, próxima da média dos últimos cinco anos, apesar de condições meteorológicas desfavoráveis. A previsão da UE para a produtividade das lavouras de trigo, cevada, milho e outros produtos em seus 27 países-membros é de 5,1 toneladas por hectare, ligeiramente superior à média recente. O total de terras destinadas ao cultivo de cereais caiu 3% no bloco em relação a 2009.Bruxelas projeta alta de 1,7% no rendimento de trigo mole, de 4,4% na cevada e de 7,7% no milho, mas estima queda de 2,4% para a canola. Já o rendimento da beterraba para açúcar está estimado em 65,65 toneladas por hectare, 2,3% acima da média dos últimos cinco anos.A produção europeia sofreu com sérios problemas climáticos. Em alguns países, choveu pouco, como no Reino Unido, oeste da França e norte da Alemanha. Já Polônia, Hungria, Republica Tcheca, Eslováquia e Romênia foram atingidas por inundações. Entre um rude inverno e a seca dos últimos meses, outras colheitas ruins, como a russa, geraram forte alta de preços de alguns cereais. É o caso do trigo.


Fonte:Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Quinta-feira, 05 de agosto de 2010

Adversidades climáticas em importantes países produtores e exportadores de trigo levaram a FAO, o braço das Nações Unidas para agricultura e alimentação, a reduzir em 25 milhões de toneladas sua estimativa para a safra global do cereal nesta temporada 2010/11. Em junho, o órgão estimou a produção mundial em 676 milhões de toneladas, projeção que agora caiu para 651 milhões, 4,5% a menos que em 2009/10.Conforme a FAO, a principal frente de preocupação está na Rússia, onde uma seca "devastadora" prejudica as lavouras. Mas, como já havia sido apontado, Cazaquistão e Ucrânia também enfrentam problemas. Ainda que esses eventos realcem a dependência do mercado dos produtores da região do Mar Negro, a FAO lembrou que o quadro internacional de oferta e demanda segue mais equilibrado do que em 2007/08, quando as cotações do trigo, como as de outras commodities - agrícolas ou não - alcançaram máximas históricas.Os preços, contudo, estão reagindo às previsões de redução da oferta e estão subindo progressivamente. Desde junho, em Chicago, a valorização dos contratos futuros de segunda posição de entrega se aproxima de 60%.


Fonte:Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Quinta-feira, 05 de agosto de 2010

Com os preços do trigo explodindo no mercado internacional - só ontem o contrato para dezembro subiu 6,4% na bolsa de Chicago para US$ 7,5550 o bushel -, começa a queda de braço entre moinhos e fabricantes de massas e derivados para definir seus reajustes.A Associação Brasileira das Indústrias de Massas Alimentícias (Abima) informou que já está pagando de 6% a 8% mais pela farinha de trigo brasileira desde o fim de julho, o que deve representar, segundo a entidade, um repasse de 5% no preço do macarrão ao longo deste mês. "Nossos estoques são curtos, de, em média, 15 a 30 dias. Além disso, a farinha de trigo representa 75% do custo do macarrão", justificou o presidente da Abima, Cláudio Zanão.Com a valorização de ontem em Chicago, a commodity acumula alta de 57,3% desde 1º de julho, segundo o Valor Data. A Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo) não se pronunciou sobre o assunto.De acordo com o Sindicato da Indústria do Trigo de São Paulo (Sindustrigo-SP), essa valorização gera uma necessidade de reajuste da ordem de 10% no preço da farinha nos próximos 30 dias, ainda que os moinhos tenham estoques até setembro. "As indústrias trabalham com custo de reposição de estoques. Acertamos hoje o preço do cereal que chegará em 30 a 45 dias no Brasil", disse Christian Mattar Saigh, vice-presidente do Sindustrigo-SP.Ele afirmou que é possível que essa alta já tenha se iniciado em algumas regiões do país, justificando a informação da Abima de que as indústrias de massas já pagam, em média, 6% a 7% mais pela farinha de trigo.Saigh disse, porém, não ver razões para alta de preços de massas e de outros subprodutos da farinha. "No ano passado, os valores da farinha recuaram 35%, sem uma correspondente queda nos preços dos seus derivados. Assim, não vejo razão para aumentar agora", disse o executivo.Sem citar percentuais, o presidente da Abima afirmou que os preços do macarrão tiveram queda no ano passado e que, a necessidade de aumento de 5%, não significa que todos os fabricantes irão repassar esse percentual. "Pode ser que haja, dependendo da empresa um repasse menor, de 3%, ou nenhum aumento em algumas, para não haver risco de perda de competitividade na gôndola", disse Zanão.De todo o consumo brasileiro de farinha de trigo, 50% vão para a produção de pão nas padarias, 30% para macarrão, biscoito e pão industrial e 20% para consumo doméstico e outros usos, segundo a Abima. O Sindicato de Panificação de São Paulo foi procurado ontem para comentar o assunto, mas seu presidente não estava disponível.A alta súbita do trigo nas bolsas internacionais está repercutindo no mundo todo. Ontem, o "Financial Times" informou que a Premier Foods, uma das maiores empresas de alimentos do Reino Unido, indicou que os preços mais altos do trigo vão significar pão mais caro neste verão.Analistas preveem que a alta do cereal pode estimular a inflação e impactar no crescimento dos setores mais dependentes do Estado na Rússia, com fábricas suspendendo produção e consumidores reduzindo a demanda, segundo a Bloomberg.


Fonte:Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Quarta-feira, 04 de agosto de 2010

A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) projeta a safra brasileira de soja em 68,4 milhões de toneladas para a temporada 2010/2011. A previsão faz parte do levantamento de agosto da entidade, que manteve a estimativa divulgada em julho. Para 2009/2010, a produção está estimada em 57,383 milhões de toneladas.A entidade revisou para cima as projeções de exportação e esmagamento, e reduziu a previsão para estoques finais. Segundo a Abiove, as vendas ao exterior deverão totalizar 29,8 milhões de toneladas. Em julho, a previsão era de 29,3 milhões. O processamento na safra 2010/2011 deverá ficar em 33,6 milhões de toneladas, contra 33,1 milhões de julho. Os estoques finais estão previstos em 2,906 milhões de toneladas - eram 3,706 milhões no levantamento anterior.A produção de farelo de soja foi elevada de 25,2 milhões para 25,6 milhões de toneladas entre julho e agosto. O consumo interno foi mantido em 12 milhões de toneladas e a previsão de exportação passou de 13,2 milhões para 13,6 milhões. O quadro para o óleo de soja indica produção de 6,45 milhões de toneladas, contra 6,35 milhões na previsão de julho.O consumo interno foi mantido em 5,05 milhões e a exportação teve sua previsão elevada de 1,35 milhão para 1,5 milhão de toneladas.


Fonte: Revista Globo Rural

 
Posted By Ercilia
 

Quarta-feira, 04 de agosto de 2010

A Comissão de Infraestrutura do Senado encaminhou nesta quarta-feira (04/08) à Mesa Diretora da Casa um projeto de lei que regulamenta a Política Nacional para os Biocombustíveis. A proposta reúne uma série de projetos em tramitação no Senado e também acolhe sugestões de representantes de vários segmentos do setor apresentadas em audiências públicas realizadas no ano passado.Entre as diretrizes estabelecidas no projeto está a promoção da concorrência nas atividades econômicas de produção, comercialização, distribuição, transporte, armazenagem e revenda de biocombustíveis. O mesmo princípio, pela proposta, será aplicado nas atividades econômicas de produção e comercialização de matérias-primas. Outro objetivo é incentivar o aumento da participação do produto na matriz de combustíveis brasileira.Também foram sugeridos incentivos a ações, nacionais e internacionais, de certificação dos biocombustíveis. Isso seria feito a partir do reconhecimento de sustentabilidade da produção. O projeto de lei da comissão cria um conselho interministerial a quem caberá estabelecer planejamentos estratégicos de longo prazo para o setor. O texto prevê que a produção de biocombustíveis terá que obedecer a diretrizes socioambientais como a proteção do meio ambiente, a conservação da biodiversidade e a utilização racional dos recursos naturais.Estão previstos ainda critérios como o respeito à função social da propriedade, o cumprimento da legislação trabalhista em vigor e o respeito à livre concorrência. A matéria será encaminhada pela Mesa para debates nas comissões temáticas.


Fonte: Revista Globo Rural

 
Posted By Ercilia
 

Quarta-feira, 04 de agosto de 2010

Para USDA, a presença de vermífugo acima do permitido é um problema sistêmico.


De acordo com o administrador do Serviço de Inspeção e Segurança Alimentar do USDA, Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, Al Almanza, o Brasil precisa provar que é capaz de exportar carne bovina livre do vermífugo ivermectina para que o comércio de carne processada seja retomado. "Foi um problema sistêmico no Brasil" afirmou.O representante do USDA afirmou que o Brasil ainda não apresentou os papéis necessários para se comprometer que evitará contaminações no futuro. Recentemente, o ministro da Agricultura, Wagner Rossi, disse que o Brasil pretende retomar os embarques em breve, talvez em um mês. Mas autoridades do USDA declararam que ainda há uma série procedimentos que só podem ser realizados com os documentos do Brasil. O porta-voz do USDA Brian Mabry avisou que ainda é muito cedo para dizer quanto tempo o processo todo levaria.Almanza declarou que, se o Brasil não tivesse interrompido as exportações voluntariamente, o USDA teria de fazê-lo. Toda a carne processada contaminada com ivermectina e que passou por recall teve origem em instalações brasileiras. Mas dados enviados do Brasil aos Estados Unidos mostraram que níveis do vermífugo considerados inaceitáveis foram identificados em muitas fábricas que embarcam produtos aos Estados Unidos.Um porta-voz do USDA recordou que os americanos toleram 10 partes por bilhão de ivermectina, mas a contaminação da carne importada do Brasil era 65 vezes maior do que isso, com até 651 partes por bilhão. Embora não haja evidências de que a contaminação seja nociva aos consumidores - a droga pode até ser usada diretamente por seres humanos - "o USDA é diligente ao evitar resíduos indesejados na carne", de acordo com Almanza.


Fonte: O Estado de S. Paulo

 
Posted By Ercilia
 

Quarta-feira, 04 de agosto de 2010
Confinamento menor

Os pecuaristas de Mato Grosso reduzirão em 15,7% o confinamento de gado em 2010. Levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) identificou 221 propriedades com estrutura de confinamento no Estado, sendo que 537,8 mil cabeças serão confinadas neste ano ante as 637,9 em 2009.


Fonte: Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Quarta-feira, 04 de agosto de 2010

O frigorífico JBS planeja investir R$ 100 milhões no período de três anos em projetos de sustentabilidade em suas unidades brasileiras. Há 35 projetos nessa área. Um deles foi a adaptação de algumas plantas para a queima do gás metano, o que possibilitará a primeira venda de créditos de carbono de um frigorífico no mundo. Segundo Marcus Vinícius Pratini de Moraes, presidente do Conselho de Estratégia Empresarial do JBS, a empresa planeja ainda criar um Índice de Sustentabilidade.


Fonte: Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Quarta-feira, 04 de agosto de 2010
Resultado da ADM

A Archer Daniels Midland Co. (ADM), um dos maiores processadores de grãos do mundo, registrou lucro no quarto trimestre graças à demanda da Ásia e ganhos de bioprodutos, como melhora dos resultados com etanol. A receita subiu para US$ 446 milhões nos três meses encerrados em julho, ante os US$ 58 milhões de igual período do ano passado.


Fonte: Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Quarta-feira, 04 de agosto de 2010

As exportações brasileiras de carne bovina in natura somaram 101,7 mil toneladas (132,2 mil toneladas equivalente carcaça) em julho, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). O resultado é 5,5% maior que os embarques de junho e é o maior volume mensal já exportado pelo país. Segundo a Scot Consultoria, o momento é bom para a pecuária nacional. Tanto o mercado interno quanto externo estão aquecidos.


Fonte: Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Quarta-feira, 04 de agosto de 2010
Finep seleciona projetos

A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) selecionará propostas de 16 Organizações Estaduais de Pesquisa Agropecuária (OEPAs). Estão disponíveis R$ 26 milhões em recursos não reembolsáveis para apoio a projetos de pesquisa e desenvolvimento no setor. A seleção vai considerar as oportunidades e demandas das cadeias produtivas que necessitem de suporte tecnológico.


Fonte: Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Quarta-feira, 04 de agosto de 2010

A Comissão de Agricultura do Senado aprovou a criação do "Fundo de Catástrofe". O projeto autoriza a União a usar R$ 4 bilhões em quatro anos para lastrear as operações de seguro rural. O fundo terá participação de bancos, seguradoras, cooperativas e produtores, e será acionado em casos de catástrofes derivadas do clima, pragas e doenças. O "colchão" tentará atrair seguradoras e resseguradoras para uma atividade de alto risco.


Fonte: Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Quarta-feira, 04 de agosto de 2010

Para Pedro de Camargo Neto, da Abipecs, produtores de suínos da Rússia não têm produtividade e competitividade


Produtores de suínos na Rússia pressionam o governo a impor mais restrições na importação de carne suína, o que pode afetar as vendas brasileiras ao país, que é o maior cliente brasileiro.Os produtores pedem ao governo um corte de 100 mil toneladas na cota de importação de carne suína em 2011, e redução igual em 2012. Alegam que precisam de proteção paras estimular a produção interna. Hoje, a cota é de 500 mil toneladas para 2010 e 2011, inferior em 150 mil toneladas ao volume de 2008. Para 2012, o volume cai para 450 mil toneladas.A Associação Russa de Produtores insiste que seu volume de produção cresceu 10,2% no primeiro semestre, alcançando um milhão de toneladas, e a comercialização aumentou 24%, com condições de diminuir o ritmo de importações."Os russos pedem isso, mas não têm produtividade e competitividade e aí é o consumidor que vai resolver. É uma briga entre eles", diz o presidente da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs), Pedro de Camargo Neto. Os embarques à Rússia caíram desde 2005, de 400 mil toneladas anuais para 270 mil toneladas em 2009.A demanda coincide com a movimentação de Moscou para, na verdade, negociar o pacote final para atender parceiros afim de aderir até dezembro a Organização Mundial do Comércio (OMC).Uma das pendências bilaterais, para o Brasil confirmar seu apoio a Rússia, envolve melhores condições de acesso de suas carnes no mercado russo. O governo russo deve apresentar uma oferta ao Itamaraty até o final do mês.Os brasileiros reclamam que Moscou vem privilegiando a Europa. De fato, a Rússia se tornou o maior mercado para os suínos europeus, com 760 mil toneladas em 2009 (dentro e fora de cota), valendo US$ 1,3 bilhões, basicamente de carne que não consome, de qualidade baixa. A carne de boa qualidade é exportada para o Japão.Mas os europeus também se queixam dos veterinários russos e suas imposições de barreiras consideradas sem consistência técnica. Os russos alegam que se protegem contra o produto subsidiado da Europa, que recebe entre € 100 milhões e € 150 milhões por ano.Produtores europeus, por sua vez, se dizem preocupados com a evolução da produção de suínos no Brasil. Por isso, são contra a negociação do acordo de livre comércio UE-Mercosul, que daria acesso da produção brasileira na Europa.


Fonte: Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Quarta-feira, 04 de agosto de 2010

Fila de navios nos portos de Santos e de Paranaguá supera 90 unidades; espera média é de 24 dias


A espera de navios para embarcar açúcar em Santos (SP) e em Paranaguá (PR), os dois principais portos para o produto no país, persiste. As chuvas voltaram no último domingo e, com isso, há 91 embarcações nos dois portos aguardando para embarcar 2,9 milhões de toneladas de açúcar, segundo informações da Santos Associados/Unimar Agenciamentos Marítimos.O número é um pouco menor que os 94 navios que aguardavam na sexta-feira passada, mas também representa um retrocesso em relação ao avanço obtido nos dias em que o tempo estava seco, segundo Luiz Teixeira da Silva Júnior, chefe do departamento de operações de Paranaguá."Avançamos bastante no sábado, mas a chuva iniciada no domingo paralisou os embarques até ontem. Hoje [ontem], estamos operando em 80% do tempo, pois ao sinal de qualquer chuva, ainda que fina, temos que fechar os porões", diz Silva. Em Paranaguá, a espera média para embarque é de 24 dias.Outros 29 navios estão programados para chegar nos próximos dias nos dois portos, segundo a Santos Associados/Unimar Agenciamentos Marítimos. Por dia extra, cada navio gera entre US$ 15 mil e US$ 30 mil de "demurrage" (multa de sobre-estadia).Apenas no porto de Santos, há 64 navios, entre atracados e aguardando na barra. Juntos, eles têm programação de embarcar 2,22 milhões de toneladas de açúcar. Outras 21 embarcações devem chegar nos próximos dias para embarcar 525 mil toneladas da commodity, segundo a programação dos terminais do porto de Santos.Em Paranaguá, há 27 navios aguardando para embarcar 707 mil toneladas, e mais oito embarcações são esperadas para os próximos dias. O atraso também afeta os navios que aguardam para desembarcar fertilizantes. Em Paranaguá, por exemplo, eram até ontem 18 navios em espera, ante as 16 embarcações da sexta-feira passada, entre atracadas e na barra. Outros cinco navios carregados com fertilizantes são esperados para as próximas 48 horas, segundo informações do Porto de Paranaguá.Depois de se valorizarem por causa dos atrasos nos embarques no Brasil, as cotações internacionais do açúcar recuaram ontem na bolsa de Nova York, puxadas pela previsão de maior produção no Brasil e na Índia. Os contratos para março encerraram o pregão a 18,03 centavos de dólar por libra-peso, queda de 59 pontos.


Fonte: Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Quarta-feira, 04 de agosto de 2010
Socorro beneficiou sobretudo grandes

Os grandes frigoríficos ficaram com metade dos recursos da linha de crédito criada pelo governo em abril de 2009 para socorrer agroindústrias em dificuldades. Do orçamento global de R$ 10 bilhões, foram desembolsados R$ 6,4 bilhões até junho deste ano, informa o BNDES. E pouco mais da metade desse total foi emprestada por um agente financeiro, segundo fontes do governo. Dois frigoríficos, JBS e Marfrig, contrataram ao menos R$ 400 milhões do Programa de Crédito Rural Especial (Procer).Os empréstimos dentro dessa linha de crédito tiveram problemas de operação. Primeiro, porque o risco das contratações eram majoritariamente dos bancos. Depois, porque houve atrasos no repasse dos recursos da linha pelo Tesouro Nacional e alguns bancos preferiram não emprestar pelo Procer.A maior parte, em plena seca de crédito derivada da crise financeira global, preferiu oferecer linhas com juros de 15% a 20% ao ano aos seus clientes agroindustriais. O Procer oferecia dinheiro a 11,25% ao ano, além "spreads" (diferença de custos de captação e empréstimo) de 3% cobrados pelos bancos operadores e de 1% pelo BNDES."Durante a crise, até era bom negócio porque não tinha crédito em lugar nenhum. Mas depois do auge da crise, esse custo ficou alto demais e tirou o apetite de muitos frigoríficos", avalia um executivo de um banco operador.À época, o governo estimava que ao menos 18 indústrias precisavam da linha para garantir capital de giro e reduzir sua exposição a riscos cambiais. De lá para cá, 10 frigoríficos arrendaram suas plantas ou pediram recuperação judicial, o que mostra ter havido um disgnóstico correto. "O que faltou mesmo foi o acesso aos recursos", constata o diretor de Controladoria do FrigoEstrela, Rubens Andrade Ribeiro Filho. "Os bancos reduziram o crédito, liquidamos posições de R$ 70 milhões que tínhamos, mas não tivemos mais acesso ao giro".Ainda assim, os frigoríficos viam nesses recursos a melhor chance de evitar os impactos negativos da crise. "Era uma boa opção, mas os recursos não saíam", diz o dono do Frialto, Tadeu Paulo Bellincanta. O presidente da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), Péricles Salazar, lembra que a linha poderia ter ajudado a garantir uma solução à falta de giro. "Era aquele o momento mais adequado de ajudar", diz o executivo. A linha previa dois anos para a quitação e até 12 meses de carência.Mesmo com a tentativa do governo, as indústrias médias apontam a falta de um planejamento para o setor. "Não há política específica para esse frigoríficos", diz Salazar. O Ministério da Agricultura, porém, aponta modalidades de crédito ao pecuarista que, na ponta, ajudariam a indústria.As linhas de crédito para retenção de matrizes e para estocagem de produtos como leite e carne seriam uma ajuda desconsiderada pelos frigoríficos. "Nosso foco maior está no produtor, mas a agroindústria também pode ser beneficiada", argumenta o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Edílson Guimarães.


Contexto


No centro das polêmicas do setor frigorífico, o BNDES defende sua atuação ao informar que os recursos usados pela BNDESPar em operações de fusão e aquisição têm origem na "rentabilidade da própria carteira" e em captações de seu braço de participações acionárias. "Ou seja, não se trata de recursos originários dos empréstimos do Tesouro Nacional ou do FAT [Fundo de Amparo ao Trabalhador] e, portanto, o custo não é de TJLP", afirma, em nota, o banco de fomento. Como resultado de sua "atuação bem- sucedida", a BNDESPar teve, em 2009, lucro líquido de R$ 3,9 bilhões, diz o comunicado do banco. "Fruto da valorização e retorno de seus ativos, o que demonstra decisões acertadas de investimento", conclui.


Fonte: Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Quarta-feira, 04 de agosto de 2010

Companhia menor considera-se preterida pelo BNDES


Arrastados pela crise financeira global de 2008 por falta de capital de giro e exposição à variação cambial, boa parte dos pequenos e médios frigoríficos reclama da falta de auxílio do governo e da política de "vencedores e perdedores" empreendida pelo BNDES no setor.Mas os bancos que operam no segmento afirmam haver uma "clara tendência" de concentração. Alguns agentes até estimulam indústrias médias a vender o negócio antes de perder mais eficiência em cenário amplamente desfavorável a empresas sem capital e atuação cada vez mais global.Considerando-se "preteridos" durante a operação de socorro ao setor, os frigoríficos afirmam ser obrigados a trabalhar alavancados em recursos de terceiros, além de ter margens apertadas e capacidade ociosa alta."Percebemos mais facilidades para uns grupos e menos para outros", diz o dono do Frialto, Tadeu Paulo Bellincanta. "Não houve boa vontade de operar conosco. Ficou patente a opção pela concentração". O Frialto, que deve R$ 564 milhões, mas faturava R$ 1,3 bilhão, pediu recuperação judicial em maio deste ano. Quatro de suas seis plantas estão paradas por falta de capital de giro. "Mas nosso patrimônio é maior que a dívida. Foi um ‘tropicão’. Vamos sair dessa", diz Bellincanta.O advogado Júlio Mandel, que representa o paulista Frigol, diz que a empresa pediu recuperação porque vinha enfrentando problemas de liquidez. "Eles tentaram recursos com o BNDES e com o Banco do Brasil, mas as propostas não foram aprovadas". A empresa tem unidades em Lençóis Paulista (SP), Água Azul do Norte (PA) e Pimenta Bueno (RO), e opera parcialmente. A dívida do Frigol, que fatura R$ 750 milhões, está na casa dos R$ 160 milhões.Em março de 2009, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou uma ajuda aos frigoríficos. Não queria que as indústrias do setor repetissem o drama da multinacional Parmalat, cuja quebra provocou desarranjo no setor lácteo, prejudicando pequenos produtores. Uma linha de R$ 10 bilhões foi criada para garantir capital de giro em um momento de retração de crédito e forte aversão a riscos.Mas os frigoríficos médios ficaram de fora dos benefícios. Seja porque o custo do crédito era muito elevado (11,25% ao ano) ou porque as exigências de garantias reais estavam acima da capacidade do segmento. "O governo não tem uma política de apoio a esse segmento", aponta o presidente da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), Péricles Salazar. "O auxílio que chegou não pôde ser acessado".No governo, avalia-se como correta a política do BNDES. Muitos desses frigoríficos médios têm gestão antiga, instalações velhas e são bastante endividados, apontam fontes. Como o setor exige muito capital, escala, logística e gestão profissional, algumas empresa

 
Posted By Ercilia
 

Terça-feira, 03 de agosto de 2010

O mundo enfrentará grande desafio nos próximos anos: aumentar a oferta de alimentos para suprir a demanda gerada pelo crescimento populacional. A Organização das Nações Unidas estima em mais de 9 bilhões de pessoas a população global até 2050.


Ou seja, um aumento de 2,5 bilhões nos próximos 40 anos. A fome é uma calamidade em áreas pobres do globo hoje, notadamente países do terceiro mundo localizados, principalmente, na África. Graças, claro, à má distribuição da riqueza no planeta. Falta comida em áreas carentes enquanto sobram víveres em regiões desenvolvidas. O crescimento populacional, entretanto, acrescenta ingrediente perigoso na dieta futura da humanidade, o limite da produtividade no campo para alimentar a expansão do número de habitantes por metro quadrado na superfície terrestre.É preciso estar atento para atender essa demanda. Serão necessários planos e programas de governo consolidados e seguros para garantir o bom funcionamento da agropecuária brasileira. Afinal, o país tem área agriculturável em estoque, além de milhões de hectares degradados que podem retornar ao processo produtivo com baixo esforço. E o agricultor nacional tem ainda condições ambientais favoráveis, pois pode colaborar de forma consistente com práticas de plantio e cultivo com vistas à diminuição do aquecimento global. Além de poder associar a produção de alimentos à preservação de áreas fundamentais para o equilíbrio do ecossistema ambiental mundial, como é o caso da Amazônia. Ter controle sobre desmatamento é o primeiro compromisso com toda essa articulação de governo como setor produtivo.Tudo isso exige estratégia e ação firmes para se alcançar resultados positivos. É preciso incentivar a recuperação das áreas degradadas, aprimorar o seguro rural, desonerar a produção que se destina ao mercado externo e ao consumo das classes carentes. O governo do presidente Lula já iniciou algumas dessas ações quando se propôs a combater a fome no Brasil no início do primeiro mandato. Precisamos da continuidade e do aprofundamento de pontos básicos para garantir o futuro do país e fornecer alimentos para o mundo. A tecnologia é fundamental para permitir esses avanços, aumentar a produtividade e ganhar novos mercados. Já existem técnicas de plantio para medir a exata quantia de fertilizante necessário, evitando desperdício e contaminação dos mananciais de água, outro item da pauta de preservação ambiental a ser tratado de forma prioritária pelo Estado. A sustentabilidade da produção deve estar na pauta da agropecuária brasileira de forma inequívoca.O Código Florestal em discussão na Câmara dos Deputados se aplica a alguns desses tópicos. Sobre outros, precisamos avançar em análise, na implementação legal de regras e aplicação prática dessas decisões. Existe caminho de equilíbrio a ser percorrido. Nele, deve-se observar o cuidado com o local em que vivemos, assim como as condições para garantir nossa sobrevivência no futuro. Conciliar os dois pontos torna-se questão vital diante das previsões demográficas para o futuro.


Fonte: Brasil Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Terça-feira, 03 de agosto de 2010

Até o fim deste ano serão atendidos 3.780 propriedades rurais e 7.560 produtores, público que representa 10% da Carteira de Agronegócios do Sebrae


Qualificar os jovens a repensar as atividades econômicas ligadas ao meio rural para prospectar e alavancar novos negócios. Esse é o objetivo do Negócio Certo Rural, um programa de autoatendimeto criado pelo Sebrae em Santa Catarina que está agora sendo adotado por mais 24 estados da Federação. O programa foi uma das soluções escolhidas para ser nacionalizada no âmbito de convênio entre o Sebrae e Senar. Até o fim deste ano serão atendidos 3.780 propriedades rurais e 7.560 produtores, público que representa 10% da Carteira de Agronegócios do Sebrae.O Programa Negócio Certo Rural surgiu como um desdobramento da solução criada para atender empreendedores urbanos. "Aplicamos a metodologia no campo sem fazer customização. Já no início foi perceptível a mudança no comportamento dos produtores. Ficou visível o potencial da solução. Com isso, lançamos em 2008 o Negócio Certo Rural", explicou o gerente de Comunicação do Sebrae em Santa Catarina, Spyros Diamantaras. Passada a fase experimental, o Sebrae desenvolveu uma metodologia ambientada para o universo agrícola e orientado a otimizar a gestão da propriedade rural, adotada e aperfeiçoada pelo Senar.O processo de nacionalização teve início em julho deste ano, com a adesão de 12 estados. A segunda fase terá início em setembro e contará com a entrada de mais 12 estados. Nestas etapas, tercerizados do Senar e credenciados do Sebrae recebem o repasse da metodologia do programa. São esses profissionais que irão trabalhar diretamente com os produtores rurais em suas propriedades. A previsão do Sebrae é de que sejam realizadas 252 turmas de formação desses consultores. Até agora já foram capacitados mais de 150 profisisonais. Neste mês de agosto estão previstas capacitações em Brasília e Santa Catarina.


Capacitação


Após feito o trabalho de capacitação dos consultores, o programa vai a campo. As turmas dos aprendizes são formadas por produtores rurais e filhos de agricultores familiares com idade de 16 a 35 anos que cumprem as cinco etapas do programa – encontrar uma idéia de negócio, verificar sua viabilidade, formalizá-lo, organizá-lo e administrá-lo e promover o relacionamento com o mercado.As diferentes etapas são ministradas quinzenalmente e, intercalando cada uma delas, os participantes recebem consultoria individual dos técnicos do Sebrae e Senar. Após o término do curso, os alunos que abrirem efetivamente seus negócios terão mais quatro horas de consultoria. Os que farão melhorias no negócio já existente ganharão mais duas horas.O coordenador nacional do Negócio Certo Rural no Sebrae, Pedro Pessoa, explica que, ao final do treinamento, os alunos estarão capacitados a atrair e reter clientes, construir relacionamentos, entender as forças e o comportamento do mercado. "Estamos trabalhando para que eles inovem nos produtos e serviços já existentes nas propriedades e até mesmo na criação de novas oportunidades. A idéia é incentivar, por exemplo, os produtores a investir no turismo rural, negócio estratégico para o campo", disse.


Serviço:


Central de Relacionamento Sebrae - 0800-570-0800


Fonte:Agência Sebrae de Notícias

 
Posted By Ercilia
 

Terça-feira, 03 de agosto de 2010

Oleaginosa passa de US$ 10,5 o bushel. Em época de entressafra, grãos brasileiros rendem prêmio. Para analistas, cotação pode não ser a esperada, mas está entre as melhores do ano.Depois de passar a maior parte do ano estacionada na casa dos US$ 9 por bushel (27,5 quilos) a soja reagiu em julho e encerrou mês com o melhor preço em seis meses na Bolsa de Chicago (CBOT). O contrato agosto/10, que ocupa a primeira posição de entrega, rompeu na semana passada a barreira dos US$ 10,5 o bushel – pouco mais de US$ 23 a saca de 60 quilos –, e voltou ao patamar em que trabalhava no final de 2009.No Paraná, a saca subiu mais de R$ 4 no último mês. O preço médio apurado pela Secretaria Estadual da Agricultura e do Abastecimento (Seab) passou de cerca de R$ 32 em junho para R$ 36 no encerramento de julho. Nos Campos Gerais, a cotação ultrapassou a marca dos R$ 40 na semana passada. Para a exportação, o mercado chegou a pagar R$ 43 no Porto de Paranaguá. Para garantir o produto, o importador oferecia prêmio de US$ 1 sobre o preço de Chicago – cerca de R$ 4 por saca."O mês de julho foi inesquecível. A soja ganhou quase US$ 1 por bushel em Chicago. É tempo de alta. (...) É tempo de vender", declara o analista Fernando Muraro Jr., da AgRural. É hora não apenas de vender o que sobrou da safra passada, mas também de negociar contratos para a próxima safra, destaca Aedson Pereira, analista da AgraFNP. "Agosto é o mês para o produtor fazer as contas e fixar. Agora é o momento porque daqui a pouco a soja dos Estados Unidos começa chegar no mercado", diz.Levantamento da Seab mostra que cerca de um terço da safra passada de soja, cerca de 4 milhões de toneladas, ainda não foi comercializado no Paraná. O índice é considerado normal pela secretaria. "O pessoal quer saber o que faz agora, se vende ou se espera. Aparentemente, ou o pico já chegou ou está próximo. Não há nenhum outro grande fator de sustentação de preço a não ser a entressafra", considera o técnico da Seab Otmar Hubner. Ele avalia que a perspectiva de plantio maior no Brasil e na Argentina em 2010/11 anula as preocupações com perdas climáticas na safra de soja dos EUA.


Fonte: Gazeta do Povo

 
Posted By Ercilia
 

Terça-feira, 03 de agosto de 2010

Autoridades sanitárias brasileiras pretendem ir à Ásia em setembro negociar abertura de mercados para carnes. Entre os focos está a Coreia do Sul, importador do frango brasileiro, e que só compra cortes bovinos e suínos de zonas livres de aftosa sem vacinação. Na sexta-feira (30), missão comercial que avaliava investimentos no país esteve com o secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Francisco Jardim, na Ubabef e em um frigorífico. Um dos assuntos tratados com Jardim foi a facilitação de comércio pecuário. Apesar dos exportadores de suínos estarem entre os maiores interessados, o presidente da Abipecs, Pedro Camargo Neto, disse que ficou sabendo pela imprensa da missão, formada pelo ministro para Alimentação, Agricultura da Coreia do Sul, Hyun-Chool Park, e oito empresários e dirigentes classistas.Os sul-coreanos importam 500 mil toneladas anuais e são o quarto mercado mundial de carne suína. Atualmente, só Santa Catarina tem condições sanitárias de exportar para esse destino. O estado passou pela análise de risco e deve ter indústrias inspecionadas para habilitação até o fim deste semestre. A barreira sanitária impede a penetração da carne bovina, que só entra lá industrializada.A visita animou o diretor de mercados da Ubabef, Ricardo Santin. Ele acredita que a boa impressão causada à comitiva pode alavancar os negócios. De janeiro a junho deste ano, os embarques de frango para aquele país cresceram 17% em volume, para 16,4 mil t.


Fonte:Correio do Povo

 
Posted By Ercilia
 

Terça-feira, 03 de agosto de 2010

Fonte de óleo comestível e biodiesel, cultura deve render mais de 20 mil toneladas pela primeira vez


A canola deu novo salto em área no Paraná e começa a consolidar mercado próprio, que envolve de fornecedores de insumos a indústrias de óleo. O tamanho das lavouras dobrou – de 6,33 mil (2009) para 12,84 mil hectares – e a produtividade tende a ser recorde – 1.670 quilos/ha. Os números são do Departamento de Economia Rural (Deral) e retratam a animação de quem vê o cultivo se expandir rapidamente."Cinco anos atrás praticamente não existia canola no Paraná. Lançamos a previsão de que chegaríamos a 15 mil toneladas. Neste ano, vai passar disso com certeza", afirma Sebastião Hollandini, da empresa de assistência técnica e recepção de canola AG Teixeira, de Candói (Centro). Agora, ele não estabece novo limite. Diz que a demanda da indústria alimentícia e das usinas de biodiesel deve continuar ampliando continuamente as lavouras.A estimativa de safra do Deral vem sendo elevada mês a mês. A mais recente indica que a produção de canola deve render 21 mil toneladas. No ano passado, a previsão, que nesta época era de 13 mil toneladas, acabou sendo rebaixada para 7 mil no final da safra, pelos estragos da chuva – a produtividade foi de 1.160 quilos por hectare.Com 2,8 mil hectares dedicados à cultura, o município de Candói é o que mais cultiva canola no Paraná. Vem se tornando um centro de recepção do produto e difusão de tecnologia. Os serviços de armazenagem e assistência técnica atraem produtores descontentes com o trigo e o milho safrinha. O município encaminha a produção para moagem na Insol e na Cocamar, ambas de Maringá (Noroeste). Depois vende o óleo para indústrias como a Bünge. Mais da metade da produção de canola do estado estaria seguindo esse fluxo.


Promessa rentável


A canola tinha apenas mil hectares cinco anos atrás no Paraná. A área cresceu 12 vezes devido à rentabilidade da cultura.


Alternativa


Em época de preços baixos no mercado interno, os produtores de canola arrecadam cerca de R$ 1,1 mil por hectare – R$ 50 a mais que os de milho safrinha.


Despesas


Com sementes importadas do Canadá, a canola tem custo abaixo de R$ 500 por hectare. A informação é de produtores que afirmam dispensar inseticidas ou herbicidas.


Rotação


O manejo simplificado é apontado como vantagem pelos agrônomos. Eles afirmam ainda que o milho de verão rende até 15% mais em áreas que recebem canola no inverno.


Venda


O preço da canola tem sido amarrado ao da soja em contratos feitos na época do plantio. A maioria dos produtores planta mais de 100 hectares e centraliza a comercialização.


Participação


O Paraná tem perto de 30% dos 40 mil hectares de canola do Brasil. Pouco mais da metade fica com o Rio Grande do Sul. A cultura ganha espaço também no Centro-Oeste.


Fonte: Gazeta do Povo

 
Posted By Ercilia
 

Terça-feira, 03 de agosto de 2010
Cocamar amplia capacidade de armazenagem

A Cocamar investe na ampliação de sua capacidade de armazenamento. Com a expansão do volume das safras e o fato de os cooperados deixarem suas produções guardadas por bastante tempo na cooperativa, as estruturas vêm operando no limite. Atualmente, 601 mil toneladas podem ser acondicionadas, mas já para a safra 2010/11 essa quantidade deverá ser acrescida de mais 72 mil toneladas com a construção de 12 silos metálicos verticais, cada qual para 6 mil toneladas.Em Maringá, o complexo de armazéns vai ganhar um novo lance de oito silos ao lado do conjunto idêntico construído nos últimos anos. Serão mais quatro no município de Iporã. Por outro lado, para agilizar ainda mais a safra, secadores de grãos estão sendo ampliados nas unidades operacionais de Jussara, Cianorte e Doutor Camargo.Para fazer frente à sua demanda, somente de soja a Cocamar prevê esmagar este ano cerca de 870 mil toneladas. Para chegar a esse volume, além da produção entregue pelos cooperados, a cooperativa adquire matéria prima de outras cooperativas da região e também no Estado do Mato Grosso.


Fonte:Complexo Soja

 
Posted By Ercilia
 

Terça-feira, 03 de agosto de 2010

Os preços elevados do açúcar fizeram os consumidores adiarem as compras do produto à espera de um valor mais favorável. O resultado foi uma "queima" dos estoques, que já eram pequenos devido ao deficit mundial do produto. Caíram para patamares críticos.Ao retornar ao mercado, os países importadores estão encontrando dificuldades de abastecimento, principalmente no Brasil, o maior fornecedor mundial de açúcar e, neste momento, o único.Essa dificuldade se deve a um problema de logística de portos, agravado ainda pelas chuvas.Esse gargalo nos portos é provocado por uma "realidade de mercado", quando todos os países consumidores estão recompondo estoques, diz Plinio Nastari, presidente da Datagro.Como o apetite dos importadores é grande, os portos brasileiros estão com dificuldades na capacidade física de embarques.A recomposição de estoques vem de refinarias autônomas - de Dubai, Arábia Saudita e Nigéria - e de países consumidores - Paquistão, China, Rússia e Estados Unidos -, diz Nastari.


Ágio


A procura por açúcar é tão grande que os importadores pagam um prêmio pelo produto brasileiro, uma situação inusitada em relação ao que ocorre normalmente nesse período do ano.O açúcar está sendo negociado a 19,4 centavos de dólar por libra-peso em Nova York, o que corresponde a US$ 445 por tonelada para o produto brasileiro. Além desse valor, há um acréscimo de US$ 25,2 por tonelada como ágio, ou seja, 5,7% a mais.Normalmente se observa um desconto no açúcar brasileiro nesse período, devido à boa oferta do país no mercado, diz Nastari.Devido ao preço mais favorável do açúcar em relação ao do álcool, as usinas brasileiras aumentaram a porcentagem de cana moída para a produção de açúcar.


Exportações


Ontem, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior informou que as exportações brasileiras de açúcar atingiram em julho o volume recorde de 2,9 milhões de toneladas embarcados. O montante é 15,8% maior que os 2,5 milhões de t verificados em junho, e 25% superior que o registrado em julho de 2009, quando o volume exportado ficou em 2,32 milhões de toneladas. A receita obtida com as exportações também foram recordes. Em julho, a receita foi de US$ 1,235 bilhão, 12,3% superior aos US$ 1,09 bilhão obtidos em junho e 62,32% maior que os US$ 761,2 milhões registrados em igual período da safra anterior.


Fonte:Folha de Londrina

 
Posted By Ercilia
 

Terça-feira, 03 de agosto de 2010

A nova safra de soja do Brasil, o segundo produtor mundial, foi estimada em 67,71 milhões de toneladas nesta segunda-feira (2) pela consultoria Céleres, em sua primeira previsão para a temporada 2010/11.A projeção indica uma queda de 1,1 por cento em relação à previsão da Céleres para a temporada passada, de 68,5 milhões de toneladas. Em 2009/10, o Brasil colheu uma safra recorde.A consultoria previu uma área de 23,19 milhões de hectares para a nova safra, ligeira redução de 0,6 por cento na comparação com o plantio de 09/10, quando o clima chuvoso favoreceu o desenvolvimento das lavouras na maior parte das regiões."O cenário vigente de incerteza quanto à rentabilidade da produção de soja na safra 2010/11 leva os produtores a agirem com cautela na expansão da atividade", afirmou a consultoria em relatório divulgado nesta segunda-feira (02-08).O plantio da nova safra começa em meados de setembro no Centro-Oeste.A Céleres apontou queda de área no Mato Grosso, o maior produtor brasileiro da oleaginosa, citando a logística deficiente para o escoamento da produção, que reduz a rentabilidade dos produtores no Estado.De outro lado, a consultoria apontou aumento de área de soja no Sul do país, com produtores semeando a oleaginosa em parte das áreas ocupadas por milho em 09/10 na safra passada isso já ocorreu. Segundo especialistas, a soja tem trazido maiores rendimentos para os produtores do Sul do que o milho, produto com grandes estoques no Brasil atualmente."Os principais ganhos absolutos, em relação à safra passada, ficam para o Rio Grande do Sul (+124,2 mil hectares), Paraná (+118,7 mil ha)...", afirmou a Céleres, acrescentando que o plantio em Minas Gerais (Sudeste) terá aumento de 71,2 mil hectares ante a temporada passada."Já as maiores retrações para área semeada são esperadas para o Mato Grosso (-372,0 mil ha), Goiás (-96,8 mil ha) e Mato Grosso do Sul (-92,5 mil ha)", acrescentou a consultoria.No total, a redução prevista de área no país será de 138,2 mil hectares, "o que, se confirmada, manterá a área total acima dos 23,0 milhões de hectares".A consultoria ainda citou a redução da disponibilidade de crédito por parte de tradings e os preços como fatores de desestímulo aos produtores.


EQUILÍBRIO


A análise da rentabilidade da produção de soja para a safra 2010 mostra um cenário de "delicado equilíbrio" para os produtores, mesmo considerando preços na bolsa de Chicago em torno de 10 dólares por bushel atualmente, os futuros estão acima desse patamar, acompanhando a disparada do mercado do trigo por conta de uma severa seca na Rússia.No entanto, a Céleres lembra que as condições para o desenvolvimento da safra dos EUA estão boas, de maneira geral, o que pode resultar em menores preços.Segundo a Céleres, considerando os 10 dólares, os preços na boca da safra poderiam variar entre 27,2 e 33,4 reais por saca, dependendo da região, com uma taxa de câmbio de 1,75 real.Com os atuais custos, a margem operacional bruta deverá ficar em média entre 84 reais e 555 reais por hectare, "mostrando que não há espaço para se correr maiores riscos"."Por isso entendemos que não há, ao menos no cenário atual, condições para o incremento da área plantada com soja na safra 2010/11, principalmente se considerarmos o incremento via incorporação de áreas novas, onde os custos marginais de produção são mais elevados do que os das áreas já estabilizadas", afirmou a Céleres, ponderando que Chicago a 11 dólares poderia mudar a análise.


Fonte: Reuters

 
Posted By Ercilia
 

Terça-feira, 03 de agosto de 2010

Especialistas apostam no bom andamento das negociações para redução de tarifas.


Na sexta feira, 30 de julho, negociadores brasileiros realizaram uma teleconferência com Moscou em nova tentativa para obter uma redução nas tarifas de importação impostas às vendas de carnes bovina, suína e de frango. O setor privado nacional tem pressionado o governo a forçar uma redução das tarifas e acabar com o favorecimento aos Estados Unidos e União Européia nas cotas fixadas por Moscou.Para entrar na Rússia, a carne bovina do Brasil paga 15% na cota limitada a 73 mil toneladas e 40% no extra-cota. No frango, a cota é de 25% para apenas 12,4 mil toneladas e 95% para o que exceder. Em suínos, os russos cobram 15% na cota de 177 mil toneladas e 95% no extra-cota.A pressão brasileira explora o interesse russo no apoio do Brasil para ingressar na OMC, Organização Mundial do Comércio. Os russos disseram que ainda não avançaram nas negociações com seus principais parceiros comerciais, a União Europeia e os EUA. Mesmo assim, iniciaram sondagens para identificar as reivindicações brasileiras.Roberto Giannetti da Fonseca, presidente da Abiec, Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes, está confiante na retomada das exportações em maior volume de carne bovina brasileira para a Rússia. Segundo o executivo, além de haver uma grande dependência entre os mercados, com o Brasil sendo o maior exportador e a Rússia o maior importador de carne bovina, Moscou está com problemas na safra de trigo atual. Isso significa, de acordo com Gianetti, que o país terá problemas com a quantidade de ração disponível para a pecuária local. "Faltará proteína animal e a tendência é que a necessidade de importação suba", previu.Dados do Ministério da Agricultura revelam que, no primeiro semestre, a venda de carnes para o país foi de 319 mil toneladas, o que representou um saldo de US$ 915,2 milhões. Esse montante significa um aumento de 18,77% em comparação com a primeira metade de 2009. Apenas de carne bovina, a venda brasileira para a Rússia foi de 142,6 mil toneladas de janeiro a junho, o que equivale a US$ 476 milhões - 10% mais do que o do mesmo período de 2009.


Fontes: DCI e Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Terça-feira, 03 de agosto de 2010

A inclusão de novas fazendas na lista Traces depende do novo Sisbov, anunciado pelo Mapa no começo do ano.


Produtores gaúchos estão preocupados com a demora na implantação do novo Sisbov.Caso o programa não seja colocado em prática com rapidez, poderá representar um entrave à inclusão de novas propriedades do Estado na listra Traces, que determina as fazendas habilitadas a fornecer carne bovina para a União Europeia. Em reportagem da Revista DBO em fevereiro deste ano, o então secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, Inácio Kroetz, afirmou que as mudanças no Sisbov, a terceira em sete anos, seriam necessárias para simplificar o processo de certificação, eliminar procedimentos inúteis e dar mais autonomia ao produtor. Para que a Instrução Normativa nº 65 ,que institui a mudanças no Sisbov, entre em vigor seriam necessárias a criação de uma plataforma de serviços de rede na internet capaz de interligar a Base Nacional de Dados aos serviços da GTA eletrônica e de inspeção nos nove Estados habilitados a exportar. Naquele momento, a expectativa era de que o novo sistema entrasse em operação entre agosto e setembro. Atualmente, técnicos do Mapa realizam reuniões semanais com representantes da CNA e da empresa paulista MD2 , responsável pela plataforma que vai interligar os Estados habilitados para concluir o processo e viabilizar a operação. Segundo o diretor da Farsul, Fernando Adauto, que integra a Comissão Técnica Consultiva do Sisbov, o governo precisa definir logo se irá usar o sistema ou não. A previsão da federação é que o novo sistema entre em vigor, em formato piloto, até o final do ano. "O produtor aguarda definição porque não está contente com o modelo vigente, mas precisa saber em quanto tempo o novo Sisbov entra em vigor e se haverá um novo processo." Ele observa que as certificadoras trabalham com dificuldade por não saberem se continuarão a integrar o sistema. A incerteza coincide com o recuo das exportações para os europeus. "Os frigoríficos, certamente, vão precisar de mais produto. Deveriam ajudar a cobrar agilidade do Mapa."


Fonte: Portal DBO

 
Posted By Ercilia
 

Terça-feira, 03 de agosto de 2010
Safra de soja

A safra de soja do Brasil para 2010/11 foi estimada em 67,71 milhões de toneladas pela Céleres. A projeção indica queda de 1,1% em relação à previsão da Céleres para a temporada passada, de 68,5 milhões de toneladas.


Fonte: Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Terça-feira, 03 de agosto de 2010
Cemil retira-se de projeto de megacooperativa

A Cooperativa Central Mineira de Laticínios, a Cemil, retirou-se do projeto para a criação da maior cooperativa de laticínios da América Latina, do qual fazem parte as também mineiras Itambé e Minas Leite , Centroleite, de Goiás e Confepar.Em comunicado, a Cemil informou que decidiu retirar-se das negociações, após analisar as informações fornecidas pela Pricewaterhouse Coopers, contratada em 2009 para avaliar os ativos de cada central de laticínios, determinar o valor da nova cooperativa e estabelecer o peso de cada um dos sócios no negócio."De posse de todas essas informações, e baseando-se no teor das detalhadas negociações travadas até aqui, a Cemil teve condições de fazer a opção que mais atendesse aos interesses de seus cooperados. (...) A decisão foi a de seguir seu caminho como uma cooperativa autônoma, em defesa de seus interesses prioritários, que se mantêm preservados".O Valor apurou que a Cemil optou por deixar as negociações por considerar que teria ficado com um peso pequeno na nova cooperativa. Sozinha a Itambé teria um peso de 75% no valor da nova empresa, de acordo com a avaliação feita pela Price. As outra quatro sócias dividiriam os 25% restantes.Ainda que a Cemil tenha decidido parar de negociar, as conversações entre as outras quatro cooperativas para a fusão continuam, apurou o Valor. Pelo projeto original, inspirado em casos bem-sucedidos de fusões de cooperativas no exterior, seria criada uma cooperativa de lácteos com faturamento de R$ 4 bilhões por ano.No comunicado, a Cemil informa que retomou investimentos postergados em 2009 por causa da crise internacional. Pretende investir R$ 85 milhões em seu parque produtivo até 2012. Desse montante, R$ 45 milhões serão aplicados na ampliação da sede da empresa em Patos de Minas (MG), onde irá fabricar leite condensado. O restante será destinado à construção de uma unidade em Caruaru (PE), com capacidade de processamento de 200 mil litros de leite por dia, para abocanhar uma fatia do crescente mercado nordestino.As perspectivas positivas para 2010 também explicam a decisão da Cemil de sair do projeto. Em 2009, sua receita cresceu 48% sobre 2008, e a expectativa é de um avanço de 8% a 10% este ano. "A cooperativa reúne todas as condições necessárias - capacidade de investimento, mão de obra qualificada, expertise e gestão eficiente - para, de forma autônoma, obter grande sucesso com a retomada de crescimento da economia brasileira", diz o comunicado.


Fonte: Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Terça-feira, 03 de agosto de 2010

A multinacional Syngenta sequer inaugurou sua nova fábrica de mudas para cana-de-açúcar em Itápolis (SP), mas já estima contratos de venda no valor de US$ 200 milhões, para usinas do Centro-Sul, até dezembro deste ano. O novo sistema de produção de mudas da empresa foi desenvolvido em 2008 e promete redução nos custos com plantio, já que as mudas são bem menores do que as convencionais.A expectativa da Syngenta é que as novas mudas - ou gemas - cubram uma área entre 120 mil e 150 mil hectares nos próximos cinco anos, dos quase 2 milhões de hectares cultivados com cana-de-açúcar na região Centro-Sul.O primeiro grupo a ter acesso à tecnologia será a Usina Guaíra, de Guaíra, no interior paulista. A partir de 2011, a empresa iniciará o plantio com as mudas da Syngenta em uma área de 180 hectares. O plano, no entanto, é cultivar todos os 4,5 mil hectares que a usina tem com as novas mudas até 2015.Na fila para fechar contratos estão outras 70 unidades de 25 grupos, que já estão testando o novo sistema de mudas, no qual são utilizadas gemas de aproximadamente 4 centímetros cada, já com tratamento de defensivos. A nova técnica tende, segundo a Syngenta, a substituir o modelo tradicional, em que o plantio é feito com mudas de aproximadamente um metro. Essas mudas são plantadas pelas próprias usinas em suas áreas de cana."Para se plantar um hectare de cana no sistema convencional, eram necessárias entre 15 e 18 toneladas de cana. Pelo novo sistema é preciso apenas uma tonelada", afirma Antonio Carlos Motta Guimarães, presidente da Syngenta Proteção de Cultivos para América Latina. O executivo lembra que as primeiras avaliações de campo apontam para uma redução de 5% a 10% no custo de plantio.O presidente da Usina Guaíra, Eduardo Junqueira da Motta Luiz, considera que o setor sucroalcooleiro adotará o sistema rapidamente. "As usinas eram obrigadas a destinar uma área grande para o cultivo das mudas. A partir de agora, deixo de fazer esse plantio e incorporo a área no cultivo comercial", explica.Há outras vantagens, segundo Junqueira. O sistema permite o plantio direto e a mecanização do cultivo, o que dará mais velocidade e eficiência ao processo.A fabricante de máquinas americana John Deere desenvolve uma plantadeira para semear as novas mudas.As análises feitas pela Syngenta e pelas usinas indicam que, com a mecanização, as linhas de plantio de cana ficam retas, permitindo um aumento na velocidade de colheita entre 25% e 30%, já que os dados fornecidos pelo GPS do plantio são exatamente os mesmos transferidos para as máquinas que fazem a colheita.Além da fábrica de Itápolis, com inauguração prevista para o primeiro trimestre de 2011, outras unidades de produção de mudas de cana estão nos planos da Syngenta para atender a demanda de regiões onde o cultivo tem crescido nos últimos anos.A expectativa é que a empresa avance para Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Paraná. A unidade paulista vai ocupar uma área de 50 hectares, mas a Syngenta terá outros 1,1 mil hectares para cultivar as variedades de cana mais utilizadas pelas usinas.


Fonte: Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Terça-feira, 03 de agosto de 2010

Fronteira do Estado é considerada de risco médio para aftosa


O Ministério da Agricultura encaminhou à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) um pedido de revisão do status sanitário para a febre aftosa da chamada Zona de Alta Vigilância (ZAV) de Mato Grosso do Sul.Criada em 2008 para garantir a erradicação da aftosa na região, a ZAV abrange 5 mil propriedades em uma faixa de 15 quilômetros de largura ao longo de 1 mil km na fronteira do Estado com Bolívia e Paraguai.A pedido do Ministério da Agricultura, o comitê técnico da OIE deve aprovar, em setembro, a alteração da condição sanitária da ZAV. Hoje, a região dos 12 municípios incluídos tem classificação equivalente a "risco médio" para a doença, devendo passar a ser reconhecida como área livre de aftosa com vacinação."Depois de quase três anos de trabalho sério, que virou referência internacional, houve muitos progressos e temos plenas condições de reivindicar um status sanitário semelhante ao restante do Estado", afirma o diretor de Saúde Animal do ministério, Jamil Gomes de Souza.Em visita ao Brasil, o diretor-geral da OIE, Bernard Vallat, classificou como "excelente" o trabalho realizado na região. "O Brasil demonstrou grande capacidade de organização e controle", afirmou o médico veterinário francês ao Valor, na semana passada.A criação da ZAV, causada pela descoberta de casos de febre aftosa no fim de 2005, causou forte impacto em uma região que soma 750 km de "fronteira seca" com o Paraguai. A área tem 24 postos de fiscalização, equipes móveis, quase 50 veterinários em atividade, além da obrigação de georreferenciamento das fazendas, uso de brincos individuais no rebanho bovino, vacinação oficial, controle da movimentação do gado, cadastro de movimentação e ingresso de animais autorizados.Mesmo assim, a carne de gado da ZAV só pode ser vendida após maturação e desossa. Até setembro de 2009, não era possível comercializar gado para fora do Estado. Ainda não é permitido exportar a carne da região. "Alcançamos o sucesso desejado, fizemos tudo que podíamos e um pouco mais", afirma a secretária estadual de Agricultura, Tereza Correa da Costa.A secretária refere-se a "milhares" de testes sorológicos realizados e R$ 100 milhões investidos em ações de vigilância e controle na região. "Éramos o maior exportador brasileiro até 2005. Ficamos fechados até o ano passado e ainda não podemos exportar", diz a executiva. "Para o boi gordo, não tem diferença. Mas é um drama para o gado magro, porque exige quarentena, vacinação oficial".Pelas regras, até setembro, Mato Grosso do Sul ainda conviverá com a obrigação de caminhões lacrados, rotas fixas, corredores sanitários, guias de trânsito (GTAs) com relação individual de animais e quarentena para abate do rebanho. "Mas falta pouco", comemora a secretária.


Fonte: Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Terça-feira, 03 de agosto de 2010

Se o tempo for favorável, a colheita de trigo pode começar nesta semana no Paraná, segundo previsão do Departamento de Economia Rural (Deral), órgão ligado à Secretaria de Agicultura. Trata-se ainda de uma parcela pequena da lavoura, em torno de 5%, mas que começa a avançar a partir da próxima semana, segundo Otmar Hubner, agrônomo do Deral. "As lavouras estão muito boas e se o tempo continuar favorável, teremos um trigo de boa qualidade", diz.Por isso, mesmo com uma área plantada 15% menor - de 1,311 milhão de hectares para 1,145 milhão de hectare -, a produção de trigo paranaense deve ser 15% superior à registrada na temporada passada e atingir 3,068 milhões de toneladas.No Rio Grande do Sul, o segundo maior produtor do cereal depois do Paraná, as lavouras também seguem bem desenvolvidas, segundo Rui Polidoro, presidente da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Rio Grando do Sul. "A área também foi 8% menor, mas a produção deve ser a mesma do ciclo anterior, ou seja, de 1,5 milhão de toneladas", diz Polidoro.O quadro só muda, se o clima for desfavorável, por exemplo, com a ocorrência de geadas. Mas, de acordo com a Somar Meteorologia, não há previsão de geadas neste momento, nem para o Paraná e nem para o Rio Grande do Sul, até 15 de agosto. "Neste momento faz frio nos dois Estados, mas a partir de quinta-feira o tempo abre e assim permanece até meados do mês", diz Celso Oliveira, meteorologista da Somar.


Fonte: Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Terça-feira, 03 de agosto de 2010

Seca na Rússia e Europa explica alta; com proximidade da colheita, cotações no Brasil seguem estáveis


A longa estiagem nas lavouras de trigo da Rússia e em outras regiões da Europa está causando uma explosão nos preços internacionais do cereal. Ontem, os contratos de segunda posição na bolsa de Chicago subiram 4,29%, fechando a US$ 7,2350 o bushel. Trata-se do maior preço desde 26 de setembro de 2008. Desde 1º de julho, o mesmo contrato já se valorizou 50,65%, segundo o Valor Data. Apesar da disparada de preços, o mercado brasileiro continua inerte ao movimento externo. A razão para a "apatia" é que os moinhos nacionais estão abastecidos e a colheita no Brasil se aproxima.A deficiente capacidade de armazenagem no país pode evitar que os preços por aqui sejam "contaminados" pelo mercado internacional, acreditam analistas. Ainda há armazens ocupados com o trigo de qualidade ruim da safra passada, além de soja e milho do ciclo 2009/10. Assim, sem espaço para abrigar o trigo que será colhido, o agricultor pode ser pressionado a vendê-lo mais cedo que imaginava.Apesar das sucessivas valorizações da commodity nas bolsas internacionais - em Kansas, a segunda posição fechou ontem a US$ 7,6575 o bushel, alta de 3,69% no dia e de 44,56% desde 1º de julho, - no mercado interno, os preços do cereal continuam há mais de um mês nos mesmos patamares. No Paraná, a tonelada está em R$ 410, segundo informações da Safras & Mercado."Trigo de muito boa qualidade está sendo negociado a R$ 430, mas são negócios bem pontuais", esclarece Élcio Bento, analista da Safras & Mercado. Enquanto isso, a paridade de importação está em R$ 573 a tonelada, 25,6% maior do que em 1º de julho.Neste momento, a maior oferta de trigo no mundo está concentrada nos Estados Unidos. Como é o mercado onde há o maior volume de negócios, é também o local em que se registram as maiores altas atualmente. A tonelada de trigo americano posto FOB (Free on Board) Golfo do México que estava em US$ 178 em 1º de julho, fechou ontem a US$ 266, alta de 49%, segundo a Safras.Diante da forte alta, os moinhos brasileiros - que ainda estão abastecidos - saíram do mercado comprador, mas já se preocupam com a alta dos custos. "As indústrias estão abastecidas até meados de setembro e se os preços continuarem neste patamar até lá, não haverá saída. Vamos pagar mais", diz Lawrence Pih, presidente do Moinho Pacífico. Por outro lado, acredita, isso aliviaria os cofres do governo que poderá reduzir os leilões para escoar trigo.Os preços do trigo começaram a subir na primeira semana de julho com a forte estiagem na Rússia, na Europa e com inundações no Canadá. O Centro de Hidrometeorologia russo afirmou que as temperaturas no centro do país irão alcançar 42 graus até 7 de agosto. O Ministro da Agricultura russo disse à Bloomberg que irá reduzir a previsão de produção, que era de 85 milhões de toneladas de grãos, para menos de 72 milhões de toneladas se a seca persistir.Em seu último levantamento, o Departamento de Agricultura dos EUA previu produção de 651 milhões de toneladas, o que significará uma redução de 29 milhões de toneladas em relação à colheita de 2009/10, encerrada em maio deste ano. Ainda que essa quebra se confirme, o quadro não será de escassez, pois os estoques mundiais continuarão confortáveis.A estimativa é de estoque entre 175 milhões e 178 milhões de toneladas, o equivalente a 27% do consumo mundial, ante os 124 milhões de toneladas registrados na crítica safra de 2007/08, quando a relação estoque-consumo ficou entre as mais baixas da história, em 20%. Para Bento, a valorização atual é exagerada. "Uma forte realização de lucros pode estar a caminho", avalia


Fonte: Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Segunda-feira, 02 de agosto de 2010

O Projeto Organics Brasil, que divulga 74 empresas brasileiras exportadoras de produtos orgânicos em feiras internacionais e eventos do setor, fechou o primeiro semestre com US$ 12 milhões em negócios. Apesar de ter um início de ano mais fraco em relaçao ao ano de 2009, a tendencia do setor continua sendo crescente com crescente demanda para produtos saudáveis e sustentáveis.No segundo semestre, o Projeto Organics Brasil participará das três maiores e importantes feiras internacionais do setor: Biofach Japão ( 21 a 23 de setembro em Tóquio), Biofach América ( 14 a 16 de outubro, em Boston - EUA) e Biofach América Latina ( 03 a 05 de Novembro, em São Paulo). As informações são da assessoria de imprensa do Projeto Organics Brasil.


Fonte: Agrolink

 
Posted By Ercilia
 

Segunda-feira, 02 de agosto de 2010

Mais da metade da safra não é transgênica, isso faz com que as sementes brasileiras tenham mais aceitação pelos europeus. Empresas buscam substituir o trigo por outro cereal na elaboração de rações.


Reuters - As exportações de milho do Brasil contarão com uma demanda extra no segundo semestre, de países da União Europeia que estão vendo uma oferta menor de grãos para ração em função de uma seca que afeta lavouras da Rússia e de outras nações da região do Mar Negro, disseram fontes do mercado na sexta-feira (30).O milho do Brasil, onde mais da metade da safra não é transgênica, com melhor aceitação pelos europeus, está sendo visado por empresas que deverão substituir o trigo pelo outro cereal na elaboração de ração.Para se ter uma dimensão da quebra de safra, apenas em dois países, na Rússia e no Cazaquistão, são estimadas perdas de 10 milhões de toneladas de trigo pelo IGC (Conselho Internacional de Grãos), o dobro do que o Brasil produz do grão."Eles têm um problema de seca afetando o trigo, que começa a afetar outros grãos na formulação de rações. E isso chega ao Brasil, você já vê navios com milho saindo do Brasil e indo para a Europa", afirmou um trader de uma multinacional que atua no país e que não quer ser identificado.O Brasil planta pouco mais de 30 por cento de sua safra de milho com grãos transgênicos, mas também são variedades que não enfrentam resistência no bloco europeu, o que não configura um problema para vendas à Europa, segundo as fontes.Uma maior demanda por milho brasileiro em função de quebra de safra de trigo na Europa já foi vista no passado recente. Em 2007, o Brasil exportou um recorde de quase 11 milhões de toneladas justamente por ter contado com uma demanda adicional da Europa, que tomou cerca de 3 milhões de toneladas.As vendas externas de milho do Brasil devem fechar julho em aproximadamente 500 mil toneladas, segundo a movimentação verificada nos portos brasileiros, e devem mais que dobrar para 1,1 milhão de toneladas em agosto, em parte pelos embarques para a Europa. Mas as fontes evitaram dar números sobre quanto representará a demanda europeia, que comprou no Brasil apenas cerca de 200 mil toneladas em 2009.


Leilões


Já se esperava que os embarques ao exterior de milho do Brasil, que somaram apenas 2 milhões de toneladas no primeiro semestre, ressurgiriam no segundo semestre, podendo atingir cerca de 7 milhões de toneladas, impulsionados pelos leilões de PEP (Prêmio para o Escoamento do Produto), do governo brasileiro."Essa demanda extra casa com uma oferta extra do Brasil via leilões...", disse o trader, concordando que a situação é como se "casasse a fome com a vontade de comer", pois o país tem estoques volumosos --o Brasil, com uma forte indústria de aves e suínos, consome tradicionalmente cerca de 85 por cento de sua produção, estimada em 2009/10 em 53,5 milhões de toneladas.Por meio dos leilões de PEP, o governo concede um prêmio que tem girado em torno de 80 reais por tonelada aos vencedores do leilão, que por sua vez pagam um valor mínimo (que cobre custos de produção) aos produtores. O PEP vem sendo disputado ativamente por tradings, que com os recursos conseguem arcar com custos de transporte das regiões mais distantes do país até os portos.Nesta temporada, contratos para 7,8 milhões de toneladas já foram arrematados nos leilões, que devem prosseguir na próxima semana."É um ganho adicional (a Europa), não creio que vamos exportar 10 milhões de novo, tenho expectativa de 7 milhões (para o ano)", afirmou o analista Aedson Pereira, da AgraFNP, divisão brasileira do grupo Agra Informa, ressaltando que a maior parte das exportações ocorrerá pelos leilões.O governo brasileiro, entretanto, prevê um volume mais elevado para 2010, de 8,5 milhões de toneladas. No ano passado, o Brasil exportou 7,7 milhões de toneladas, principalmente para países do Oriente Médio e da Ásia.Um corretor do Paraná, que também prefere ficar no anonimato, ressaltou que sem os PEPs as exportações seriam inviabilizadas, em meio a um câmbio persistentemente desfavorável. Ele disse que há compradores do cereal nacional por 178 dólares (FOB porto), mas o vendedor que não conta com o prêmio quer no mínimo 183 dólares por tonelada.


Fonte: Gazeta do Povo

 
Posted By Ercilia
 

Segunda-feira, 02 de agosto de 2010
Complexo de armazenagem no sul de MT

Será inaugurado no próximo dia 5 de agosto, o Complexo Cooaleste, uma das maiores unidades de armazenagem de grãos da região sul de Mato Grosso. Instalado em uma área total de 80 hectares, no município de Primavera do Leste, o complexo Cooaleste oferecerá aos cooperados serviços que irão agilizar o trabalho de produtores rurais e agregar valor à produção rural.Além da unidade de armazenagem de grãos, com capacidade para estocar 96 mil toneladas de soja e milho e 50 mil toneladas de algodão, o Complexo Cooaleste conta ainda com área para armazenar defensivos agrícolas, pátio para estocagem de algodão a céu aberto, unidade de classificações visual e laboratorial da fibra do algodão e laboratórios de fitopatologia e nematologia.Para atender à demanda dos produtores da região de Primavera do Leste e contemplar as necessidades de seus cooperados, a Cooaleste atua em cinco áreas: Grãos, algodão, Logística, Comercialização de Insumos e Pesquisa.A Cooperativa possui 88 associados ativos, entre pequenos, médios e grandes produtores rurais. Os cooperados da Cooaleste juntos plantam 377 mil hectares de soja, 40 mil de algodão e 80 mil de milho.


Fonte: Diário de Cuiabá

 
Posted By Ercilia
 

Segunda-feira, 02 de agosto de 2010

Os importadores de açúcar brasileiro que negociarem nesta segunda-feira (2) um carregamento do produto apenas conseguirão embarcá-lo, pelo Porto de Santos, em meados de setembro. A afirmação é do diretor comercial e de logística da Açúcar Guarani, Paulo José Mendes Passos."Existe hoje uma forte demanda por açúcar brasileiro que, vinculada a uma deterioração das condições logísticas, acabaram criando uma situação complicada na exportação", disse o executivo.Segundo ele, 450 caminhões aguardam para descarregar açúcar no Porto de Santos. Estes veículos carregam um total de 13.500 toneladas que esperam para ir para os armazéns.No Porto de Paranaguá, a fila de caminhões já chegou a 150 carretas, mas ontem a concessionária que administra o trecho Curitiba ao Porto, informava no site que não havia fila na rodovia."Os caminhões ficam presos nas filas mais tempo que o normal e acaba criando um gargalo porque outras commodities, como o milho, também precisam chegar ao porto via rodoviária. O resultado é um aumento do frete em cerca de 15% nos últimos meses", disse Passos.No embarque, a situação também é grave. Em Santos, todos os oito berços para embarque de açúcar estão ocupados e cerca de 60 navios estão esperando na costa para atracar no porto."Nos próximos dias serão 111 navios apenas em Santos esperando para embarcar açúcar", conta o consultor Plínio Nastari, presidente da Datagro, especializada no setor sucroalcooleiro.Segundo ele, há um descasamento entre a produção de açúcar no país e a capacidade de embarque do produto. Em Paranaguá, dois navios carregam o produto e mais 14 esperam na barra por um berço livre.Helder Gosling, diretor comercial e de logística do Grupo São Martinho, afirma que a empresa está utilizando uma alternativa intermodal para fugir dos gargalos, principalmente pelo transporte ferroviário."Mas o problema de escoamento do porto afetou até a ferrovia", disse. Segundo o executivo, não há muitos vagões disponíveis para o transporte de açúcar porque muitos estão presos no porto, com o atraso que está sendo registrado no descarregamento.Para Gosling, as recentes chuvas foram um fator importante para o obstáculo logístico existente neste momento no embarque de açúcar. "Os problemas que o clima provocou na produção no ano passado, ele está provocando nos embarques nesta safra", afirma.


Fonte: Paraná online

 
Posted By Ercilia
 

Segunda-feira, 02 de agosto de 2010

A partir de agosto, 25 indústrias devem colocar no mercado produtos com o selo "100% feijão". As empresas já deram início à certificação da qualidade dos grãos com o Instituto Totum e receberam as embalagens com a chancela. Segundo o presidente do Ibrafe, Marcelo Lüders, algumas precisaram fazer adequações no empacotamento, no controle de pragas nos armazéns e dos resíduos. Os produtos devem chegar ao varejo a medida que os estoques de embalagens antigas terminarem. No RS, duas empresas irão colocar suas marcas com o selo no mercado. A Camnpal irá comercializar a Caldo de Ouro, marca para a qual destina 80% do feijão que processa. E a SLC Alimentos irá usar o selo na marca Namorado.


Fonte:Correio do Povo

 
Posted By Ercilia
 

Segunda-feira, 02 de agosto de 2010

A safra de trigo do Paraná, maior produtor brasileiro do cereal, foi estimada em 3,06 milhões de toneladas pelo Departamento de Economia Rural (Deral), do governo do estado. Esse volume, estável em relação à previsão de junho, representa um crescimento de 15% ante a safra passada, quando o estado colheu uma safra de 2,67 milhões de toneladas. "O trigo está bonito. Apesar das geadas, não tem notícia de comprometimento da produtividade regional; vai ter uma lavoura ou outra que perdeu algo, mas nada que outras áreas não compensem", afirmou o agrônomo Otmar Hubner, do Deral. Segundo ele, a colheita no Paraná começa nos próximos dias, principalmente na região norte do estado.


Fonte:DCI - Diário do Comércio & Indústria

 
Posted By Ercilia
 

Segunda-feira, 02 de agosto de 2010

Os dados recentes dos preços da carne bovina mostram elevações: 1,99% no atacado e 0,88% no varejo, até a terceira semana de julho.


A análise das séries históricas indica que esse aumento no atacado é um claro indicador do comportamento futuro dos preços no varejo, de forma que podemos esperar preços maiores da carne bovina para os consumidores nas próximas semanas.Uma análise mais ampla dos mercados nacional e internacional revela que esse pode ser o início de um ciclo de duração ainda maior de aumentos de preços no setor, revertendo um resultado de deflação dos preços da carne bovina nos acumulados dos últimos 12 meses.O Brasil é hoje o maior exportador mundial de carne bovina, vendendo ao exterior pouco mais de 20% do seu total anual de abates.A dinâmica dos preços do mercado interno fica diretamente ligada ao comportamento do mercado mundial, que sentiu de forma muito clara os efeitos da crise.Após exportar 1,6 milhão de toneladas de carne bovina em 2007, o Brasil vendeu 1,4 milhão de toneladas em 2008, e 1,2 milhão de toneladas em 2009. O valor médio (em dólares) por tonelada exportada caiu mais de 14% entre 2008 e 2009.Se, por um lado o consumo interno não acompanhou a queda do mercado mundial, por outro ele cresceu lentamente, ficando estagnado em cerca de 37 kg per capita entre esses anos.Nesse cenário, o rebanho bovino, que já havia alcançado 200 milhões de cabeças entre 2005 e 2006, caiu para cerca de 193 milhões de cabeças em 2009.O ciclo de produção e preços da carne bovina tem sido muito estudado no mundo, envolvendo interações interessantes e complexas entre períodos de gestação e maturação do rebanho, relações com preços relativos de rações animais e leite, dinâmica das taxas de abates de machos vs. fêmeas, e efeitos de avanços do processo produtivo, envolvendo melhorias genéticas e técnicas de confinamento.A recente crise mundial representou um choque exógeno significativo na dinâmica desse ciclo. Após o impacto inicial negativo, os números do ano de 2010 já refletem o processo de recuperação de compras dos principais importadores da carne bovina brasileira.Nos primeiros seis meses de 2010, o Brasil teve um aumento de 23% sobre a receita do total de exportações de carne bovina, sobre o mesmo período de 2009.Em grande parte, isso reflete uma elevação dos preços pagos em dólar, dado que a elevação na quantidade exportada foi de apenas 3% no período.O estudo dos mecanismos por trás dos ciclos de produção e preços de carne bovina, no Brasil e no mundo, continua sendo de grande interesse, principalmente agora que as dúvidas sobre a força da retomada da economia mundial ocorrem em meio a um movimento de alta nos preços.


PAULO PICCHETTI, 48, doutor em economia pela Universidade de Illinois, é professor da EESP/FGV (Fundação Getulio Vargas) e coordenador do IPC-S/Ibre/FGV).


Fonte: Folha de S.Paulo

 
Posted By Ercilia
 

Segunda-feira, 02 de agosto de 2010

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) suspendeu a portaria emitida pelo Ministério da Agricultura que previa a redução de 10% no preço mínimo do trigo. A Corte concedeu liminar à Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), que ingressou com mandado de segurança no mês passado. O relator, ministro Herman Benjamin, justificou a decisão tendo em vista o enorme prejuízo causado ao setor produtivo.A Faep ingressou com o mandado de segurança no dia 8 de julho, dias após entrar em vigor a portaria nº 478, do governo federal. O principal argumento apresentado pela entidade era de que, segundo legislação vigente, a portaria deveria ter sido publicada, no mínimo, 60 dias antes do começo do plantio.Mas quando a decisão do Ministério da Agricultura saiu, determinando a redução no preço mínimo, faltavam apenas 20 dias para o fim do plantio e 91% da área já havia sido semeada. No Rio Grande do Sul, a perda era estimada em R$ 50 milhões, segundo a Federação da Agricultura do Estado (Farsul).Com a decisão do STJ, ficou determinado que prevaleça, entre 1º de julho de 2010 até 30 de junho de 2011, o preço mínimo previsto para a safra de inverno 2010 – estabelecido ainda em maio do ano passado. O ministro Benjamim entendeu que a redução causaria perdas ao setor tríticola.


— Os triticultores não teriam a garantia de perceber sequer as despesas arcadas com a produção — diz a decisão.


Dessa forma, fica mantida a portaria nº 324, de 2009, que estabeleceu preços de R$ 31,80 para a saca de 60 quilos do trigo pão tipo 1 e de R$ 26,46 para o trigo brando tipo 1.


Fonte: Diário Catarinense

 
Posted By Ercilia
 

Segunda-feira, 02 de agosto de 2010
Empresa protocola estudo de impacto ambiental para dutovia de transporte de etanol

A Uniduto Logística, empresa criada por um grupo que representa um terço da produção nacional de etanol, protocola nesta sexta-feira (30/07), na Secretaria de Meio Ambiente do Estado de São Paulo, o Estudo de Impacto Ambiental, o Relatório de Impacto Ambiental e o Estudo de Análise de Risco do Projeto Uniduto.De acordo com Sergio Van Klaveren, presidente da companhia, a entrega dos documentos conclui a primeira etapa do projeto, que é a da consolidação da engenharia básica e dos estudos ambientais. "A partir de agora, entramos numa nova fase e aguardamos que o estado de São Paulo avalie a viabilidade do Projeto Uniduto do ponto de vista ambiental", disse.Para demonstrar a viabilidade do empreendimento, a Uniduto desenvolveu um estudo que envolveu 22 empresas de consultoria e mais de 100 especialistas das áreas de engenharia, geologia, biologia, economia, sociologia, geografia e comunicação social, entre outras.


Nova solução logística para o etanol


Com um projeto baseado em dutos e na integração multimodal, a Uniduto prevê iniciar suas atividades em 2013. Quando em operação, terá capacidade para transportar até 16 bilhões de litros de etanol por ano, oferecendo uma nova alternativa de escoamento e distribuição do produto.Serão 612,4 quilômetros de extensão de dutovia, que passará por 46 municípios de São Paulo. ao todo, serão implantados quatro terminais coletores nas regiões de Serrana, Botucatu, Anhembi e Santa Bárbara d’Oeste; dois terminais de distribuição para o mercado interno em Paulínia e em Caieiras, além de um terminal de exportação no Guarujá, onde também operará um porto próprio afastado da costa (offshore).


Fonte: Revista Globo Rural

 
Posted By Ercilia
 

Segunda-feira, 02 de agosto de 2010

O leilão de Prêmio para Escoamento de Produto (PEP) de milho realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta quinta-feira (29/07) comercializou 1,7 milhão de toneladas do produto, ou seja, 86,4% de 2,030 milhões de toneladas ofertadas.Além dos estados que já vinham sendo contemplados (Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e o Distrito Federal), participou também o estado de Rondônia.Desde maio, a Conab realiza leilões para apoiar a comercialização do milho da safra 2009/2010. O governo já ajudou a escoar 7,8 milhões de toneladas do produto, o equivalente a R$ 541 milhões. O total a ser leiloado pode alcançar 12 milhões de toneladas. Outro leilão de PEP de milho está programado para esta quinta-feira (05/08).


Fonte: Revista Globo Rural

 
Posted By Ercilia
 

Segunda-feira, 02 de agosto de 2010

O Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), indica colheita de 92,1% para o milho segunda safra de Mato Grosso. O médio norte do estado, região de maior área plantada (982 mil hectares, de um total de 2,002 milhões semeados com o grão), tem 96,8% colhidos.Já a região sudeste, segunda maior área de milho segunda safra em Mato Grosso, com 418 mil hectares, tem 82,7% colhidos.O Imea revisou para cima a produção de milho safrinha no estado. A produtividade está estimada em 4.128 quilos por hectare - 0,7% superior à previsão de junho, de 4.099 quilos por hectare - o que deve resultar numa produção de 8,264 milhões de toneladas. Em junho, a expectativa era de produção de 8,207 milhões de toneladas.Na comparação com a safra anterior (ciclo 2008/2009), quando a produção atingiu 8,507 milhões de toneladas, a safra atual deve ser 2,9% menor.


Fonte: Revista Globo Rural

 
Posted By Ercilia
 

Segunda-feira, 02 de agosto de 2010
Frutas com origem valorizada

Mangas e uvas de mesa produzidas no Vale Submédio São Francisco ganham do Inpi o certificado de Identificação de Procedência


O Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi) concedeu às uvas de mesa e mangas da região o certificado de Indicação de Procedência Vale do Submédio São Francisco. De acordo com Lúcia Fernandes, examinadora de Identificação Geográfica do órgão, este foi o quinto título concedido no Brasil e o primeiro em Pernambuco e no Nordeste.A Indicação de Procedência é um reconhecimento da reputação do produto no território. O certificado é um ativo que agrega considerável valor ao produto, ajuda a alavancar o turismo e elimina concorrentes. "É um direito de propriedade industrial. Agora, os produtores já estão aptos a solicitarem o reconhecimento internacional", afirma Lúcia.O certificado foi entregue ao presidente da Univale, José Gualberto, durante a Feira Nacional da Agricultura Irrigada (Fenagri), em Petrolina, PE, que segue até este sábado (31/07). "Atingimos um marco único para o Nordeste. Isso faz com que tenhamos uma maior responsabilidade. Temos que nos conscientizar que a qualidade é o primeiro atributo a ser exigido em qualquer produto", diz.Para o superintendente do Sebrae em Pernambuco, Nilo Simões, esta é uma conquista dos produtores e um reconhecimento da qualidade da produção. "Representa uma virada de página. Com o certificado, o produto ganha valor agregado e isso vai abrir portas. É um reconhecimento ao esforço e pioneirismo da região", destaca.


Fonte: Revista Globo Rural

 
Posted By Ercilia
 

Segunda-feira, 02 de agosto de 2010

A lista de frigoríficos em dificuldades financeiras está cada vez mais extensa. Na semana passada, o Frigol, entrou com um pedido de recuperação judicial. Trata-se de uma espécie de prazo que a empresa solicita à justiça para pagar suas dívidas antes que sua falência seja decretada.O perfil da companhia é parecido ao de outros frigoríficos que enfrentam dificuldades ou fecharam as portas. Entre os casos recentes estão Pantanal, Independência, Margen, Arantes, Frigoestrela e Frialto.O Frigol ainda não revelou o montante de suas dívidas. O diretor e sócio da empresa, Djalma de Oliveira, não quis dar entrevista. O frigorífico paulista produzia 200 mil toneladas de carne bovina por ano e exportava para diversos países. A companhia possui três unidades de abate: Lençóis Paulista/SP, onde está a sede da companhia, Água Azul do Norte/PA e Pimenta Bueno/RO - inaugurada em janeiro.Segundo fontes do setor, o Frigol estava atrasando o pagamento dos fornecedores, mas, mesmo assim, a notícia pegou pecuaristas e concorrentes de surpresa. "Não entendo as razões disso. O Frigol sempre foi uma empresa sólida e com boa gestão", disse Péricles Salazar, presidente da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo).Uma fonte ligada à companhia disse ao Estado que os dirigentes do Frigol fizeram uma peregrinação pelo governo federal em busca de crédito para reerguer a empresa. Bateram em todas as portas: BNDES, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. Mas não tiveram sucesso. A crise global secou os fluxos de crédito privado para o setor de frigoríficos e o Frigol começou a enfrentar dificuldades para organizar seu fluxo de caixa. Nos últimos dois anos, a empresa trabalhou com margens de lucro reduzidas.Apesar do crescimento do mercado interno e das boas perspectivas para o futuro, o setor de carne bovina enfrenta dificuldades desde a crise. A turbulência pegou as empresas alavancadas e fortemente endividadas, após tomarem diversos empréstimos para projetos de expansão.O BeefPoint conversou compradores da região de Lençóis Paulista/SP, que informaram que essa semana a planta a paulista voltará abater, com um volume menor de gado e realizando compras à vista.


Fonte: O Estado de S.Paulo

 
Posted By Ercilia
 

Segunda-feira, 02 de agosto de 2010

A americana Pilgrim’s Pride, controlada pela JBS, teve lucro líquido de US$ 32,9 milhões no segundo trimestre do ano, 38,1% menos que em igual período de 2009. A receita da empresa recuou 4%, para US$ 1,7 bilhão. O presidente, Don Jackson, disse estar cautelosamente otimista. A expectativa é que o setor siga forte no segundo semestre, com preços firmes para o frango.


Fonte: Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Segunda-feira, 02 de agosto de 2010
Fosfertil e BNDES

A Fosfertil vai contratar um financiamento de R$ 246,6 milhões no BNDES. De acordo a empresa, os recursos serão destinados à expansão do Complexo Industrial de Uberaba (MG). O complexo deve ter sua produção de fosfatados de alta concentração ampliada em 415 mil toneladas anuais. A proposta do financiamento prevê prazo de carência de 24 meses e de amortização de 72 meses.


Fonte: Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Segunda-feira, 02 de agosto de 2010
Ativos da SLC

A SLC Agrícola, uma das maiores produtores de grãos e algodão do país, informou na sexta-feira que os 229,475 mil hectares de sua propriedade foram avaliados pela consultoria Deloitte em R$ 1,498 bilhão, sem considerar nenhum tipo de infraestrutura. O valor representa uma redução de 5% no valor mensurado em 2009, sobretudo em função da queda de 30% no preço da soja no período.


Fonte: Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Segunda-feira, 02 de agosto de 2010
Alto Alegre e Cofercatu

O Grupo Alto Alegre, que tem usinas em São Paulo e no Paraná, concluiu na sexta-feira a aquisição da Usina Cofercatu, de Florestópolis (PR), por R$ 180 milhões e mais assunção de dívidas de R$ 90 milhões. A operação já tinha sido anunciada em abril, mas o acordo final só foi assinado na sexta. A operação foi assessorada pelo escritório Alceu Machado, Sperb & Bonat Cordeiro.


Fonte: Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Segunda-feira, 02 de agosto de 2010

A Tereos Internacional, controladora da Açúcar Guarani no Brasil, concluiu hoje a compra dos negócios de açúcar do Groupe Quartier Français (GQF) em países do Oceano Índico. O negócio, no valor total de € 38,407 milhões, foi fechado por meio da subsidiária Tereos EU. Do total, € 19,674 milhões se referem à participação de 56,96% no capital da Société Sucrière de Beaufonds (SSBF), que concentra os ativos de cana-de-açúcar da GQF nas Ilhas Reunião (Sucrerie de Bois Rouge e Sucrière de la Réunion), nas Ilhas Guadalupe (Gardel) e na Tanzânia (TPC). Outros € 10,243 milhões foram pagos pela fatia de 51% no capital da Loiret & Haentjens, empresa sediada em Nantes, na França, e com atuação no segmento de comercialização de açúcar padrão e especial e de produtos para alimentação animal.


Fonte: Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Segunda-feira, 02 de agosto de 2010

O Projeto Organics Brasil, que divulga 74 empresas brasileiras exportadoras de produtos orgânicos em feiras internacionais e eventos do setor, fechou o primeiro semestre com US$ 12 milhões em negócios. Segundo os organizadores do projeto, a expectativa é de uma continuidade no aumento da demanda.O projeto negociou o equivalente a US$ 29 milhões em 2008, com a participação de 27 empresas, e US$ 36 milhões em 2009, com o salto para 74 empresas.Anualmente, o setor de orgânicos movimenta no Brasil cerca de US$ 250 milhões. "Mas não é um número preciso porque ainda não há estatística oficial dessa movimentação", ressalta Ming Liu, gerente do Organics Brasil. No segundo semestre, as empresas brasileiras participarão das três maiores feiras do setor - a Biofach Japão e a Biofach América, em Boston e em São Paulo - com boas chances de negócios.O projeto Organics Brasil surgiu para promover os produtos orgânicos brasileiros no mercado externo, reunindo empresas e produtores em torno de uma marca única, que atenda os padrões de adequação socioambiental. O projeto é resultado de uma ação conjunta da iniciativa privada com o IPD (Instituto de Promoção do Desenvolvimento) e da Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos).


Fonte: Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Segunda-feira, 02 de agosto de 2010

O Grupo Frialto protocolou na quinta-feira seu plano de recuperação judicial na 2ª. Vara de Sinop (MT). O frigorífico, que pediu recuperação judicial em maio, tem dívidas de R$ 564 milhões, sendo R$ 453 milhões com instituições financeiras e R$ 97 milhões com pecuaristas. Na sexta-feira, foi a vez do frigorífico paulista Frigol, com receita de R$ 790 milhões, pedir proteção contra falência.Apesar da intenção de manter a atual estrutura societária durante a recuperação judicial, o Frialto poderá fazer operações de reorganização societária, inclusive fusões, incorporações ou vender unidades. A empresa buscará novos financiamentos e poderá emitir novos títulos de dívida.O plano prevê dois cenários para pagar fornecedores estratégicos, o que inclui pecuaristas. No primeiro, a empresa retoma as atividades sem novos financiamentos, e, após homologação do plano, aqueles com crédito inferior a R$ 25 mil serão pagos integralmente cinco dias depois. Para os demais, o pagamento seria da seguinte forma: 10% do saldo devedor 35 dias depois; 50% do saldo em 11 parcelas mensais e os 40% restantes em 12 parcelas mensais.Num segundo cenário, em que o Frialto voltaria a operar após financiamento de R$ 50 milhões, cada credor estratégico, com crédito inferior a R$ 25 mil, seria pago integralmente cinco dias após a homologação. Os demais receberiam 10% do saldo devedor 35 dias após a homologação. Num período de dez dias após o financiamento, esses credores receberiam 50% do saldo devedor. O restante seria pago em 11 parcelas mensais.Para os quirografários (sem garantias reais), o plano prevê desconto de 85% das dívidas e que os 15% restantes serão pagos em dez anos, em 120 parcelas mensais, após período de carência de cinco anos a contar da homologação. O plano prevê perdão de 80% pelos credores com garantia real. Os 20% restantes seriam pagos em dez anos, em 120 parcelas mensais, após carência de cinco anos a contar da homologação.


Fonte: Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Segunda-feira, 02 de agosto de 2010
Setor de frango quer painel na OMC

Os exportadores brasileiros de frango pretendem abrir novo painel (comitê de arbitragem) contra a União Europeia na Organização Mundial do Comércio (OMC).A União Brasileira de Avicultura (Ubabef) informou que vai encaminhar pedido ao Ministério das Relações Exteriores (MRE) para investigação, agora, contra a nova legislação criada pela UE para conceituar o que é carne fresca de frango e suas preparações. A legislação determina que toda carne de frango congelada importada terá de ser vendida congelada na UE. Na prática, isso pode limitar as exportações brasileiras, diz a Ubabef.O Brasil só exporta carne congelada para as preparações de frango e produto de frango. Com a mudança, ainda não está claro se a carne que for processada terá de ser congelada novamente. Como a UE só produz praticamente carne de frango fresca, a Ubabef considera a medida protecionista.A decisão de pedir o painel na OMC foi tomada na quinta-feira após reunião na Ubabef em que foi apresentado estudo técnico que comprova que o regulamento viola acordos comerciais no âmbito da OMC, informou a associação.O presidente da Ubabef, Francisco Turra, queixou-se do tratamento da UE. "Quando houve registros de gripe aviária pelo mundo, o Brasil se tornou o porto seguro europeu no fornecimento de frangos. Altos investimentos foram feitos para atender às exigências sanitárias dos países importadores. Realizamos grandes esforços e não podemos ser tratados dessa forma", afirmou em nota.


Fonte: Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Segunda-feira, 02 de agosto de 2010
Brasil negocia com os russos corte de tarifas nas vendas de carnes

Turra, da Ubabef, considera protecionista medida tomada pela União Europeia em relação à carne fresca de frango


O Brasil negocia com a Rússia a redução das tarifas de importação impostas às vendas de carnes bovina, suína e de frango. As autoridades brasileiras, que tratam de subsídios e o comércio de açúcar e café, também tentam um acordo para elevar cotas de importação, compartilhar a administração do sistema ao Brasil e baixar alíquotas sobre essas vendas privilegiadas.Os negociadores realizaram, sexta-feira, teleconferência para ajustar o foco desses entendimentos bilaterais, o que deve permitir à Rússia ingressar na Organização Mundial do Comércio (OMC). Os russos disseram que ainda não avançaram nas negociações com seus principais parceiros comerciais, a União Europeia e os EUA. Mesmo assim, iniciaram sondagens para identificar as reivindicações brasileiras.O setor privado nacional tem pressionado o governo a forçar uma redução das tarifas e acabar com o favorecimento a EUA e UE nas cotas fixadas por Moscou. Mas alguns empresários não descartam aceitar uma ampliação "substantiva" das cotas, desde que tenham alíquotas mais baixas. As cotas para o Brasil têm sido reduzidas e divididas com outros países enquanto UE e EUA mantêm grandes cotas específicas.Para entrar na Rússia, a carne bovina do Brasil paga 15% na cota limitada a 73 mil toneladas e 40% no extra-cota. No frango, a cota é de 25% para apenas 12,4 mil toneladas e 95% fora. Em suínos, os russos cobram 15% na cota de 177 mil toneladas e 95% no extra-cota.Em público a negociação é tratada como uma "retomada" nas relações comerciais. "É um ponto de partida porque havia uma indefinição sobre as negociações em razão da união aduaneira da Rússia, Cazaquistão e Bielorrúsia", informou o diretor do Departamento Econômico do Itamaraty, Carlos Márcio Cozendey. "Mostramos que estamos engajados na discussão e repassamos alguns pontos. Eles deram respostas intermediárias, dizendo que o governo russo está dividido entre os que acham melhor manter cotas e outros que querem avançar mais", disse. Um ponto central ao Brasil, segundo o diretor, é a redução dos subsídios agrícolas russos de US$ 9 bilhões.


Fonte: Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Segunda-feira, 02 de agosto de 2010

Soja também se valorizou acompanhando ganhos no exterior; para boi, aumento foi mais modesto


O café acompanhou o mercado internacional e registrou alta expressiva em julho na BM&FBovespa. De acordo com levantamento do Valor Data, as cotações dos papéis de segunda posição na bolsa brasileira subiram 7,89% em julho na comparação com a média do mês anterior.Estoques baixos nos países produtores e também nos consumidores explicam a valorização do produto, de acordo com Eduardo Carvalhaes, do Escritório Carvalhaes. Ele observou que o Brasil ganhou espaço nas exportações de café no mercado, nos últimos anos, porque concorrentes, como Colômbia e países da América Central, tiveram quebras de safras devido a problemas climáticos.Com isso, ano a ano, o Brasil foi consumindo estoques, hoje estimados em menos de cinco milhões de sacas - entre privados e públicos -, de acordo com Carvalhaes. Para o especialista, as reservas brasileiras de café atualmente são as menores em muitos anos.Um indicador que tem sustentado os preços internacionais de café, acrescenta Carvalhaes, são os estoques certificados na bolsa de Nova York. Os níveis atuais são baixos, já que Colômbia e países da América Central, que fornecem seus cafés para os estoques da bolsa americana, estão produzindo menos e suas safras só entram a partir de dezembro.Os contratos de etanol da segunda posição em Nova York subiram 9,08% em julho em relação à media de junho, mostra o Valor Data. A alta reflete o próprio aquecimento no mercado físico de etanol, segundo Tarcilo Rodrigues, diretor da Bioagência. Em plena moagem de cana-de-açúcar, os preços do etanol não param de subir. A razão é que as usinas, mais capitalizadas nesta temporada, estão com melhores condições de estocar álcool e fazer caixa com a venda de açúcar. Este, aliás, também tem registrado altas sucessivas no mercado internacional e doméstico.A atratividade do contrato futuro de etanol na BM&FBovespa também se deve, segundo Rodrigues, ao fato de a liquidação ser financeira. "Ninguém está com medo de entrar nesse mercado, pois ao fim do mês, a posição é liquidada pelo valor dos últimos cinco dias do indicador desse contrato, sem obrigatoriedade de haver a entrega física do produto", diz Rodrigues.A alta dos contratos de soja na bolsa brasileira foi de 6,03% em julho, sempre levando em consideração o valor médio da segunda posição. A oleaginosa tem subido no mercado internacional refletindo a desvalorização do dólar que estimula os investimentos em commodities. Os ganhos no mercado de trigo por causa da quebra da safra na Rússia e países da Europa também têm influenciado a soja.No caso do boi gordo, a média da segunda posição na bolsa subiu 1,6% entre julho e junho. A valorização acompanha os recentes ganhos no mercado físico, que vive um "hiato" entre a oferta de gado de pasto e de animais de confinamento.


Fonte: Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

Segunda-feira, 02 de agosto de 2010

Hectare em regiões onde foram implantados projetos entre 2008 e 2010 seguem com valorização


Projetos sucroalcooleiros implantados entre 2008 e 2010 têm provocado a valorização das terras nas regiões de cana-de-açúcar. O quadro é reflexo da atuação de usinas ainda em fase de maturação e que mantêm, após um ano de melhora do caixa, seus investimentos em canaviais para atingir a capacidade total planejada de processamento de cana. O avanço prossegue nas novas fronteiras, localizadas principalmente nos Estados de Tocantins, Goiás, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais.Estudo feito pela NAI Commercial Properties, multinacional americana especializada no mercado imobiliário, mostra que as terras na região do município de Pedro Afonso (TO) tiveram forte alta desde 2009. As áreas já abertas para agricultura estão valendo R$ 3,6 mil o hectare, 33% mais do que em 2009, quando o hectare com as mesmas características valia R$ 2,7 mil. As áreas de mata tiveram variação menor, no entanto, pouco desprezíveis. De R$ 1,250 mil, o hectare desse tipo de terra subiu para R$ 1,5 mil, alta de 20%, segundo levantamento da NAI."A infraestrutura oferecida na região de Pedro Afonso é um grande atrativo e, por isso, essa valorização. A região oferece o acesso aos rios Tocantins e Sono e deve se beneficiar com a construção da ferrovia Norte Sul", explica Aloísio Barinotti, presidente da NAI.O principal projeto de cana de Tocantins é o da multinacional Bunge, que inaugurou neste ano uma usina justamente em Pedro Afonso, onde detém cerca de 14 mil hectares cultivados com cana-de-açúcar. A multinacional adquiriu neste ano outros 70 mil hectares na mesma região, para onde deve expandir seu projeto sucroalcooleiro.Procurada, a empresa apenas confirmou que adquiriu mais terras na região, mas sem informar a área. Acrescentou que o objetivo da empresa é elevar o volume de cana própria em 60%.Algumas regiões de Goiás também registraram uma das maiores valorizações puxadas pela cana. Estudo de mercado feito pela NAI na região do município de Edeia identificou que o hectare, que valia R$ 8,5 mil em 2009, está sendo negociado agora no mercado a R$ 10 mil, aumento de 17%. É no município de Edea que está o projeto da usina Tropical, sociedade entre a petroleira British Petroleum, com o grupo Maeda - agora vendido ao fundo Arion Capital - e da Santelisa Vale, agora controlada pela francesa Louis Dreyfus.Nas proximidades estão os três projetos de usinas da ETH Bioenergia, associação da ETH, do grupo Odebrecht com a Brenco. A empresa tem planos de expandir seus canaviais de 80 mil a 100 mil hectares por ano nos próximos três anos nas unidades de Goiás, e também na de Mato Grosso (Alto Taquari)."Em 2008, 30 novas unidades industriais foram inauguradas no Centro-Sul. Em 2009, outras 20 usinas e mais dez neste ano. Esses projetos estão em estágios de maturação, cada um em sua fase, e são os principais motores desses investimentos em novos canaviais", diz Antônio de Pádua Rodrigues, diretor-técnico da União das Indústrias de Cana-de-Açúcar (Unica).A busca por terras em Minas Gerais, antes limitada a pastagens degradadas do Triângulo Mineiro, deve se estender às áreas de milho, cultura que promete baixa rentabilidade no próximo ciclo, diz Pierre Santos Vilela, coordenador da Assessoria Técnica da Federação da Agricultura do Estado (Faemg).Como as 38 usinas sucroalcooleiras do Estado estão concentradas no Triângulo, as terras nessa região tiveram valorização de cerca de 3,5% de 2009 para 2010, segundo a Faemg. "A alternativa está sendo a expansão para as áreas de pecuária leiteira, no centro-oeste e noroeste do Estado", diz.Enquanto o preço do hectare menos produtivo no Triângulo é de R$ 6,6 mil, as terras mais produtivas do oeste valem R$ 5,2 mil, e as de pastagem, R$ 2,8 mil.Em Mato Grosso do Sul, os preços de áreas vêm se mostrando estáveis no último trimestre, segundo relatório da Scot Consultoria. A maior procura é por áreas de pastagens degradadas. "Não temos muita competição pois ainda há sete milhões de hectares de pastagens degradadas disponíveis", diz Luis Alberto Novaes, coordenador da Comissão de Agroenergia da Federação de Agricultura do Estado (Famasul).


Fonte: Valor Econômico

 
Posted By Ercilia
 

 
 
Arquivos:
  Mapa do Site | Direitos Autorais | Política de Uso | Administrador